"Queria Marcelinho Paraíba preso"
Jackson Alves foi covardemente agredido pelo jogador e alguns de seus amigos, durante festa em casa de shows, no ano de 2004
Diario de Pernambuco
“Eu queria muito que ele fosse preso pelo que fez comigo”. Do outro lado do telefone, com a voz trêmula e embargada, o tecnólogo em radiologia Jackson Alves de Azevedo revelou viver um pesadelo desde o dia em que o caminho de Marcelinho Paraíba cruzou com o seu. Em julho de 2004, quando o jogador defendia o Hertha Berlin, da Alemanha, ambos protagonizaram uma confusão numa casa de shows em Campina Grande.
Segundo Jackson, o traumatismo craniano, os cortes e os dentes quebrados nem de longe foram as piores consequências daquele encontro. Assombrado desde aquele dia, ele revelou estar se preparando para deixar os amigos e a cidade onde cresceu. Jackson conta que nunca aprovara a postura adotada por Marcelinho durante as visitas à Campina Grande, após o sucesso alcançado nos gramados. Por isso, ele teria decidido assistir ao show num camarote bem distante do que o jogador costumava ficar. “O problema é que era no caminho para o banheiro. Eu estava conversando com um amigo, do lado da minha namorada, e quando virei vi Marcelinho falando alguma coisa pra ela e depois passando a mão na perna dela”, relata. “Imediatamente, parti pra cima pra tomar satisfação. Mas como ele nunca anda só – está sempre com aqueles amigos dele – fui agredido por umas 15 pessoas”, acrescenta.
Apesar de ter sido considerado culpado pelo espancamento, Marcelinho não cumpriu pena. À época, seu advogado pediu a suspensão da decisão, alegando que o prazo para a sentença teria expirado. Como era réu primário, a Justiça concedeu-lhe o benefício de suspensão condicional da pena pelo prazo de dois anos. Mas, se o processo criminal foi encerrado sem maiores consequências para o atleta, corre ainda um cível por danos morais. “Com toda a sinceridade, preferia que ele fosse preso do que tivesse que me pagar em dinheiro”, revelou Jackson. “Só assim, as pessoas saberiam quem ele é de verdade. Serviria de exemplo pra quem acha que está acima do bem e do mal”, justificou. “Estou cansado de ouvir os amigos dele falarem pra mim no meio da rua que eu quero ficar rico às custas de Marcelinho”.
É bom que se diga que Jackson não é o único a reprovar a postura de excessos do meia do Sport. Entretanto, ele foi o único que se dispôs a se identificar na entrevista. Talvez, pelo fato de ter surgido uma nova polêmica envolvendo o jogador, outros moradores de Campina Grande mostraram-se bastante receosos, alegando medo do que pudesse acontecer caso suas opiniões fossem publicadas. Caso de um taxista que procurou nossa equipe enquanto conversávamos com um grupo de amigos numa das praças mais movimentadas da cidade. “Vocês estão fazendo uma matéria sobre Marcelinho, né? Olhe, esse camarada não é direito não. Quando chega por aqui, se acha muito poderoso e fica debochando das pessoas. Tem muita gente que não gosta dele, mas tem medo dessas amizades que ele anda”, pontuou.
Segundo Jackson, o traumatismo craniano, os cortes e os dentes quebrados nem de longe foram as piores consequências daquele encontro. Assombrado desde aquele dia, ele revelou estar se preparando para deixar os amigos e a cidade onde cresceu. Jackson conta que nunca aprovara a postura adotada por Marcelinho durante as visitas à Campina Grande, após o sucesso alcançado nos gramados. Por isso, ele teria decidido assistir ao show num camarote bem distante do que o jogador costumava ficar. “O problema é que era no caminho para o banheiro. Eu estava conversando com um amigo, do lado da minha namorada, e quando virei vi Marcelinho falando alguma coisa pra ela e depois passando a mão na perna dela”, relata. “Imediatamente, parti pra cima pra tomar satisfação. Mas como ele nunca anda só – está sempre com aqueles amigos dele – fui agredido por umas 15 pessoas”, acrescenta.
Apesar de ter sido considerado culpado pelo espancamento, Marcelinho não cumpriu pena. À época, seu advogado pediu a suspensão da decisão, alegando que o prazo para a sentença teria expirado. Como era réu primário, a Justiça concedeu-lhe o benefício de suspensão condicional da pena pelo prazo de dois anos. Mas, se o processo criminal foi encerrado sem maiores consequências para o atleta, corre ainda um cível por danos morais. “Com toda a sinceridade, preferia que ele fosse preso do que tivesse que me pagar em dinheiro”, revelou Jackson. “Só assim, as pessoas saberiam quem ele é de verdade. Serviria de exemplo pra quem acha que está acima do bem e do mal”, justificou. “Estou cansado de ouvir os amigos dele falarem pra mim no meio da rua que eu quero ficar rico às custas de Marcelinho”.
É bom que se diga que Jackson não é o único a reprovar a postura de excessos do meia do Sport. Entretanto, ele foi o único que se dispôs a se identificar na entrevista. Talvez, pelo fato de ter surgido uma nova polêmica envolvendo o jogador, outros moradores de Campina Grande mostraram-se bastante receosos, alegando medo do que pudesse acontecer caso suas opiniões fossem publicadas. Caso de um taxista que procurou nossa equipe enquanto conversávamos com um grupo de amigos numa das praças mais movimentadas da cidade. “Vocês estão fazendo uma matéria sobre Marcelinho, né? Olhe, esse camarada não é direito não. Quando chega por aqui, se acha muito poderoso e fica debochando das pessoas. Tem muita gente que não gosta dele, mas tem medo dessas amizades que ele anda”, pontuou.
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