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sábado, 30 de maio de 2026

PARQUE CONTINUA INTERDITADO

Parque aquático é interditado por desmatamento em área protegida em Olinda

Atração do Coqueiral Park, em Olinda (Foto: Divulgação)

Tribunal negou pedido do parque para suspender fechamento. Empreendimento é alvo de ação do MPPE por irregularidades ambientais, falta de licenças e riscos à segurança dos frequentadores


A Justiça de Pernambuco manteve a interdição do parque aquático Coqueiral Park, localizado no bairro de Ouro Preto, em Olinda, ao negar um pedido da empresa para suspender a decisão que determinou o fechamento imediato do empreendimento. A decisão foi assinada pelo desembargador Fernando Cerqueira Norberto dos Santos, da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última quarta-feira (28).

O parque havia sido interditado por decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Olinda, atendendo a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que aponta uma série de irregularidades ambientais, urbanísticas, sanitárias e de segurança. A Prefeitura de Olinda executou a interdição na semana passada.

Ao analisar o recurso apresentado pela empresa, o desembargador concluiu que não há elementos que justifiquem a suspensão da medida e destacou que o empreendimento opera em situação de “clandestinidade operacional qualificada”. Segundo a decisão, a Licença de Operação ambiental está vencida desde novembro de 2022 e o parque não possui alvará de funcionamento válido.

“O risco à incolumidade pública (proteção coletiva) é concreto e imediato”, escreveu o magistrado, ao mencionar a ausência de licenças sanitárias e de segurança plenamente eficazes.

Na decisão de primeira instância, proferida pelo juiz Hauler dos Santos Fonseca em 16 de maio, foi determinada a interdição imediata e total das atividades do parque, além do embargo de qualquer obra, movimentação de terra, extração mineral ou descarte de resíduos na Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Fragoso e em todo o perímetro do empreendimento.

O juiz também determinou que a empresa apresente, em até 45 dias, um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD), além de comprovar o cumprimento das exigências firmadas junto ao Corpo de Bombeiros. O descumprimento das determinações pode resultar em multa diária de R$ 50 mil. A reabertura do parque ficará condicionada à obtenção de todas as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos competentes.

Irregularidades ambientais

A ação civil pública foi ajuizada pelo MPPE após investigações conduzidas desde 2023 pela 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda. O procedimento teve início a partir de uma denúncia anônima sobre obras irregulares e movimentação de terra no local.

Segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), o parque funciona há mais de duas décadas em um fragmento de Mata Atlântica inserido na APP do Rio Fragoso. Vistorias realizadas em novembro de 2024 e junho de 2025 identificaram ocupação irregular da faixa de proteção do rio, extração mineral sem autorização, construção de um barramento de concreto que alterou o curso natural do Rio Fragoso e descarte inadequado de resíduos da construção civil em área protegida.

O órgão ambiental aplicou multa de R$ 5 mil, embargou atividades no local e determinou a recuperação da área degradada. Entre as exigências estava o replantio de espécies nativas da Mata Atlântica, previsto em termo de compromisso que, segundo a CPRH, não foi cumprido.

Na decisão que manteve a interdição, o desembargador ressaltou que a própria empresa admitiu a construção do barramento de concreto e o descarte irregular de resíduos em APP, classificando as intervenções como “violações graves à legislação ambiental”.

O magistrado também destacou o histórico de descumprimento de obrigações ambientais, citando o não cumprimento de um compromisso anterior para o plantio de 700 mudas, o que, segundo ele, compromete a credibilidade das promessas de regularização feitas pela empresa.

Argumentos rejeitados

No recurso, o Coqueiral Park alegou possuir Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido até dezembro de 2026 e afirmou estar em processo de regularização junto à CPRH e à Prefeitura de Olinda. A empresa também sustentou que a interdição poderia provocar prejuízos econômicos irreversíveis e comprometer empregos e ações de recuperação ambiental.

