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sábado, 18 de julho de 2026

COPA DO MUNDO 2026

Vencedor da Copa receberá prêmio milionário. Saiba valor!

Cerimônia de Abertura da Copa do Mundo 2026 Foto: Stu Forster /Getty Images via AFP)


Final será decidida entre Espanha e Argentina

 

O vencedor da final da Copa do Mundo que será disputada entre Espanha e Argentina no próximo domingo (19), no estádio MetLife, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, receberá um prêmio de 50 milhões de dólares (R$ 256 milhões).

O campeão levará 8 milhões de dólares (R$ 41 milhões) a mais do que a Argentina faturou pelo título no Catar em 2022, e 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões) a mais do que a seleção espanhola obteve quando conquistou sua única Copa do Mundo, em 2010.

Para o vice-campeão, o prêmio é de 33 milhões de dólares (R$ 169 milhões) para o terceiro colocado, 29 milhões (149 milhões); e para o quarto, 27 milhões (R$ 138 milhões).

A isso é preciso somar os repasses que a federação internacional deu a cada seleção apenas por participar. A Fifa anunciou em 28 de abril, após a reunião do Conselho em Vancouver, no Canadá, um aumento de 15% nas alocações às federações das 48 seleções participantes, até alcançar a marca de 871 milhões de dólares (R$ 4,4 bilhões).

Cada federação recebeu 10 milhões de dólares (R$ 51 milhões) por se classificar, 2,5 milhões de dólares (R$ 12 milhões) para se preparar e uma ajuda para os custos da delegação, além de repasses para ingressos, que no total chegaram a 16 milhões de dólares (R$ 82 milhões).

Os clubes também lucram. São 11 mil euros (R$ 64 milhões) por dia pela liberação de cada jogador à sua seleção, o que, no caso do Atlético de Madrid, com nove finalistas, e do Barcelona, com oito, os transforma nos que mais faturaram com a Copa do Mundo.

*EFE

MAIS UMA CONVERSA FIADA DE LULA

“Quero provar quem está falando a verdade nessa guerra tarifária”

Lula Foto: EFE/Andre Borges



Lula deu declarações nesta sexta-feira



Nesta sexta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou em fazer uma “guerra da verdade” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista afirmou que quer provar ao mundo “quem está falando a verdade” sobre a nova tarifa de 25% imposta pelo governo americano ao Brasil.

Lula disse ainda que já falou com Trump que “somos da paz”. 

– Eu já falei três vezes para o presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora a guerra que quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem está falando a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e EUA. Ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra. Isso nós vamos ter que demonstrar – declarou.

Mais cedo, o presidente brasileiro tinha dito que só comentaria sobre o novo tarifaço depois de Trump. As informações são do G1.

Trump aprovou, na última quarta-feira (15), a cobrança da taxa extra. A decisão atendeu a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A medida foi resultado de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.


ACUSAÇÃO GRAVE

Secretária dos EUA acusa Brasil de práticas comerciais injustas

Brooke Rollins Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

Brooke Rollins se manifestou por meio de uma rede social


Nesta sexta-feira (17), a secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, disse que, por anos, o Brasil colocou “fazendeiros e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais injustas e desmatamento ilegal”. Por meio da rede social X, ela elogiou a decisão do governo americano de impor uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil.

Rollins falou em “responsabilizar o Brasil” e defendeu “produtos americanos em primeiro lugar”.

– Por anos, o Brasil tem colocado os fazendeiros e produtores americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais injustas e desmatamento ilegal. Obrigado, presidente Donald Trump e Escritório do Representante Comercial dos EUA [USTR, na sigla em inglês], por tomarem medidas para responsabilizar o Brasil e lutar pelos fazendeiros americanos. A tarifa injusta de 18% do Brasil sobre o etanol americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018. Esses dias estão acabando. O etanol americano está vivendo seu ano mais forte até agora, e sob o Presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados, nivelar o campo de jogo e colocar os fazendeiros e produtores americanos EM PRIMEIRO LUGAR – escreveu.

Na última quarta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a cobrança da taxa extra. A decisão atendeu a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida foi resultado de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.

Nem todos os produtos brasileiros serão atingidos pela sobretaxa de 25%. O governo americano divulgou uma lista de exceções que inclui produtos como aeronaves, suco de laranja, celulose, fertilizantes e insumos essenciais para a indústria dos EUA.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras farão com que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa de 37,5%. A forma exata de aplicação ainda será detalhada.

