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terça-feira, 15 de setembro de 2026

PREPARANDO A PIZZA

Fora das câmeras, Edson Fachin e Flávio Dino se abraçam

Dino e Fachin Fotos: Reprodução/ Print de vídeo YouTube STF



Mendonça saiu do plenário por último



Nesta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma sessão extraordinária que analisa o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que seriam endereçadas ao ministro da Corte, Alexandre de Moraes. Fora das câmeras, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o ministro Flávio Dino, se abraçaram. No momento, a sessão plenária está em intervalo.

Após o bloco da manhã, os magistrados deixaram o plenário em grupos. Eles foram para a sala de togas.

Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estavam perto da saída, foram os primeiros a deixar o plenário, enquanto André Mendonça e Dino conversavam. Após a conversa com Mendonça, Dino deu um abraço no presidente do tribunal e, em seguida, os dois tiveram uma breve conversa e riram durante trajeto para a sala do café. Com eles, estava a ministra Cármen Lúcia.

Luiz Fux e André Mendonça deixaram o plenário por último, em fila indiana.

Pleno.News

O FAMOSO ME ENGANA QUE EU GOSTO

Flávio Dino e Fachin batem boca em sessão sobre Moraes

Flávio Dino Foto: Reprodução/YouTube STF

Dino interrompeu fala de Dias Toffoli



Os ministros Flávio Dino e Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizaram o primeiro desentendimento da sessão extraordinária que se iniciou na manhã desta terça-feira (15). O julgamento histórico vai decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, devido às suas supostas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio Dino interrompeu Dias Toffoli, enquanto este explicava os motivos que o levaram a se declarar suspeito para atuar no caso.

Fachin, por sua vez, repreendeu Dino:

Eu gostaria de combinar nessa sessão que a palavra sempre será solicitada à Presidência – afirmou Fachin, acrescentando que o regimento estabelece que “nenhum falará sem autorização do presidente”.

– Presidente, eu vou seguir o regimento interno. A parte é dirigida a quem está com a palavra. Claro que em algum momento nós mudemos o regimento, mas por enquanto é esse – respondeu Dino.

Confira:

Monique Mello

JULGAMENTO NO STF

Mendonça rebate Moraes, aponta mentira e ministros batem boca

Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. (Foto: Luiz Silveira/STF).

Ministro reage às acusações do 'colega' de Corte e afirma que eventuais testemunhas 'vão mentir'


O clima segue tenso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Durante o julgamento, ainda em andamento, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça “bateram boca” na discussão sobre a possibilidade de investigação da conduta de Moraes no caso Master e a troca de mensagens atribuída a Daniel Vorcaro.

Moraes disparou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”. Quando Mendonça tentou responder, porém, foi interrompido pelo ministro.

“Não estou perguntando a Vossa Excelência”, afirmou Moraes.

“Mas eu estou lhe respondendo”, rebateu Mendonça, deixando claro que não aceitaria a provocação sem resposta.

A tensão aumentou quando Moraes afirmou que apresentaria testemunhas para sustentar acusações contra o colega. Mendonça reagiu de forma direta e classificou a afirmação como falsa.

“Mentira, isso é mentira”, disparou.

Sem recuar, Moraes insistiu na possibilidade de convocar testemunhas. Mendonça voltou a enfrentar o ministro: “Podem chamar quem quiser, vão mentir”.

Moraes acusou Mendonça de ter defendido sua inclusão em uma investigação, supostamente a serviço de um grupo:

“Chamou: incluam o ministro Alexandre. Por que? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”.

Mendonça, por sua vez, optou por não transformar o plenário em um duelo interminável e avisou que responderia no momento apropriado. “Ah, presidente… eu não vou responder, no meu momento de fala, eu falo”, afirmou.

Veja o vídeo abaixo:

CRISE NO STF

Fachin: "O país olha para esta Corte. A história também olhará"

Ministros analisam conversas entre Moraes e Vorcaro (Rosinei Coutinho/STF)

Presidente do STF abriu a sessão inédita que analisa conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para decidir se será aberta ou não uma investigação contra Moraes

 

“O país olha para esta Corte. A história também olhará para este momento. Hoje não prestamos contas apenas aos nossos contemporâneos; prestamos contas àqueles que nos antecederam e às gerações que nos sucederão”. Desta forma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, iniciou a sessão inédita que analisa as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para decidir se será aberta ou não uma investigação contra Moraes.

