sábado, 30 de maio de 2026

CAMISA COM FRASE VERDADEIRA

Flávio usa camisa com frase: “Curitiba prende, Brasília soltou”

Flávio Bolsonaro em Curitiba Foto: YouTube Filipe Barros



Senador participou de evento ao lado de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol



Na noite desta sexta-feira (29), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou, em Curitiba (PR), de um evento de lançamento das pré-candidaturas de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado, além de Sérgio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná.

Durante o ato, o pré-candidato à Presidência da República apareceu usando uma camiseta com a frase: “Curitiba prendeu, Brasília soltou”.

A expressão faz referência aos desdobramentos da Operação Lava Jato. Em Curitiba, a força-tarefa coordenada por procuradores como Deltan Dallagnol e conduzida pelo então juiz Sérgio Moro ficou conhecida pelas prisões preventivas e condenações em casos de corrupção.

Já em Brasília, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revisaram medidas adotadas pela operação. Entre elas, houve anulação de condenações, revisão de prisões preventivas e transferência de processos para a Justiça Eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi solto em novembro de 2019 após o STF decidir que a prisão só pode ocorrer depois do trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recursos. Posteriormente, a Corte também anulou condenações relacionadas à Lava Jato ao apontar irregularidades processuais e parcialidade nos julgamentos.

Leiliane Lopes

PREVISÃO DE QUEM ENTENDE

Hang prevê “quebradeira” de empresas com fim da escala 6×1

Luciano Hang Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais


Empresário afirmou que leis brasileiras são feitas por quem "não gosta de trabalhar"



Dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang se manifestou contra o fim da escala 6×1, afirmando que ela causará uma “quebradeira” em pequenas e médias empresas de varejo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele ironizou afirmando que o “Congresso deveria aprovar a 4×3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar”

— Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo — declarou.

Hang ainda comentou qual seria o impacto sobre as lojas Havan, uma das maiores redes de departamento do país. Ele presume que teria de aumentar os custos entre 15% e 20% e que a despesa seria repassada aos preços dos produtos.

— Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços. Essa diferença de 15% a 20% vai para os preços. E a inflação vai comer o salário do cara, que vai ter que arranjar um segundo emprego para sobreviver — adicionou.

O empresário disse ainda que as leis são feitas por pessoas “que não gostam de trabalhar”.

— A Havan tem três turnos [de trabalho]. Há um tempo, inventaram que mulheres não podem trabalhar dois domingos em seguida. O que tu consegues com isso? Tu vais ter que contratar mais homens. (…) Cada lei que não tem lógica, quem sofre é a própria pessoa para que foi feita a lei. Eu nunca vi, nesse país, tanto idiota para fazer leis burras — assinalou.

Hang informou que tem uma viagem marcada para o Paraguai, onde pretende encontrar o presidente Santiago Peña em junho. O objetivo é avaliar a possibilidade de abrir lojas da Havan no país vizinho.

— Eu não posso ser o último empresário a apagar a luz. Meus fornecedores já estão lá, meus amigos já estão morando lá. Vou visitar. Quero ver porque o Paraguai atraiu mais de 250 empresas brasileiras — ponderou.

Thamirys Andrade

REBATENDO LULA

Flávio rebate Lula após fala sobre facções: “Nossos criminosos?”

Flávio Bolsonaro Fotos: Reprodução

Presidente disse estar "muito triste" com a decisão dos EUA em tornar PCC e CV como grupos terroristas



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta sexta-feira (29) à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar criticou o petista após ele se referir às facções como “nossos criminosos”.

Ao divulgar o trecho do discurso de Lula, Flávio questionou a fala do presidente.

– Você já viu um presidente da República tratar integrantes de PCC e Comando Vermelho como nossos criminosos? Ouve aí – declarou.

Na sequência, o senador reproduziu o momento em que Lula afirmou estar “triste” com a decisão anunciada pelo governo americano.

– Eu estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os Estados Unidos, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção – disse Lula.

Após exibir a declaração, Flávio rebateu o presidente.

– Nossos criminosos, Lula? Não, seus criminosos – afirmou.

O senador também declarou que a soberania nacional deve proteger a população que vive sob domínio de facções criminosas.

– A soberania que a gente defende é a soberania do povo brasileiro, é a soberania das pessoas, das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narcoterroristas, um governo paralelo, impondo violência, covardia, medo – disse.

Ao final, Flávio acusou Lula de defender criminosos e afirmou que o atual governo está chegando ao fim.

– O povo brasileiro não aguenta mais viver com medo por causa desse tipo de gente e você escolhe defender esses marginais ao invés de defender as vítimas deles, Lula. Lula, o tempo dele está acabando e o seu também – completou.

