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sexta-feira, 29 de maio de 2026

LULA DEFENDENDO FACÇÃO TERRORISTA

Lula chama Flávio de traidor por decisão de Trump contra CV e PCC

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Foto: Ricardo Stuckert / PR


Governo petista não é favorável a medida



 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo que chamou de pedido de intervenção dos Estados Unidos no Brasil, após o presidente Donald Trump anunciar que classificou as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas.

O petista chegou a comparar Flávio ao personagem da história brasileira Joaquim Silvério dos Reis, considerado delator dos planos da Inconfidência Mineira que resultaram na morte de Tiradentes.

— Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil — declarou.

Lula disse ainda que, quando esteve no país para encontrar Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que assinou o comunicado sobre a reclassificação das facções, não esteve presente.

— Eu fiquei três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o documento do combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui neste país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil — disse.

Lula ainda ressaltou que as facções criminosas do Brasil fazem, de fato, terrorismo apenas às comunidades brasileiras, e que o governo federal tem buscado combatê-las.

— Esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia deste país eles são terroristas, porque eles incomodam famílias, o bairro, a cidade, eles roubam o direito do povo de viver livremente, então eles são terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Nós aprovamos uma lei antifacção e aprovamos uma lei para combater o crime organizado. Eles não são os terroristas que o Trump quer — ressaltou.

As declarações foram dadas em um evento sobre investimentos da Petrobras no município de Laranjeiras, em Sergipe.

Kleber Pizão

COCAÍNA MAIS CARA

Efeito Trump: Desembargadora diz que preço da cocaína subiu

Desembargadora Ivana David na CNN Foto: YouTube CNN Brasil

A medida ainda não entrou em vigor, mas já está impactando o mundo do tráfico de drogas



Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (29), a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), trouxe a informação de que o preço da cocaína subiu após os Estados Unidos reclassificarem as facções criminosas PCC E CV como organizações terroristas.

– Nas trocas de informações, da inteligência e da contrainteligência, a investigação não para, já sabemos que o preço da cocaína subiu. Quanto mais dificuldade, obviamente, a droga vai ficando mais cara – explicou Ivana.

A desembargadora disse ainda que não conseguiu, até o momento, vislumbrar nenhuma vantagem na decisão dos EUA, que passará a valer apenas a partir do dia 5 de junho.

Antes disso, Ivana afirmou que a decisão norte-americana sobre as facções brasileiras pode seguir o mesmo caminho que o governo Trump tem adotado na América do Sul, sem se preocupar se, de alguma forma, isso colocaria em risco a segurança dos cidadãos e do próprio país.

Ela explicou também que o combate ao terrorismo pelos EUA ficou mais forte após os atentados contra as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

– A partir daquele momento, aquilo foi o ponto que os Estados Unidos chamou a si esse poder de resolver, ou se envolver na segurança do mundo, ou na insegurança do mundo, para garantir a sua segurança nacional e isso nos causa a maior aflição – completou.

Leiliane Lopes

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

Ato de Trump reforça peso da segurança na eleição e põe Lula contra a parede

Classificação de facções pelos EUA coloca Flávio Bolsonaro na liderança do debate sobre a segurança pública no país. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)


 O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recolocou o debate sobre a segurança pública no centro da eleição à Presidência da República após a visita à Casa Branca, que culminou na classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

O anúncio desta quinta-feira (28) veio dois dias depois da visita do senador ao presidente Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Logo após o breve encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que havia pedido ao norte-americano a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Há poucas semanas, o petista foi recebido no mesmo local pelo presidente dos Estados Unidos, o que mostrou um certo pé de igualdade na relação entre Lula e Trump, em comparação com os antigos aliados da direita brasileira. No entanto, o petista teve uma postura antagônica sobre a classificação das facções como terroristas, episódio que deve ser explorado pela pré-campanha de Flávio.

