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domingo, 11 de outubro de 2026

INAUGURAÇÃO DE SANTUÁRIO EM PERNAMBUCO

Santuário de Nossa Senhora Aparecida é inaugurado em Jaqueira, na Mata Sul, nesta segunda (12)

Santuário de Nossa Senhora Aparecida será inaugurado em Jaqueira, na Mata Sul, nesta segunda (12) (Divulgação)

Estrutura, que chega a 16 metros de altura com a capela que integra o espaço, levou cerca de um ano para ficar pronta


O Santuário de Nossa Senhora Aparecida em Jaqueira, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, será inaugurado nesta segunda-feira (12), data que homenageia a padroeira do Brasil e, há 28 anos, do próprio município.

A estrutura, que chega a 16 metros de altura com a capela que integra o espaço, levou cerca de um ano para ficar pronta. O acesso ao espaço será gratuito, e o local permanecerá aberto como espaço público para moradores e visitantes.

A prefeita de Jaqueira, Ridete Pellegrino, comenta a emoção que acompanha a chegada do santuário ao local: “Só em olhar já traz a fé na nossa mãe, na nossa padroeira do Brasil e na padroeira da nossa cidade, que é Nossa Senhora Aparecida”.

De acordo com a gestora, Jaqueira se tornará referência na região como ponto de fé e devoção para a comunidade católica, atraindo visitantes de outros municípios e movimentando a economia local. “Convido todos para conhecer nossa amada Jaqueira e visitar o novo ponto de fé do estado de Pernambuco”, comenta.

Programação

A programação da segunda-feira (12) em Jaqueira começará às 16h, com uma procissão que acompanhará a imagem da padroeira, saindo da Matriz de Nossa Senhora Aparecida, no centro da cidade, até o santuário.

Às 17h, será realizada a missa de encerramento, celebrada por Dom Fernando e padres da Forania, seguida pela bênção da imagem e pela inauguração do mirante e do santuário.

DP

ELEIÇÕES 2026

Campanha de Flávio lista erros do canal “Exército do Lula”

Canal “Exército do Lula”, no WhatsApp Foto: Reprodução WhatsApp

Oito motivos foram apresentados que levaram a denúncia e a decisão do TSE pela suspensão do mesmo



A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou neste domingo (11) um documento com oito pontos que, segundo a equipe, justificam a suspensão do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O material foi compartilhado após a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, de interromper o funcionamento do espaço.

O documento reúne dados sobre o alcance das mensagens, acusações de disseminação de informações falsas e supostas tentativas de contornar regras da plataforma e decisões judiciais. Segundo o levantamento, o canal chegou a 3,33 milhões de inscritos em 11 de outubro, ante 53 mil registrados no dia 5 do mesmo mês.

De acordo com a campanha de Flávio, o monitoramento realizado entre 8 de setembro e 11 de outubro identificou 1.156 mensagens, 214 áudios e 33 vídeos publicados no canal. O material também aponta 8,4 milhões de encaminhamentos de mensagens para conversas e grupos.

Um dos principais argumentos apresentados pela equipe de Flávio é a divulgação de conteúdos que já haviam sido alvo de decisões do TSE. Segundo o documento, oito publicações repetiram material que a Corte havia determinado retirar do ar, em quatro decisões distintas.

Entre os exemplos citados está uma narrativa envolvendo Nossa Senhora Aparecida, declarada falsa pelo plenário do tribunal em 30 de setembro, conforme o levantamento. A campanha afirma que o conteúdo voltou a circular, inclusive em uma transmissão ao vivo de Janones realizada em 8 de outubro.

O documento também aponta 22 publicações com informações que classifica como falsas e afirma que elas somaram 20 milhões de reproduções. Os números e as acusações integram o material apresentado pela campanha de Flávio.

Outro ponto abordado é a estratégia de mobilização dos participantes. Segundo o relatório, Janones enviava instruções para que os inscritos curtissem publicações, repetissem frases, compartilhassem vídeos e encaminhassem links para contatos e grupos do WhatsApp.

