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sábado, 20 de outubro de 2012

SANTA CRUZ - TORCIDA ARRETADA


A força da torcida tricolor para vencer as adversidades


Paulo Paiva/DP/D.A Press
Geraldo Lima é um dos personagens que se misturou aos exemplos de superação do clube


Não foi uma, duas, nem dez. Foi sempre. Em todas as vezes em que precisou, o Santa Cruz contou com a força da torcida para vencer as adversidades, a deficiência técnica do elenco. Se nem sempre conseguiu êxito, não foi culpa das arquibancadas. É dia de mais uma decisão para os tricolores. O Superesportes lembra três momentos recentes em que a torcida foi a grande responsável pela superação, pela virada, pelo acesso. Uma narração feita por quem tem certeza que está entre os craques da conquista. Por tricolores que estavam ao lado do time, apoiando incondicionalmente. Como estarão milhares neste sábado. Quem sabe, para no futuro estar sendo lembrado como um dos heróis do acesso à Série B.
Paulo Paiva/DP/D.A Press
Tricolor foi ao Arruda até de muletas
Em 1999, Geraldo Lima havia passado por uma cirurgia no menisco. Fosse um atleta, ficaria seis meses afastado dos gramados. Tratava-se de um torcedor. Apaixonado. Pouco mais de uma semana depois de sair do hospital, o tricolor vestiu a camisa de time, pegou a muleta e foi para o Arruda. Não pestanejou mesmo com a equipe em situação duvidosa na Série B. O adversário era o América Mineiro. No final, o placar se mostrou cruel: 5 a 1 para os visitantes. O “Barcelona do Nordeste”, que o então presidente Jonas Alvarenga havia prometido criar, não passsou de um sonho. “Ali foi uma decepção muito grande”, lembra.

Depois do vexame, o Mais Querido passou por uma reformulação. O técnico Artuzinho foi demitido. Alguns medalhões, como os argentinos Mancuso e Almandoz, acabaram dispensados. O comando passou a ser de Nereu Pinheiro, que apostou em jogadores da região. O Santa partia rumo ao improvável. Formou novos heróis, com um grupo limitado tecnicamente. Faltando duas rodadas para o fim, o time tinha um jogo com o líder absoluto São Caetano, no Arruda, e uma partida contra o Sampaio Correia, no Maranhão. 

O detalhe é que a equipe coral não havia vencido uma partida fora de casa sequer. Primeiro, no Mundão lotado, precisava de um empate para se livrar da degola. Conseguiu. O placar de 0 a 0 com o Azulão livrou o time do desespero. Era tempo de partir para o São Luís e buscar a vitória na raça. Ela veio. Márcio Allan e Batata fizeram o Tricolor ganhar por 2 a 1. A classificação para o mata-mata estava garantida. “Depois dessa vitória, a torcida passou a colocar a bola para dentro”, diz Geraldo, 44 anos. “Foi um dos campeonatos mais improváveis que vi”. O Santa passou do mata-mata e fechou o quadrangular em segundo, classificando-se para a Série A.

Diante de tamanha reviravolta, ele não consegue apontar um grande jogo em que a torcida empurrou o Mais Querido. “Todos eles estavam com o estádio lotado e eu estava lá sempre”, afirma o tricolor, que, na ocasião, ajudou a encabeçar o movimento de distribuir apitos no Arruda. “O Corinthians chegou ficar mais de 20 anos sem conseguir um título. Mas, quanto ele mais perdia, a torcida chegava junto. No Santa Cruz é assim também. É uma característica de time de massa. Basta só um pouco de esperança para o estádio lotar de novo”, acrescenta, na certeza de que hoje não será
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  Diario de Pernambuco

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