Ainda na abertura da reunião, Fachin afirmou que esta terça-feira (15) “não é um dia comum”. “O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade. A divergência faz parte da jurisdição. O que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional”, afirmou.

O presidente do STF ressaltou a história de cada ministro da Corte, apontando que cada cadeira ocupada por eles tem uma história. “A Presidência, por isso, não pode e não pôde escolher o caminho mais fácil. Cabe-lhe assegurar o funcionamento da instituição; cabe-lhe, sobretudo, fazer com que o Supremo permaneça sendo um tribunal”, pontuou.

Ainda de acordo com Fachin, é necessário que o STF enfrente “as questões que nos são submetidas com base no Direito, que respeitemos as regras processuais, que não antecipemos juízos antes do momento próprio, que distingamos a divergência do confronto e a controvérsia jurídica da disputa pessoal”.“Que tenhamos presente que, ao final, não será a posição individual de qualquer de nós que falará em nome do Supremo; será a decisão do Plenário”, sentenciou. Neste momento, o presidente do Supremo segue na leitura do relatório.

Cynthia Morato

JULGAMENTO NO STF

Confira os principais acontecimentos até agora

sessão extraordinária para discutir a validade de atos da investigação que envolve referências ao ministro Alexandre de Moraes no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master (Rosinei Coutinho/STF)

A sessão, marcada pela forte tensão institucional, entrou em intervalo por volta de 13h30 e será retomada às 15h, com debate de questões preliminares


O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta terça-feira (15) a sessão extraordinária para discutir a validade de atos da investigação que envolve referências ao ministro Alexandre de Moraes no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A sessão, marcada pela forte tensão institucional, entrou em intervalo por volta de 13h35 e deve ser retomada às 15h. Confira os principais acontecimentos da sessão até o início do intervalo.

Abertura com apelo à institucionalidade

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu os trabalhos com um pronunciamento longo, evocando a história da Corte e a responsabilidade dos ministros. Ele pediu serenidade, decoro e respeito à colegialidade, afirmando que “não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”.

Fachin destacou que a divergência é legítima, mas o confronto pessoal não. “O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade”, disse.

Ele enfatizou que a decisão final pertence ao colegiado, não a ministros individualmente: “Ao final, não será a posição individual de qualquer de nós que falará em nome do Supremo. Será a decisão do Plenário”.

O presidente do STF também afirmou: “Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos”. E completou: “A instituição permanecerá se soubermos, neste momento, estar à altura da responsabilidade que recebemos”.

Dois ministros se afastam: impedimento e suspeição

A sessão registrou, logo no início, o afastamento de dois ministros por questões de suspeição: Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.

Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de votar. O ministro justificou que, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não se sente “confortável” para participar do julgamento, temendo impacto no equilíbrio das eleições de 2026. “Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento”, disse.

Nunes Marques ressaltou ainda que nunca trocou mensagens com Vorcaro, nunca julgou processos relacionados ao Banco Master e que seu filho não prestou serviços ao grupo, reforçando que sua isenção “está calcada e comprovada nos votos” que proferiu.

Dias Toffoli declarou-se suspeito, por "foro íntimo", para preservar a Corte de especulações, mantendo coerência com posições adotadas em processos ligados ao Banco Master na Segunda Turma.

“Não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte, no ponto de vista de eventuais especulações, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei”, afirmou. Com isso, Toffoli não vota nem participa do julgamento, mas permanece no plenário.

Clima tenso e trocas de acusações

A sessão começou com clima pesado e bate-boca entre ministros, com destaque para o confronto verbal entre Fachin e o ministro Flávio Dino já na condução dos trabalhos.

Outro embate ocorreu entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo Moraes, testemunhas detalhariam o direcionamento de Mendonça para investigá-lo. "Mentira", rebateu Mendonça.

