GIF Patrocinador

GIF Patrocinador

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

JULGAMENTO DE ALEXANDRE DE MORAES

Gilmar Mendes e Flávio Dino sabotam julgamento com tumulto e subterfúgios para blindar Moraes

Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes comandaram a sabotagem do julgamento sobre a abertura de investigação contra Moraes. (Foto: Gustavo Moreno/STF)



A sessão convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) para decidir se o ministro Alexandre de Moraes poderia ser investigado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou horas sem chegar à questão que havia levado os ministros ao plenário.

Sobretudo por iniciativa dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, Moraes foi blindado e saiu do foco. O julgamento se desviou sucessivamente para a forma como o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu a condução do processo, a situação do ministro André Mendonça, acusações de interferência eleitoral, a atuação da Polícia Federal, a existência de outros magistrados mencionados no material apreendido no caso Master e a possibilidade de reunir tudo em um único procedimento.

A primeira parte da sessão durou quase três horas e foi ocupada em grande medida por questões preliminares e bate-bocas. Depois do intervalo, o tribunal passou a discutir e votar uma questão de ordem sobre o próprio formato do julgamento. No fim do dia, nem mesmo essa discussão foi concluída: Dino voltou atrás em um voto que já tinha dado e pediu vista.

O primeiro movimento de sabotagem ocorreu quando Dino questionou a decisão de Fachin de assumir a condução do procedimento que estava sob responsabilidade de Mendonça. Para Dino, Fachin não poderia simplesmente retirar o caso das mãos do relator original e passar a conduzi-lo – prática conhecida como avocatória.

“A avocatória foi banida entre nós desde a Constituição. Não existe avocação. Avocação entre iguais. A capa de Vossa Excelência é igual à minha”, disse Dino.

O ministro passou um longo tempo sustentando que permitir esse tipo de troca de relator abriria um precedente perigoso para todo o Judiciário. “Em nenhum tribunal do país – nenhum, não é só no Supremo –, um presidente pode destituir um relator”, afirmou. “Se nós aceitarmos a avocatória, presidente, nós estaremos abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar.”

Fachin contestou a fala, no primeiro conflito que desviou o foco de Moraes. Disse que não havia avocado os autos e que eles haviam sido encaminhados à Presidência pelo próprio relator, André Mendonça, para que o plenário decidisse a controvérsia. “Eu recomendaria um certo cuidado de qualificar esse ato como avocatória. Não há decisão alguma da minha parte avocando os autos”, afirmou.

Depois de insistir que Fachin não poderia permanecer à frente do processo, Dino apresentou uma proposta alternativa: juntar o processo que tratava de Moraes ao procedimento que examinava acusações contra Mendonça. Depois da união, os dois casos seriam redistribuídos a um novo relator e julgados juntos em 23 de setembro.

Gilmar amplia discussão com ataques a Mendonça e questão de ordem

Gilmar Mendes seguiu pela mesma linha, mas ampliou o alcance da proposta de Dino.

Sua questão de ordem, que passou a ser analisada pelo plenário, incluiu as seguintes providências: a reunião dos dois processos, sua redistribuição a um novo relator e a identificação de todos os magistrados citados no caso Master sobre os quais houvesse indícios de recebimento de valores indevidos. Depois disso, seriam ouvidos esses magistrados e a Procuradoria-Geral da República.

Antes de prosseguir com a análise específica sobre Moraes, portanto, o Supremo passou a discutir se juntava outro processo, mudava a relatoria e ampliava a discussão para outros magistrados mencionados no material do Master.

Em paralelo à discussão processual, Gilmar gastou boa parte de sua intervenção atacando a forma como Mendonça conduziu o caso. O decano acusou enfaticamente o colega de direcionar os procedimentos por razões eleitoreiras.

“É evidente – e até as pedras sabem – que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido”, afirmou. Gilmar mencionou inclusive a escolha de datas, perto do Dia da Independência: “7 de Setembro, todo esse cenário envolvendo esta Corte em campanha eleitoral”.

Mendonça interrompeu: “Vossa Excelência está sendo leviano, ministro Gilmar! Leviano, leviano!” Gilmar respondeu: “Vossa Excelência não tem a palavra. Vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral e escolha do 7 de Setembro. Isto não se faz, pessoas decentes não fazem isso.”

Quando Gilmar apontou o dedo em sua direção, Mendonça protestou: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar! Não aponte o dedo! Não está falando com qualquer um! Respeite esse tribunal!” “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”, respondeu Gilmar. Os confrontos entre os dois se repetiriam na parte da tarde.

