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sexta-feira, 15 de maio de 2026

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa Vox: Flávio tem 43,8%, e Lula soma 40,2% no 2º turno

Lula e Flávio Fotos: Sebastiao Moreira/EFE e Edilson Dantas/Agência O Globo



Sondagem foi realizada entre os dias 9 e 12 de maio



Uma pesquisa divulgada pela Vox Brasil nesta sexta-feira (15) mostra o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à frente do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um eventual segundo turno. De acordo com os dados, o parlamentar acumula 43,8% das intenções de voto contra 40,2% do petista.

Também foram sondados cenários de segundo turno em que Lula enfrentaria Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão-SP).

Nesses casos, Lula surge com 43,1% contra 34,3% do ex-governador de Minas Gerais. Contra Caiado, Lula acumula 42,9% contra 32,5% do ex-governador de Goiás. Já na disputa com Renan Santos, o petista chega a 44,4% contra 26,2% do líder do Movimento Brasil Livre (MBL).

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 a 12 de maio de 2026, antes da divulgação do áudio do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Foram consultadas 2.100 pessoas. A margem de erro é de 2,15% pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Thamirys Andrade

DIAGNOSTICADO COM CÂNCER

Dirceu recebe diagnóstico de linfoma, tipo de câncer que afeta defesa do corpo

José Dirceu foi deputado federal por São Paulo e ministro da Casa Civil durante o primeiro governo Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Ex-ministro e ex-deputado já iniciará o tratamento, sem previsão de alta


Internado desde o dia 10 deste mês, o ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu (PT), de 80 anos, recebeu diagnóstico de linfoma, um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, que cuida das células de defesa do corpo, segundo informou o Hospital Sirio Libanês, de São Paulo, em boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15).

No boletim médico assinado pelos médicos Luiz Francisco Cardoso, diretor de Governança Clínica e Mirian Dal Ben Corradi, vice-diretora Clínica”, o diagnóstico foi definido após a realização de uma bateria de exames, porém, José Dirceu “se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”.

O ex-ministro está sob os cuidados de três médicos renomados: Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

A doença ocorre quando os linfócitos (células de defesa do sangue) sofrem uma mutação, multiplicam-se de forma desordenada e acumulam-se nos gânglios linfáticos (as chamadas “línguas”) ou em outros órgãos, como o baço.

Ele foi internado duas vezes em 2024, primeiro em fevereiro, apresentando quadro de pneumonia, e outra em julho, por uma suspeita de insuficiência coronária, sendo submetido a cateterismo.

José Dirceu é uma espécie de militante-símbolo do PT, partido que presidiu. É reconhecido e admirado na esquerda por atitudes corajosas e pela lealdade extremada a Lula (PT). Maior demonstração disso ocorreu durante o escândalo de corrupção do Mensalão, no primeiro governo petista, quando protegeu o presidente com o “próprio corpo”: mesmo acusado de chefiar a “organização criminosa” do Mensalão, ele nunca entregou o verdadeiro chefe, e assumiu o encargo. Nem sequer foi reconhecido pelo gesto: desde então, e mesmo após cumprir penas de prisão e até ver acusações contra ele anuladas, José Dirceu nunca mais foi convidado a ocupar cargos nos três governos de Lula, tampouco nos dois governos Dilma Rousseff (PT).

Cláudio Humberto

TRANSPORTE PÚBLICO

Aumento das passagens de ônibus do Grande Recife volta a ser analisado pela Justiça na segunda

Aumento de passagem de ônibus começa a valer neste domingo (1º) (Foto: Crysli Viana/DP Foto)

Órgão Especial do TJPE analisa o recurso que questiona reajuste da tarifa para R$ 4,50 e aponta irregularidades na reunião do CSTM

 

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai julgar, na próxima segunda-feira (18), um recurso que pode suspender novamente o aumento das passagens de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR) - em vigor desde o dia 1º de fevereiro. 

O julgamento do agravo interno apresentado pela Frente de Luta pelo Transporte Público está marcado para as 10h, na sede do TJPE, e será analisado pelo Órgão Especial da Corte, formado pelos 20 desembargadores mais antigos do tribunal.

A ação questiona o reajuste de 4,46% aprovado pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), que elevou de R$ 4,30 para R$ 4,50 a tarifa do Bilhete Único (Anel A), o mais utilizado pelos passageiros da RMR. O aumento entrou em vigor após uma decisão do então presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, atendendo a um recurso apresentado pelo Governo de Pernambuco.

O processo teve início ainda em janeiro, quando a Frente de Luta pelo Transporte Público ingressou na Justiça pedindo a suspensão do reajuste. Na ocasião, a juíza Nicole de Farias Neves, do 5º Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital, concedeu liminar suspendendo o aumento ao apontar indícios de irregularidades na reunião do CSTM que aprovou a nova tarifa.