Ministros brasileiros já haviam contestado as justificativas dos EUA. Apesar do aumento nas taxas, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto financeiro da medida na economia do Brasil deverá ser reduzido.

Ana Luiza Menezes

ELEIÇÕES FRAUDADAS NA VENEZUELA

Trump diz que Venezuela tinha máquina para fraudar eleições

Donald Trump Foto: EFE/EPA/SAUL LOEB / POOL

Conclusão consta em relatório da CIA



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu, nesta quinta-feira (16), que documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) mostram que os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro arquitetaram planos para manipular eletronicamente resultados eleitorais entre 2004 e 2020 na Venezuela.

– Existia um complô específico para favorecer enormemente o regime corrupto da Venezuela – afirmou Trump, durante um discurso à nação no qual se concentrou em ressaltar supostas vulnerabilidades no sistema eleitoral dos EUA.

A declaração de Trump baseia-se nos documentos divulgados pela Casa Branca na mesma noite e que incluem uma análise da CIA, elaborada em 29 de junho com informações de inteligência coletadas durante quase duas décadas, sobre a capacidade do governo venezuelano para manipular eleições por meio de tecnologia de máquinas de votação eletrônica.

O relatório aponta que a Venezuela tinha “provavelmente certa capacidade” para manipular sistemas de votação eletrônica dentro do país, incluindo os sistemas da empresa britânica Smartmatic.

No entanto, o relatório afirma que não há evidência definitiva de fraude eletrônica em grande escala e conclui que nem o governo venezuelano nem o sistema de automação de resultados eleitorais Smartmatic podiam alterar eleições fora da Venezuela ou dentro dos Estados Unidos.

O documento garante que, antes das eleições presidenciais venezuelanas de 2012, os serviços de inteligência de Chávez trabalharam com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e a Smartmatic para “manipular resultados eleitorais usando máquinas de votação pré-programadas”.

A Smartmatic encerrou suas operações na Venezuela em 2018, após acusar publicamente o governo de Nicolás Maduro, então presidente, de “inflar a participação eleitoral em mais de 1 milhão de votos” durante as eleições legislativas de 2017, segundo a análise da CIA.

O relatório cita fontes – cujos nomes não revela – que apontam para um plano em setembro de 2020 para manipular as eleições daquele ano para o Parlamento venezuelano, no qual máquinas de votação virtuais substituiriam votos legítimos por outros manipulados, mantendo a aparência de que eram reais.

Além disso, o relatório aponta que a “avaliação base da CIA sobre as eleições de 2012 continua sendo de que uma fraude em grande escala não ocorreu” e que “o regime não teve que recorrer a uma grave fraude para vencer as eleições de dezembro de 2020 para o Parlamento”.

*EFE

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO

Jordy pede que Lindbergh seja investigado por emendas ao MST

Carlos Jordy Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados



Valor de emendas foi de R$ 1,7 milhão



Nesta sexta-feira (17), o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) disse que pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que investigue o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A petição foi feita porque o petista destinou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares a três cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná.

Os recursos foram executados no ano passado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As entidades beneficiadas estão em municípios que fazem parte da base política da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), namorada de Lindbergh e ex-ministra das Relações Institucionais.

O montante enviado ao Paraná é 2,5 vezes superior ao destinado pelo parlamentar ao mesmo programa no Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito. Para a agricultura familiar fluminense, Lindbergh reservou R$ 680 mil. O deputado nega que os recursos tenham sido direcionados em razão da relação com Gleisi, conforme informações do Metrópoles.

– Peticionei ao ministro Flávio Dino para investigar Lindbergh por destinar quase R$ 2 milhões em emendas ao Paraná, estado de Gleisi Hoffmann. Licenciada para ser ministra, ela não podia mais indicar emendas. Lindbergh burlou a regra e enviou recursos a pedido dela. O grande problema é que Dino proibiu o envio de emendas para estados diferentes do estado de origem do parlamentar. Vamos ver se Dino usará contra seus aliados a mesma régua que usa contra adversários – escreveu Jordy nas redes sociais.