Moraes também parte para o ataque e desloca foco para Mendonça; Dino faz fala prolongada e pede vista

Moraes também partiu para o ataque, transferindo o alvo para Mendonça. Durante sua manifestação, o ministro afirmou que seu colega de Corte teria tentado fazer com que a Polícia Federal o incluísse em uma colaboração premiada.

“Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?”, questionou. Moraes disse ter testemunhas para confirmar a acusação e acrescentou que Mendonça estaria “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”.

Com boa parte da primeira sessão ocupada por discussões processuais e bate-bocas, os ministros só começaram a decidir a questão de ordem de Gilmar depois da retomada dos trabalhos, por volta das 15h30.

A discussão da questão de ordem prosseguiu até o fim da sessão da terça.

Os ministros passaram a discutir se as situações de Moraes e Mendonça eram comparáveis, se outros magistrados citados nas mensagens deveriam receber o mesmo tratamento e quais seriam os limites da atuação da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Uma das manifestações de Dino sobre a questão de ordem ultrapassou 40 minutos.

Já perto do fim da sessão, houve outro bate-boca entre Gilmar e Mendonça. Gilmar acusou o colega de fazer “ilações” sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, chamou sua postura de “desfaçatez” e, quando Mendonça reagiu indignado, disse: “Pode chorar, pode chorar”.

Dino aproveitou para criticar Fachin novamente, dessa vez sobre a forma como a sessão vinha sendo conduzida. “Vossa Excelência está conduzindo o Supremo para ficar deste modo degradante do ponto de vista técnico e ético por meses”, disse ao presidente do STF.

O passo final da estratégia de sabotagem do julgamento veio também com Dino, que já havia votado, mas mudou de ideia e pediu vista da própria questão de ordem. O pedido de vista serve para que um ministro tenha mais tempo para examinar o processo e suspende o julgamento enquanto os autos não forem devolvidos. Pelas regras atuais do Supremo, Dino tem até 90 dias corridos para devolver o caso, embora possa fazê-lo antes.

Por Leonardo Desideri

VERGONHA NO STF

Sessão sobre investigar Moraes foi um espetáculo degradante, diz jornal

sessão do Supremo Tribunal Federal - Foto: Rosinei Coutinho/STF.

Nenhum ministro discutiu o conteúdo das mensagens entre Moraes e Vorcaro


O editorial do Estadão publicado descreve como um “espetáculo degradante” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre o pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes. O jornal afirma que a Corte se desmoralizou diante do País ao encerrar o dia exatamente como começou: sem decidir se abre ou não inquérito contra Moraes por suspeita de prestar consultoria ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o texto, a sessão foi marcada por bate-bocas, ofensas e acusações entre ministros. O editorial aponta que Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, ao lado do próprio Moraes, usaram “chicanas” e debates preliminares para adiar o mérito. Flávio Dino pediu vista após um “chilique teatral” de Mendes, o que pode interromper o julgamento por semanas ou meses.

A única nota de constrangimento institucional, segundo o Estadão, veio da ministra Cármen Lúcia. Ela pediu desculpas ao País pelo “mal-estar cívico” e disse estar “envergonhada”. O jornal afirma que “todo o Brasil decente está envergonhado” com o que viu.

O editorial destaca episódios que considera graves: a discussão entre Moraes e André Mendonça sobre quem teria “mais medo” da Polícia Federal; a insinuação de uma “PF paralela”; e o ataque de Mendes e Dino ao presidente da Corte, Edson Fachin, acusado de usar expediente da ditadura militar ao avocar a relatoria. Kassio Nunes Marques declarou-se impedido alegando sua função no TSE e deixou a sessão.

Para o jornal, nenhum ministro discutiu de fato o conteúdo das mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro. O foco teria sido rito, relatoria e formalidades. O jornal rejeita a tese de que se trata de um ataque de “golpistas ressentidos” e atribui a crise a ministros que, segundo o texto, teriam lançado o Supremo em um “esgoto moral”.

O editorial fecha com um recado institucional: se o STF recusar a investigação, deixará de ser visto como Poder da República e passará a ser tratado como “extensão do escritório de advocacia da família do ministro”. Nesse caso, caberia ao Senado cassar Alexandre de Moraes, para “salvar a Corte de si mesma”.

O texto do Estadão é uma opinião institucional dura. Reflete o julgamento político-editorial do jornal sobre o comportamento da Corte, e não uma decisão judicial. A sessão em si não produziu resultado de mérito; o pedido de vista adiou o desfecho.