Os argumentos, porém, foram rejeitados pelo Tribunal. Para o desembargador, a existência de processos administrativos em andamento não autoriza o funcionamento de uma atividade considerada de risco sem as devidas licenças. Além disso, ele afirmou que os prejuízos decorrentes da paralisação devem ser suportados pela própria empresa, com base no princípio do poluidor-pagador.

Além da interdição, o MPPE pede na ação a recuperação integral da área degradada e a condenação do empreendimento ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. O processo segue em tramitação e ainda cabe recurso contra as decisões judiciais.

Adelmo Lucena

PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Postos de gasolina no Recife não aumentam preço do combustível, mesmo com reajuste da Petrobras

Postos de gasolina do Recife não aumentaram o preço do combustível nas bombas (Foto: Thatiany Lucena/DP)


Alta da Petrobras, que entrou em vigor nesta sexta (29), foi de R$ 0,04 por litro de gasolina


Mesmo com o aumento do preço da gasolina anunciado pela Petrobras na quinta-feira (28), alguns postos de gasolina no Recife mantiveram ou até reduziram o preço do combustível nas bombas nesta sexta-feira (29).

O aumento da Petrobras, que já está válido, foi de R$ 0,48 por litro. Porém, com o desconto de R$ 0,44 previsto pelas medidas anunciadas pelo governo federal por causa da subvenção para o combustível aprovada pelo governo federal, o valor do reajuste ficou de R$ 0,04 por litro de combustível.

Em uma pesquisa realizada pela reportagem, em postos de gasolina no bairro da Imbiribeira e na Avenida Recife, na Zona Sul do Recife, o preço do combustível foi encontrado no seu menor valor a R$ 7,01, chegando a ser encontrado também a R$ 7,03 e a R$ 7,05, no maior valor.

Entre os postos avaliados entre quinta (28) e esta sexta (29), dois postos, localizados na Avenida Abdias de Carvalho, Zona Oeste da capital, permaneceram cobrando o mesmo preço (R$ 7,05) e outros dois, localizados na Avenida Recife, reduziram o preço. No primeiro, foi registrada uma redução de R$ 0,02 e, no segundo, de R$ 0,10.

Em nota, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Pinheiro, aponta que o reajuste se trata de uma estratégia política. “O governo força artificialmente uma redução da diferença da paridade internacional enquanto empurra o mercado cada vez mais para a dependência da importação para garantir o abastecimento do país. A própria Petrobras vem reduzindo participação em determinadas importações e ajustando sua política visando resultado financeiro e distribuição de dividendos aos acionistas”, disse.

Ela aponta ainda que, diante disso, quem acaba sustentando parte relevante do abastecimento são importadores e distribuidoras privadas, expostos ao dólar e ao frete internacional. “Depois, o governo cria mecanismos artificiais de subvenção para maquiar momentaneamente os preços e vender uma narrativa política para a população. Mas essa conta não desaparece, fica dentro da cadeia e alguém paga mais na frente”, afirma.

O presidente dos Sindicombustíveis reforça também que, quando surgem os desequilíbrios, a pressão recai novamente sobre os postos de combustíveis, que não definem política de preços. “O preço dos combustíveis não é definido pelo posto. Ele é influenciado pelo petróleo, pelo dólar, pelos custos de importação, pela logística, pela distribuição, pelos biocombustíveis e pela elevada carga tributária. Mesmo assim, querem convencer a população de que o responsável por tudo é o revendedor”, destaca.

Consumidor ainda sente o peso do preço

O recifense Eduardo Barbosa, que trabalha no ramo da vidraçaria, percebeu a redução do preço da gasolina, mas aponta que ainda está abaixo do esperado pela população. “Para a gente conseguir trabalhar com mais tranquilidade, se o preço da gasolina fosse na faixa de R$ 6 já ajudaria bastante. Por exemplo, eu ando cerca de 80 km por dia, há uns dias, eu gastava R$ 300 reais por semana e agora gasto R$ 450. No final do mês, é uma diferença de R$ 600 que eu podia usar para fazer outras coisas”, analisa o consumidor.