Lula já havia se manifestado contra a posição da gestão Trump e o silêncio do governo petista mostra que ele sentiu o golpe. Na defensiva, o presidente brasileiro só comentou o tema no início da tarde desta sexta-feira (29) durante um evento em Sergipe, onde declarou que o CV e PCC não são "os terroristas, que o Trump quer, como o Osama bin Laden".

Para o cientista político Samuel Oliveira, o governo não pode simplesmente rejeitar a medida sem apresentar uma resposta concreta contra o crime organizado. "Se ficar apenas no discurso, pode parecer que está fugindo do problema real”, afirma.

Além disso, na avaliação dele, Flávio Bolsonaro sai na frente na área da segurança pública ao conseguir, em Washington, aquilo que o governo Lula resistiu em fazer. "Isso permite à direita enquadrar o governo como lento, ambíguo ou excessivamente preocupado com política externa enquanto a população está preocupada com crime, medo e domínio territorial das facções”, analisa o cientista político.

Por outro lado, ele aponta que essa vitória da direita pode ter um efeito colateral, principalmente econômico e empresarial, e que Lula deve reeditar o discurso de defesa da soberania usado durante o tarifaço norte-americano. À época, o petista estava em queda livre e recuperou a popularidade após a taxação dos produtos pelos Estados Unidos.

"Quando uma candidatura brasileira parece depender de uma chancela externa, abre-se espaço para o governo reagir com a bandeira da soberania nacional. A direita ganha no tema da segurança, mas se expõe à acusação de importar a política externa americana para dentro da eleição brasileira”, pondera.


Foto de Trump muda jogo para Flávio após desgaste por vazamento de áudio 


Bolsonaro com o líder da direita global — já havia dado certo antes do anúncio sobre a classificação do PCC e do CV, pois foi considerada uma resposta política à visita do presidente Lula.

De acordo com monitoramento do sentimento geral das menções a Flávio Bolsonaro em centenas de grupos de WhatsApp públicos monitorados pela empresa de análise de redes sociais Palver, divulgado pelo portal UOL, em cerca de três horas após a foto do senador com Trump, o sentimento do eleitorado havia mudado completamente. Foi a primeira inversão positiva para Flávio desde 12 de maio, quando seu nome foi associado ao de Vorcaro após o vazamento de um áudio.

Entre a última sexta-feira (22) e segunda-feira (25), Flávio operou com sentimento positivo entre 26% e 35%, contra a “maré” negativa que oscilava entre 45% e 52% das menções. A curva da última terça-feira (26) mostra a hora exata em que o cenário se inverteu. Às 17h, com a foto ainda não publicada, Flávio operava com 41% positivo e 51% negativo. Na hora sA agenda com uma foto ao lado de Trump — reforçando a proximidade da família Beguinte, com a imagem circulando nos grupos, saltou para 61% positivo e 39% negativo. Às 20h, no pico do dia, fechou em 65% positivo e 35% negativo. Em três horas, o sentimento positivo subiu 22 pontos percentuais.


Classificação do PCC e CV recoloca foco do eleitor na segurança pública


Se com a visita à Casa Branca Flávio havia, pelo menos temporariamente, "estancado a sangria", com o anúncio da classificação das facções criminosas brasileiras como terroristas, o pré-candidato da oposição ao Palácio do Planalto surpreende o governo Lula e volta a trabalhar com a perspectiva de crescimento durante a pré-campanha.

A pauta foi mais uma vez deslocada para o campo da segurança pública, no qual a direita se sente mais à vontade que a esquerda para debater e propor medidas na área que deve ser decisiva para o voto do eleitor em outubro.

De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, a violência é o principal problema do Brasil para 27% dos entrevistados. A corrupção aparece em segundo lugar, com 19% das menções, seguida pelos problemas sociais (16%) e pela saúde (14%). A economia aparece com 9% no ranking de preocupações dos brasileiros, e a educação fecha a lista, com 7% das respostas.

Na série histórica da Genial/Quaest sobre o tema, a violência vem se mantendo no topo da lista das preocupações das pessoas desde o início de 2025 — o ápice ocorreu em novembro do ano passado, quando os números atingiram quase 40%.