STF ENFRAQUECENDO A JUSTIÇA E FORTALECENDO O CRIME

Aliados de Lula e Moraes fizeram o diabo para o STF não investigar indícios de crimes

Estátua "A Justiça" em dia de vergonha alheia - Reprodução das redes sociais.

Como previsto, a bancada governista no STF fez o diabo para atrasar e até “melar” a sessão de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram horas discutindo, ofendendo, tumultuando, tudo para evitar decidir sobre investigar o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro de hábitos mafiosos Daniel Vorcaro. Flávio Dino, “líder” dessa bancada, falou durante hora sobre questão preliminar, tentando criminalizar o ministro André Mendonça, que expôs o caso publicamente.

Monopólio do tempo

Gilmar Mendes foi outro ministro que usou e abusou do microfone da sessão de ontem do STF. Não avaliar o principal parecia ser o plano.

Outra característica

Coube a Mendes alguns momentos espantosos, com agressões desnecessárias contra André Mendonça, que apenas fez o certo.

Auge do vexame

Para que a sessão se caracterizasse como das mais vexatórias da História, Moraes votou em favor dele mesmo, o “réu” dessa história.

O crime venceu

Ontem certamente foi a vez de Vorcaro gargalhar, com as presepadas no STF que enfraquecem a Justiça e fortalecem o crime no Brasil.

Cláudio Humberto

MAIS UMA CONVERSA FIADA DE LULA

Lula diz que ministros do STF não podem ter trégua: É preciso investigar todos, sem distinção

Lula durante entrevista ao Jornal da Record, no Palácio da Alvorada (Ricardo Stuckert/PT)

Presidente afirmou que brasileiros estão diante de crise de credibilidade com o STF e que o Tribunal precisa responder a isso com uma apuração


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (15) em entrevista à Record, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem a "faca e o queijo na mão" para revelar o envolvimento de ministros da Corte com o escândalo do Banco Master. "Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção", disse.

"A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações, o sigilo já foi quebrado. Portanto, o Fachin tem a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte", afirmou Lula.

Durante a sabatina, Lula disse que o ministro André Mendonça guardou informações como "segredo de Estado" divulgando apenas o que era de interesse pessoal dele. Lula também questionou o fato de os ministros Dias Toffolli e Kassio Nunes Marques terem se declarado impedidos de votar.

"Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado, e só soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava metido nisso. Por que o (Dias) Toffoli não votou? Por que o Kassio (Nunes Marques) não votou? Quem é que levou dinheiro? Quem participou dessa trama do Vorcaro?", declarou o presidente.

Ao falar sobre o escândalo, Lula disse que Vorcaro cooptou instâncias do Poder Judiciário e da classe política, e que é necessário "colocar o Brasil a nu". O presidente declarou ainda que não há um brasileiro capaz de fugir de julgamentos sobre crimes.

"É muito difícil um torneiro mecânico ficar dando palpite e julgando a Suprema Corte. Chegamos a um momento determinante na história desse País: não há absolutamente ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusações contra", disse o presidente.

O presidente também disse que os brasileiros estão diante de uma crise de credibilidade com o STF, e que o Tribunal precisa responder a isso com uma apuração rigorosa sobre a conduta dos ministros. "Ninguém do STF pode ficar sob suspeita, é preciso apurar e quem cometeu erro que pague", declarou.

"Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da Justiça brasileira precisa ser exemplo. Então, que se apure com todo rigor, abra-se o sigilo telefônico de todo mundo."

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) o julgamento sobre uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A sessão foi suspensa com um pedido de vista do ministro Flávio Dino e com o placar em 4x3 contrária a um pedido para análise em conjunto das condutas de Moraes e André Mendonça.

Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de votar no caso. Nunes Marques ousou de sua posição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para declarar seu impedimento. A decisão, porém, ocorreu horas após a divulgação de mensagens mostrando a ligação de seu filho, Kevin, com o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso Master.

"Em que pese, e os debates vão fluir, que esse julgamento eventualmente pode também impactar no cenário político eleitoral. Então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", disse Nunes Marques, pouco antes de se retirar da sessão.

Toffoli, por sua vez, alegou "suspeição de foro íntimo" e disse que tem se "manifestado na Turma pela suspeição". Desde que ele deixou a relatoria do processo do Master no STF, Toffoli tem se declarado suspeito em todos os julgamentos do caso.