EMENDAS PARA BASE ELEITORAL DA NAMORADA

Lindbergh manda emendas para MST do PR, base eleitoral de Gleisi

Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann Foto: Instagram @lindberghfarias



Valor de emendas foi de R$ 1,7 milhão



O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destinou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares a três cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná. Os recursos foram executados no ano passado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As entidades beneficiadas estão em municípios que fazem parte da base política da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), namorada de Lindbergh e ex-ministra das Relações Institucionais.

O montante enviado ao Paraná é 2,5 vezes superior ao destinado pelo parlamentar ao mesmo programa no Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito. Para a agricultura familiar fluminense, Lindbergh reservou R$ 680 mil. O deputado nega que os recursos tenham sido direcionados em razão da relação com Gleisi. As informações são do Metrópoles.

A Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi), em Jardim Alegre, foi a principal beneficiada, com R$ 1,06 milhão. Em abril deste ano, Gleisi visitou o Assentamento Oito de Abril, onde funciona a cooperativa, e destacou, em publicação nas redes sociais, o trabalho das 550 famílias assentadas na produção de alimentos destinados a escolas e comercializados por meio da Cocavi. A emenda foi apresentada em 2024 e teve os recursos empenhados em novembro de 2025, meses após a visita da deputada.

Também receberam recursos a Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agrícola Ribeirão Vermelho (Coprari), em Centenário do Sul, contemplada com R$ 374 mil, e a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), em Londrina, que recebeu R$ 260 mil.

No mesmo ano em que as emendas foram apresentadas, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o envio de emendas parlamentares para estados diferentes daqueles pelos quais o congressista foi eleito.

A assessoria de Lindbergh enviou nota à coluna de Andreza Matais, que divulgou as informações no Metrópoles, negando o envio de emendas ao MST.

Confira a nota na íntegra:

É falsa a alegação de que Lindbergh teria enviado emendas para o MST do Paraná, base eleitoral de Gleisi. A emenda foi indicada para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com objetivo de atacar a insegurança alimentar e distribuir alimentos para famílias vulneráveis em periferias e favelas do Rio de Janeiro.

Todos os alimentos foram distribuídos no Rio de Janeiro. A CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) foi a responsável por contratar os fornecedores de alimentos. Entre eles, estão cooperativas do Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, pois a agricultura familiar do Rio de Janeiro não produz quantidade suficiente de arroz e feijão, diferente de hortigranjeiros.

A CONAB contrata os fornecedores, a partir dos produtos e quantidades demandadas e do enquadramento nos critérios da agricultura familiar. As Cooperativas do Rio de Janeiro são: UNACOOP (União das Associações e Coopetativas do Pavilhão 30) e COOPARIO (Cooperativa dos Agricultores e Agricultoras de Rio Pardo).

Monique Mello

LULA APOIANDO BANDIDO

 Zema critica apoio de Lula a exigência de cota para bandidos em empresas

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).

Ex-governador mineiro condena Lula por apoiar leis que reservam vagas de emprego para ex-presidiários


O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou iniciativas que obrigam empresas contratadas pelo poder público a reservar cotas de vagas de emprego para ex-presidiários, porque mães que perderam filhos para o crime não têm o mesmo direito. Apesar de a cota federal ter sido criada pelo decreto de 2018, do então presidente Michel Temer (MDB), Zema acusou o presidente Lula de “passar a mão na na cabeça de bandido”, junto com o aliado de esquerda que governa o estado do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que sancionou lei similar.

“Cota pra bandido. Se você é do Piauí, você tá pagando essa conta. O Lula e o governador Rafael Fonteles passam a mão na cabeça de bandido. E o pior: viram as costas para o trabalhador de bem. E dessa vez é o seu emprego. […] Ex-presidiário tem cota. […] Pensa que coisa mais absurda. A mãe que perdeu o filho pro crime não tem cota. Mas o bandido, o assassino, tem”, condenou o ex-chefe do governo mineiro, pré-candidato a presidente da República.

Zema afirma que a situação piorou com o governo do PT no Piauí, após a iniciativa federal de Temer, no Decreto 9.450/2018, que instituiu a chamada Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional (PNAT). E acusou Lula de querer ampliar essa cota para o país inteiro e chegar a 8%.

As normas impedem empresas de receber pelos serviços efetivamente prestados, caso descumpram as cotas. E a lei estadual piauiense, a que Zema faz referência, obriga, desde 2013, empresas privadas contratadas pelo estado do Piauí a reservar até 5% de suas vagas de emprego para egressos do sistema prisional, ou detentos que cumprem pena em regimes aberto ou semiaberto. A norma vale para contratos que demandem um quadro de 25 ou mais trabalhadores.