Os efeitos eleitorais concretos da medida dos EUA, contudo, ainda são incertos e vão depender de como as campanhas de Flávio e Lula vão trabalhar a questão, assim de como o próprio governo norte-americano vai se comportar daqui para a frente.

Metodologia da pesquisa citada: A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-09285/2026).

  • Promotora defende revisão de lei antiterrorismo e foco nas vítimas do crime organizado

Promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima), Celeste Leite dos Santos explica que a legislação brasileira de combate ao terrorismo é inadequada aos padrões internacionais.

Segundo ela, essa defasagem legislativa enfraquece a argumentação do Estado brasileiro no sentido de que o PCC e o CV não seriam organizações terroristas. “Na prática, o nosso próprio ordenamento jurídico carece de densidade normativa para sustentar esse debate no plano internacional. Se o Brasil quer defender sua posição com credibilidade, precisa urgentemente revisar sua lei antiterrorismo para adequá-la aos parâmetros globais — não por pressão externa, mas por dever de seriedade legislativa”, argumenta a promotora em entrevista à Gazeta do Povo.

Ela ainda defende que o debate central deve estar no resultado concreto das ações das facções sobre a população que sofre com o avanço do crime organizado. “PCC e CV são responsáveis por milhares de mortes violentas, domínio territorial, recrutamento forçado de jovens e uma economia criminosa que vitimiza a população mais vulnerável. Se essa classificação internacional se traduzir em cooperação efetiva, rastreamento financeiro e desarticulação real dessas organizações, as vítimas serão beneficiadas”, opina a presidente do Pró-Vítima.

Celeste ainda ressaltou que apenas a classificação das facções como terroristas não significa combate ao crime organizado e cobrou políticas públicas como proteção a testemunhas, apoio a familiares e prevenção ao aliciamento. “Nesse sentido, é urgente e inadiável a aprovação do Estatuto da Vítima, que tramita no Senado Federal e aguarda deliberação na Comissão de Segurança Pública e em Plenário. O Brasil não pode seguir sem um marco legal que garanta direitos mínimos às vítimas de crimes violentos. Enquanto discutimos o rótulo jurídico das facções, as vítimas reais seguem sem amparo legal específico.”

Para o analista Nelson Ricardo Fernandes, consultor e analista de riscos e geopolítica, o impacto mais imediato deve ser sentido nas finanças das organizações criminosas. "Poderá ocorrer o desligamento dessas organizações do sistema financeiro internacional, de suas empresas e ligações com outros agentes. Todos poderão sofrer com sanções", afirma. A reclassificação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais aconteceu no mesmo dia em que foi deflagrada a segunda fase da operação Carbono Oculto, que em 2025 desvendou as ligações bilionárias do PCC com o mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo.

A Carbono Oculto revelou que cerca de mil postos de combustíveis vinculados à organização movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Uma única fintech, operando como banco paralelo, movimentou R$ 46 bilhões no mesmo período. Nesta quinta-feira, a segunda fase, batizada de Fluxo Oculto, demonstra que, mesmo após a megaoperação em agosto do ano passado, a organização criminosa criou novas estruturas: seis fintechs foram descobertas, movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

“O crime organizado não apenas diversificou suas fontes de receita como desenvolveu capacidade de recomposição típica de corporações legítimas”, alerta a promotora Celeste Leite dos Santos.

Por Aiuri Rebello

ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

 Governo Lula leva um dia para reagir, não explica omissão e ataca família Bolsonaro

Presidente Lula. (Foto: Agência Brasil).

Nota do governo evita criticar o governo dos EUA que, afinal, tomou a decisão


O governo Lula (PT) levou um dia inteiro elaborando uma nota de resposta, divulgada nesta sexta-feira (29), sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificarem como organizações terroristas a facções criminosas PCC e Comando Vermelho. A resposta, meramente político-eleitoral, reforça a impressão geral de que o governo segue passando pano para criminosos.