Já o motorista Antônio Silva, que mora em Paudalho, na Zona da Mata Norte do estado, revela que desistiu de trabalhar por meio de aplicativo porque o custo para abastecer o veículo não estava compensando. “Há uns dois meses, um litro de gasolina por R$ 5 reais dava para andar 15 quilômetros, agora tem que ser na faixa de R$ 7,50. Então fica complicado porque a gente ganha o mínimo. Antes, eu rodava por aplicativo, mas resolvi parar porque meu carro é só gasolina e estava ficando muito caro”, relatou Antônio.

Thatiany Lucena


CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

Sport x Náutico: onde assistir, horário e escalações do clássico pela Série B

Augusto Pucci, lateral-direito do Sport, e Igor Fernandes, zagueiro do Náutico (Sandy James/DP Foto)

Clássico dos Clássicos acontece neste sábado (30), na Ilha do Retiro, e pode valer a liderança da Segundona


É dia de Clássico dos Clássicos na Série B! Neste sábado (30), às 20h30, na Ilha do Retiro, Sport e Náutico protagonizam um dos confrontos mais aguardados desta edição da competição nacional. Além do peso histórico da rivalidade no futebol pernambucano, o duelo coloca frente a frente duas equipes que ocupam o G4 e seguem firmes na disputa pelo acesso à Série A.

A partida também pode valer a liderança da Série B. Atualmente, Timbu e Leão somam os mesmos 19 pontos, mas os alvirrubros aparecem na vice-liderança por terem uma vitória a mais que o rival, terceiro lugar. Em caso de triunfo de um dos lados e tropeço do São Bernardo, rubro-negros ou alvirrubros assumem a ponta da competição.

O clássico chega em um momento decisivo da temporada para os dois clubes. Além dos três pontos, o confronto pode consolidar o status de candidato ao acesso e servir como impulso para a sequência do campeonato.

A semana do duelo também foi marcada por uma polêmica extracampo. O Náutico acionou o STJD questionando os valores cobrados para a torcida visitante, alegando que o preço dos ingressos destinados aos alvirrubros estaria acima do limite previsto pelo regulamento da competição.


SPORT

O Sport tenta virar a página rapidamente depois da eliminação na semifinal da Copa do Nordeste diante de sua torcida. Apesar da queda no Nordestão, o Leão segue vivendo bom momento na Série B. A equipe vem de vitória sobre o Juventude, em Caxias do Sul, resultado que manteve o clube entre os primeiros colocados da competição.

O clube rubro-negro contará com um importante aliado no Clássico dos Clássicos: a força da Ilha do Retiro. Mais de 21 mil ingressos foram vendidos antecipadamente para o confronto, que deve registrar o maior público leonino nesta edição da Série B. A expectativa é de casa cheia para empurrar a equipe de Márcio Goiano.

Para o clássico, o treinador terá uma baixa confirmada. O lateral-esquerdo Felipinho recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Juventude e cumpre suspensão automática. Com isso, a tendência é que Edson Lucas assuma a vaga no setor.

Outras mudanças também podem acontecer por opção técnica. Na defesa, Marcelo Ajul surge como candidato a ocupar o lugar de Zé Marcos, alvo de críticas após a derrota para o Fortaleza. Já no ataque, Iury Castilho, que vive bom momento, pode ganhar a vaga atualmente ocupada por Clayson.

Por outro lado, os desfalques por lesão permanecem os mesmos. O atacante Marlon Douglas segue em recuperação de uma lesão muscular na coxa direita, enquanto Gustavo Maia continua tratando um edema no joelho.

Além da busca pelos três pontos, o Sport também tenta encerrar um incômodo jejum diante do rival em casa. O Leão não vence o Náutico na Ilha do Retiro há quatro temporadas, embora mantenha uma escrita favorável de nunca ter sido derrotado como mandante pelo rival na Segundona.