O STF vive uma crise institucional que se intensificou nas últimas semanas. O último capítulo, responsável por mergulhar o STF em uma crise de vez, foi a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes. A investigação também mostrou que o ministro do Supremo editou o contrato firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Master.

Após uma série de vazamentos de trechos da apuração, o atual relator do caso, ministro André Mendonça, pediu que Moraes seja investigado no caso. Moraes reagiu. Usou o inquérito das fake news, do qual é relator, para acusar Mendonça de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade e pediu que ele também seja investigado. A crise chegou ao ponto de Mendonça mandar afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, um dia depois, o ministro Flávio Dino devolver o cargo a Andrei, anulando a decisão do próprio colega de Supremo.

Em meio a esse conflito deflagrado no STF, o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, decidiu retirar Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, anulou a decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da PF e marcou para esta terça-feira (15) a análise do pedido de investigação contra Moraes.

Estadão Conteúdo

CRISE E PALHAÇADA NO STF

Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

Com transmissão, sessão plenária do STF exibiu crise institucional (Alejandro Zambrana/STF)

Flávio Dino, que pediu vista, tem 90 dias para devolver a questão


O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Pelas regras internas da Corte, o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

O impasse entre os ministros ocorreu pela discordância sobre o rito que seria adotado no julgamento. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.

Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação.

Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Dessa forma, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça.

A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3.

Mendonça

O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.

No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

Moraes

O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin. investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

Agência Brasil

CONSTRUÇÃO CIVIL

Ficons 2026 reúne mais de 400 marcas da construção civil no Centro de Convenções de Pernambuco

Ficons 2026 reúne mais de 400 marcas de materiais, equipamentos, tecnologia e serviços voltados à construção civil (Divulgação/FICONS)

14ª edição da Feira internacional vai até sexta-feira (18), com expositores de vários estados e programação voltada para negócios, tecnologia e inovação


A 14ª edição da Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção (Ficons) segue até sexta-feira (18), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. O evento reúne mais de 400 marcas em 160 estandes, com representantes de diferentes segmentos da cadeia da construção civil.

Com funcionamento das 15h às 21h, a feira reúne empresas de materiais de construção, revestimentos, acabamentos, máquinas, equipamentos, soluções tecnológicas e serviços especializados. A programação também deve atrair profissionais de engenharia, arquitetura, comércio, indústria, construção e incorporação.

Realizada desde 1998, a Ficons chega a 14ª edição com a proposta de ampliar a conexão entre empresas, profissionais e compradores do setor. Segundo a organização, o credenciamento gratuito já registrou participantes de mais de 15 estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, Ceará, Bahia e Alagoas.

Feira reúne negócios e novas tecnologias

Além da exposição de produtos e serviços, a programação inclui palestras e debates sobre temas relacionados ao setor da construção civil. As atividades ocorrem por meio do Ademitec e do RoadShow, realizados paralelamente à feira.

Entre os assuntos que estarão em discussão estão produtividade, eficiência nos processos construtivos, novas tecnologias e os desafios enfrentados pelo setor, como juros elevados e falta de mão de obra.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), Paulo Wanderley, a feira também funciona como espaço para apresentação de lançamentos e aproximação entre empresas e potenciais clientes.

“A Ficons consolidou-se como a maior vitrine de lançamentos de materiais e novas tecnologias do setor construtivo no Norte e Nordeste do país, e como indispensável fórum de negócios para toda a cadeia produtiva”, afirma.

A edição deste ano conta ainda com apoio institucional e patrocínio de entidades e empresas como Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Copergás, Prefeitura do Recife e Iquine.

Segundo a organização, a expectativa é utilizar os quatro dias de programação para estimular negócios, apresentar soluções para o setor e aproximar diferentes segmentos da cadeia produtiva da construção civil.

Serviço

Ficons 2026 – XIV Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção

  • Data: 15 a 18 de setembro
  • Horário: 15h às 21h
  • Local: Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda
  • Entrada: gratuita
João Tavares

IMBECILIDADE SINDICAL

Sindicato pede no STF devolução de R$ 1,2 milhão de salário de Raquel Lyra

Governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) (Foto: Sandy James/DP Foto)

Provocação do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco pede medidas cautelares urgentes para barrar o recebimento do salário da governadora Raquel Lyra (PSD) como procuradora do estado


O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (14), pedindo que a governadora Raquel Lyra (PSD) devolva cerca de R$ 1,2 milhão recebido como procuradora do estado e que ela passe a receber subsídio pelo cargo executivo.