Em vez de responder ao ao governo dos EUA, donos da decisão, o Palácio do Planalto preferiu atacar a família Bolsonaro e seus apoiadores, acusando-os de estimular interferência estrangeira no Brasil. A classificação se destina a dar instrumentos efetivos ao governo norte-americano de combater esses criminosos, que motivam quantias impressionantes de dinher.

Somente a operação policial nesta quinta-feira (28) investiga a movimentação de mais de R$26 bilhões do PCC por meio de fintechs e outras instituições financeiras.

Na nota, o governo mistura defesa da soberania nacional com ataques diretos à oposição, chamando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “traidores”, como se o Brasil estivesse em guerra contra os EUA, e de “falsos patriotas”, sem explicar aos brasileiros sua relutância em enfrentar essas organizações criminosas, inclusive apoiando mudanças legislativas de aumento das pena e de redução da maioridade penal, única alternativa para proteger os jovens do assédio dessas organizações criminosas ou terroristas.

A nota do governo Lula também não explicou por que o governo brasileiro recusou convite para se unir a uma aliança de 12 países das Américas para enfrentar organizações terroristas e de tráfico internacional de drogas. Lula (PT) preferiu se associar a outro esquerdista, o colombiano Gustavo Petro, para a atitude estudantil de “marcar posição” contra os EUA.

A reação ocorre justamente após autoridades americanas endurecerem o discurso contra organizações criminosas brasileiras, tratadas cada vez mais como grupos de alcance transnacional e potencial terrorista. Em vez de aproveitar o momento para reforçar alinhamento estratégico com os EUA no combate ao crime organizado, o governo preferiu transformar a crise em mais um embate político interno.

Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa do Planalto de relativizar a classificação das facções como organizações terroristas. O governo argumenta que PCC e CV atuam motivados por lucro e tráfico de drogas, e não por razões ideológicas ou religiosas, como ocorre no terrorismo internacional.

A nota também levanta preocupação com possíveis impactos econômicos de medidas unilaterais estrangeiras, chegando a citar riscos ao sistema financeiro brasileiro e até ao PIX.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

Mael Vale 

CONTA DE LUZ

Mês de junho terá bandeira tarifária amarela, mesmo patamar de maio, define Aneel

Interruptor de luz (Fernando Frazão/Agência Brasil)


A reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 29, a bandeira tarifária amarela para o mês de junho, mantendo o mesmo patamar verificado em maio. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

No início deste mês, o acionamento foi feito após o volume de chuvas ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. Agora, a reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país.

A bandeira tarifária em junho poderia ficar em vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções prévias da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País. A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", disse a Aneel, em nota.

O volume de chuvas em março passado esteve em nível considerado satisfatório. Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Estadão Conteúdo

SANTA CRUZ - APOIO DA GALERA CORAL

Santa Cruz ultrapassa 10 mil ingressos vendidos para duelo contra Ferroviária-SP

Torcida do Santa Cruz ( Rafael Vieira)

Com mais de 10 mil garantidos, Santa Cruz projeta maior público da Série C em 2026diante da Ferroviária-SP


O Santa Cruz terá o seu principal aliado para um dos confrontos decisivos desta primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Para o duelo direto contra a Ferroviária-SP, que acontece neste domingo (31), às 16h, na Arena de Pernambuco, a torcida coral promete uma grande festa. De acordo com a última parcial divulgada pelo clube, 10.200 ingressos já foram comercializados de forma antecipada.

A movimentação nas bilheterias indica que o Tricolor do Arruda deve quebrar o seu próprio recorde de público nesta edição da Terceirona. O ápice do clube como mandante até o momento ocorreu na partida diante do Amazonas, quando 13.501 torcedores compareceram à Arena de Pernambuco.

Confronto direto pelo G-8

Válido pela nona rodada, o embate frente aos paulistas carrega contornos de decisão. Ambas as equipes travam uma batalha ferrenha por uma vaga no G-8, a zona de classificação que dá direito a avançar para a próxima fase do torneio.

