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domingo, 9 de agosto de 2026

CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

Náutico cede empate nos Aflitos contra o Atlético-GO pela Série B

Jean Carlos em campo pelo Náutico (Rafael Vieira/CNC)

Timbu saiu na frente com jovem atacante Kauã Maranhão, mas viu o Dragão marcar no segundo tempo nos Aflitos


O presente do Dia dos Pais para os alvirrubros não foi dos melhores. O Náutico empatou por 1 a 1 com o Atlético-GO neste domingo (9), nos Aflitos.

O jovem Kauã Maranhão marcou para os mandantes no jogo válido pela 21ª rodada da Série B, mas viu Geovany Soares dar números finais ao duelo.

Com o resultado, os pernambucanos chegaram aos 26 pontos, mas desceram para a 14ª posição, ficando a seis da zona de rebaixamento e a sete do G6.

O jogo

Os donos da casa começaram a partida com tudo. Antes do primeiro minuto, o goleiro Paulo Vitor fez grande defesa após cabeceio de Borasi. No rebote, Kauã Maranhão chegou a acertar a trave.

Aos cinco minutos, o jovem atacante alvirrubro não desperdiçou. Ele recebeu passe de Igor Fernandes e finalizou de primeira para abrir o placar.

A primeira chance do Dragão veio aos 20 minutos, com Yuri, ex-Náutico, finalizando de longe para defesa de Muriel.

O duelo perdeu intensidade, apesar de algumas chances criadas pelos dois lados, e o placar terminou o mesmo ao fim da primeira etapa.

Segundo tempo

Logo na volta do intervalo, a torcida do Náutico teve um grande susto após o goleiro Muriel ser expulso por falta em Gustavo Coutinho.

Porém, com o auxílio do VAR, foi marcado o impedimento do ex-jogador do Sport, mantendo o arqueiro em campo.

Com mudanças, o Dragão voltou melhor e conseguiu empatar a partida aos 10 minutos. Geovany Soares recebeu cruzamento e finalizou na grande área para marcar.

Pouco tempo após o gol, a dupla de técnicos do Náutico acionou três novos jogadores, incluindo o estreante argentino Pato Nuñez.

A reta final foi bem disputada, com o Timbu quase marcando após cobrança de falta de Jean Carlos, mas o placar seguiu em igualdade até o apito final, que teve vaias da torcida para o Alvirrubro. 

Ficha do jogo

Náutico 1
Muriel, Arnaldo (Victor Andrade), Léo Índio, Betão e Igor Fernandes (Ryan); Samuel (Patricio Nuñez), Auremir (Gustavo Henrique) e Jean Carlos; Reginaldo, Borasi (Rikelme) e Kauã Maranhão. Técnicos: Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos.

Atlético-GO 1
Paulo Vitor, Ewerthon, Júnior Barreto, Adriano Martins e Yuri Silva; Leandro Vilela (Henrique Freitas), Daniel Peixoto e Matheusinho (Cristiano); Geovany Soares (Gustavo Maia), Léo Tocantins (Bruno José) e Gustavo Coutinho (João Pedro). Técnico: Roger Silva.

Gols: Kauã Maranhão (5/1ºT) (Náutico); Geovany Soares (10/2ºT)

Cartões amarelos: Arnaldo, Muriel, Victor Andrade e Borasi (Náutico); Adriano Martins e Cristiano (Atlético-GO)

Local: Estádio Esportes da Sorte Aflitos (Recife)

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Carlos Henrique Cardoso de Souza e Thayse Marques Fonseca (ambos do RJ)
VAR: José Ricardo Vasconcelos Laranjeira (AL)

Ivan Mota

RESPOSTA DE FLÁVIO BOLSONARO

Proibido de visitar o pai, Flávio ameaça: "Isso tem dia e hora para acabar"

"Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos", declarou. Ao final da declaração, Flávio afirmou que "isso tem dia e hora para acabar". (Reprodução/YouTube/Flavio Bolsonaro)

O ministro do STF Alexandre de Moraes negou pedido para que ex-presidente recebesse os filhos neste Dia dos Pais (9/8)


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (8) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu a visita dele e dos irmãos ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9/8).

“Proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais”, afirmou Flávio. Segundo ele, a decisão representa uma restrição à liberdade do ex-presidente.

“Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos”, declarou. Ao final da declaração, Flávio afirmou que “isso tem dia e hora para acabar”.

O que aconteceu 

Neste sábado (8), Moraes negou o pedido feito pela defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente recebesse a visita dos filhos neste domingo, Dia dos Pais. Na decisão, o ministro determinou que todas as visitas a Bolsonaro, com exceção de integrantes da equipe médica e de seus advogados, permaneçam suspensas por 30 dias.

A defesa havia solicitado a autorização para a visita dos filhos sob a justificativa de uma finalidade “humanitária e familiar”. Moraes, no entanto, apontou o descumprimento de uma medida cautelar após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo pai. A decisão ocorre em meio às medidas cautelares impostas ao ex-presidente pelo STF.

Com informações do Correio Braziliense.

PERSEGUIÇÃO A BOLSONARO CONTINUA

Moraes veta visita de filhos a Jair Bolsonaro no Dia dos Pais

O ex-presidente Jair Bolsonaro com os filhos, Flavio, Carlos, Eduardo e Renan (Foto: Reprodução/ X / @BolsonaroSP)


Decisão do ministro do STF nega pedido da defesa do ex-presidente mantém punição ao seu filho Flávio Bolsonaro


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber a visita de seus filhos neste domingo (9) em que é celebrado o Dia dos Pais. A decisão veta o pleito por uma autorização excepcional para que Carlos, Jair Renan e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pudessem passar a tarde com o pai, em Brasília, onde cumpre prisão em regime excepcionalmente domiciliar por problemas de saúde.

A defesa do ex-presidente que cumpre pena por crimes na “trama golpista” argumentava que a solicitação visava preservar os vínculos afetivos familiares com caráter estritamente “humanitário e familiar”. Mas Moraes considerou não recuar à sua medida cautelar anterior, que suspendeu visitas de caráter político ao ex-presidente pelo prazo de trinta dias.

A medida restritiva foi causada pela divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro, em julho, pelo filho Flávio, que disputa a eleição presidencial com o apoio do pai. O senador cumpre prazo maior de proibição de visitas ao pai, por 90 dias, por ordem do ministro Moraes. Na carta, Jair chancelava Flávio como seu porta-voz para a disputa presidencial deste ano.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, Bolsonaro não pode se manifestar em entrevistas ou na internet, inclusive por meio de terceiros.

E a defesa de Jair Bolsonaro, da qual o próprio Flávio faz parte, já tentou derrubar a suspensão integral das visitas de Flávio como uma medida desproporcional. Porque os advogados sustentam que o ex-presidente não tinha qualquer conhecimento prévio de que o filho tornaria o documento público, rechaçando a tese de que houve uma combinação para burlar a ordem judicial.

O recurso aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), acionada por Moraes para se manifestar sobre a manutenção ou não da medida restritiva.

Somente um dos filhos de Jair Bolsonaro, ex-deputado federal Eduardo, não visitaria o pai por passar a viver nos Estados Unidos, desde o início do ano passado, alegando exílio político por perseguição no Brasil e busca por ajuda dos Estados Unidos para conter o que denunciou como injustiças contra seu pai. Todos os demais filhos homens de Jair Bolsonaro são políticos e disputam eleição neste ano.

Davi Soares

ELEIÇÕES 2026

Republicanos confirma Cleitinho na disputa ao governo de Minas

Senador Cleitinho (Republicanos-MG) - (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado).