 

NÁUTICO

O Timbu chega para o Clássico dos Clássicos em meio ao seu melhor momento na temporada. A equipe dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos chegou a cinco jogos de invencibilidade e engatou três vitórias seguidas pela Série B.

A grande fase fez o clube alvirrubro deixar uma situação de meio de tabela e passar a brigar pelas primeiras posições. Atualmente, o Náutico é o 2º colocado, com 19 pontos conquistados, e mira buscar a liderança do São Bernardo, que tem 20.

Apesar da boa fase, o Timbu terá que lidar com um desfalque importante no jogo na Ilha do Retiro. Titular absoluto no atual esquema, o volante Wenderson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Para o seu lugar, Leonai Souza é o favorito para a função, com Ramon Carvalho e Samuel correndo por fora na disputa.

No comando de ataque, o retorno de Derek, que se recuperou de uma lesão muscular, ainda é tratado como dúvida. Com isso, Paulo Sérgio deverá seguir como o titular de centroavante.

De ordem técnica, Victor Andrade e Júnior Todinho travam disputa interna pela titularidade na ponta. Os dois jogadores corresponderam quando foram acionados, possuindo cada um três participações em gols nesta Série B.

Para tentar superar o Sport, aliás, o Timbu conta com a sua força ofensiva. Nos últimos três jogos, a equipe vem de 11 gols marcados, consolidando-se como um dos melhores ataques da competição, com 16 gols totais.

Outro aspecto positivo para os alvirrubros é a campanha como visitante nesta Segundona. Nos cinco jogos em que atuou nesta condição, o Náutico somou 10 pontos, com três vitórias, um empate e uma derrota.

FICHA DA PARTIDA

SPORT

Thiago Couto; Madson, Marcelo Benevenuto, Zé Marcos (Marcelo Ajul) e Édson Lucas; Zé Lucas, Biel e Yago Felipe; Barletta, Iury Castilho e Perotti. Técnico: Márcio Goiano.

NÁUTICO

Muriel, Reginaldo, Mateus Silva, Betão e Igor Fernandes; Leonai Souza, Luiz Felipe e Dodô; Vinícius, Victor Andrade (Júnior Todinho) e Paulo Sérgio. Técnicos: Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos.

Local: Ilha do Retiro, no Recife

Horário: 20h30

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B

Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)

Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC) e Alex dos Santos (SC)

Quarto Árbitro: Hugo Soares Dias Figueiredo (PE)

VAR: Jose Claudio Rocha Filho (SP)

Transmissão: ESPN (TV Fechada) e Disney+(Streaming)

Gabriel Farias e Caio Antunes

sexta-feira, 29 de maio de 2026

LULA DEFENDENDO FACÇÃO TERRORISTA

Lula chama Flávio de traidor por decisão de Trump contra CV e PCC

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Foto: Ricardo Stuckert / PR


Governo petista não é favorável a medida



 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo que chamou de pedido de intervenção dos Estados Unidos no Brasil, após o presidente Donald Trump anunciar que classificou as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas.

O petista chegou a comparar Flávio ao personagem da história brasileira Joaquim Silvério dos Reis, considerado delator dos planos da Inconfidência Mineira que resultaram na morte de Tiradentes.

— Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil — declarou.

Lula disse ainda que, quando esteve no país para encontrar Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que assinou o comunicado sobre a reclassificação das facções, não esteve presente.

— Eu fiquei três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o documento do combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui neste país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil — disse.

Lula ainda ressaltou que as facções criminosas do Brasil fazem, de fato, terrorismo apenas às comunidades brasileiras, e que o governo federal tem buscado combatê-las.

— Esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia deste país eles são terroristas, porque eles incomodam famílias, o bairro, a cidade, eles roubam o direito do povo de viver livremente, então eles são terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Nós aprovamos uma lei antifacção e aprovamos uma lei para combater o crime organizado. Eles não são os terroristas que o Trump quer — ressaltou.

As declarações foram dadas em um evento sobre investimentos da Petrobras no município de Laranjeiras, em Sergipe.

Kleber Pizão

COCAÍNA MAIS CARA

Efeito Trump: Desembargadora diz que preço da cocaína subiu

Desembargadora Ivana David na CNN Foto: YouTube CNN Brasil

A medida ainda não entrou em vigor, mas já está impactando o mundo do tráfico de drogas



Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (29), a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), trouxe a informação de que o preço da cocaína subiu após os Estados Unidos reclassificarem as facções criminosas PCC E CV como organizações terroristas.

– Nas trocas de informações, da inteligência e da contrainteligência, a investigação não para, já sabemos que o preço da cocaína subiu. Quanto mais dificuldade, obviamente, a droga vai ficando mais cara – explicou Ivana.

A desembargadora disse ainda que não conseguiu, até o momento, vislumbrar nenhuma vantagem na decisão dos EUA, que passará a valer apenas a partir do dia 5 de junho.

Antes disso, Ivana afirmou que a decisão norte-americana sobre as facções brasileiras pode seguir o mesmo caminho que o governo Trump tem adotado na América do Sul, sem se preocupar se, de alguma forma, isso colocaria em risco a segurança dos cidadãos e do próprio país.

Ela explicou também que o combate ao terrorismo pelos EUA ficou mais forte após os atentados contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

– A partir daquele momento, aquilo foi o ponto que os Estados Unidos chamou a si esse poder de resolver, ou se envolver na segurança do mundo, ou na insegurança do mundo, para garantir a sua segurança nacional e isso nos causa a maior aflição – completou.

Leiliane Lopes

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

Ato de Trump reforça peso da segurança na eleição e põe Lula contra a parede

Classificação de facções pelos EUA coloca Flávio Bolsonaro na liderança do debate sobre a segurança pública no país. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)


 O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recolocou o debate sobre a segurança pública no centro da eleição à Presidência da República após a visita à Casa Branca, que culminou na classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

O anúncio desta quinta-feira (28) veio dois dias depois da visita do senador ao presidente Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Logo após o breve encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que havia pedido ao norte-americano a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Há poucas semanas, o petista foi recebido no mesmo local pelo presidente dos Estados Unidos, o que mostrou um certo pé de igualdade na relação entre Lula e Trump, em comparação com os antigos aliados da direita brasileira. No entanto, o petista teve uma postura antagônica sobre a classificação das facções como terroristas, episódio que deve ser explorado pela pré-campanha de Flávio.

Lula já havia se manifestado contra a posição da gestão Trump e o silêncio do governo petista mostra que ele sentiu o golpe. Na defensiva, o presidente brasileiro só comentou o tema no início da tarde desta sexta-feira (29) durante um evento em Sergipe, onde declarou que o CV e PCC não são "os terroristas, que o Trump quer, como o Osama bin Laden".

Para o cientista político Samuel Oliveira, o governo não pode simplesmente rejeitar a medida sem apresentar uma resposta concreta contra o crime organizado. "Se ficar apenas no discurso, pode parecer que está fugindo do problema real”, afirma.

Além disso, na avaliação dele, Flávio Bolsonaro sai na frente na área da segurança pública ao conseguir, em Washington, aquilo que o governo Lula resistiu em fazer. "Isso permite à direita enquadrar o governo como lento, ambíguo ou excessivamente preocupado com política externa enquanto a população está preocupada com crime, medo e domínio territorial das facções”, analisa o cientista político.

Por outro lado, ele aponta que essa vitória da direita pode ter um efeito colateral, principalmente econômico e empresarial, e que Lula deve reeditar o discurso de defesa da soberania usado durante o tarifaço norte-americano. À época, o petista estava em queda livre e recuperou a popularidade após a taxação dos produtos pelos Estados Unidos.