Apesar de o Tricolor ostentar a melhor média de público da Série C 2026, a diretoria sabe que os números gerais da temporada ainda estão abaixo do que o clube registrou no ano passado. Mesmo assim, o apoio das arquibancadas segue sendo o principal combustível do elenco.

Confira o público dos três jogos anteriores do Santa Cruz na Série C:

  • Santa Cruz x Amazonas: 13.501 torcedores
  • Santa Cruz x Volta Redonda: 12.222 torcedores
  • Santa Cruz x Itabaiana: 10.267 torcedores

Com mais de 10,2 mil tricolores garantidos com antecedência e a expectativa de uma forte procura na véspera e no dia do jogo, a projeção interna é de que o público total supere a barreira dos 14 mil presentes, empurrando o time para mais um passo rumo ao sonho do acesso. 

NÁUTICO - TIME VAI FORTE PARA O CLÁSSICO

Hélio dos Anjos minimiza desfalques e garante Náutico forte para o clássico com o Sport: "Não podemos mudar"

Hélio dos Anjos, treinador do Náutico (Rafael Vieira / CNC)

O treinador do Náutico enfatizou a manutenção do modelo de jogo mesmo disputando o clássico na Ilha do Retiro


O Náutico chega para o Clássico dos Clássicos contra o Sport após uma semana livre de treinamentos em preparação para o jogo deste sábado (30), às 20h30, na Ilha do Retiro. Embalado na Série B, o Timbu não deve abdicar do seu estilo de jogo agressivo, mesmo enfrentando o rival fora de casa.

Em entrevista coletiva na véspera do clássico, o técnico Hélio dos Anjos garantiu equipe preparada para encarar o Leão da Ilha, enfatizando a manutenção do modelo de jogo que vem sendo trabalhado independente das circunstâncias.

“No clássico o campo fica grande, porque os dois times são grandes e ninguém encolhe para ninguém. Agora, eu não vou fugir do nosso modelo. É conhecido, todo mundo sabe como que é (…), mas não tem tática sem jogador bom. Se você tem esse modelo, eu vou confiar também no lado intuitivo dos jogadores”, avaliou o técnico do Náutico.

“Independente de ser Paulo (Sérgio) ou Derek, a tendência é de sermos o que nós somos. Nós não podemos mudar. É um grande jogo, contra um grande adversário e na sua casa, mas uma das grandes virtudes nossa é o Náutico ser igual tanto dentro quanto fora de casa. A gente respeita, não tem momento ruim de Náutico ou Sport quando se encontram e nós vamos ter um grande jogo. E que nós tenhamos a capacidade de administrar bem o ímpeto e a qualidade do Sport”, enfatizou.

O comandante alvirrubro aproveitou também para minimizar os possíveis desfalques para o duelo, em especial o volante Wenderson, titular absoluto do time e que está suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. Em relação ao atacante Derek, outra possível baixa, Hélio dos Anjos fez mistério quanto à sua utilização.

“Nós vamos tentar amenizar o máximo a ausência do Wenderson, todo mundo sabe do crescimento dele nesses últimos meses. Vamos procurar amenizar isso com um jogador que tem muita semelhança com ele, e naturalmente não queremos perder esse nível de jogo de meio campo. Mas é importante frisar que não lamentamos ausência de jogador, temos soluções aqui dentro do elenco. Falta ele não vai fazer, porque nós vamos ter jogador para cumprir bem aquilo que o Wenderson vem fazendo muito bem”, externou o treinador.

“O Derek está em um processo que já passou da fase de transição, tanto de médica para física quanto de física para técnica. Vamos ver se ele vai estar em boas condições para definir a sua situação. Não vou antecipar nada em relação ao aproveitamento ou não do Derek. Se tiver qualquer problema com ele, temos jogadores da base para preencher a função”, concluiu.