Direção nacional da sigla disse que senador pediu desculpas por 'equívocos', após desistir de desistir da eleição


Por meio de nota oficial divulgada na noite desta sexta-feira (7), o presidente nacional do partido Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, confirmou sua decisão de autorizar a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas Gerais, pela sigla. Pereira disse que Cleitinho pediu desculpas formais ao Republicanos e ao povo mineiro por equívocos nas indecisões, ao desistir de desistir da disputa ao governo de Minas. E não usará dinheiro do fundo eleitoral do partido.

“A decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”, diz o Republicanos.

A nota do partido ainda destaca que Marcos Pereira manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas. E cedeu aos apelos de candidatos à Assembleia Legislativa (ALMG) e à Câmara dos Deputados, “somente diante de fatos novos, compromissos objetivos”, bem como do “desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação de diferentes setores da sociedade mineira favoráveis à sua candidatura”.

Cofre fechado

O presidente nacional da sigla disse que os candidatos demonstraram a importância de uma candidatura própria e competitiva ao Governo de Minas, para fortalecer o projeto partidário e das chapas proporcionais. Mas ressaltou que Cleitinho comunicou que conduzirá sua campanha ao Governo de Minas sem utilização de recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.

“A decisão está tomada. O Republicanos terá candidato próprio ao Governo de Minas Gerais, e Cleitinho Azevedo assume, a partir de agora, a responsabilidade de honrar os compromissos firmados com o partido, seus candidatos, seus aliados e, principalmente, com o povo mineiro. O episódio está encerrado. O momento agora é de olhar para frente e trabalhar por Minas Gerais”, conclui a nota do Republicanos.

Governo para todos

Cleitinho celebrou a oficialização de sua candidatura, publicando nas suas redes sociais a frase: “Nunca desistimos!”. E disse que governará para todos, sem corrupção e com base no ensinamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.

Veja a declaração do candidato:

Davi Soares

A ESQUERDA ACABANDO COM A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Estados governados pela esquerda têm as piores avaliações no ensino básico

Screenshot

Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que estados governados pela esquerda têm pior desempenho no ensino fundamental (1º ao 5º ano) das redes públicas e privadas. Os números são de 2025 e refletem o desempenho de 14,5 milhões de matrículas, em 101 mil escolas de todas as unidades da federação. O índice médio nacional é 6,3. A escala vai de 0 a 10 e a meta do Ideb para o ano era de 6 pontos.

Pior de todos

O estado com pior desempenho é o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O Amapá está na lanterna, com 5,5.

Logo atrás

O Pará, governado ano passado pelo lulista Helder Barbalho (MDB), amarga a vice-lanterna com sofríveis 5,6 pontos.

Segue a lista

Seguindo a lista dos cinco piores desempenho do Ideb, aparecem três estados empatados, incluindo a Bahia, do Jerônimo Rodrigues (PT): 5,7.

Mais petista

Além da Bahia, a posição tem ainda Rio Grande do Norte, de Fátima Bezerra (PT), e o Maranhão, de Carlos Brandão, ex-PSB atual MDB.

Cláudio Humberto

ELEIÇÕES 2026

João Campos e Raquel Lyra acirram disputa com ações na Justiça que apontam atuação irregular nas redes


A disputa pelo governo de Pernambuco ganhou uma frente paralela nos tribunais, com as campanhas do ex-prefeito João Campos (PSB) e da atual governadora Raquel Lyra (PSD) recorrendo à Justiça Eleitoral falando em atuação irregular nas redes sociais, com acusações de desinformação, uso de inteligência artificial, vídeos negativos e suspeitas de atuação coordenada de perfis.

No fim de julho, a campanha de Lyra apresentou ação apontando eventual coordenação e custeio de rede de perfis anônimos que estariam, de forma articulada, atacando a governadora e promovendo Campos, seu principal adversário na disputa, e pediu, de maneira cautelar, que fossem preservados dados desses perfis. O Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PE) decidiu favoravelmente ao pedido e determinou que fossem preservados os dados.