Leiliane Lopes


VOLTANDO A NORMALIDADE

Anvisa libera o retorno imediato dos produtos Ypê ao mercado

Detergente Ypê Foto: Divulgação




Decisão ocorreu após uma nova inspeção nas instalações da fabricante



O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e o diretor responsável por fiscalizações na autarquia, Daniel Pereira, anunciaram que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, está apta a retomar suas atividades de forma imediata.

A liberação, no entanto, não é total: permanece em vigor a suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1.

A autorização foi concedida à empresa após uma reinspeção conjunta, que começou na quinta-feira (28) e terminou nesta sexta (29). A diligência foi realizada pela Anvisa em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).

A fiscalização constatou a adequação das principais ações corretivas implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo, no interior de São Paulo. A empresa apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril.

— Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário — afirmou Safatle, em visita às instalações da Química Amparo.

*AE

GOVERNO LULA IRRESPONSÁVEL E INCOMPETENTE

Rombo das estatais dispara R$5,9 bilhões em quatro meses

Edifício-Sede em Brasília | Foto: Banco Central do Brasil


Prejuízo acumulado em quatro meses escancara o descontrole dos gastos


O volume de gastos do governo federal com a manutenção de empresas estatais atingiu um patamar crítico logo no primeiro quadrimestre deste ano. 

Dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29) revelam que as empresas estatais federais acumularam um déficit de R$5,93 bilhões entre janeiro e abril. 

O saldo negativo acumulado em apenas quatro meses não apenas quebrou recordes, mas já ultrapassou o prejuízo total registrado ao longo de todo o ano de 2025, que havia fechado em R$5,1 bilhões.

O resultado fiscal negativo de R$5,93 bilhões representa o pior desempenho para o período de janeiro a abril em toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. 

Até então, o maior rombo monitorado nos quatro primeiros meses de um ano havia ocorrido justamente no ano anterior, em 2025, quando o déficit alcançou R$2,73 bilhões. 

O avanço acelerado das despesas operacionais sobre as receitas das companhias indica um agravamento expressivo na dependência de recursos públicos para o custeio dessas estruturas.

De acordo com a metodologia da autoridade monetária, as estatísticas de déficit consideram a variação total da dívida líquida dessas companhias e excluem do cálculo os grupos que operam no setor financeiro (como bancos públicos), além de gigantes de economia mista como a Petrobras e a Eletrobras. 

Desse modo, o balanço de perdas foca na eficiência de gestão de empresas controladas diretamente pela União, englobando corporações como os Correios, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea).

A crise no caixa das estatais ganha tração em meio à acentuada deterioração das contas de companhias tradicionais de serviços. 

Os Correios despontam como uma das principais fontes de pressão fiscal sobre o resultado geral. 

De acordo com informações contidas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo próprio Poder Executivo ao Congresso Nacional, a tendência mapeada para a empresa postal aponta para a persistência de um elevado prejuízo financeiro continuado, demandando a necessidade de aportes diretos de capital oriundos do Tesouro Nacional para sustentar suas operações.

A pressão gerada pelas estatais soma-se a um cenário mais amplo de desequilíbrio no setor público. 

O relatório do Banco Central detalhou também que a situação deficitária se estende aos estados, cujas empresas públicas estaduais anotaram prejuízo acumulado de R$1,85 bilhão no mesmo período de quatro meses. 

Em contrapartida, as empresas geridas pelas administrações municipais foram as únicas a registrar superávit, apresentando um saldo positivo de R$100 milhões no primeiro quadrimestre.

Pedro Taquari

LULA DEFENDENDO FACÇÕES TERRORISTAS

Para Lula, guerra é contra os EUA e não contra PCC e CV

Marcos Camacho, o "Marcola", fundador do "PCC" e considerado um dos bandidos mais perigosos do Brasil.


Ele fala em "traidores" como se estivesse em guerra contra Washington


Em sua paralisia deliberada diante da escalada do crime, o governo Lula (PT), recusou cooperação internacional contra facções que dominam favelas, fronteiras e presídios. E insiste em proteger PCC e o Comando Vermelho da classificação de organizações terroristas. Em nota, atacou opositores, rotulando-os de “traidores da pátria”, como se o Brasil estivesse em guerra contra Washington, e não contra PCC, Comando Vermelho ou qualquer outra estrutura que sequestra a soberania popular. 

O antiamericanismo fora de moda de Lula recusou a oferta dos EUA de inteligência compartilhada, bloqueio de recursos e ações coordenadas.