O valor mencionado pelo Satenpe é a diferença excedente entre o que Raquel Lyra recebeu pela Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) e o montante que ela teria recebido pelo cargo de governadora.

Raquel Lyra está afastada da Procuradoria há 15 anos. Desde quando foi eleita governadora, ela abre mão do subsídio de R$ 22 mil do Executivo para receber como procuradora. No último mês, ela recebeu mais de R$ 60 mil em valores brutos. A opção se baseia na Lei 18.139/2023, que autoriza servidores estaduais em cargos eletivos a optarem pela remuneração mais conveniente.

O argumento apresentado pelo Satenpe à Corte é que a legislação, proposta por Raquel Lyra em janeiro de 2023, fere o artigo 38 da Constituição Federal, que só autoriza a medida para prefeitos e vereadores.

Na petição, o Satenpe afirma ser “necessário impedir que a norma continue produzindo efeitos financeiros em favor da própria Chefe do Executivo que a propôs e sancionou”, e lembra que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.381/AL, julgada pelo plenário do STF, já havia invalidado legislações estaduais que estabeleciam possibilidade de escolha de salários por agentes públicos em cargos eletivos.

Ao STF, o Satenpe ainda diz haver "urgência para que as supostas irregularidades sejam sanadas".

Justiça

Raquel foi acionada na Justiça também nesta segunda-feira (14), por um ex-secretário parlamentar do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado na chapa majoritária da governadora.

Na ação, à qual o Diario de Pernambuco teve acesso, o advogado Pedro Josephi fez à Justiça pernambucana as mesmas reivindicações realizadas pelo Satenpe ao STF.

Pedro Josephi é advogado e disputou as eleições de 2014, 2018 e 2020, para tentar ser vereador do Recife, mas nunca foi eleito.

Entre julho de 2019 e janeiro de 2020, ele compôs o gabinete de Túlio Gadelha, que era deputado federal e filiado do PDT na época, mas nega motivações político-partidárias na proposição da medida.

Raquel já negou irregularidade sobre o caso e afirmou que todos os vencimentos são legais. Uma nova declaração, em que a governadora reafirma essa posição, foi feita a jornalistas na tarde dessa segunda (14).

"Eu sou procuradora do Estado, fui concursada a minha vida inteira. Optei pelo serviço público desde os primeiros anos de atividade profissional na minha vida como advogada da Polícia Federal, procuradora do Estado de Pernambuco, e recebo tudo dentro da lei", declarou.

Além disso, a candidata à reeleição afirmou que sua trajetória é pública e que sua renda está devidamente declarada.

Nicolle Gomes

ELEIÇÕES 2026

Raquel promete novos hospitais no Recife e no interior em eventual segundo mandato

Caminhada de Raquel Lyra no bairro do Ibura (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

Presente no ato de campanha no Ibura, o candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD) saiu em defesa de Raquel e criticou João Campos (PSB) pela ofensiva em torno da remuneração recebida pela governadora


A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta terça-feira (15), que pretende construir novos hospitais no Recife e no interior do Estado caso conquiste um segundo mandato. A promessa foi feita durante ato de campanha no Ibura, Zona Sul da capital pernambucana.

Aos apoiadores, Raquel colocou saúde e segurança pública entre as áreas que pretende reforçar nos próximos quatro anos. Sem detalhar, no trecho da fala, localização, prazo ou quantidade das novas unidades, a governadora citou a previsão de “hospital novo no Recife e no interior” e também mencionou hospital voltado à saúde da mulher.

“O governo que mais investiu na saúde na história. O que vem pela frente? Hospital novo no Recife e no interior, hospital da mulher”, afirmou.

Na segurança pública, Raquel voltou a defender os resultados de sua gestão e afirmou que Pernambuco vive o “melhor momento” de sua história na área. A candidata citou a entrega de 144 novas viaturas às forças policiais e o concurso previsto para 3,9 mil agentes.

Apesar de exaltar os números do governo, Raquel reconheceu que ainda há problemas a serem enfrentados. “Mas é claro que falta mais”, declarou.

A governadora também fez um pedido direto de apoio à reeleição. “Eu quero pedir a vocês a oportunidade de continuar como governadora de Pernambuco, para que a gente possa viver os melhores anos da nossa história”, disse.

Raquel ainda afirmou que pretende manter o ritmo de agendas até o dia da votação. “Faltam 20 dias para a eleição e a gente só sai da rua às 17 horas do dia 4, com a vitória do povo de Pernambuco na mão”, declarou.