“Não se trata de crítica política isolada — legítima e protegida —, mas de um comportamento digital homogêneo, com ocultação de autoria, replicação sincronizada e escalada artificial de alcance, cuja existência já se acha documentada em ao menos trinta representações eleitorais em curso perante este tribunal”, diz a ação apresentada por Lyra.

Nela, os advogados afirmam que há um modus operandi com substituição sucessiva de perfis, mesmo após ordens judiciais de remoção, para garantir a circulação do mesmo conteúdo, além da identificação de “perfis inautênticos, disparo coordenado, escalada artificial de alcance e ocultação de autoria”.

Agora, a campanha de Lyra prepara uma nova representação apontando suposto uso de robôs para atacar a sua gestão e celebrar João Campos, que deverá ser apresentado à Justiça na próxima semana. O grupo diz ter elaborado um relatório que identificou a criação de 301 perfis num único dia (28 de maio deste ano). O grupo também afirma que mapeou um padrão de sincronia das mensagens com publicação de frases idênticas, o que levanta a suspeita de um uso desses robôs. A campanha também diz que há identificação de erros (como uso da palavra “the” em vez de artigos “o/a”) que apontam para um suposto uso de sistema automatizado.

Além disso, afirma ter identificado 186 perfis que estariam dedicados a enaltecer a candidatura de seu adversário na eleição e outros 33 voltados a atacar a gestão da governadora, que teriam sido criados para criticar o governo por causa de enchentes que atingiram o estado.

A campanha de João Campos, por sua vez, entrou com representação ontem (7) na justiça apontando a existência de um suposto gabinete de ódio financiado com recursos públicos do governo estadual. Os advogados também pedem que sejam preservados, de forma cautelar, dados de perfis que estariam atuando de forma coordenada nesse sentido.

A campanha do ex-prefeito do Recife diz que essas acusações já foram levadas à Polícia Federal em outubro do ano passado por meio de uma denúncia apresentada por deputados estaduais, que está sendo analisada, e que foi alvo de uma CPI na assembleia do estado. Na ação, os advogados dizem que a denúncia se baseou em três pontos: “estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes.”

Ainda no documento, os advogados falam de séries criadas para atacar o ex-prefeito, com mensagens continuadas, identidade visual e estrutura narrativa semelhantes e a distribuição delas por meio de contas distintas. Eles descrevem esse suposto gabinete como uma “estrutura na qual a produção, a edição, a distribuição e a amplificação dos conteúdos são fragmentadas entre diferentes contas, de modo a ocultar a origem comum, dificultar a responsabilização e conferir verniz de espontaneidade àquilo que foi previamente organizado”.

A campanha de Campos afirma também que foi monitorado que perfis que antes exploravam “humor, gastronomia, notícias locais ou conteúdo de bairro” teriam passado a concentrar sua atividade em ataques contra o ex-prefeito e seus aliados. “Depois de diversas ações individuais, dezenas de perfis, produções seriadas, publicações colaborativas, replicações sucessivas, conteúdos sintéticos e investigações institucionais anteriores, já não é razoável continuar chamando tudo de coincidência. Coincidência é um episódio. Repetição organizada, com personagens, roteiros, calendário, páginas de distribuição e contas de reserva, possui outro nome”, diz a ação.

Procurada, a campanha de Lyra diz que a ação protocolada pelo PSB “não acusa nem comprova qualquer irregularidade”, que serão prestados todos os esclarecimentos que forem solicitados e que “participação política não pode ser confundida com irregularidade”. “Recebemos a iniciativa com absoluta tranquilidade. Não nos opomos à preservação de dados e confiamos plenamente na Justiça Eleitoral. O que não se pode fazer é tentar transformar uma medida técnica em fato político para confundir o eleitor pernambucano, atribuindo a ela um significado que não possui.”