Em vez de combater os bandidos, tentando tomar dos opositores a poderosa bandeira do combate ao crime, Lula ataca quem cobra atitude.

Lula finge ignorar que o governo perdeu o controle sobre extensas áreas do território nacional, onde quem manda não é a lei e sim o fuzil.

Diário do Poder.

INDICIAMENTO

Polícia indicia Deolane e Marcola por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Deolane Bezerra e o chefe do PCC Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola (Reprodução)

A investigação apura a atuação de uma transportadora de valores em Presidente Venceslau no interior paulista, que teria movimentado R$ 327 milhões ligados à facção


A influenciadora Deolane Bezerra e o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix. A investigação, deflagrada na última quinta-feira, 21, e que levou à prisão da empresária, apura a atuação de uma transportadora de valores em Presidente Venceslau no interior paulista, próxima à penitenciária federal da cidade que teria movimentado R$ 327 milhões ligados à facção.

Além de Deolane e Marcola, a Polícia Civil indiciou outras cinco pessoas apontadas como integrantes do esquema: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão do chefe da facção; os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; o empresário Everton de Souza, citado pelos investigadores como parceiro de Deolane; e o contador Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como responsável pela estrutura fina financeira do grupo.

Deolane nega enfaticamente qualquer relação com o PCC e afirma que "não é bandida". Após a operação, Marcola declarou que não conhece a influenciadora e disse estar indignado com as alegações da Polícia Civil.

A reportagem pediu manifestação dos demais citados. O espaço está aberto.

Segundo a investigação, o conjunto de imagens e informações lançados nas redes da influenciadora que tem 20 milhões de seguidores "revela um padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada, o que se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio".

A Operação Vérnix foi deflagrada por uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça. A investigação revela laços estreitos da influenciadora com a cúpula do PCC.

Além dos sete indiciamentos, a Polícia Civil pediu novas medidas à Justiça. Entre elas estão a ampliação do bloqueio de bens dos investigados e o compartilhamento das informações da investigação com a Polícia Federal, após a identificação de indícios de possíveis crimes tributários.

Segundo a investigação, empresas ligadas a Deolane Bezerra movimentaram cerca de R$ 140 milhões entre 2022 e 2024. A Justiça de Presidente Venceslau decretou a prisão da influenciadora e de outros investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro do esquema. Enquanto Marcola e Alejandro já cumprem pena no sistema penitenciário federal, Paloma e Leonardo estão foragidos da Justiça. Segundo a Polícia Civil, ela estaria na Espanha e ele na Bolívia.

Durante as buscas da Operação Vérnix, a Polícia encontrou uma máquina de contar dinheiro e uma caixa com cerca de R$ 50 mil em espécie com o nome "Dra Deolane" gravado na tampa. Os itens estavam na residência de Everton de Souza, conhecido como "Player".

Na casa dele, na capital paulista, os investigadores localizaram na cozinha, sobre uma pia de mármore e ao lado do fogão, uma caixa estilizada com o dinheiro guardado em maços presos por elásticos. Na tampa, além do nome "Dra Deolane", havia o desenho de uma balança, símbolo da Justiça, e a frase "o justo não se justifica". Próximo ao local também estava a máquina de contar dinheiro.

Segundo a investigação, a partir da estrutura operada por "Player", recursos do crime organizado eram redirecionados para contas de líderes do Primeiro Comando da Capital e também de Deolane Bezerra. A Polícia aponta que a influenciadora mantinha o controle de uma rede de 35 empresas registradas no mesmo endereço, em um condomínio residencial de Martinópolis, a cerca de 440 quilômetros da capital paulista.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal de Everton de Souza indicou movimentação considerada atípica pelos investigadores, com inúmeros depósitos fracionados em dinheiro vivo realizados em diferentes cidades. Segundo a Polícia Civil, o padrão é característico de estratégias de ocultação da origem dos recursos e fragmentação da trilha financeira.

O inquérito que levou à prisão de Deolane e indiciou os sete investigados é conduzido pelos delegados Edmar Rogério Dias Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau.

Estadão Conteúdo

FACÇÕES TERRORISTAS

Mapa do PCC e CV no Brasil: quem são e como atuam os chefes das facções

Marcola, líder máximo do PCC, permanece no topo da lista e continua sendo apontado como a principal figura da facção, mesmo preso em regime de segurança máxima (crédito: Jose Varella/CB/D.A Press)

Relatórios da polícia mostram líderes do PCC e CV espalhados por estados, fronteiras e presídios federais


O PCC deixou há muito tempo de ser apenas uma facção ligada aos presídios paulistas. Hoje, investigações da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público e da Polícia Federal apontam que a organização criminosa opera como uma rede nacional dividida em setores estratégicos, com líderes responsáveis por finanças, comunicação, tráfico internacional e expansão regional.