"Quando uma candidatura brasileira parece depender de uma chancela externa, abre-se espaço para o governo reagir com a bandeira da soberania nacional. A direita ganha no tema da segurança, mas se expõe à acusação de importar a política externa americana para dentro da eleição brasileira”, pondera.


Foto de Trump muda jogo para Flávio após desgaste por vazamento de áudio 


Bolsonaro com o líder da direita global — já havia dado certo antes do anúncio sobre a classificação do PCC e do CV, pois foi considerada uma resposta política à visita do presidente Lula.

De acordo com monitoramento do sentimento geral das menções a Flávio Bolsonaro em centenas de grupos de WhatsApp públicos monitorados pela empresa de análise de redes sociais Palver, divulgado pelo portal UOL, em cerca de três horas após a foto do senador com Trump, o sentimento do eleitorado havia mudado completamente. Foi a primeira inversão positiva para Flávio desde 12 de maio, quando seu nome foi associado ao de Vorcaro após o vazamento de um áudio.

Entre a última sexta-feira (22) e segunda-feira (25), Flávio operou com sentimento positivo entre 26% e 35%, contra a “maré” negativa que oscilava entre 45% e 52% das menções. A curva da última terça-feira (26) mostra a hora exata em que o cenário se inverteu. Às 17h, com a foto ainda não publicada, Flávio operava com 41% positivo e 51% negativo. Na hora sA agenda com uma foto ao lado de Trump — reforçando a proximidade da família Beguinte, com a imagem circulando nos grupos, saltou para 61% positivo e 39% negativo. Às 20h, no pico do dia, fechou em 65% positivo e 35% negativo. Em três horas, o sentimento positivo subiu 22 pontos percentuais.


Classificação do PCC e CV recoloca foco do eleitor na segurança pública


Se com a visita à Casa Branca Flávio havia, pelo menos temporariamente, "estancado a sangria", com o anúncio da classificação das facções criminosas brasileiras como terroristas, o pré-candidato da oposição ao Palácio do Planalto surpreende o governo Lula e volta a trabalhar com a perspectiva de crescimento durante a pré-campanha.

A pauta foi mais uma vez deslocada para o campo da segurança pública, no qual a direita se sente mais à vontade que a esquerda para debater e propor medidas na área que deve ser decisiva para o voto do eleitor em outubro.

De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, a violência é o principal problema do Brasil para 27% dos entrevistados. A corrupção aparece em segundo lugar, com 19% das menções, seguida pelos problemas sociais (16%) e pela saúde (14%). A economia aparece com 9% no ranking de preocupações dos brasileiros, e a educação fecha a lista, com 7% das respostas.

Na série histórica da Genial/Quaest sobre o tema, a violência vem se mantendo no topo da lista das preocupações das pessoas desde o início de 2025 — o ápice ocorreu em novembro do ano passado, quando os números atingiram quase 40%.

Os efeitos eleitorais concretos da medida dos EUA, contudo, ainda são incertos e vão depender de como as campanhas de Flávio e Lula vão trabalhar a questão, assim de como o próprio governo norte-americano vai se comportar daqui para a frente.

Metodologia da pesquisa citada: A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-09285/2026).

  • Promotora defende revisão de lei antiterrorismo e foco nas vítimas do crime organizado

Promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima), Celeste Leite dos Santos explica que a legislação brasileira de combate ao terrorismo é inadequada aos padrões internacionais.

Segundo ela, essa defasagem legislativa enfraquece a argumentação do Estado brasileiro no sentido de que o PCC e o CV não seriam organizações terroristas. “Na prática, o nosso próprio ordenamento jurídico carece de densidade normativa para sustentar esse debate no plano internacional. Se o Brasil quer defender sua posição com credibilidade, precisa urgentemente revisar sua lei antiterrorismo para adequá-la aos parâmetros globais — não por pressão externa, mas por dever de seriedade legislativa”, argumenta a promotora em entrevista à Gazeta do Povo.