“Qual que é a dúvida do motivo de tanto bandido comemorar a eleição do Lula? Comigo, isso acaba. Quem trabalha honesto é que vem primeiro. E as facções vão ser consideradas terroristas e vão perder todo o território que conquistaram”, afirmou Zema, que tentará ser eleito presidente e impedir a reeleição de Lula, nas eleições de outubro.

Veja a crítica de Zema:


Normas das cotas

A norma federal criada por Temer, em 2018, prevê cotas de que variam de 3% para contratos que exijam até 200 funcionários, com escalonamentos que vão até 6% das vagas, para demandas com mais de 1 mil funcionários. Mas o Diário do Poder não encontrou projetos em tramitação ou medidas do atual governo federal que respaldem a referência de Zema ao suposto desejo de Lula de ampliar a cota para até 8%. Há apenas o Decreto nº 11.843/2023, sobre reestruturar a rede de suporte a quem cumprir pena, sem tratar das cotas fixadas por Temer.

No Piauí, a cota para egressos do sistema prisional foi criada pela Lei Estadual nº 6.344/2013, sancionada pelo ex-governador Wilson Lima (PSD), quando ele era filiado ao PSB. E o atual governador petista Rafael Fonteles sancionou neste mês de julho a Lei nº 9.029/2026, que impõe a reserva de vagas de emprego em contratos administrativos firmados pelo Estado, apenas atualizando às regras ao plano nacional Pena Justa, estruturado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O argumento das normas para cotas de emprego para quem cometeu crimes é promover a ressocialização no mercado de trabalho formal, como forma de evitar a reincidência criminal e livrar o ex-presidiário de depender de facções criminosas.

Davi Soares

LICITAÇÃO SUSPENSA

Licitação bilionária no Porto de Santos envolve parentes de Bruno Dantas, do TCU

Ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União - Foto: TCU.


Contrato para operar pátio logístico de R$ 1 bilhão é alvo de questionamentos sobre concorrência


O consórcio Portolog, composto por empresas ligadas à mulher, ao cunhado e ao sogro de Bruno Dantas, ministro e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), venceu a licitação para implantar e operar um pátio logístico de 242 mil metros quadrados no Porto de Santos, com capacidade para 530 caminhões.

O contrato, cujo valor estimado gira em torno de R$ 1 bilhão, está suspenso desde 16 de junho por decisão judicial, após recursos que apontam supostas restrições à competitividade do certame.

O edital foi contestado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), que alega prazo insuficiente para apresentação de propostas (16 dias úteis) e cláusulas que limitariam a participação de grandes operadores já instalados no porto.

O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou pela nulidade, afirmando que as regras criam “barreiras severas à participação dos maiores agentes do setor” e violam princípios de isonomia e eficiência. 

A Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável pela licitação, defendeu o modelo com base em um acórdão do TCU que definiu diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, o maior terminal de contêineres previsto para o país.  

O voto que prevaleceu naquele julgamento, por 6 votos a 3, foi redigido pelo ministro Bruno Dantas, que defendia a restrição à participação de armadores e grupos verticalizados para evitar concentração de mercado. 

O processo licitatório teve apenas um concorrente habilitado; o outro consórcio foi desclassificado por falhas documentais antes da fase de disputa de preços.  

A proposta vencedora prevê contraprestação mensal de R$ 289 mil a partir do 36º mês, valor que a Abratec considera inferior ao praticado em contratos semelhantes na região. 

A suspensão judicial alternou decisões: em dezembro de 2025, a licitação foi paralisada; em maio de 2026, uma decisão permitiu seu prosseguimento; dias depois, nova liminar voltou a suspender o certame, situação que permanece vigente. 

Em notas oficiais, a APS declarou que o eventual vínculo familiar entre integrantes do consórcio e o ministro Dantas “é irrelevante para a condução do certame”, pois a administração atua com base em critérios objetivos.  

A Oitenta & Nove Ponto Um, empresa do consórcio, afirmou ter “ampla experiência comprovada” e que atendeu integralmente às exigências editalícias.  

O TCU limitou-se a dizer que “se manifesta por meio de seus acórdãos e não comenta disputas comerciais”. 