Nesta quinta-feira (28/5), os Estados Unidos classificaram o PCC como organização terrorista estrangeira. Em paralelo, um novo organograma elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil paulista aponta cerca de 100 nomes ligados à facção, incluindo chefes regionais, operadores financeiros, integrantes da cúpula e ex-líderes expulsos após um racha interno. A lista também inclui o Comando Vermelho (CV).

Mapa de poder

No topo da organização do PCC continua Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Preso na Penitenciária Federal de Brasília desde 2019 e condenado a mais de 300 anos de prisão, ele ainda é apontado como o principal nome da facção. Mesmo isolado em presídios de segurança máxima, investigadores afirmam que Marcola continua influenciando decisões sobre rotas internacionais de cocaína, reorganização interna e articulações do grupo em diferentes estados.

Abaixo da chamada Sintonia Final, considerada o núcleo máximo de comando da facção, aparecem lideranças distribuídas em diferentes áreas.

Uma delas é Gratuliano de Souza Lira, conhecido como Quadrado. Segundo os investigadores, ele chefia a Sintonia do Raio-X, setor encarregado de monitorar as finanças do PCC, investigar desvios de dinheiro e acompanhar esquemas de lavagem financeira.

Outro núcleo que ganhou força nos últimos anos foi o da comunicação digital. André Luiz de Souza e Eduardo Fernandes Dias, conhecidos como Andrezinho e Destino, são apontados como integrantes da Sintonia da Internet e Redes Sociais. Segundo os relatórios policiais, a divisão atua na proteção das comunicações internas da facção, monitoramento de integrantes e uso de aplicativos criptografados.

Baixada Santista

Na Baixada Santista, considerada estratégica por causa do Porto de Santos, o PCC mantém um dos seus principais corredores internacionais. Investigações apontam que a facção utiliza a região como rota para envio de cocaína à Europa, principalmente por meio de contêineres contaminados. Entre os nomes identificados está Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão, apontado como liderança da chamada 'Sintonia Final da Baixada'. Também figuram Mohamad Hussein Murad, o Primo, e José Carlos Gonçalves, o Alemão, investigados por participação em esquemas de lavagem de dinheiro e articulações financeiras da facção

Fronteiras Sul

Já em estados de fronteira como Paraná e Mato Grosso do Sul, a polícia identifica lideranças ligadas ao tráfico internacional de armas e drogas. Entre elas está Gerson Palermo, considerado um dos maiores traficantes da América do Sul, que foi preso na Bolívia após permanecer seis anos foragido. A proximidade com Paraguai e Bolívia transformou essas regiões em áreas fundamentais para o abastecimento da facção.

Norte em disputa

No Norte do país, especialmente em Amazonas e Rondônia, o PCC ampliou sua atuação em disputas violentas contra grupos rivais pelo controle de rotas fluviais e fronteiras internacionais. Relatórios citam a presença de chefes regionais da facção e mencionam figuras como Gelson Carnaúba, o Mano G, e João Pinto Carioca, o João Branco, ligados à Família do Norte, que se tornaram alvos principais na guerra por território e fortaleceram a expansão da organização fora do eixo paulista.

Nordeste em expansão

No Nordeste, a facção avançou por meio de alianças com grupos locais em estados como Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte. Entre os nomes identificados estão Francisco José de Souza, o Chiquinho, e Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue (morto em 2018 em uma emboscada no Ceará), no Ceará; Valdemir Pereira da Silva, o Colorido, na Bahia; e José Carlos da Silva, o Zé Carlos, no Rio Grande do Norte. Em algumas regiões, os acordos terminaram em confrontos internos e disputas por pontos de tráfico

Antiga cúpula

Entre os nomes históricos ligados à facção aparece Roberto Soriano, o Tiriça, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Condenado a mais de 70 anos de prisão, tornou-se um dos principais rivais internos de Marcola após o racha no PCC.

Ao lado de Tiriça aparecem Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Os dois já fizeram parte da elite da facção e hoje são tratados em investigações como integrantes rompidos com a atual liderança. Segundo relatórios policiais, eles foram expulsos do PCC e passaram a integrar a lista de “decretados”, nome dado pela facção a integrantes jurados de morte. Daniel Vinicius Canônico, o Cego, completa a lista de lideranças expulsas identificadas no novo organograma da facção.

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, segue apontado como um dos principais aliados internacionais de Marcola. Ele é tratado pelas autoridades como peça importante no tráfico global de cocaína e nas conexões da facção fora do Brasil.