Entre os pontos citados na decisão estavam o descumprimento do prazo mínimo de dez dias para convocação da reunião e possíveis falhas na composição do colegiado responsável pela votação. A decisão foi publicada poucos dias após o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurar procedimento para apurar as denúncias relacionadas ao reajuste.

O Governo de Pernambuco, entretanto, recorreu da liminar. O desembargador Ricardo Paes Barreto autorizou, então, o restabelecimento imediato do aumento. Na decisão, o magistrado argumentou que a suspensão da tarifa poderia provocar impactos financeiros no sistema, incluindo risco de demissões de motoristas e cobradores e interrupção de subsídios destinados às empresas de ônibus.

Agora, um outro recurso, apresentado pela Frente de Luta, será analisado de forma colegiada pelo Órgão Especial do tribunal. Pela FLTP, a derrubada do aumento será defendida pelo advogado Pedro Josephi. Já pelo governo, quem responde é a Procuradoria Geral do Estado.

Adelmo Lucena

BRONCA EM MARACAÍPE

MPPE aponta falhas em estudos ambientais de empreendimento imobiliário em Maracaípe

A Pernambuco Construtora deve estabelecer um canal de atendimento específico para os consumidores que compraram unidades no Maracaípe Beach Living. ((Reprodução/ Redes Sociais))

Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) requeriram correções nos estudos ambientais do empreendimento imobiliário "Maracaípe Beach Living", em Ipojuca, no Grande Recife


Após identificar falhas nos estudos ambientais do projeto do “Maracaípe Beach Living”, em Ipojuca, no Grande Recife, os ministérios públicos Federal e de Pernambuco solicitaram à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) correções no projeto do empreendimento imobiliário. As informações foram divulgadas nesta sexta (15).

O documento envido à agência aponta omissões relacionadas aos cavalos-marinhos e a outras espécies da fauna local, além da necessidade de consulta a comunidades tradicionais.

“Os laudos demonstram a existência de lacunas no EIA/Rima do empreendimento, as quais devem ser corrigidas para fins de ser realizada a devida análise técnica da viabilidade ambiental do empreendimento”, frisam os procuradores da República Mona Lisa Duarte Aziz e Alfredo Falcão Jr., e os promotores de Justiça Belize Câmara e Luiz Eduardo Braga Lacerda.

Dessa forma, a CPRH deverá exigir complementos no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do empreendimento imobiliário, para que a viabilidade ambietal do projeto seja avaliada.

Foi dado um prazo de dez dias úteis, a contar do recebimento do ofício, para que seja informado se a agência vai acatar as determinações. Em caso de descumprimento, o MPF e o MPPE advertem que adotarão as providências judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Laudos

Segundo o MPF, de acordo com laudos elaborados por peritos do órgão, o diagnóstico ambiental apresentado pela Pernambuco Empreendimentos e Participações SPE Maracaípe, empresa interessada em implantar o projeto (flat-service com mais de 600 unidades), apresenta diversas falhas.

“Toda intervenção antrópica em um ambiente natural causa danos, a depender da região, terá impacto na fauna e flora. Por isso a necessidade de um Estudo de Impacto ambiental, para que seja elaborado o relatório de Impacto Ambiental, e prever quais ações deverão ser tomadas para amenizar o impacto, bem como de que forma a compensação ambiental deverá ser feita”, explica o Doutor em Oceanografia Biológica pela UFPE, Paulo Oliveira.

Ele salienta que qualquer intervenção feita no litoral ou na zona costeira terá, de forma direta ou indireta, implicações no ambiente terrestre e aquático, nos animais e plantas que são encontrados nestes locais.

Dentre as irregularidades apontadas pelo MPPE, está o fato de os cavalos-marinhos não terem sido registrados nos estudos, apesar de estarem nos manguezais e nos ecossistemas de recifes da área de influência do empreendimento, além de constarem na lista de espécies ameaçadas.

“Os cavalos-marinhos são muito sensíveis e apresentam uma grande dependência da vegetação do mangue para realizar atividades inerentes ao seu ciclo de vida. Outro ponto importante diz respeito a qualidade da água, que deve ter nutrientes e oxigênio na medida certa”, acrescenta.

Além disso, o MPPE alega que o estudo apresentado pela empresa afirma que a área pretendida para a instalação do empreendimento não é de reprodução regular de tartarugas marinhas, informação contestada pelos peritos do MPF.

O órgão alega que o local está inserido em um trecho de reprodução regular de quelônios marinhos, o que exige cuidados específicos para evitar interferências no comportamento dessas espécies ameaçadas.

“Nós podemos ter desde a supressão da vegetação, que pode interferir diretamente o habitat desses animais, além a contaminação de corpos d’água, por resíduos provenientes do processo de construção. Contudo, vale a pena salientar que essas questões devem ser abordadas no respectivo relatório, explicando as maneiras de remediar os ‘danos’”, complementa o Oliveira.