O levantamento contabiliza 80 comandos que, segundo a equipe, buscavam contornar limites de encaminhamento da plataforma. Essas orientações teriam gerado 775 mil encaminhamentos, incluindo pedidos para compartilhar mensagens em diversos grupos.

O documento também cita uma transmissão ao vivo de 8 de outubro, na qual Janones teria orientado os apoiadores a compartilhar conteúdos antes mesmo de assisti-los. A campanha sustenta que essa prática dificultaria a verificação das informações divulgadas.

LEVANTAMENTO CITA USO DE RECURSOS PÚBLICOS

O financiamento da campanha digital também aparece entre os pontos apresentados. Segundo os dados reunidos pela equipe de Flávio, Janones arrecadou R$ 3,02 milhões, dos quais R$ 3 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Desse total, R$ 1,37 milhão teria sido destinado ao impulsionamento de publicações, incluindo anúncios negativos contra o adversário. O documento afirma que um desses anúncios ultrapassou 1 milhão de impressões.

Outro argumento é o apagamento de mensagens do canal. O levantamento registra 480 mensagens excluídas pelo administrador, sendo 220 em um intervalo de 95 minutos. Para a campanha, esse dado reforça a necessidade de preservar o histórico completo das publicações.

DECISÃO PREVÊ SUSPENSÃO ATÉ O FIM DO SEGUNDO TURNO

O documento também menciona a existência de um perfil de apoio que, segundo a campanha, teria sido criado para manter a mobilização caso o canal principal fosse suspenso. A equipe cita orientações para que os participantes seguissem essa página e continuassem compartilhando conteúdos.

A decisão de Nunes Marques determinou a suspensão do canal e a preservação de seus dados. Conforme o documento, a medida tem caráter temporário e vale até o fim do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O material informa ainda que as acusações fazem parte de ações em tramitação na Justiça Eleitoral, que deverá analisar o mérito dos casos. 

Os enquadramentos jurídicos apresentados no relatório correspondem aos argumentos defendidos nas ações, e não a uma conclusão definitiva de que houve prática ilegal.

Leiliane Lopes

ALEGAÇÕES FALSAS DE LULA

Meta diz que alegações de Lula são “simplesmente falsas”

Lula Foto: EFE/Andre Borges

Empresa se manifestou por meio de nota



A Meta disse que as alegações feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. A empresa se manifestou por meio de nota.

A campanha do petista acusou a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral e disse que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a Meta, muitos dos problemas técnicos mencionados pela campanha de Lula não afetaram somente o Brasil ou apenas contas específicas nas plataformas. Disse também que cumpre as normas eleitorais no país. As informações são da Agência Estadão.

– As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos – destacou a Meta.

Pleno.News


ELEIÇÕES 2026

Lula vai ao 2º turno derrotado em estados onde ex-ministros também perderam

Presidente Lula (PT) tenta reeleição com reprovação em alta. (Foto: Ricardo Stuckert)

Em São Paulo, Paraná e Mato Grosso, presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro, enquanto Haddad, Tebet, Marina, Gleisi e Fávaro não conseguiram se eleger


Lula (PT) chega ao segundo turno da eleição presidencial depois de sofrer derrotas em estados onde alguns dos principais nomes de seu governo também não conseguiram se eleger. Em São Paulo, Paraná e Mato Grosso, o presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto ex-ministros e lideranças próximas ao Palácio do Planalto perderam disputas pelos governos estaduais e pelo Senado.

O cenário reúne cinco nomes que ocuparam posições de destaque na gestão petista: Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Gleisi Hoffmann e Carlos Fávaro. Levantamento feito a partir dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, nos três estados, a derrota presidencial foi acompanhada por reveses de integrantes do primeiro escalão do governo.

São Paulo concentra três desses nomes. Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, recebeu 36,42% dos votos na disputa pelo governo estadual, mas perdeu para Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito com 62,65%. Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, obteve 19,23% na eleição para o Senado, enquanto Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, recebeu 18,12%. Ambas ficaram fora das vagas.