Situação na tabela

Embalado por cinco jogos invictos e três vitórias seguidas, o Náutico mira a liderança da Série B no clássico contra o Sport. Atualmente na 2ª posição e com 19 pontos conquistados, o Timbu está um ponto atrás do líder São Bernardo. O rival rubro-negro vem logo em seguida na tabela, no 3º lugar, com os mesmos 19 pontos, porém com uma vitória a menos.

Caio Antunes


SPORT - NOVO PLACAR ELETRÔNICO

Sport irá inaugurar novo placar de LED na Ilha do Retiro em clássico contra o Náutico

Sport inaugura novo placar eletrônico na Ilha do Retiro (Paulo Paiva / Sport Recife)

Sport inaugura novo placar digital em LED na Ilha do Retiro no Clássico dos Clássicos contra o Náutico pela Série B


A Ilha do Retiro terá uma novidade para o Clássico dos Clássicos deste sábado (30), válido pela 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O Sport vai inaugurar oficialmente o seu novo placar digital em LED. Com dimensões imponentes de 20 metros de largura por 4 metros de altura, o equipamento chega para reforçar o processo de modernização estrutural do estádio.

O novo telão foi instalado estrategicamente nos últimos degraus da Arquibancada Frontal, centralizado com a linha de meio de campo, garantindo visão ampla de qualquer setor da casa leonina.

Muito além das funções tradicionais de cronômetro e atualização do placar em tempo real, a estrutura funcionará como um hub de entretenimento e informação. O sistema, que conta com som integrado e tecnologia de alta visibilidade adaptada para diferentes condições climáticas, permitirá a exibição de conteúdos audiovisuais, campanhas institucionais do clube e ativações de marketing direcionadas ao público presente.

"Mais do que um placar, estamos falando de tecnologia aplicada à experiência, comunicação e geração de valor dentro da Ilha. É mais uma parceria estratégica que reforça o movimento de modernização do Sport e amplia as possibilidades de entrega para torcedores e parceiros", destacou Henrique Aguiar, diretor de marketing e negócios do Sport.

Parceria estratégica

A viabilização e instalação do equipamento foram conduzidas pela Trend Mídia, através do Trend Led Lab, braço da empresa focado no desenvolvimento de soluções em tecnologia LED para grandes arenas e eventos de massa.

Para Durval Costa Neto, representante da empresa, o projeto sob medida consolida a presença da marca no futebol da região. "O projeto da Ilha do Retiro representa exatamente o que o Trend Led Lab foi criado para fazer: soluções de LED desenvolvidas sob medida de alta visibilidade, com integração técnica e operacional ponta a ponta. Estar presente em mais um grande estádio do Nordeste reforça a capacidade técnica da empresa", afirmou.

A iniciativa marca mais um passo do Sport na busca por transformar a Ilha do Retiro em um estádio mais conectado e atrativo, otimizando tanto a experiência do torcedor em dias de jogos quanto o retorno comercial para os patrocinadores do clube.

Paulo Mota

ROLAND GARROS

Histórico: João Fonseca vence Djokovic e avança em Roland Garros

João Fonseca, tenista brasileiro (DIMITAR DILKOFF / AFP)

O tenista brasileiro superou o número 4 do mundo por 3 sets a 2


Um jogo épico com final feliz. Assim pode ser definida a vitória de virada de João Fonseca sobre o sérvio Novak Djokovic nesta sexta-feira, na quadra Philippe Chartrier. A exemplo do que fez contra o croata Dino Prizmic na última rodada, o brasileiro superou uma desvantagem de 2 a 0, mostrou um incrível poder de reação e garantiu a vaga nas oitavas de final de Roland Garros com triunfo de 3 sets a 2, parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5 em 4h54 de duração.

Na partida mais esperada do dia, falou mais alto a juventude e agressividade de João Fonseca (30º) diante da experiência do atual 4º do mundo. Considerado um dos grandes talentos da nova geração, o resultado positivo chega para mostrar que ele já começa a fazer frente aos tenistas do Top-10 da ATP.