Os peritos também ressaltaram que o EIA/Rima não sistematizou informações sobre organismos que vivem no fundo do mar (fauna bentônica), ignorando a importância deles para o funcionamento do ecossistema.

Outro ponto central do laudo foi a ausência de uma Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) sobre o projeto junto às comunidades tradicionais.

O especialista em Oceanografia Biológica destaca, ainda, que existem exemplos de edificações pensadas em harmonia com o meio ambiente, como com tratamento dos efluentes do empreendimento e reflorestamento.

Requerimentos

O MPF e o MPPE requisitaram que a CPRH exija à empresa Pernambuco Empreendimentos a complementação do EIA/Rima antes de qualquer decisão final sobre a viabilidade do projeto.

Para isso, é preciso que sejam propostas medidas específicas para prevenir e mitigar possíveis impactos ambientais negativos relacionados à fauna marinha e realizada consulta prévia às comunidades afetadas pela obra.

O que diz a CPRH

Procurada pelo Diario de Prenambuco, a CPRH informou, por meio de nota, que recebeu do MPPE ofício contendo contribuições referentes à análise do EIA/RIMA do empreendimento Maracaípe Beach Livign, assim como manifestações encaminhadas por outras instituições participantes da análise.

“O procedimento de encaminhamento de contribuições integra o rito do processo do licenciamento ambiental. Todas as contribuições recebidas pela CPRH estão sendo avaliadas pela equipe técnica multidisciplinar, responsável pela análise do projeto citado”, finaliza o texto.

O que diz a Pernambuco Construtora

A Pernambuco Construtora, responsável pelo empreendimento, iformou que não recebeu até o momento o documento citado na matéria.

Adelmo Lucena e Nicolle Gomes


PIONEIRISMO NORDESTINO

"Somos corajosos. Isso faz parte do nordestino", diz recifense que se tornou a 1ª mulher general do Exército

General Cláudia espera que sua história inspire outras mulheres (KAROL RODRIGUES/DP)

O DP conversou, nesta sexta-feira (15), com Claudia Lima Gusmão Cacho, a primeira mulher do Brasil a assumir a patente de General de Brigada do Exército Brasileiro


“Se essa minha história, essa minha trajetória puder inspirar outras pessoas, outras mulheres, porque muitas estão vindo aí também, isso já vai me deixar muito feliz”.

Foi assim que a General de Brigada Médica, Claudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, resumiu o significado de se tornar a primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general no Exército Brasileiro.

O DP esteve, na manhã desta sexta-feira (15), no Quartel-General do Comando Militar do Nordeste (CMNE), no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife. E conversou, com exclusividade, com a oficial sobre a construção da sua trajetória, o pioneirismo feminino, o papel institucional do Exército e a importância da manutenção da instituição como uma entidade de Estado e apartidária.

Natural de Pernambuco, Claudia destacou que carrega consigo características que associa à identidade nordestina: coragem, disposição para enfrentar desafios e vontade de desbravar caminhos.

“Somos corajosos. Isso faz parte do nordestino mesmo. Temos a nossa coragem, a vontade de enfrentar e superar desafios”, afirmou.

Da medicina ao generalato

Médica pediatra, Claudia Lima Gusmão Cacho ingressou no Exército Brasileiro em 30 de janeiro de 1996, como oficial temporária do 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia, no estado de Goiás.

Sem tradição militar na família, ela contou que conheceu a vida militar após o casamento com um oficial do Exército e viu na carreira a possibilidade de conciliar a profissão médica com as peculiaridades das missões e movimentações da força.

“Minha família toda era civil. Eu não conhecia nada da vida militar. Foi uma oportunidade de conciliar a minha vida profissional com essa peculiaridade da carreira, das movimentações e das missões”, disse.

Após dois anos como militar temporária, a médica foi aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército, concluindo o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998, quando passou a integrar a carreira efetiva da instituição.

“A gente não entra pensando: ‘vou sair general’. A gente entra para fazer a carreira, passar pelos postos e graduações. Isso é um processo longo”, afirmou.

Ao longo de quase três décadas de serviço, a oficial atuou em organizações militares de diversas regiões do país, consolidando trajetória na área de Saúde Operacional e Hospitalar.

Entre as funções exercidas, comandou o Hospital de Guarnição de Natal, no Rio Grande do Norte, e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Atualmente, ocupa o cargo de diretora do Hospital Militar de Área de Brasília.

A ascensão ao posto de General de Brigada ocorreu em 1º de abril deste ano, durante solenidade realizada no Comando do Exército, em Brasília.

Segundo o Exército, a promoção ao oficialato-general ocorre após criterioso processo conduzido pelo Alto-Comando da Força, levando em consideração tempo de serviço, mérito profissional, desempenho em funções de comando e Estado-Maior, além da conclusão de cursos obrigatórios de altos estudos militares.

Pioneirismo feminino

Ao comentar o significado de ser pioneira dentro da instituição, Claudia afirmou que a conquista representa a abertura de caminhos para outras mulheres no Exército, mas ressaltou que o avanço feminino deve estar sempre associado à competência, mérito e disciplina.