Os relatórios mais recentes mostram que o PCC mantém divisões chamadas de sintonias, como a Restrita, dos Gravatas, do Progresso, Final dos Estados e Países e Final da Baixada. Cada uma funciona como uma diretoria, cuidando de áreas específicas da facção.

Hoje, o PCC atua como uma organização nacional, presente em praticamente todo o Brasil. Parte das lideranças está presa em penitenciárias federais de Rondônia, Paraná, Mato Grosso do Sul e Brasília, enquanto outros seguem foragidos ou atuando fora do sistema prisional.

Comando Vermelho

Assim como o PCC, o Comando Vermelho também foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira. Fundado no Rio de Janeiro nos anos 1970, o CV mantém forte presença nas comunidades cariocas e em rotas internacionais de tráfico de drogas. A facção atua principalmente no controle de favelas e na articulação com cartéis estrangeiros, disputando espaço com o PCC em estados do Norte e Nordeste.

Entre as principais lideranças identificadas estão Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, considerado um dos nomes históricos da facção e preso em regime federal desde 2002, além de Marcinho VP (Márcio dos Santos Nepomuceno), que também cumpre pena em presídio federal. Ambos seguem apontados como referências simbólicas do grupo, mesmo atrás das grades, enquanto outros líderes regionais mantêm a operação ativa em diferentes estados.

Thamires Pinheiro - Correio Braziliense

CLIMATIZAÇÃO

Estações de BRT do Grande Recife voltarão a ser climatizadas

A licitação prevê a climatização de 35 estações de BRTs do Grande Recife (Foto: Leo Malafaia/Arquivo DP)

O Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM) publicou, nesta sexta (29), licitação para contratação de empresa responsável pelo fornecimento, instalação e implementação da climatização das 35 estações de BRTs do Grande Recife


Quase 12 anos após a implantação dos corredores exclusivos de BRT no Grande Recife, as estações voltarão a contar com sistema de climatização. O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) publicou, nesta sexta-feira (29), a licitação para contratar a empresa responsável pela instalação dos novos aparelhos de ar-condicionado em 35 estações espalhadas pelos corredores Norte/Sul e Leste/Oeste.

De acordo com o edital, a empresa vencedora ficará encarregada do fornecimento, instalação e implementação de toda a infraestrutura necessária para o funcionamento dos equipamentos. O investimento estimado pelo consórcio é de R$ 8,3 milhões.

As propostas das empresas interessadas poderão ser enviadas a partir das 14h30 do dia 1º de junho. Já a sessão pública de disputa está marcada para 2 de julho, às 10h30. O edital completo e os anexos da concorrência estarão disponíveis nos portais do PE Integrado e do CTM.

“As intervenções vão permitir que as estações tenham melhores condições de funcionamento, com mais eficiência operacional e estruturas adequadas para atender os passageiros com mais qualidade”, destacou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), Pedro Neves.

Estações que terão climatização

Corredor Norte e Sul

Maurício de Nassau; Cruz de Rebouças; Bultrins; Mathias de Albuquerque; Kennedy; Tacaruna; Santa Casa da Misericórdia; Araripina; IEP; Treze de Maio; Riachuelo; José de Alencar; Hospital Central; São Salvador do Mundo; Jupirá; Istmo do Recife; Praça da República; Nossa Senhora do Carmo; Forte do Brum.

Corredor Leste/Oeste

Derby; Guararapes; Areinha; Barreiras; Padre Cícero; Capibaribe; BR-101; Getúlio Vargas; Benfica; Engenho Poeta; Riacho Cavouco; Caiara; Parque do Cordeiro; Forte do Arraial; Zumbi; Abolição.

Obras de requalificação dos BRTs

Paralelo ao lançamento da licitação, nove estações de BRTs, localizadas entre Olinda e Abreu e Lima, estão passando por reformas que preveem, segundo o Governo do Estado, a instalação de ar-condicionado, troca do telhado, nova sinalização, entre outras melhorias.

As estações do BRT que serão recuperadas são: Abreu e Lima; São Francisco de Assis; Cidade Tabajara; Aloísio Magalhães; Quartel; Sítio Histórico; Complexo de Salgadinho; Centro de Convenções e Paulista.

Bartô Leonel

PARQUE CONTINUA INTERDITADO

Parque aquático é interditado por desmatamento em área protegida em Olinda

Atração do Coqueiral Park, em Olinda (Foto: Divulgação)

Tribunal negou pedido do parque para suspender fechamento. Empreendimento é alvo de ação do MPPE por irregularidades ambientais, falta de licenças e riscos à segurança dos frequentadores


A Justiça de Pernambuco manteve a interdição do parque aquático Coqueiral Park, localizado no bairro de Ouro Preto, em Olinda, ao negar um pedido da empresa para suspender a decisão que determinou o fechamento imediato do empreendimento. A decisão foi assinada pelo desembargador Fernando Cerqueira Norberto dos Santos, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última quarta-feira (28).