Ainda conforme Moraes, o julgamento da acusação contra ele deve ser realizado em conjunto com o Mendonça, previsto para a próxima semana. "A investigação fraudulenta contra mim começou lá atrás", alegou.

Em outro momento, Gilmar Mendes acusou André Mendonça de ter uma condução “político-eleitoral” ao pedir à PF que identificasse mensagens no âmbito do Caso Master, que investiga fraudes no sistema financeiro: “É uma evidente condução político eleitoral”, disse o decano, que completou “Isso não se faz! Pessoas decentes não fazem isso!” .

Visivelmente incomodado, Mendonça respondeu: "Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite esse Tribunal”, ao que Gilmar retrucou: “Quem não se dá respeito, não merece respeito” e continuou a falar.

O que ainda falta acontecer

A sessão está em intervalo até as 15h. Quando os trabalhos forem retomados, o STF deve concluir a leitura de relatórios e manifestações, debater questões preliminares,  especialmente a "validade processual" dos atos da investigação e, em seguida, ir à votação.

O plenário debate a Petição 16.662, formada a partir de relatório da Polícia Federal que trouxe à tona mensagens entre Vorcaro e Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pedindo a nulidade de uma solicitação de investigação feita por Mendonça e de seu resultado, sustentando que caberia ao Plenário deliberar sobre a investigação de um integrante do próprio Supremo — argumento que está no centro da disputa processual.

O resultado definirá se o tribunal abre investigação contra Moraes, declara nulidade de atos anteriores ou rejeita o pedido, dependendo da maioria que se formar após as discussões.

Nilton Vilanova

NÃO VAI FAZER DELAÇÃO PREMIADA

Produtora de Dark Horse: “Não serei o novo Mauro Cid”

Karina Gama Foto: Frame de vídeo / CNN



Karina Gama afirmou que não fará delação, porque não tem informação alguma que incrimine as pessoas



Produtora do filme Dark Horse, Karina Gama afirma que tem sido pressionada a fazer uma delação premiada e afirmou que não se tornará o próximo Mauro Cid, em referência ao ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o delatou durante o processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

Quando você pergunta a minha sensação, da operação, da condução das investigações, eu entendo que é como se eu fosse o próximo Mauro Cid. Que eu preciso incriminar pessoas. O que estou dizendo há nove meses é que tudo que a gente fez, estou querendo responder e esclarecer. Mas preciso responder e esclarecer para as autoridades – declarou ela em entrevista à CNN Brasil.

Karina afirmou, porém, que “as autoridades, em vez de perguntar de maneira técnica, tem essa politização dentro da questão jurídica, de fiscalização dos projetos”.

Indagada pela CNN se ela será o próximo Mauro Cid, a produtora respondeu que não e justificou:

– Porque eu não tenho como incriminar alguém. Eu não tenho, eu não vi, não participei de nada que incrimine pessoas. Tudo que a gente fez foi um filme – assinalou.

Thamirys Andrade

SERÁ QUE É SÓ AMIGO?

Offshore de amigo de Toffoli comprou apartamento de luxo de R$18,7 milhões em Miami

Chancelado pela Dolce & Gabbana, o prédio na Brickell, em Miami, será o mais alto, com 90 andares: R$17 milhões.


Oficialmente o imóvel pertence a Alberto Leite, amigo do ministro Toffoli


A offshore Egide I Holding Limited, citada no escândalo envlevendo o ministro do STF Dias Toffoli e o controvertido negócio de sua família com interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, comprou na planta um apartamento de US$3.648.750 (equivalentes a R$18,7 milhões) no edifício 888 da sofisticada avenida Brickell, em Miami.  O empreendimento promete ser o mais alto da cidade quando ficar pronto, em 2030. A offshore controla a empresa Lino Properties e foi a responsável pela compra. 

O imóvel (unidade 41b) fica em um prédio de 90 andares ainda em construção, com assinatura da Dolce & Gabbana, segundo informou o Estadão na noite desta segunda-feira (14), véspera da decisão do Supremo Tribunl Federal (STF) sobrie a instauração de processo investigativo cntra o ministro Alexandre de Moraes, também acusado de envolvimento com o ex-banqueiro acusado de aplicar o maior golpe financeiro da História.