“Acho que a gente abre portas. Mas gosto sempre de ressaltar que existe mérito, competência, trajetória, dedicação e disciplina. Não é só chegar lá, é preciso olhar tudo o que levou a essa chegada”, afirmou.

A general também destacou que nunca enfrentou resistência dentro da instituição pelo fato de ser mulher e afirmou ter sido acolhida desde o início da trajetória militar.

“Eu fui extremamente bem acolhida. Nós fomos recebidas em um ambiente de muito respeito, onde pudemos mostrar nosso trabalho, apresentar ideias e sermos escutadas”, disse.

Segundo ela, a presença feminina dentro do Exército aumentou ao longo dos anos e hoje as mulheres atuam em diferentes áreas da força.

“A mulher hoje está perfeitamente integrada no Exército e atuando em todas as áreas: operacional, técnica, assistencial”, destacou.

Durante a entrevista, Claudia também falou sobre a incorporação das 75 primeiras mulheres soldados ao serviço militar em Pernambuco, que ocorre após a cerimônia de entrega das boinas na noite desta sexta (15), no Comando da 7ª Região Militar. Ela classificou o momento como histórico para a instituição.

“Mais de 30 mil jovens mulheres se inscreveram no Brasil todo para ingressar como pioneiras. Elas estão conhecendo a força e podem construir uma carreira dentro dela”, afirmou.

A oficial ainda incentivou as novas militares a seguirem carreira no Exército.

“Se elas têm amor pela farda, gostam de servir e de fazer a diferença, que se capacitem física e intelectualmente. Elas podem ser muito felizes na carreira”, declarou.

Exército apartidário

Ao abordar o cenário político nacional e os episódios recentes envolvendo as Forças Armadas, a general defendeu a manutenção do Exército como uma instituição de Estado e apartidária.

“O Exército vai se manter como uma instituição de Estado permanente e apartidária”, afirmou.

Segundo Claudia, a politização da instituição é prejudicial à missão constitucional desempenhada pelas Forças Armadas.

“A politização é ruim porque o Exército é uma instituição apartidária. Os militares têm direito ao voto e cada um tem a sua opinião, mas a instituição precisa permanecer assim”, declarou.

Ela ressaltou que o papel da força é atuar na defesa da pátria e no apoio à população, citando operações desenvolvidas em diversas regiões do país.

“O Exército está sempre em ação. Estamos no carro-pipa, em ações de saúde, educação, apoio em áreas isoladas da Amazônia, na Operação Acolhida e em diversas outras missões”, disse.

Confira, na íntegra, a entrevista da General Cláudia com a reportagem do DP:

1. O que representa para a senhora se tornar a primeira mulher general do Exército Brasileiro?

“Depois da especialização, eu comecei a percorrer as outras guarnições, frutos até do meu casamento, porque eu sou casada com militar. Então, quando aconteceu toda a indicação, para mim passa aquele filme. É um reconhecimento. São muitos passos que a gente tem que dar até chegar lá. E a gratidão por tudo, por todas as pessoas. Foi desde o comecinho, quando a gente se formou, pessoas que passaram pela sua vida fora do meio militar, dentro do meio militar também. Então, é uma mistura muito grande.”

2. Como surgiu a ideia de seguir a carreira militar?

“Foi uma oportunidade mesmo. Eu queria conciliar a minha vida profissional com essa peculiaridade da carreira, antes que era só do meu esposo, hoje é minha também, das movimentações. Faz parte da vida do militar. A gente vai por necessidade de serviço, muitas vezes realizar um curso, então você é movimentado igual à missão. Você acaba morando em vários locais diferentes.”

3. Como foi o início da sua trajetória no Exército?

“Eu entrei como aspirante quando ingressei como militar temporária. Então eu fui dois anos militar temporária, depois eu fiz o concurso, que é de âmbito nacional. Aí eu fui ser tenente-aluno e militar de carreira como tenente. E aí você vai alcançando os postos.”

4. A senhora já entrou pensando em chegar ao generalato?

“Quando eu entrei ainda não existia isso, né? Mas, a partir do momento que entramos todos juntos, homens e mulheres naquele quadro de saúde, na mesma turma, a gente sabia que haveria possibilidade de sempre um ou dois da turma chegar ao generalato. Mas a gente não entra pensando: ‘ah, eu vou sair general’. Não. É para fazer a nossa carreira, passar por todos os postos e graduações. Isso é um processo longo.”

5. Como é viver esse pioneirismo feminino dentro do Exército?

“Foi caindo aos poucos. Quando você recebe a notícia vem toda a emoção e, aos poucos, você vai sentindo até um peso, mas tem um significado de ser pioneira, até de ter essa visibilidade que aconteceu. Muitas vezes faz parte do Exército e às vezes ele não é conhecido. Até dentro da própria área de saúde existe uma carreira dentro do Exército aberta para profissionais.”