Ela ainda defende que o debate central deve estar no resultado concreto das ações das facções sobre a população que sofre com o avanço do crime organizado. “PCC e CV são responsáveis por milhares de mortes violentas, domínio territorial, recrutamento forçado de jovens e uma economia criminosa que vitimiza a população mais vulnerável. Se essa classificação internacional se traduzir em cooperação efetiva, rastreamento financeiro e desarticulação real dessas organizações, as vítimas serão beneficiadas”, opina a presidente do Pró-Vítima.

Celeste ainda ressaltou que apenas a classificação das facções como terroristas não significa combate ao crime organizado e cobrou políticas públicas como proteção a testemunhas, apoio a familiares e prevenção ao aliciamento. “Nesse sentido, é urgente e inadiável a aprovação do Estatuto da Vítima, que tramita no Senado Federal e aguarda deliberação na Comissão de Segurança Pública e em Plenário. O Brasil não pode seguir sem um marco legal que garanta direitos mínimos às vítimas de crimes violentos. Enquanto discutimos o rótulo jurídico das facções, as vítimas reais seguem sem amparo legal específico.”

Para o analista Nelson Ricardo Fernandes, consultor e analista de riscos e geopolítica, o impacto mais imediato deve ser sentido nas finanças das organizações criminosas. "Poderá ocorrer o desligamento dessas organizações do sistema financeiro internacional, de suas empresas e ligações com outros agentes. Todos poderão sofrer com sanções", afirma. A reclassificação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais aconteceu no mesmo dia em que foi deflagrada a segunda fase da operação Carbono Oculto, que em 2025 desvendou as ligações bilionárias do PCC com o mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo.

A Carbono Oculto revelou que cerca de mil postos de combustíveis vinculados à organização movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Uma única fintech, operando como banco paralelo, movimentou R$ 46 bilhões no mesmo período. Nesta quinta-feira, a segunda fase, batizada de Fluxo Oculto, demonstra que, mesmo após a megaoperação em agosto do ano passado, a organização criminosa criou novas estruturas: seis fintechs foram descobertas, movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

“O crime organizado não apenas diversificou suas fontes de receita como desenvolveu capacidade de recomposição típica de corporações legítimas”, alerta a promotora Celeste Leite dos Santos.

Por Aiuri Rebello

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

 Governo Lula leva um dia para reagir, não explica omissão e ataca família Bolsonaro

Presidente Lula. (Foto: Agência Brasil).

Nota do governo evita criticar o governo dos EUA que, afinal, tomou a decisão


O governo Lula (PT) levou um dia inteiro elaborando uma nota de resposta, divulgada nesta sexta-feira (29), sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificarem como organizações terroristas a facções criminosas PCC e Comando Vermelho. A resposta, meramente político-eleitoral, reforça a impressão geral de que o governo segue passando pano para criminosos.

Em vez de responder ao ao governo dos EUA, donos da decisão, o Palácio do Planalto preferiu atacar a família Bolsonaro e seus apoiadores, acusando-os de estimular interferência estrangeira no Brasil. A classificação se destina a dar instrumentos efetivos ao governo norte-americano de combater esses criminosos, que motivam quantias impressionantes de dinher.

Somente a operação policial nesta quinta-feira (28) investiga a movimentação de mais de R$26 bilhões do PCC por meio de fintechs e outras instituições financeiras.

Na nota, o governo mistura defesa da soberania nacional com ataques diretos à oposição, chamando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “traidores”, como se o Brasil estivesse em guerra contra os EUA, e de “falsos patriotas”, sem explicar aos brasileiros sua relutância em enfrentar essas organizações criminosas, inclusive apoiando mudanças legislativas de aumento das pena e de redução da maioridade penal, única alternativa para proteger os jovens do assédio dessas organizações criminosas ou terroristas.