Até o confronto desta sexta-feira o cenário se mostrava amplamente desfavorável. Nas sete vezes anteriores que enfrentou rivais deste quilate, o triunfo só veio em uma oportunidade, no embate contra Andrey Rublev em compromisso válido pelo Australian Open do ano passado.

Antes, ele amargou o revés nos confrontos contra o italiano Jannik Sinner, o espanhol Carlos Alcaraz, o alemão Alexander Zverev, além dos norte-americanos Ben Shelton e Taylor Fritz, e ainda o britânico Jack Draper.

Esta vitória de virada na terceira rodada do torneio parisiense já supera a campanha realizada pelo jovem tenista carioca na edição 2025 de Roland Garros. Neste ano, depois de estrear superando o francês Luka Pavlovic, ele venceu na última rodada, também de virada, o croata Dino Prizmic.

Dono de 24 títulos de Grand Slam e com três troféus de Roland Garros em seu extenso currículo, Djokovic

entrou em quadra bastante focado e logo apresentou seu cartão de visitas mostrando a sua maior categoria.

Com o saque na mão, o brasileiro foi surpreendido com a frieza e precisão do tenista de 39 anos e teve o serviço quebrado logo de cara.

João bem que tentou ousar no confronto para tentar tirar o rival da zona de conforto. Variou os golpes e apostou em bolas curtas, mas voltou a falhar em lances capitais. Esses erros custaram mais uma quebra. Absoluto, o sérvio abriu 5 a 1 e ficou muito perto de definir a parcial. O que ele não contava é com a reação de seu adversário.

Apostando na força do saque (obteve três aces), ele venceu três games seguidos e diminuiu a distância para 5 a 4. Pressionado, o experiente tenista reagiu, manteve o rival no fundo de quadra e definiu o primeiro set em 6/4 com uma linda bola curta.

A facilidade de leitura da partida foi o caminho encontrado por Djoko para abrir frente. Com os dois tenistas praticando um jogo de alto nível, ele aproveitou uma breve oscilação de Fonseca para obter a quebra no quinto game e cravar um 6/4 e fazer dois a zero em sets.

O terceiro set teve um início diferente em relação às outras duas parciais. Mais concentrado e com muita agressividade, o brasileiro conseguiu abrir 3 a 0 com uma quebra e contou com a apoio efusivo da torcida com a vantagem. Ele subiu o nível do seu jogo, administrou o duelo e fechou a parcial em 6/3 com um belo ace.

A empolgação que tomou conta da quadra com a vitória do brasileiro no terceiro set aumentou ainda mais a temperatura do jogo quando Fonseca iniciou a quarta parcial quebrando o serviço do rival fazendo 2 a 0. No entanto, do outro lado estava Novak Djokovic. Ele soube segurar a pressão, voltou a se impor e deixou tudo igual no quarto game: 2 a 2. O duelo se manteve equilibrado até o final, quando a estrela de Fonseca voltou a brilhar. Ele fechou em 7/5 e levou a disputa para o quinto set.

Numa etapa da partida onde os erros costumam custar caro, o improvável continuou deixando a sua marca. Fonseca teve o serviço quebrado no quarto game, mas respondeu de forma imediata e deu o troco na sequência. Com 5 a 4 a seu favor, Djoko viu novamente um eficaz adversário confirmar seu serviço e manter a igualdade.

Contando com o apoio da torcida e mais inteiro fisicamente, João passou a apostar em jogadas de efeito para surpreender o seu rival. Ao quebrar o serviço e ter o saque na mão, ele mostrou frieza para ser efetivo no momento final e fechou o quinto set em 7/5.

Estadão Conteúdo

SPORT - CLÁSSICO IMPORTANTE

Perotti projeta clássico contra o Náutico e destaca peso do duelo para sequência do Sport

Pedro Perotti, centroavante do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)

Centroavante rubro-negro ressaltou a importância histórica do confronto e pediu força coletiva na Ilha do Retiro


Destaque do Sport na temporada, o atacante Pedro Perotti projetou o Clássico dos Clássicos diante do Náutico e destacou o peso do confronto para a sequência rubro-negra na temporada.