6. O fato de ser pernambucana e nordestina torna isso ainda mais simbólico?

“Somos corajosos. Isso faz parte do nordestino mesmo. Temos a nossa coragem, a vontade de enfrentar e superar desafios. Então tudo isso junta. Quando a gente faz um curso de formação, nós temos pessoas de todo o Brasil. Depois cada um vai para um lugar e faz sua carreira. À medida que o tempo foi passando, eu fui querendo, gostava da área e fui fazendo os cursos necessários. Tem isso da vontade de querer fazer, da coragem de fazer e de ter encontrado um ambiente propício para isso. Eu sempre fui muito incentivada, pela família e pelas pessoas dentro do Exército, pelos meus comandantes, a prosseguir.”

7. Qual legado a senhora gostaria de deixar?

“Eu acho que a gente abre portas. Mas eu gosto sempre de ressaltar que tem todo o mérito, a competência, a trajetória, a dedicação, a disciplina. Não é só a gente chegar. A gente tem que ver o que levou a chegar lá. Então eu gostaria de deixar essa mensagem: que é possível. Hoje temos uma porta aberta, uma integração, uma presença feminina dentro do Exército que veio aumentando ao longo do tempo. A mulher hoje está perfeitamente integrada dentro do Exército e atuando em todas as áreas, operacional, técnica, assistencial. Então eu quero que mais mulheres possam chegar lá, sempre mantendo pela competência, pelo mérito e pela trajetória.”

8. Qual proposta ou marca a senhora gostaria de deixar nesse novo momento da carreira?

“Eu sempre vejo que a oportunidade agora é mostrar um pouco mais da força. O Exército hoje apresenta oportunidades de carreira muito concretas em vários segmentos para as mulheres. Vale a pena conhecer. Eu gosto de divulgar esse trabalho dentro da mulher porque, como falei, ela está perfeitamente integrada dentro da força. Muitas vezes as pessoas não conhecem esse caminho, mas acabou sendo o caminho que me realizou. E eu acho que isso pode ser o caminho para muitas outras mulheres.”

9. A mulher ainda precisa quebrar barreiras dentro do Exército?

“Eu nunca tive nenhum problema em relação a isso. Várias vezes eu já fui perguntada como foi entrar num ambiente majoritariamente masculino. Eu sempre digo: eu fui extremamente bem acolhida. Nós fomos muito bem recebidas, num ambiente de muito respeito, onde eu pude mostrar meu trabalho, conhecer a instituição, formar laços, conhecer os valores e as entregas para a sociedade. Na área de saúde a gente atua muito em operações do Exército e ações cívico-sociais. Então eu pude trabalhar na minha área, fazer cursos em outras áreas, mostrar ideias, ter voz e ser escutada pelos meus comandantes. Isso hoje acontece em todas as áreas.”

10. Como a senhora vê as questões de preconceito e discriminação dentro das Forças Armadas?

“O Exército é um retrato da sociedade. Ele é formado por homens e mulheres, de todas as etnias, classes sociais e lugares do país. E isso sempre foi tratado com muito respeito. O Exército não admite nenhum tipo de discriminação nem assédio. Isso é muito falado e toda a força é capacitada para que a gente não tenha nenhum tipo de assédio ou discriminação. A mulher hoje está perfeitamente integrada dentro do Exército e atuando em todas as áreas: operacional, técnica, assistencial, tudo.”

11. Qual conselho a senhora dá às jovens mulheres que estão entrando agora no Exército?

“Se elas estão se identificando com a força, se preparem. Preparação física, preparação intelectual, porque a força hoje tem diversas formas de ingresso como militar de carreira. Então, se elas têm amor pela farda, gostam de servir e gostam de fazer a diferença, que se capacitem e prossigam.”

12. Como o Exército deve se posicionar diante do cenário político nacional?

“O Exército vai se manter como uma instituição de Estado permanente e apartidária. A politização é ruim porque o Exército é uma instituição apartidária. Os militares têm direito ao voto e cada um tem sua opinião, mas a instituição precisa permanecer assim.”

13. Como médica, existe algum projeto pessoal que a senhora gostaria de desenvolver?

“Hoje a gente tem focado bastante na capacitação do nosso pessoal. Nossa diretoria de saúde tem projetos na área de medicina preventiva. Hoje a população vive mais, mas também temos mais doenças crônicas. Então a gente investe em prevenção, voltar um pouquinho ao que já foi muito feito.”

14. Como a senhora gostaria de ser lembrada daqui para frente?

“Se essa minha história, essa minha trajetória puder inspirar outras pessoas, outras mulheres, porque muitas estão vindo aí também, isso já vai me deixar muito feliz. Mostrar que é possível chegar lá, sempre com competência, dedicação, disciplina e trabalho.”