Lucas Albuquerque Bilac

ELEIÇÕES 2026

 Em Goiás, de Caiado, quem lidera é Flávio no 1º e 2º turnos

Pré-candidatos ao Planalto, Flávio Bolsonaro, pelo PL e Ronaldo Caiado, pelo PSD. (Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG).

Levantamento mostra Flávio isolado na liderança em Goiás e vencendo Lula por 56% a 30,1% em eventual confronto direto


O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lidera a disputa pela Presidência da República em Goiás e também venceria o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno no estado. É o que aponta pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta sexta-feira (17).

No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio aparece com 41,5% das intenções de voto.

Na sequência estão Lula, com 24,3% e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 24,2%, configurando empate técnico entre os dois dentro da margem de erro.

Os demais candidatos pontuaram abaixo de 5%: Renan Santos (Missão) tem 3,0%; Romeu Zema (Novo), 1,0%; Augusto Cury (Avante), 0,6%; Cabo Daciolo (Mobiliza), 0,6%; Samara Martins (UP), 0,6%; Joaquim Barbosa (DC), 0,5%; Edmilson Costa (PCB), 0,1%; e Hertz Dias (PSTU), 0,1%.

Os que não souberam ou não responderam somam 2,7%, enquanto 0,8% declararam voto branco ou nulo. Veja abaixo:

Em um eventual segundo turno entre Flávio e Lula, o pré-candidato do PL amplia a vantagem. Segundo o levantamento, Flávio alcança 56,0% das intenções de voto, contra 30,1% do petista.

Brancos e nulos representam 8,6%, e 5,3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. Veja abaixo:

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de julho de 2026, com 1.525 eleitores residentes em Goiás há pelo menos um ano e com idade igual ou superior a 16 anos. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números TRE-GO: GO-02507/2026 e TSE: BR-07834/2026. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Veritá por iniciativa própria.

Mael Vale

PERSEGUIÇÃO A BOLSONARO CONTINUA

Moraes proíbe, por 30 dias, visitas a Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).


Decisão ocorre após divulgação da "Carta aos Brasileiros", assinada pelo ex-presidente


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) a suspensão, por 30 dias, do direito de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. A decisão foi tomada após o ministro concluir que Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar ao elaborar uma carta de conteúdo político-eleitoral, posteriormente divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro.

Segundo Moraes, a defesa alegou que Bolsonaro não sabia que o documento seria publicado, mas o ministro considerou a justificativa incompatível com o conteúdo da carta. Na decisão, ele afirma que o texto, intitulado “Carta aos brasileiros”, foi escrito para alcançar o público em geral, traz apoio explícito à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e caracteriza uma tentativa de comunicação com apoiadores por intermédio de terceiros, o que é vedado pelas medidas impostas ao ex-presidente.

O ministro também cita vídeos divulgados por Flávio Bolsonaro antes da publicação da carta, nos quais o senador anuncia que faria a leitura de um “recado muito importante” escrito pelo pai. Para Moraes, esse material reforça que Bolsonaro tinha o objetivo de transmitir uma mensagem política ao eleitorado utilizando as redes sociais do filho.

Apesar de reconhecer o descumprimento da cautelar, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar humanitária. O ministro considerou que se trata da primeira infração desde o início da execução definitiva da pena e afirmou que o retorno imediato ao regime fechado seria desproporcional, posição que acompanha parecer da Procuradoria-Geral da República. Em vez disso, aplicou a suspensão das visitas como sanção disciplinar.

A decisão preserva as visitas de advogados, médicos e fisioterapeuta, mas mantém suspensas por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro, punição aplicada anteriormente em razão da divulgação da carta. Moraes também determinou novas restrições até o fim das eleições de 2026, proibindo visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos, inclusive por intermédio de terceiros. Segundo o ministro, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação definitiva.

Na decisão, Moraes afirma ainda que o ex-presidente recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar, entre familiares, advogados, médicos e outros profissionais, e sustenta que as limitações impostas não representam incomunicabilidade. O ministro advertiu que eventual novo descumprimento das condições poderá levar à reavaliação do benefício da prisão domiciliar e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.

Rodrigo Vilela

MAIS UM AMIGO DE LULA ENVOLVIDO

Banco Master emprestou R$45,5 milhões a ex-ministro e amigo de Lula

Walfrido dos Mares Guia na inauguração da Biomm, de Vorcaro, agradece ao amigo Lula - Foto: assessoria/PR.