O duelo acontece após a eliminação do Leão na Copa do Nordeste e em meio à chance de liderança do clube na Campeonato Brasileiro Série B.

O centroavante ressaltou a importância histórica do duelo e o tamanho da rivalidade no futebol pernambucano.

“O jogo é importantíssimo. É um clássico. A gente sabe o quanto isso representa para Recife, para toda a região”, afirmou.

Pedro Perotti destacou que o elenco entende a dimensão do confronto e reforçou a importância da união entre jogadores e torcida para buscar um resultado positivo no clássico. Mais de 21 mil ingressos foram vendidos para o duelo deste sábado (30), na Ilha do Retiro.

“A gente está muito focado, sabe da importância desse jogo. Sem dúvida, todos juntos, nós jogadores e a torcida, focados em fazer um grande jogo. Se Deus quiser, essa vitória será importantíssima para a nossa sequência”, completou.

SPORT X NÁUTICO

Sport e Náutico se enfrentam neste sábado (30), às 20h30, na Ilha do Retiro, pela 11ª rodada da  Série B. O Timbu ocupa a 2ª colocação, com 19 pontos, mesma pontuação do Leão, 3º colocado, que leva a pior no número de vitórias -uma a menos que os alvirrubros.

Gabriel Farias

NÁUTICO - BRONCA DOS INGRESSOS

Náutico aciona STJD para adequação dos valores dos ingressos para a torcida visitante na Ilha do Retiro

Torcida do Náutico na Ilha do Retiro (Rafael Vieira / CNC)

Segundo o clube alvirrubro, o Sport não respondeu à notificação para a revisão do valor cobrado do ingresso


Os bastidores seguem agitados antes do Clássico dos Clássicos deste sábado (30). Através de nota oficial, o Náutico comunicou que acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para a adequação dos valores dos ingressos cobrados para a torcida visitante na Ilha do Retiro.

Segundo o Timbu, o Sport não respondeu à notificação enviada na última quinta-feira (28), fazendo o clube alvirrubro protocolar medida em caráter de urgência para a revisão do valor do ingresso cobrado pela equipe mandante.

A argumentação alvirrubra se sustenta na determinação de que o ingresso para os visitantes não pode ultrapassar o dobro do menor valor de inteira para os mandantes. Portanto, as entradas deveriam ter sido comercializadas por até R$ 120, tendo como base os R$ 60 cobrados como valor mínimo para o torcedor do Sport. Os ingressos para a torcida alvirrubra, porém, estão sendo vendidos por R$ 150 e sem a opção de meia-entrada, prevista por lei, segundo o Náutico.

Dentro de campo, Sport e Náutico se enfrentam neste sábado, às 20h30, em partida válida pela 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O Timbu é o 2º colocado, enquanto o Leão da Ilha aparece na 3ª posição. Ambas as equipes têm 19 pontos e miram a liderança da competição com uma vitória no clássico.

Confira nota do Náutico na íntegra:

O Clube Náutico Capibaribe informa que, diante da ausência de resposta do Sport Club do Recife à notificação oficial enviada nesta quinta-feira (29), protocolou medida junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) requerendo, em caráter de urgência, o cumprimento do Manual de Competições da CBF, com a adequação do valor do ingresso destinado à torcida visitante para a partida deste sábado (30).

Mesmo após a notificação formal encaminhada à presidência, vice-presidência jurídica, diretoria jurídica e direção geral do Sport, com ciência à Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não houve qualquer providência para correção dos valores praticados.

O ingresso destinado à torcida alvirrubra permanece sendo comercializado pelo valor de R$ 150,00, acima do limite previsto no regulamento, além da ausência de disponibilização de meia-entrada para o setor visitante.

O Clube Náutico Capibaribe seguirá adotando todas as medidas cabíveis em defesa do cumprimento das normas da competição e do respeito ao torcedor alvirrubro.

Caio Antunes