A compra foi feita pela Lino Properties, sediada em Delaware (paraíso fiscal americano). A única sócia da Lino, com 100% do capital, é a Egide I, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Ambas as empresas pertencem ao empresário Alberto Leite, amigo do ministro Dias Toffoli. A Egide é a mesma holding citada pela Polícia Federal em relatório sobre o destino de recursos ligados ao resort Tayayá.

O contrato foi assinado em 4 de março de 2025, com pagamento parcelado: adiantamento de cerca de US$ 729,7 mil, outra parcela no mesmo valor em março de 2026 e o restante no fechamento do negócio.O gabinete de Toffoli informou ao Estadão que a empresa familiar Maridt vendeu parte das cotas no grupo Tayayá ao Fundo Arleen em 2021 e não realizou outras negociações com o fundo desde então. O ministro não se pronunciou especificamente sobre a aquisição do imóvel em Miami.
A PF investiga o caminho de recursos que saíram do Brasil após a venda de participação no resort Tayayá, no Paraná, e teriam ido parar em estruturas no exterior. Toffoli já se declarou suspeito em julgamentos relacionados ao caso Master.

JULGAMENTO DE ALEXANDRE DE MORAES

STF também terá que decidir se afasta Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes - (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) terão que decidir sobre eventual afastamento de Alexandre de Moraes, caso votem pela abertura de investigação contra o colega, que supostamente teria trocado mensagens com o agora encarcerado Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Se a Corte decidir por seguir com o processo, a suspensão não é automática. Os magistrados também definirão se o afastamento será do cargo de ministro do Supremo ou apenas de processos específicos.

Rito definido

A Lei Orgânica da Magistratura prevê que o STF pode determinar o afastamento do magistrado por decisão de dois terços de seus membros.

Há previsão

A suspensão pode ocorrer quando já houver denúncia ou queixa recebida e não é automática, precisa de medida específica para isso.

Por partes

Outra possibilidade é que Moraes seja afastado de processos ligados ao Master, com reconhecimento de impedimento ou suspeição.

Cláudio Humberto

LULA E OS COMPANHEIROS DO STF DE MÃOS DADAS

‘Soltar a mão’? Lula acionou Zanin no Supremo para reforçar seu apoio Moraes

Lula (PT) e Cristiano Zanin Foto: Ricardo Stuckert / PR

Como esta coluna avisou na edição do dia 12 deste mês, Lula (PT) não podia largar a mão de Alexandre de Moras, ministro do STF enrolado com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro fraudador. Fontes do STF contaram, e fontes palacianas confirmaram, que Lula mandou a Moraes, por meio do ex-advogado e ministro Cristiano Zanin, um recado tipo “conte comigo, tamo junto” (sic). Ao mesmo tempo, Zanin mudou bruscamente de atitude, virando agressivo protagonista em favor do colega sob suspeita.

Tempo de mentir

Lula também quis explicar a Moraes que suas declarações “exigindo” investigação eram impostas, como todos sabiam, do “momento eleitoral”.

#TamoJunto

Beneficiado por decisões do ministro, que até impediu a candidatura de Bolsonaro, a mão de Lula está colada a de Moraes. Não dá para separar.

Ponta-de-lança

Em geral discreto e cortês, Zanin passou fazer críticas ásperas a André Mendonça, publicamente, para satisfação do ex-cliente que o nomeou.

Como ignorar?

O conjunto dos indícios pesa mais que as jogadas: troca de mensagens, encontros pessoais, jatinhos, viagens, contratos de R$181 milhões etc.

Cláudio Humberto

PROPOSTAS IMPORTANTES PARA PERNAMBUCO

Raquel Lyra propõe mais 30 escolas técnicas visando mão de obra em Pernambuco

Foto: Reprodução/PSD

Em sabatina, governadora e candidata à reeleição também defendeu redução da burocracia para abertura de empresas


A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (14), que o estado enfrenta falta de mão de obra qualificada em alguns setores e propôs a abertura de mais 30 escolas técnicas estaduais. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE).