No mesmo estado, Lula terminou o primeiro turno com 38,20% dos votos, contra 51,93% de Flávio Bolsonaro.

No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra das Relações Institucionais e uma das principais lideranças do partido, também não conseguiu uma vaga no Senado. Ela recebeu 13,35% dos votos. Lula, por sua vez, obteve 31,20%, diante dos 59,91% de Flávio Bolsonaro.

Em Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura, recebeu 11,50% na disputa pelo Senado e ficou fora das duas vagas. O presidente também foi derrotado no estado, com 29,18%, contra 65,15% do candidato do PL.

Nem onde venceu garantiu aliados


O Maranhão e o Pará completam o levantamento, mas apresentam uma diferença: Lula venceu a disputa presidencial nos dois estados, embora candidatos ligados a ele tenham sido derrotados nas eleições locais.

No Maranhão, Felipe Camarão (PT) recebeu apenas 9,60% na disputa pelo governo. Weverton Rocha (PDT), com 15,21%, e Eliziane Gama (PT), com 9,75%, também não conseguiram vagas no Senado.

No Pará, Celso Sabino (PDT), ex-ministro do Turismo que recebeu apoio pessoal de Lula, obteve 5,87% na disputa pelo Senado. Hana Ghassan (MDB), candidata ao governo apoiada pelo presidente, recebeu 46,53%, mas também foi derrotada.

A comparação mostra que, nos três estados em que Lula perdeu a votação presidencial, nomes importantes de seu governo também ficaram pelo caminho. Já no Maranhão e no Pará, a vitória do petista não se repetiu para todos os aliados.

A duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o presidente volta a enfrentar Flávio Bolsonaro depois de um primeiro turno em que parte de seus principais quadros políticos não conseguiu conquistar os cargos disputados.

Beatriz Matos

PESO ELEITORAL

Vantagem de Flávio em três estados do Sudeste supera a de Lula na Bahia

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) | Foto: Vittor Sales e Ricardo Stuckert

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram 47% do eleitorado


A duas semanas do segundo turno, Lula (PT) tem pela frente o desafio de reduzir a diferença de votos registrada nos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma vantagem conjunta de 5,2 milhões de votos no primeiro turno, diferença que superou os 3,2 milhões conquistados pelo petista na Bahia, mesmo com a expressiva votação do presidente no estado nordestino.

O levantamento, feito a partir dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que Flávio terminou a votação de 4 de outubro com um saldo favorável de 2.056.859 votos no conjunto dos quatro maiores colégios eleitorais brasileiros. Juntos, os estados reúnem 74,6 milhões de eleitores aptos a votar, o equivalente a 47,03% do eleitorado nacional.

São Paulo teve o maior peso nessa diferença. No estado, que concentra 21,48% dos eleitores brasileiros, Flávio recebeu 51,93% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 38,20%. A vantagem do candidato do PL chegou a 3,4 milhões de votos, a maior diferença absoluta entre os quatro estados analisados.

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, Flávio alcançou 53,01%, contra 39,41% de Lula. A diferença foi de 1,27 milhão de votos.

Minas Gerais também deu vantagem ao candidato do PL, embora com uma distância menor. Flávio recebeu 48,24% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 43,33%. O resultado representou uma diferença de 588,6 mil votos no segundo maior colégio eleitoral brasileiro.

A Bahia foi o único dos quatro estados onde Lula venceu. O presidente recebeu 66,17% dos votos, contra 28,53% de Flávio, abrindo uma vantagem de 3,22 milhões de votos. Apesar disso, a diferença não foi suficiente para compensar o resultado registrado nos três estados do Sudeste.

O peso desses colégios eleitorais ajuda a dimensionar a disputa que será retomada em 25 de outubro. São Paulo e Minas Gerais, sozinhos, concentram 31,80% dos eleitores aptos a votar no país. Quando somados ao Rio de Janeiro e à Bahia, representam praticamente metade do eleitorado brasileiro.

Com apenas dois candidatos na disputa, os votos destinados aos demais concorrentes e a participação de quem não compareceu às urnas podem modificar o cenário.