A nota do governo Lula também não explicou por que o governo brasileiro recusou convite para se unir a uma aliança de 12 países das Américas para enfrentar organizações terroristas e de tráfico internacional de drogas. Lula (PT) preferiu se associar a outro esquerdista, o colombiano Gustavo Petro, para a atitude estudantil de “marcar posição” contra os EUA.

A reação ocorre justamente após autoridades americanas endurecerem o discurso contra organizações criminosas brasileiras, tratadas cada vez mais como grupos de alcance transnacional e potencial terrorista. Em vez de aproveitar o momento para reforçar alinhamento estratégico com os EUA no combate ao crime organizado, o governo preferiu transformar a crise em mais um embate político interno.

Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa do Planalto de relativizar a classificação das facções como organizações terroristas. O governo argumenta que PCC e CV atuam motivados por lucro e tráfico de drogas, e não por razões ideológicas ou religiosas, como ocorre no terrorismo internacional.

A nota também levanta preocupação com possíveis impactos econômicos de medidas unilaterais estrangeiras, chegando a citar riscos ao sistema financeiro brasileiro e até ao PIX.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

Mael Vale 

CONTA DE LUZ

Mês de junho terá bandeira tarifária amarela, mesmo patamar de maio, define Aneel

Interruptor de luz (Fernando Frazão/Agência Brasil)


A reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 29, a bandeira tarifária amarela para o mês de junho, mantendo o mesmo patamar verificado em maio. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

No início deste mês, o acionamento foi feito após o volume de chuvas ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. Agora, a reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país.

A bandeira tarifária em junho poderia ficar em vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções prévias da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País. A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", disse a Aneel, em nota.

O volume de chuvas em março passado esteve em nível considerado satisfatório. Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Estadão Conteúdo

SANTA CRUZ - APOIO DA GALERA CORAL

Santa Cruz ultrapassa 10 mil ingressos vendidos para duelo contra Ferroviária-SP

Torcida do Santa Cruz ( Rafael Vieira)

Com mais de 10 mil garantidos, Santa Cruz projeta maior público da Série C em 2026diante da Ferroviária-SP


O Santa Cruz terá o seu principal aliado para um dos confrontos decisivos desta primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Para o duelo direto contra a Ferroviária-SP, que acontece neste domingo (31), às 16h, na Arena de Pernambuco, a torcida coral promete uma grande festa. De acordo com a última parcial divulgada pelo clube, 10.200 ingressos já foram comercializados de forma antecipada.

A movimentação nas bilheterias indica que o Tricolor do Arruda deve quebrar o seu próprio recorde de público nesta edição da Terceirona. O ápice do clube como mandante até o momento ocorreu na partida diante do Amazonas, quando 13.501 torcedores compareceram à Arena de Pernambuco.

Confronto direto pelo G-8

Válido pela nona rodada, o embate frente aos paulistas carrega contornos de decisão. Ambas as equipes travam uma batalha ferrenha por uma vaga no G-8, a zona de classificação que dá direito a avançar para a próxima fase do torneio.

Apesar de o Tricolor ostentar a melhor média de público da Série C 2026, a diretoria sabe que os números gerais da temporada ainda estão abaixo do que o clube registrou no ano passado. Mesmo assim, o apoio das arquibancadas segue sendo o principal combustível do elenco.

Confira o público dos três jogos anteriores do Santa Cruz na Série C:

  • Santa Cruz x Amazonas: 13.501 torcedores
  • Santa Cruz x Volta Redonda: 12.222 torcedores
  • Santa Cruz x Itabaiana: 10.267 torcedores

Com mais de 10,2 mil tricolores garantidos com antecedência e a expectativa de uma forte procura na véspera e no dia do jogo, a projeção interna é de que o público total supere a barreira dos 14 mil presentes, empurrando o time para mais um passo rumo ao sonho do acesso.