Daniel Coelho entra no embate sobre salário de Raquel

Também presente no ato de campanha no Ibura, o candidato a deputado federal Daniel Coelho (PSD) saiu em defesa de Raquel e criticou João Campos (PSB) pela ofensiva em torno da remuneração recebida pela governadora.

Ao comentar o episódio, Daniel afirmou que João estaria se “diminuindo” durante a disputa eleitoral. O aliado de Raquel citou outros agentes públicos que, segundo ele, também fizeram opção pela remuneração do cargo de origem durante o exercício de mandato eletivo.

“É muito feio porque fica pequeno. O João tem uma história, ele foi prefeito do Recife e eu acho que ele está se diminuindo nessa eleição. Além de perder, ele vai sair menor do que entrou”, afirmou Daniel.

O candidato também mencionou o presidente estadual do PSB e deputado Sileno Guimarães e fez referência à mãe de João Campos ao argumentar que a opção pela remuneração de um cargo efetivo não seria uma particularidade de Raquel.

“Em vez de estar debatendo o futuro de Pernambuco, ele está questionando o salário de uma mulher concursada que não pula fila e que recebe com a mesma legitimidade da mãe dele”, acrescentou.

A discussão sobre os vencimentos de Raquel se intensificou desde o debate realizado em Caruaru na última semana. A governadora sustenta que recebe os valores dentro da lei, enquanto João mantém o argumento de que a remuneração ultrapassa o limite constitucional. No sábado (12), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) permitiu a veiculação de conteúdo da campanha do socialista que questiona os vencimentos da adversária.

Alexandre Cunha e Elaine Guimarães

SANTA CRUZ - TORCIDA ARRETADA

Santa Cruz confirma 37 mil torcedores para duelo com o Floresta e estabelece recorde

Torcida do Santa Cruz. (Rafael Vieira)

O confronto está marcado para o próximo domingo (20), às 16h, na Arena de Pernambuco, pela terceira rodada do Quadrangular do Acesso da Série C


A torcida do Santa Cruz já estabeleceu um novo recorde de público do clube na temporada. Nesta terça-feira (15), o Tricolor divulgou uma nova parcial de ingressos comercializados e confirmou 37 mil torcedores para o confronto com o Floresta, marcado para o próximo domingo (20), às 16h, na Arena de Pernambuco, pela terceira rodada do Quadrangular do Acesso da Série C.

A nova parcial supera o maior público do Santa Cruz em 2026 e confirma a expectativa de casa cheia para um dos jogos mais importantes da equipe na caminhada pelo acesso à Série B. A marca também pode crescer até o dia da partida, já que a comercialização dos ingressos segue em andamento.

O recorde anterior pertencia à vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-PB. Na ocasião, 27.479 torcedores estiveram presentes no estádio, em uma partida que também registrou renda de R$ 1.100.030,44. Agora, o confronto com o Floresta já supera aquela marca em mais de 9,5 mil torcedores.

Além do forte apoio das arquibancadas, o Santa Cruz chega ao duelo em um momento positivo dentro de campo. A equipe venceu as duas primeiras partidas do quadrangular, contra Floresta e Maringá, e tem 100% de aproveitamento. No último sábado (12), a Cobra Coral bateu o Maringá por 1 a 0, no estádio Willie Davids, com gol de Matheus Vinícius aos 49 minutos do segundo tempo.

Busca por mais ingressos

Diante da alta procura, o Santa Cruz também busca ampliar a quantidade de ingressos disponibilizada para sua torcida. O clube consultou o Floresta sobre a possibilidade de o adversário abrir mão da carga destinada aos visitantes.

Caso haja concordância oficial do clube cearense, os ingressos que seriam destinados à torcida visitante poderão ser comercializados para os torcedores tricolores.

A operação da Arena de Pernambuco prevê inicialmente um setor específico para os visitantes. Por questões de segurança, também existe uma área de aproximadamente três mil lugares que funciona como espaço de separação entre as duas torcidas.

A carga inicialmente prevista para a partida é de cerca de 37 mil torcedores. Com o número já confirmado nesta terça-feira, o Santa Cruz estabelece seu novo recorde de público na temporada, mas ainda aguarda a definição dos detalhes da operação do estádio para saber se será possível ampliar a quantidade de entradas destinadas aos tricolores.

A definição depende também de uma resposta oficial do Floresta sobre a utilização da carga visitante.

Gabriel Farias