O parque havia sido interditado por decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Olinda, atendendo a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que aponta uma série de irregularidades ambientais, urbanísticas, sanitárias e de segurança. A Prefeitura de Olinda executou a interdição na semana passada.

Ao analisar o recurso apresentado pela empresa, o desembargador concluiu que não há elementos que justifiquem a suspensão da medida e destacou que o empreendimento opera em situação de “clandestinidade operacional qualificada”. Segundo a decisão, a Licença de Operação ambiental está vencida desde novembro de 2022 e o parque não possui alvará de funcionamento válido.

“O risco à incolumidade pública (proteção coletiva) é concreto e imediato”, escreveu o magistrado, ao mencionar a ausência de licenças sanitárias e de segurança plenamente eficazes.

Na decisão de primeira instância, proferida pelo juiz Hauler dos Santos Fonseca em 16 de maio, foi determinada a interdição imediata e total das atividades do parque, além do embargo de qualquer obra, movimentação de terra, extração mineral ou descarte de resíduos na Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Fragoso e em todo o perímetro do empreendimento.

O juiz também determinou que a empresa apresente, em até 45 dias, um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD), além de comprovar o cumprimento das exigências firmadas junto ao Corpo de Bombeiros. O descumprimento das determinações pode resultar em multa diária de R$ 50 mil. A reabertura do parque ficará condicionada à obtenção de todas as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos competentes.

Irregularidades ambientais

A ação civil pública foi ajuizada pelo MPPE após investigações conduzidas desde 2023 pela 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda. O procedimento teve início a partir de uma denúncia anônima sobre obras irregulares e movimentação de terra no local.

Segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), o parque funciona há mais de duas décadas em um fragmento de Mata Atlântica inserido na APP do Rio Fragoso. Vistorias realizadas em novembro de 2024 e junho de 2025 identificaram ocupação irregular da faixa de proteção do rio, extração mineral sem autorização, construção de um barramento de concreto que alterou o curso natural do Rio Fragoso e descarte inadequado de resíduos da construção civil em área protegida.

O órgão ambiental aplicou multa de R$ 5 mil, embargou atividades no local e determinou a recuperação da área degradada. Entre as exigências estava o replantio de espécies nativas da Mata Atlântica, previsto em termo de compromisso que, segundo a CPRH, não foi cumprido.

Na decisão que manteve a interdição, o desembargador ressaltou que a própria empresa admitiu a construção do barramento de concreto e o descarte irregular de resíduos em APP, classificando as intervenções como “violações graves à legislação ambiental”.

O magistrado também destacou o histórico de descumprimento de obrigações ambientais, citando o não cumprimento de um compromisso anterior para o plantio de 700 mudas, o que, segundo ele, compromete a credibilidade das promessas de regularização feitas pela empresa.

Argumentos rejeitados

No recurso, o Coqueiral Park alegou possuir Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido até dezembro de 2026 e afirmou estar em processo de regularização junto à CPRH e à Prefeitura de Olinda. A empresa também sustentou que a interdição poderia provocar prejuízos econômicos irreversíveis e comprometer empregos e ações de recuperação ambiental.

Os argumentos, porém, foram rejeitados pelo Tribunal. Para o desembargador, a existência de processos administrativos em andamento não autoriza o funcionamento de uma atividade considerada de risco sem as devidas licenças. Além disso, ele afirmou que os prejuízos decorrentes da paralisação devem ser suportados pela própria empresa, com base no princípio do poluidor-pagador.

Além da interdição, o MPPE pede na ação a recuperação integral da área degradada e a condenação do empreendimento ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. O processo segue em tramitação e ainda cabe recurso contra as decisões judiciais.

Adelmo Lucena

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Postos de gasolina no Recife não aumentam preço do combustível, mesmo com reajuste da Petrobras

Postos de gasolina do Recife não aumentaram o preço do combustível nas bombas (Foto: Thatiany Lucena/DP)


Alta da Petrobras, que entrou em vigor nesta sexta (29), foi de R$ 0,04 por litro de gasolina


Mesmo com o aumento do preço da gasolina anunciado pela Petrobras na quinta-feira (28), alguns postos de gasolina no Recife mantiveram ou até reduziram o preço do combustível nas bombas nesta sexta-feira (29).