Ainda assim, os números mostram o tamanho das diferenças regionais registradas na primeira votação. Mesmo com mais de 66% dos votos válidos na Bahia, Lula terminou atrás de Flávio no conjunto dos quatro maiores colégios eleitorais do país.

Beatriz Matos

PEDINDO MAIS AGILIDADE AO TSE

Flávio pede que o TSE seja mais ágil no combate a notícias falsas

Flávio Bolsonaro, candidato ao Planalto. (Foto: Reprodução/Youtube).

Após decisão do TSE, candidato do PL comentou suspensão de canal de Janones que divulgava acusações já consideradas falsas pela Justiça Eleitoral


A suspensão do canal “Exército do Lula” pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi assunto de Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (11), durante um encontro com prefeitos em São Paulo. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato à Presidência pediu que a Justiça Eleitoral seja mais ágil no combate à divulgação de notícias falsas.

“Eu espero de verdade que a Justiça Eleitoral seja mais ágil. Os caras criaram um canal de divulgação de mentiras em massa”, afirmou Flávio. O senador também chamou a atenção para as acusações que circulam contra ele: “O Flávio vai acabar com a luz do sol’, tem gente que acredita”. Com o exemplo, Flávio procurou mostrar sua preocupação com a facilidade com que informações sem fundamento podem alcançar eleitores durante a campanha.

A declaração ocorreu horas depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, determinar a suspensão do canal de WhatsApp administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que apontou a divulgação de conteúdos falsos contra o candidato.

O canal, administrado pelo deputado federal André Janones, reunia 3,2 milhões de seguidores e teve a suspensão determinada pelo presidente do TSE, Nunes Marques, após um pedido da campanha do senador. A decisão apontou a divulgação de acusações já consideradas falsas pela Justiça Eleitoral.

Beatriz Matos

DESESPERO NA CAMPANHA DO PT

TSE barra anúncio de Lula que diz que eleitor perderá com Flávio

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Gustavo Moreno / STF

Ministro André Mendonça apontou tentativa de estimular rejeição ao candidato do PL; pedido de multa contra Lula será analisado


A campanha de Lula (PT) foi proibida de continuar pagando para divulgar nas redes sociais um vídeo que afirma que os brasileiros perderiam benefícios sociais caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial. A ordem foi dada neste domingo (11) pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após um pedido da campanha do candidato do PL.

A propaganda traz a frase “Se Flávio Bolsonaro vencer, você perde” e afirma que uma vitória do senador colocaria em risco o Farmácia Popular, o atendimento com especialistas pelo SUS, os reajustes anuais das aposentadorias e do salário mínimo, além da redução da jornada de trabalho. O vídeo também diz que as bets voltariam com força.

Ao analisar o material, o ministro André Mendonça apontou que a propaganda não se concentra em apresentar propostas ou realizações de Lula, mas em atribuir possíveis prejuízos à eleição do adversário, buscando estimular a rejeição a Flávio.

A campanha do senador pediu ao TSE que suspendesse os anúncios e aplicasse multa a Lula. O ministro determinou a interrupção imediata do impulsionamento pago e proibiu a campanha petista de voltar a promover o mesmo vídeo, inclusive por outras páginas ou anúncios.

Beatriz Matos

TSE BARRA MENTIRAS DO PT NO WHATSAPP

TSE manda tirar do ar ‘canal de mentiras’ mantido por Janones no wahtsapp a serviço de Lula

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. (Foto: Luiz Roberto/TSE).

TSE concluiu que plataforma divulgava fatos já considerados falsos


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) rebatizaram de “canal de mentiras”. O canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), era usado para mobilizar apoiadores de Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

A decisão atende a pedido da campanha de Flávio. O WhatsApp (Meta) tem prazo de três horas, contado da notificação, para derrubar o canal. A medida impede novas publicações e a entrada de novos seguidores até a homologação do resultado do segundo turno.