Procurada, a campanha de Campos afirma que a representação reúne elementos que apontam a atuação de um gabinete de ódio que teria participação de ocupantes de cargos lotados no governo estadual e que não se trata de uma “denúncia recente ou criada no contexto eleitoral”. Diz também que aliados dele têm sido vítima de ataques distribuídos por essa mesma rede e que é preciso que as autoridades competentes esclareçam os fatos. “Tentar sustentar agora a narrativa de que a candidatura da governadora estaria sendo alvo de uma ofensiva política é uma tentativa de inverter a cronologia dos fatos e construir uma realidade que não corresponde ao histórico das denúncias”, diz a nota.

Além das disputas no meio digital, as duas campanhas têm atuado para buscar apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O próprio petista já declarou apoio público a Campos, mas aliados do presidente não descartam gestos para a governadora, diante da avaliação que a eleição à Presidência será acirrada e Lula não pode prescindir de apoios. Hoje, Lyra aparece numericamente à frente de Campos nas pesquisas de intenção de voto.

 Do jornal O Globo

FOTO COMPROMETEDORA

PF encontra foto de parlamentares em piscina com investigado em Planaltina


A Polícia Federal encontrou uma foto de deputados e senadores dentro de uma piscina com investigados pela operação que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Entre os integrantes da foto, estão o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), os deputados Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (Uniã0), o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL), e o senador Ângelo Coronel (Republicanos). Eles posam ao lado do advogado Willer Tomaz e do senador Weverton Rocha (PDT), ambos alvos de investigação.

Na imagem também aparece o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT). As investigações apontam que o encontro ocorreu na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina-DF, que pertencente a Willer. A existência da foto foi revelada pela Revista Piauí e confirmada pelo Correio junto a fontes na corporação. O arquivo estava no histórico de mensagens do celular de Weverton, que foi apreendido nesta semana.

Em um aplicativo de conversas, os investigadores encontraram o arquivo, que estava em uma pasta chamada de “Grupo Seleto”. A suspeita é de que Willer Tomaz lavava dinheiro para Weverton Rocha. A origem dos recursos seria dos desvios dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Em nota, a defesa do advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que ele não foi alvo da fase desta semana da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os advogados dizem que o cliente não é investigado pela corporação.

Na decisão que autorizou buscas e apreensões no âmbito da Sem Desconto, Tomaz é descrito pelo ministro André Mendonça como responsável pela estrutura de apoio da organização, reunindo empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos.

Em parecer encaminhado ao Supremo, a pedido de Mendonça, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, opinou pelo indeferimento das buscas contra o advogado Willer Tomaz e outras oito pessoas físicas, entre elas familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo o representante do MPF, a investigação ainda não reunia elementos suficientes para justificar diligências de maior impacto.

Apesar da manifestação do Ministério Público, atendeu pedido da Polícia Federal e autorizou a realização de buscas. 

 Do Correio Braziliense

ATENTADO CONTRA A DIREITA NA COLÔMBIA

Ataque com explosivos é registrado um dia após a posse do novo presidente da Colômbia


Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, um ataque com explosivos foi registrado no sudoeste do país, no primeiro incidente deste tipo ocorrido durante seu governo. A informação foi divulgada pelo exército colombiano neste sábado (8).

De La Espriella tomou posse no sudeste do país, ontem (7), na cidade de Cali. Na cerimônia, ele delineou sua política de segurança e advertiu os grupos ilegais que “têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública”.

A explosão ocorreu no pedágio de Mandiva, localizado na rodovia Panamericana, a principal via do sudoeste do país. O exército detalhou que dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura sofreram ferimentos leves. O relatório acrescentou que, segundo um dos vigilantes, tratou-se da detonação de um veículo que foi abandonado por uma pessoa que depois fugiu em uma motocicleta.

De acordo com informações preliminares do exército, o ataque teria sido perpetrado pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez das dissidências da extinta guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aderiu ao acordo de paz assinado há uma década com o Estado. Enquanto isso, militares protegem a área onde, junto com cães treinados, percorrem a região para descartar a presença de outros artefatos explosivos, indicou o exército em sua conta no X.