O aumento da Petrobras, que já está válido, foi de R$ 0,48 por litro. Porém, com o desconto de R$ 0,44 previsto pelas medidas anunciadas pelo governo federal por causa da subvenção para o combustível aprovada pelo governo federal, o valor do reajuste ficou de R$ 0,04 por litro de combustível.

Em uma pesquisa realizada pela reportagem, em postos de gasolina no bairro da Imbiribeira e na Avenida Recife, na Zona Sul do Recife, o preço do combustível foi encontrado no seu menor valor a R$ 7,01, chegando a ser encontrado também a R$ 7,03 e a R$ 7,05, no maior valor.

Entre os postos avaliados entre quinta (28) e esta sexta (29), dois postos, localizados na Avenida Abdias de Carvalho, Zona Oeste da capital, permaneceram cobrando o mesmo preço (R$ 7,05) e outros dois, localizados na Avenida Recife, reduziram o preço. No primeiro, foi registrada uma redução de R$ 0,02 e, no segundo, de R$ 0,10.

Em nota, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Pinheiro, aponta que o reajuste se trata de uma estratégia política. “O governo força artificialmente uma redução da diferença da paridade internacional enquanto empurra o mercado cada vez mais para a dependência da importação para garantir o abastecimento do país. A própria Petrobras vem reduzindo participação em determinadas importações e ajustando sua política visando resultado financeiro e distribuição de dividendos aos acionistas”, disse.

Ela aponta ainda que, diante disso, quem acaba sustentando parte relevante do abastecimento são importadores e distribuidoras privadas, expostos ao dólar e ao frete internacional. “Depois, o governo cria mecanismos artificiais de subvenção para maquiar momentaneamente os preços e vender uma narrativa política para a população. Mas essa conta não desaparece, fica dentro da cadeia e alguém paga mais na frente”, afirma.

O presidente dos Sindicombustíveis reforça também que, quando surgem os desequilíbrios, a pressão recai novamente sobre os postos de combustíveis, que não definem política de preços. “O preço dos combustíveis não é definido pelo posto. Ele é influenciado pelo petróleo, pelo dólar, pelos custos de importação, pela logística, pela distribuição, pelos biocombustíveis e pela elevada carga tributária. Mesmo assim, querem convencer a população de que o responsável por tudo é o revendedor”, destaca.

Consumidor ainda sente o peso do preço

O recifense Eduardo Barbosa, que trabalha no ramo da vidraçaria, percebeu a redução do preço da gasolina, mas aponta que ainda está abaixo do esperado pela população. “Para a gente conseguir trabalhar com mais tranquilidade, se o preço da gasolina fosse na faixa de R$ 6 já ajudaria bastante. Por exemplo, eu ando cerca de 80 km por dia, há uns dias, eu gastava R$ 300 reais por semana e agora gasto R$ 450. No final do mês, é uma diferença de R$ 600 que eu podia usar para fazer outras coisas”, analisa o consumidor.

Já o motorista Antônio Silva, que mora em Paudalho, na Zona da Mata Norte do estado, revela que desistiu de trabalhar por meio de aplicativo porque o custo para abastecer o veículo não estava compensando. “Há uns dois meses, um litro de gasolina por R$ 5 reais dava para andar 15 quilômetros, agora tem que ser na faixa de R$ 7,50. Então fica complicado porque a gente ganha o mínimo. Antes, eu rodava por aplicativo, mas resolvi parar porque meu carro é só gasolina e estava ficando muito caro”, relatou Antônio.

Thatiany Lucena


CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

Sport x Náutico: onde assistir, horário e escalações do clássico pela Série B

Augusto Pucci, lateral-direito do Sport, e Igor Fernandes, zagueiro do Náutico (Sandy James/DP Foto)

Clássico dos Clássicos acontece neste sábado (30), na Ilha do Retiro, e pode valer a liderança da Segundona


É dia de Clássico dos Clássicos na Série B! Neste sábado (30), às 20h30, na Ilha do Retiro, Sport e Náutico protagonizam um dos confrontos mais aguardados desta edição da competição nacional. Além do peso histórico da rivalidade no futebol pernambucano, o duelo coloca frente a frente duas equipes que ocupam o G4 e seguem firmes na disputa pelo acesso à Série A.

A partida também pode valer a liderança da Série B. Atualmente, Timbu e Leão somam os mesmos 19 pontos, mas os alvirrubros aparecem na vice-liderança por terem uma vitória a mais que o rival, terceiro lugar. Em caso de triunfo de um dos lados e tropeço do São Bernardo, rubro-negros ou alvirrubros assumem a ponta da competição.

O clássico chega em um momento decisivo da temporada para os dois clubes. Além dos três pontos, o confronto pode consolidar o status de candidato ao acesso e servir como impulso para a sequência do campeonato.