Cadu Silva

RECLAMAÇÃO GERAL

Segunda etapa das obras da Orla do Recife está atrasada; comerciantes e moradores reclamam

Moradores reclamam da dificuldade de circulação na Orla do Recife (MARINA TORRES/DP)


Segundo o prazo inicial da Prefeitura do Recife, a segunda etapa das obras da Orla do Recife deveria ter sido concluída até o mês passado; atraso vem gerando críticas de moradores, comerciantes e frequentadores da praia da Boa Viagem


O atraso na entrega da segunda etapa das obras da Orla do Recife, um dos cartões postais da capital pernambucana, vem gerando críticas de moradores e comerciantes de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.

A reportagem conversou com pessoas que circulam diariamente no calçadão da Avenida Boa Viagem e ouviu muitas reclamações sobre a dificuldade de locomoção no local, afetando a frequência dos banhistas e ocasionando queda nas vendas dos quiosques.

Segundo o cronograma inicial da Prefeitura do Recife, a entrega da segunda etapa, que compreende os trechos entre o Parque Dona Lindu e proximidades da Pracinha de Boa Viagem e do 2º ao 3º Jardim, deveria ter sido finalizada no mês passado.

‘“Essa obra é o maior descaso para os moradores e frequentadores da Praia de Boa Viagem”, disparou Bené Freitas, morador do bairro, que costuma ir com frequência à orla.

Segundo ele, as obras atrapalham o trânsito e a mobilidade das pessoas, principalmente quando se trata de pessoas idosas, como é o seu caso, que tem 75 anos.

“Para realizar caminhadas aqui, na orla, está bastante complicado, principalmente para pessoas idosas, pois em alguns trechos em obras não existe o controle de tráfego de bicicletas e pessoas caminhando”, descreveu.

Bené lembra que os problemas causados pelo atraso na entrega da obra ultrapassam os limites da calçada.

“O trânsito está altamente complicado. Vários trechos ficam interrompidos em determinados horários do dia. Por conta disso, às vezes as motos acabam invadindo a área reservada para os ciclistas e pedestres para tentar escapar do engarrafamento”, reclamou.

Conforme a Secretaria de Projetos Especiais (SEPE) do Recife, a nova previsão é de que a segunda etapa das obras da Orla do Recife sejam entregues até o dia 30 de junho.

Ainda conforme a pasta, o atraso nas obras é decorrente de interferências com redes de infraestrutura antigas, como abastecimento de água, drenagem e energia elétrica e gás, que impactaram o cronograma original.

A SEPE ainda afirma que essas redes de infraestrutura antigas eram de responsabilidade de diferentes concessionárias e órgãos públicos e que, apesar delas estarem mapeadas, a maioria não era georreferenciada, o que dificultava a localização exata, sendo apenas identificadas no momento da escavação.

“Cada interferência exigiu paralisações para replanejamento, desvios e ajustes no projeto, para compatibilizar as novas redes com a infraestrutura já existente no subsolo da orla”, afirma outro trecho da nota da Secretaria.

Dificuldade para quem pratica atividades físicas

Os moradores de Boa Viagem, e dos bairros vizinhos que frequentam a orla, reforçam que a demora na conclusão das obras impacta diretamente nas atividades de caminhada, corrida e ciclismo, colocando em risco quem circula pela beira mar.

Em alguns trechos, ciclistas, corredores, usuários de patinetes elétricos e até máquinas, que estão realizando os serviços, são obrigados a circularem no mesmo espaço.

“Teve uma vez que quase fui atropelada por uma bicicleta nesse trecho provisório”, revelou Iolanda Araújo, de 39 anos.

“Essas obras são extremamente desconfortáveis. Atrapalham muito a mobilidade dos pedestres, principalmente aqueles que praticam corrida, porque você tem que dividir a faixa provisória da orla com bicicletas, patinetes e veículos que estão trabalhando nas obras. Sem contar com os carros que ficam do lado de quem corre”, ressaltou a moradora do bairro do Pina.

Baixa nas vendas dos quiosques

Além dos frequentadores, quem trabalha nos quiosques do calçadão relata queda nas vendas durante os serviços de requalificação e modernização.

Os acessos aos estabelecimentos ficam totalmente acidentados. Em alguns casos, os quiosques ficam “ilhados”, em meio aos serviços de construção civil.

“A movimentação das pessoas no quiosque está mais ou menos porque fecharam recentemente alguns buracos no entorno”, comentou o funcionário de um ponto comercial que não quis se identificar.

“Mas as vendas chegaram a cair 95% por causa da falta de acessibilidade. Já faz meses que começou essa obra e até agora não foi finalizada”, complementou.

Outros trabalhadores e donos de quiosques também relataram a queda nas vendas, o que impacta no pagamento dos aluguéis dos estabelecimentos e dos salários dos funcionários.

O que são essas obras

Essas obras que estão acontecendo no calçadão de Boa Viagem fazem parte da quarta etapa do projeto Orla Parque, que visa implementar uma nova infraestrutura urbana ao longo de oito quilômetros de faixa litorânea do Recife.