Ex-controlador do Master comprou 25,8% do laboratório Biomm, da família de Walfrido dos Mares Guia


O ex-ministro do governo Lula (PT) Walfrido dos Mares Guia foi beneficiário de duas cessões de crédito de R$45,5 milhões provenientes do Banco Master, cujo controlador Daniel Vorcaro virou sócio com maior número de ações (25,8%) da farmacêutica Biomm, antes controlada pelo político que é um dos amigos mais próximos do presidente da República.

O Diário do Poder revelou em 5 de março deste ano que a inauguração das novas instalações da Biomm, em Nova Lima (MG), já com Vorcaro como sócio, contou com a presença do próprio Lula, acompanhado de comitiva de ministros, inclusive a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, Alexandre Padilha, que depois assumir a pasta da Saúde, Fernando Haddad (Fazenda) E Alexandre Silveira (Minas e Energia), entre outros.

Apesar dos rumores entre políticos mineiros, ainda não foi confirmado por investigação que Vorcaro se fez sócio de Mares Guia no Biomm a pedido de Lula, a fim de salvar a empresa familiar do amigo de dificuldades. Para enfatizar o prestígio do grupo, o governo assinou contratos de R$303,65 milhões para a produção de insulina para o Ministério da Saúde.

Por ocasião da inauguração da Biomm, Vorcaro se encontrava em Londres patrocinando evento sobre o Brasil do qual participavam diversas autoridades. Durante esse evento, Vorcaro pagou uma desgustação de uísque Macallan, um dos mais caros do mundo, com charutos cubanos, em happy hour no luxuoso George Club, do qual participaram ministros do governo Lula como Ricardo Lewandowski (Justiça), do Supremo Tribunal Federal (STJ), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o diretor da Polícia Federal, entre outros.

Vorcaro detinha 25,86% da farmacêutica através do fundo Catargo, também sob seu controle, mas após a sua prisão as ações foram repassadas para o BRB, como compensação pela venda de carteiras de crédito podres.

Walfrido dos Mares Guia disse que conhece Vorcaro por serem ambos mineiros. O ex-ministro e amigo de Lula conta a versão de que “ele ficou interessado na nossa fábrica de insulina na região de BH, então me ele me procurou, falamos sobre a Biomm, que é uma empresa de capital aberto, e tem inúmeros sócios, e ele adquiriu ações da empresa, como qualquer um poderia fazer”, disse ele à coluna Demétrio Vecchioli, citada pelo site Metrópoles.

Naquela época, em 2023, a Biomm realizou um aumento de capital, com preferência para quem já era acionista. Vorcaro, através do fundo Catargo, comprou as “sobras”, ficando com cerca de 18% do capital, o que foi homologado em janeiro de 2024. Também naquele mês, o Master emprestou R$ 10 milhões a Mares Guia. Em fevereiro, outros R$ 35 milhões.

LULA PREJUDICOU SEUS ELEITORES

Maioria de Estados afetados pelo tarifaço dos EUA votou em Lula

presidente Lula (Foto: Reprodução/Band).

Dados cruzados pela coluna de um levamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a maioria dos estados afetados pela tarifa extra de 25% a produtos exportados para os Estados Unidos votou em Lula para presidente, no segundo turno de 2022. Pelos números, entre 2026 e 2025, 20 estados apresentaram variação negativa nas exportações, sendo o Rio Grande do Norte, governado pela petista Fátima Bezerra, com pior desempenho, – 72%.

Segue a lista

Alagoas, que também votou em Lula, aparece na sequência de maior queda nas exportações aos Estados Unidos, retração de 64,9%.

Variação

A lista dos estados percentualmente mais afetados segue com o Acre, queda de 62,8%. O estado, o terceiro, deu mais votos a Jair Bolsonaro.

Acima de 50%

Em quarto lugar, o último com retração superior a 50%, está Tocantins, que, de acordo com os números da CNI, registrou queda de 52,1%.

Conseguiram crescer

Registraram alta: RO (+49,1%), GO (+42,1%), DF (+34,2%), MT (25,8%), RJ (+15,4%), MS (+13,7%) e, único lulista com elevação, PB (+5,9%).

Cláudio Humberto