A semana do duelo também foi marcada por uma polêmica extracampo. O Náutico acionou o STJD questionando os valores cobrados para a torcida visitante, alegando que o preço dos ingressos destinados aos alvirrubros estaria acima do limite previsto pelo regulamento da competição.


SPORT

O Sport tenta virar a página rapidamente depois da eliminação na semifinal da Copa do Nordeste diante de sua torcida. Apesar da queda no Nordestão, o Leão segue vivendo bom momento na Série B. A equipe vem de vitória sobre o Juventude, em Caxias do Sul, resultado que manteve o clube entre os primeiros colocados da competição.

O clube rubro-negro contará com um importante aliado no Clássico dos Clássicos: a força da Ilha do Retiro. Mais de 21 mil ingressos foram vendidos antecipadamente para o confronto, que deve registrar o maior público leonino nesta edição da Série B. A expectativa é de casa cheia para empurrar a equipe de Márcio Goiano.

Para o clássico, o treinador terá uma baixa confirmada. O lateral-esquerdo Felipinho recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Juventude e cumpre suspensão automática. Com isso, a tendência é que Edson Lucas assuma a vaga no setor.

Outras mudanças também podem acontecer por opção técnica. Na defesa, Marcelo Ajul surge como candidato a ocupar o lugar de Zé Marcos, alvo de críticas após a derrota para o Fortaleza. Já no ataque, Iury Castilho, que vive bom momento, pode ganhar a vaga atualmente ocupada por Clayson.

Por outro lado, os desfalques por lesão permanecem os mesmos. O atacante Marlon Douglas segue em recuperação de uma lesão muscular na coxa direita, enquanto Gustavo Maia continua tratando um edema no joelho.

Além da busca pelos três pontos, o Sport também tenta encerrar um incômodo jejum diante do rival em casa. O Leão não vence o Náutico na Ilha do Retiro há quatro temporadas, embora mantenha uma escrita favorável de nunca ter sido derrotado como mandante pelo rival na Segundona.

 

NÁUTICO

O Timbu chega para o Clássico dos Clássicos em meio ao seu melhor momento na temporada. A equipe dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos chegou a cinco jogos de invencibilidade e engatou três vitórias seguidas pela Série B.

A grande fase fez o clube alvirrubro deixar uma situação de meio de tabela e passar a brigar pelas primeiras posições. Atualmente, o Náutico é o 2º colocado, com 19 pontos conquistados, e mira buscar a liderança do São Bernardo, que tem 20.

Apesar da boa fase, o Timbu terá que lidar com um desfalque importante no jogo na Ilha do Retiro. Titular absoluto no atual esquema, o volante Wenderson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Para o seu lugar, Leonai Souza é o favorito para a função, com Ramon Carvalho e Samuel correndo por fora na disputa.

No comando de ataque, o retorno de Derek, que se recuperou de uma lesão muscular, ainda é tratado como dúvida. Com isso, Paulo Sérgio deverá seguir como o titular de centroavante.

De ordem técnica, Victor Andrade e Júnior Todinho travam disputa interna pela titularidade na ponta. Os dois jogadores corresponderam quando foram acionados, possuindo cada um três participações em gols nesta Série B.

Para tentar superar o Sport, aliás, o Timbu conta com a sua força ofensiva. Nos últimos três jogos, a equipe vem de 11 gols marcados, consolidando-se como um dos melhores ataques da competição, com 16 gols totais.

Outro aspecto positivo para os alvirrubros é a campanha como visitante nesta Segundona. Nos cinco jogos em que atuou nesta condição, o Náutico somou 10 pontos, com três vitórias, um empate e uma derrota.

FICHA DA PARTIDA

SPORT

Thiago Couto; Madson, Marcelo Benevenuto, Zé Marcos (Marcelo Ajul) e Édson Lucas; Zé Lucas, Biel e Yago Felipe; Barletta, Iury Castilho e Perotti. Técnico: Márcio Goiano.

NÁUTICO

Muriel, Reginaldo, Mateus Silva, Betão e Igor Fernandes; Leonai Souza, Luiz Felipe e Dodô; Vinícius, Victor Andrade (Júnior Todinho) e Paulo Sérgio. Técnicos: Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos.

Local: Ilha do Retiro, no Recife

Horário: 20h30

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B

Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)

Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC) e Alex dos Santos (SC)

Quarto Árbitro: Hugo Soares Dias Figueiredo (PE)

VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP)

Transmissão: ESPN (TV Fechada) e Disney+(Streaming)

Gabriel Farias e Caio Antunes