Segundo Nunes Marques, o canal funcionava como estrutura de comando único para replicar, de forma coordenada, conteúdos que o TSE já reconheceu como inverídicos, além de orientar os participantes a contornar mecanismos de proteção da própria plataforma. O ministro ressaltou que a mobilização de apoiadores, a crítica política e o uso de redes para pedir votos são lícitos; o que não se admite é o uso dessa estrutura para fins ilícitos, como a difusão coordenada de fatos já considerados falsos.

O canal cresceu rapidamente: tinha cerca de 55 mil seguidores na manhã de 5 de outubro (logo após o primeiro turno) e chegou a quase 3 milhões de seguidores em poucos dias. Entre os conteúdos apontados pela campanha de Flávio estão acusações de ligação com milícias, afirmações de que ele pretenderia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida e planos de cortar aposentadorias, benefícios assistenciais e reajustes do Bolsa Família.

A campanha de Lula reagiu à decisão. Em nota, a coordenação afirmou que a medida “causa estranheza e revolta” e informou que está analisando as medidas jurídicas cabíveis. Lula também criticou decisões que considera tendenciosas. Janones classificou a suspensão como censura e afirmou que “a censura já começou”, orientando seguidores a migrar para outros canais.

A ordem também determina que a Meta apresente, em 48 horas, relatório das providências adotadas e informe a existência de outros canais vinculados a Janones, além de preservar o histórico de mensagens do canal. A análise sobre eventual suspensão da conta do deputado na funcionalidade de canais foi adiada.

A decisão ocorreu em procedimento administrativo, enquanto o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, analisava outro processo sobre o mesmo canal e havia pedido esclarecimentos complementares.

CORTE SÓ NAS REGALIAS

Daniella Marques nega que Flávio cortará programas sociais

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques Foto: Reprodução / Instagram

Coordenadora econômica da campanha disse que cortes serão feitos nas "regalias de Brasília"



A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, negou que um eventual governo do candidato promoverá cortes em programas sociais. Em declaração feita neste sábado (10) em encontro com apoiadoras no Rio de Janeiro, ela assegurou que a redução das despesas se concentrará nas “regalias em Brasília”.

A promessa da campanha do senador prevê um enxugamento de cerca de R$ 200 bilhões no Orçamento público.

Na ocasião, Daniella estava junto de lideranças como a vice-governadora eleita do estado, Fernanda Louback (PL), e de Mariana Ruas, esposa do governador eleito Douglas Ruas (PL).

Daniella garantiu que o plano de corte atingirá gastos com veículos, assessores, voos e estruturas administrativas. Ela enfatizou que a medida não afetará aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família, acusando adversários políticos de espalhar informações falsas sobre eventuais perdas de direitos.

Thamirys Andrade

ALEXANDRE DE MORAES TORANDO PINO

Moraes não esperava avanço da direita no Senado, diz site

Alexandre de Moraes Foto: Gustavo Moreno / STF

Ministro contou a aliados que contava com a eleição de senadores do “Centrão”



Em relatos feitos a pessoas próximas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria comentado sobre a eleição de senadores de direita favoráveis ao impeachment de ministros da Corte. De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o magistrado esperava um resultado diferente nas urnas.

Moraes acreditava que os partidos de centro elegeriam um número expressivo de representantes e que não haveria maioria contrária ao Supremo no Senado. Essa avaliação teria sido influenciada por conversas com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A coluna diz que o ministro também conta com a reeleição de Alcolumbre para o comando do Senado. Aliado de Moraes, o senador poderia dificultar o avanço de pedidos de impeachment, como tem feito nos últimos anos, já que cabe ao presidente da Casa decidir sobre a tramitação dessas solicitações.

A nova composição do Senado, no entanto, contrariou as expectativas do magistrado. Mais de 50 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do STF deverão ocupar cadeiras na Casa a partir de 2027.

Nesse cenário, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, tem sinalizado a ministros do Supremo que existe disposição para o diálogo. Ao mesmo tempo, segundo relatos, ele indica que o grupo não pretende abrir mão da defesa do impeachment de Moraes.