Orçado inicialmente em R$ 125,6 milhões, o valor do investimento das obras na Orla do Recife está, segundo a gestão municipal, em R$ 154 milhões.

Segundo a SEPE, já foram entregues 3,8 quilômetros que estão localizados, principalmente, na primeira etapa das obras, entregue com atraso em fevereiro deste ano, que corresponde aos trechos entre a divisa com Jaboatão dos Guararapes até as proximidades do Parque Dona Lindu, e do 2º Jardim até a entrada de Brasília Teimosa.

Já a terceira etapa do projeto ainda está dentro do prazo inicialmente estabelecido, que prevê a finalização das obras até o segundo semestre deste ano.

Ela está localizada entre o 3º Jardim até a Rua Bruno Veloso e da Pracinha de Boa Viagem à Rua Bruno Veloso.

Vale ressaltar que os serviços na orla foram divididos em três etapas, a fim de minimizar os transtornos no entorno das obras.

O que está sendo feito atualmente

No estágio atual, que corresponde às obras feitas na segunda e terceira etapa, estão sendo feitas a requalificação do calçadão, além da implantação de novas redes de esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem urbana, dados, energia elétrica e gás.

A SEPE destacou ainda que a Avenida Boa Viagem, que tem mais de 100 anos de existência, não conta com rede coletora de esgoto, cuja responsabilidade, segundo a Prefeitura do Recife, é estadual.

Além dessas intervenções, estão sendo feitas a requalificação da Praia Sem Barreiras, com estrutura sanitária adaptada e apoio permanente ao banho de mar assistido.

Também estão previstos o plantio de 600 novas árvores, a instalação de 945 novos postes em LED e a construção de uma estrutura nivelada, que vai conectar a Pracinha de Boa Viagem ao calçadão, por meio de uma travessias mais acessíveis, além da construção de um mirante.

Partes concluídas

Durante a execução do Projeto do Orla Parque, já foram entregues a primeira etapa da reforma da Orla do Recife; 60 quiosques requalificados; reforma dos sanitários já existentes e a construção de mais nove unidades, além da requalificação da infraestrutura do Parque de Esculturas Francisco Brennand

Também foram entregues a requalificação das quadras poliesportivas, de vôlei e de tênis.

Bartô Leonel

FIM DO RELACIONAMENTO

Virginia anuncia fim do relacionamento com Vinícius Júnior; veja publicação

Virginia anuncia fim do relacionamento com Vinícius Júnior; veja publicação (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A influenciadora anunciou, através do seu Instagram, o fim do relacionamento com Vinícius Júnior


A influenciadora Virginia anunciou o término do relacionamento com o jogador do Real Madrid e Seleção Brasileira, Vinícius Júnior, nesta sexta-feira (15).

Virginia publicou, através dos stories do Instagram, a notícia do fim do namoro que durou cerca de seis meses.

"Quando algo deixa de fazer sentido, eu prefiro ter maturidade para encerrar com carinho do que permanecer por permanecer. Hoje, escolhemos respeitar um o caminho do outro. Torço muito pela felicidade e pelo sucesso do Vinícius, e tudo isso com muito carinho", escreveu Virginia.

Apesar de estar na vitória do Real Madrid nessa quinta-feira (14) para assistir Vinícius Júnior, a modelo contou do término nesta sexta e pediu que esta seja uma página virada.

"Peço o respeito de todos e que seja uma página virada na vida de cada um, assim como será na minha", completou.

Igor Fonseca

SPORT - FUTEBOL RUSSO

Zé Lucas entra na mira do futebol russo e presidente do Sport confirma sondagens de Zenit e CSKA

Zé Lucas, volante do Sport (Paulo Paiva/Sport Recife)

Mandatário rubro-negro afirma que ainda não recebeu proposta oficial, mas admite interesse crescente no jogador


O Sport confirmou, que o volante Zé Lucas, uma das principais promessas recentes reveladas pelo clube, entrou no radar do futebol russo. Em entrevista ao Cast FC, o presidente rubro-negro, Matheus Souto Maior, revelou que Zenit e CSKA Moscou realizaram sondagens pelo jogador de 18 anos.

Segundo o mandatário, os contatos aconteceram por meio de um agente FIFA, mas ainda sem evolução para uma proposta oficial. A informação sobre o interesse dos clubes russos foi divulgada inicialmente pelo portal russo Championat.

“Sobre os clubes da Rússia (Zenit e CSKA), de fato, houve uma sondagem. Acho importante explicar para o torcedor a diferença entre especulação, sondagem e proposta. Especulação é quando alguém fala que determinado clube tem interesse no Zé Lucas. Já a sondagem acontece quando um clube ou um agente FIFA entra em contato perguntando sobre a situação do atleta: como está o contrato, se o Sport tem interesse em negociar, se abriria conversas e como o jogador vê uma possível transferência”, explicou Matheus Souto Maior.