A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o “atentado terrorista” e assegurou no X que “a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões”. Acrescentou que estão trabalhando para restabelecer a mobilidade na área.

 Por Estadão Conteúdo

JUSTIÇA POR CAMILA

Família de Camila Wanderley realiza protesto por apuração de suposta negligência médica


Familiares e apoiadores da servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, realizam, no dia 27 de agosto, um protesto em frente ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte de Recife. O ato, intitulado “Justiça por Camila”, está marcado para 9h.

Camila ficou em estado vegetativo após uma cirurgia para correção de hérnia e retirada de pedra na vesícula, realizada em agosto do ano passado, no Hospital Esperança, na Ilha do Leite. De acordo com a defesa dos familiares, Camila estava saudável e deu entrada na unidade para um procedimento considerado de baixo risco em agosto do ano passado. Durante a operação, no entanto, ela apresentou apneia, que é a interrupção temporária e involuntária da respiração.

A família acusa a equipe médica de suposta negligência e apresentou uma representação ao Cremepe. O conselho informou que o caso tramita sob sigilo. O Hospital Esperança afirmou que Camila teve uma complicação cirúrgica e que recebeu o suporte necessário. A família pretende levar o caso à Justiça na esfera criminal.

FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO

Festas juninas em Pernambuco consumiram R$ 310,7 milhões em recursos públicos em 2026

São João (Divulgação)

O montante representa um investimento de cerca de R$ 1 milhão acima do que foi gasto em 2025


Em 2026, R$ 310,7 milhões foram gastos com festas juninas realizadas em 184 municípios de Pernambuco e no Distrito de Fernando de Noronha, entre o início de junho até 2 de julho, segundo dados divulgados pelo Painel de Festejos Juninos do Ministério Público (MPPE). O montante representa um investimento de cerca de R$ 1 milhão acima do que foi gasto em 2025. 

Ainda conforme o MPPE, a remuneração média das atrações contratadas para esse período subiu. O valor médio por show chegou a R$ 52,6 mil em 2026, uma alta de 7% frente aos R$ 49,2 mil cobrados no ano passado. Neste ano, algumas apresentações de artistas nacionais de grande porte atingiram a marca de R$ 1,5 milhão por show.

Contudo, o promotor de Justiça Hodir Flávio de Melo aponta que, embora não tenha havido redução dos gastos, o crescimento verificado em 2026 foi praticamente nulo quando comparado aos anos de 2024 e 2025. Para ele, a orientação para que Promotorias atuassem contra reajustes abusivos ajudou a reter aumentos mais expressivos.

De acordo com o levantamento, a cidade de Caruaru, no Agreste, foi responsável pela maioria das contratações, 703 atrações e um gasto de R$ 40,5 milhões. Em seguida, estão Recife, com 517 atrações que custaram R$ 13,1 mi, Arcoverde, com 220 contratações e gasto de R$ 14,3 milhões; e Gravatá, com 161 atrações que custaram R$ 11,9 mi. Petrolina, no Sertão pernambucano, também se destaca com um gasto expressivo no ciclo junino, com gasto de mais de R$ 24 milhões para 45 atrações. 

Além de ser o município pernambucano com o maior quantitativo de atrações e gastos com os festejos juninos, Caruaru reúne os maiores cachês. Em 2026, a cidade pagou R$ 1,5 milhão por uma apresentação, no dia 19 de junho, para Wesley Safadão. O cantor Luan Santana, que também fez parte da programação do São João do município, recebeu uma remuneração de R$ 1,3 milhão, enquanto Ivete Sangalo recebeu R$ 900 mil e Alok R$ 850 mil. 