Falta de mão de obra na construção civil

Segundo Raquel, a falta de profissionais já é percebida principalmente em áreas ligadas à construção civil, em meio ao volume de obras públicas e privadas em andamento no estado. A governadora citou como exemplo a procura por pedreiros e eletricistas e disse que o governo passou a direcionar cursos de qualificação de acordo com as necessidades identificadas em cada região.

 “A gente tem escassez de mão de obra de pedreiro, nós estamos formando pedreiro”, declarou, citando também a formação de eletricistas.

Formação alinhada ao mercado

A candidata defendeu maior aproximação entre a formação oferecida pelo estado e as vagas efetivamente disponíveis no mercado de trabalho, afirmando que os cursos de qualificação profissional passaram a ser discutidos com empresas e instituições ligadas ao setor produtivo. “Não adianta eu formar mão de obra dentro de uma determinada cidade”, argumentou, caso não haja oferta de trabalho na área para os formados.

Entre as iniciativas citadas está o Trilha Tec, de formação técnica para estudantes do ensino médio. Raquel reafirmou a promessa de universalizar o ensino em tempo integral em Pernambuco e anunciou a ampliação da rede de educação profissional.

Menos burocracia

Raquel também defendeu a redução do tempo necessário para abertura e funcionamento de empresas. Citou a regulamentação estadual da Lei de Liberdade Econômica e afirmou que mais de 900 atividades deixaram de depender de determinadas licenças. Disse ainda que o governo reduziu de seis meses para 34 dias o tempo de licenciamento ambiental, mas reconheceu demora nos processos que dependem do Corpo de Bombeiros para o licenciamento de equipamentos de grande impacto, e afirmou pretender avançar na digitalização dessas etapas.

Estradas e Arco Metropolitano

A governadora afirmou que sua gestão já entregou mais de 1.650 quilômetros de estradas e que outros 1.500 quilômetros passam atualmente por intervenções. Destacou a duplicação da BR-232, hoje concentrada no trecho entre Recife e São Caetano, com proposta de estendê-la até Serra Talhada, no Sertão.

Raquel também apresentou o Arco Metropolitano como uma das principais obras para melhorar o escoamento da produção e a circulação de cargas na Região Metropolitana do Recife.Segundo ela, cerca de 500 trabalhadores e mais de 130 máquinas atuam atualmente na obra, que avançou a partir da elaboração do projeto e do uso de recursos estaduais. A candidata relacionou os investimentos rodoviários no Vale do São Francisco à competitividade da fruticultura irrigada da região.

Davi Pereira

SANTA CRUZ - ARENA LOTADA DOMINGO

Santa Cruz divulga parcial de 30 mil ingressos vendidos para duelo com o Floresta

Torcida do Santa Cruz na Arena Pernambuco (Evelyn Victoria/SCFC)

Número supera recorde de público na temporada coral


A torcida do Santa Cruz promete lotar a Arena de Pernambuco para o confronto com o Floresta pelo quadrangular de acesso da Série C. Na noite desta segunda-feira (14), o clube divulgou uma nova parcial de ingressos comercializados e informou que mais de 30 mil entradas já foram vendidas para a partida, marcada para o próximo domingo (20), às 16h.

Depois de duas vitórias nas duas primeiras rodadas do quadrangular, o Santa Cruz chega ao duelo com 100% de aproveitamento e terá novamente o apoio da torcida em um jogo decisivo.

A partida também deve estabelecer uma nova marca de público para o clube em 2026. Com mais de 30 mil ingressos já vendidos, o número já supera o maior público do Santa Cruz na temporada até o momento.

Atualmente, o jogo que mais levou torcedores do Santa Cruz ao estádio em 2026 foi a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-PB, quando 27.479 tricolores estiveram presentes. Na ocasião, a partida também registrou uma renda de R$ 1.100.030,44.

O Santa Cruz venceu o Maringá por 1 a 0 no último sábado (12), no estádio Willie Davids, com gol de Matheus Vinícius aos 49 minutos do segundo tempo, e chegou à segunda vitória consecutiva no quadrangular.

Com seis pontos conquistados em seis possíveis, a Cobra Coral lidera a fase decisiva.