O presidente rubro-negro detalhou ainda que o contato ocorreu diretamente com representantes ligados ao mercado internacional, sem avanço para negociação formal até o momento.

“Foi isso que aconteceu no caso do Zé Lucas. Um agente FIFA perguntou sobre a situação dele em relação a dois clubes russos. Como a negociação entre agente e clube não passa diretamente por nós, isso fica sob responsabilidade do agente. Essas sondagens são naturais no futebol, até mais comuns do que parecem. Muitas acontecem sem que a imprensa ou a torcida saibam”, completou.

Apesar de ainda não existir proposta oficial, o Sport admite a possibilidade de negociar o atleta futuramente. O dirigente revelou que outros clubes também procuraram informações sobre o volante nos últimos meses.

“Nós estamos esperando os próximos passos. Não só nesse caso, mas em outros casos também, mas com paciência e o Zé também sabe. Ele tem uma cabeça muito boa. Tenho certeza que no tempo certo vai chegar uma boa proposta para ele e ele vai para um lugar onde vai arrebentar”, afirmou.

Joia rubro-negra

Com contrato válido até abril de 2028, Zé Lucas possui multa rescisória estipulada em R$ 100 milhões para clubes do futebol brasileiro e 50 milhões de euros para transferências internacionais. O Sport detém 90% dos direitos econômicos do jogador. No início do ano, o Botafogo chegou a apresentar interesse no volante, mas a investida não avançou.

Cria das categorias de base rubro-negras, Zé Lucas ganhou espaço rapidamente no elenco profissional e passou a ser tratado como uma das maiores joias recentes formadas pelo clube. Em 2025, disputou 48 partidas, sendo 34 pelo time principal do Sport (31 delas como titular), além de 14 jogos pela Seleção Brasileira Sub-17.

Capitão do Brasil no Mundial Sub-17 do Catar, o volante também conquistou o Sul-Americano da categoria. Já em 2026, soma 16 partidas pelo Leão e passou a integrar a Seleção Brasileira Sub-20, onde iniciou amistosos recentes entre os titulares.

DP

SANTA CRUZ - DEIXANDO O ARRUDA

Santa Cruz comunica saída do CEO Pedro Henriques

Pedro Henriques, CEO do Santa Cruz (Evelyn Victoria/SCFC)

O Tricolor destacou a participação de mais de um ano do profissional; a saída acontece em comum acordo


O Santa Cruz comunicou oficialmente, nesta sexta-feira (15), a saída do CEO Pedro Henriques. O encerramento do vínculo aconteceu em comum acordo entre as partes, encerrando um ciclo de mais de um ano do executivo à frente da reorganização administrativa do clube e do processo de transição para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Em nota oficial, o Tricolor destacou a participação de Pedro Henriques em um dos períodos mais delicados da história recente coral. Segundo o clube, o profissional teve atuação importante na reorganização administrativa, implementação de processos internos e conexão entre diferentes setores da instituição.

“Pedro Henriques trabalhou no processo de reorganização administrativa, implementação de processos e conexão entre as diferentes áreas do clube, contribuindo para a retomada de pilares estruturais importantes, durante um dos momentos mais desafiadores da instituição”, informou o Santa Cruz.

O clube também ressaltou a atuação do executivo na interlocução entre diretoria, investidores e departamento de futebol ao longo do período em que esteve no Arruda.

“O Santa Cruz agradece a Pedro Henriques pelos serviços prestados e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória profissional”, completou a nota. 

 Participação na transição para SAF

Advogado de formação e com passagem pelo Bahia, onde exerceu função de vice-presidente, Pedro Henriques chegou ao Santa Cruz em abril de 2025 inicialmente como consultor. Pouco tempo depois, assumiu oficialmente a função de CEO do clube, tornando-se uma das figuras centrais no processo de transição do modelo associativo para SAF.

Durante sua passagem, participou diretamente da reorganização administrativa e esportiva do Santa Cruz, além de atuar de forma próxima ao departamento de futebol, especialmente na reta final da Série D de 2025.

Ao fim daquela temporada, Pedro Henriques teve contrato renovado até dezembro de 2026. Mesmo assim, o vínculo foi encerrado antecipadamente.

Confira a nota do Santa Cruz na íntegra

Pedro Henriques deixa o cargo de CEO do Santa Cruz

Pedro Henriques trabalhou no processo de reorganização administrativa, implementação de processos e conexão entre as diferentes áreas do clube, contribuindo para a retomada de pilares estruturais importantes, durante um dos momentos mais desafiadores da instituição.

O profissional também atuou na interlocução entre diretoria, investidores e departamento de futebol.

O encerramento do ciclo ocorre em comum acordo. O Santa Cruz agradece a Pedro Henriques pelos serviços prestados e deseja sucesso na continuidade de sua trajetória profissional.

Gabriel Farias