Elaine Guimarães

ROMPIMENTO

Cinco prefeitos retiram apoio à pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado após rompimento com Álvaro Porto

Marília Arraes perde apoio de cinco prefeitos e mais de 20 vereadores de diferentes municípios após rompimento com Álvaro Porto (Foto: Divulgação/Internet)

Movimento foi seguido por mais de 20 lideranças políticas de diferentes regiões de Pernambuco; grupo afirma que decisão não altera apoio à candidatura de João Campos ao Governo do Estado


Cinco prefeitos de municípios de Pernambuco e mais de 20 vereadores de diferentes municípios do estado anunciaram, neste sábado (8), a retirada do apoio à pré-candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. O movimento ocorre após o rompimento político entre Marília e o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado estadual Álvaro Porto (MDB).

Segundo Álvaro Porto a decisão está relacionada ao que classificam como “não cumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos. Em nota, Álvaro e Gabriel Porto afirmam que “a decisão é resultado de uma avaliação conjunta e reafirma que qualquer construção política precisa estar baseada em confiança, lealdade, diálogo e, acima de tudo, no cumprimento da palavra empenhada”.

Na articulação proposta, Marília deveria indicar para a suplência um nome ligado à Família Porto. No entanto, a escolha recaiu sobre Abel Neto, sobrinho do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT).

O rompimento da presidente da Alepe com a ex-deputada federal e postulante à Casa Alta, provocou uma reacomodação de apoios no cenário político de Pernambuco para as eleições de 2026.

Diversos gestores acompanham o posicionamento de Álvaro Porto e do candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB).

Deixaram a campanha os prefeitos Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira; e César Freitas (PCdoB), de Sanharó.

Além dos cinco prefeitos, outras lideranças políticas de diferentes regiões do estado também anunciaram a saída da campanha de Marília.

Lideranças de várias regiões

Em Olinda, o presidente da Câmara Municipal, Saulo Holanda (MDB), aderiu ao movimento. Em Paulista, a decisão foi acompanhada pelo vereador Fabiano Paz (PSB).

Em Quipapá, deixaram de apoiar Marília o vice-prefeito João Batista (PSB) e os vereadores Ronaldo Fenômeno (PSB), Rodrigo Correia (Republicanos) e Sandro da Vila (PT).

Já em Catende, o vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e os vereadores Jorge da Internet (União), Marcílio da Saúde (PSDB), César Barros (PV), Jonas Alves (PSDB), Fernando Enfermeiro (Podemos), Boréu (PV) e Monalisa Carvalho (União) também aderiram ao movimento.

Em Caruaru, o grupo liderado pelo ex-prefeito e ex-deputado Tony Gel e por Tonynho retirou o apoio. Em Água Preta, os vereadores Lu do Una City (PSDB) e Bella de Nikollas (PRD) acompanharam a decisão.

Também passaram a integrar o movimento os ex-prefeitos Neide Reino e Neném, de Capoeiras, e as lideranças Dgerson Melo e Bernardo Filho, de Palmares.

Outras adesões ocorreram em Exu, com o vereador Duda Mulato (Avante); em Lagoa de Itaenga, com os vereadores Clécia do Moinho e Clécio do Moinho, além do ex-candidato a prefeito Maninho; e em Sertânia, com o vereador Niltinho (União).

Em Lagoa dos Gatos, aderiram o empresário Boró e o vereador Neto Morais (Solidariedade). Já em Panelas, o movimento reúne o ex-vice-prefeito Genilson Lucena, os vereadores Joelmo do Alfaiate (PSDB) e Zé Júlio (MDB), além dos ex-vereadores Mica e Ezequias.

Grupo mantém apoio a João Campos

Apesar da retirada do apoio à candidatura de Marília Arraes ao Senado, o grupo afirma que a decisão não interfere na aliança com o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB).

Em nota, as lideranças afirmaram que os prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e os demais integrantes do grupo permanecem alinhados ao projeto político de João Campos para Pernambuco.

A decisão, segundo o grupo, está relacionada especificamente à disputa pelo Senado e à relação política com Marília Arraes. As lideranças também defenderam que futuras alianças sejam construídas com base em “confiança, lealdade, diálogo” e no cumprimento de compromissos políticos.

Cátia Oliveira