sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

NÁUTICO - NÃO DEVE FICAR

Martinez deixou de ser unanimidade no Náutico e não deve ter contrato renovado

Desempenho de Martinez caiu vestigiosamente nesta temporada

Nenhum dos candidatos à sucessão alvirrubra pretende manter o jogador no clube


Quando 2012 chegou ao fim, o Náutico tinha um planejamento para o futuro: Série A, Copa Sul-Americana, Campeonato Pernambuco. E um jogador era tratado como prioridade para a manutenção do bom momento vivido pelo clube: Luis Fernando Lojudice Martinez. O capitão da equipe, tratado como cérebro do time pelo técnico Alexandre Gallo, pela diretoria e pela torcida. Tamanho era o desejo de ficar com o volante, o Timbu chegou a enviar um representante aos Estados Unidos para tratar a renovação de contrato com o empresário do atleta. O temor da concorrência vinha principalmente por uma suposta proposta do Sport – nunca oficialmente confirmada. Martinez ficou no Náutico. A história não deverá se repetir.

Na reta final da sua gestão, o presidente Paulo Wanderley já adiantou esta semana que fará de tudo para que o volante deixe o clube até o fim do ano. E mesmo que a situação não siga no comando após o pleito do dia 15 de dezembro próximo, o destino de Martinez não deverá ser diferente. Os candidatos da oposição, também têm o mesmo pensamento. Glauber Vasconcelos (MTA) e Marcílio Sales (Alvirrubros de Coração) não veem mais clima para o capitão seguir nos Aflitos após a polêmica que ele se envolveu em relação aos salários atrasados.

Para completar, o contrato de Martinez possui uma cláusula importante. O jogador tem vínculo com o Náutico até o final de 2014, porém o gerente de futebol Lúcio Surubim revelou que, caso o Timbu fosse rebaixado à Série B, tanto o jogador quanto o próprio clube poderiam desistir do prolongamento do vínculo e colocar um ponto final no casamento já agora ao fim do Brasileirão.

Caiu!
O desempenho do atleta de 33 anos caiu vertiginosamente nesta temporada. O cérebro do time, homem responsável por distribuir as jogadas e comandar o meio de campo com os passes perfeitos, não foi mais o mesmo. Foi mais titular pelo que fez um ano antes do que pelo que demonstrava. Machucou-se demasiadamente. Só jogou cinco partidas do último Estadual. Era cobrado pelo alto salário: estima-se que receba R$ 120 mil mensais. Enfim, não rendeu como era esperado e até um banco de reservas lhe coube em determinadas rodadas. O fato é que, ainda assim, Martinez marcou uma era no Náutico. De duas vertentes extremas, é verdade. Mas marcou.


Diario de Pernambuco

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