Pleno.News 

APOIO IMPORTANTE PARA FLÁVIO BOLSONARO

Ratinho Jr declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

Governador do Paraná, Ratinho Junior Foto: Geraldo Bubniak/AEN



Declaração foi feita na rede social X



Neste sábado (10), o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), anunciou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A decisão foi divulgada nas redes sociais, após o candidato Ronaldo Caiado (PSD) também aderir à campanha do parlamentar

Conversei com o Flávio Bolsonaro e com o governador [de São Paulo] Tarcísio [de Freitas (Republicanos)]. Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil! – escreveu Ratinho Jr. em publicação no X.

A aproximação ocorre após o governador paranaense deixar, em março, a disputa interna do PSD pela candidatura ao Palácio do Planalto. Na ocasião, ele concorria à indicação com Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado foi escolhido pelo partido e terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos.

Antes da definição do PSD, o PL tentou atrair Ratinho Jr. para a chapa, mas não houve acordo. Posteriormente, o partido de Ratinho anunciou apoio a Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná no primeiro turno.

Além de Ratinho Jr., Flávio recebeu o apoio de outras siglas na primeira semana após a votação. Republicanos, Novo, Podemos e União Progressista, federação formada por União Brasil e Progressistas, também declararam apoio ao senador.

Leiliane Lopes 

ELEIÇÕES 2026

TSE cobra explicações da Meta sobre restrições a posts de Lula

(Imagem ilustrativa) Foto: Pexels



Dona do Facebook terá 48h para responder



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste sábado (10) que o Facebook preste esclarecimentos sobre possível restrição seletiva de conteúdo da campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) em 48 horas.

Segundo o despacho, a Meta deve:

  • preservar todos os registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso;
  • informar, perfil a perfil, todas as medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros como redução de alcance, exclusão de recomendação, restrição de busca, etc;
  • explicar as anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou expurgo de visualizações;
  • especificar o fundamento concreto da desabilitação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro;
  • demonstrar se identificou a rede de 255 perfis e quais providências adotou;
  • descrever como aplica a regra de exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação (art. 28, ? 1º-A, da Res -TSE nº 23.610/2019) e se o faz de forma idêntica para as duas candidaturas.

O Tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos. Após a resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar, e o pedido de tutela de urgência será então apreciado.

Mais cedo, a campanha do petista acusou a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral e disse que iria acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A coligação sustenta que a plataforma tem restringido de forma seletiva a entrega de postagens da campanha e de perfis de seu campo político, comprometendo a paridade de armas na disputa.

Cita ainda a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram geridos por inteligência artificial, que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês atacando Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva. O levantamento é do projeto VigIA, da Agência Lupa, entre 1º e 5 de outubro.

O Tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos.

A Meta afirmou, em nota, que as alegações feitas mais cedo pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”.

– As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos – afirmou a Meta, em nota.

*AE

PEGOU MAL

Cleitinho aparece com Alcolumbre e leva bronca dos próprios eleitores

Senador Cleitinho (Republicanos-MG) - (Foto: Waldemir Barreto | Agência Senado)

Governador eleito de Minas teve de negar apoio ao presidente do Senado após enxurrada de críticas


O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) desagradou os próprios eleitores ao aparecer em um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A publicação, que já ultrapassa 4 milhões de visualizações e 100 mil comentários, virou uma coleção de críticas ao governador eleito de Minas Gerais.

“Se faz esse vídeo antes da eleição, não sei não se conseguiria se eleger…”, escreveu um seguidor. Outro comentou: “Pode ter certeza que você decepcionou milhares de pessoas com este vídeo!!!”.

O vídeo foi gravado para tratar do fim da escala 6×1, mas a presença de Alcolumbre provocou uma reação negativa entre os apoiadores de Cleitinho. Além das críticas ao encontro, seguidores cobraram do presidente do Senado a votação dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Quem quer FORA ALCOLUMBRE”, escreveu uma internauta, recebendo mais de 24 mil curtidas.

A reação mostra o tamanho da rejeição a Alcolumbre entre parte dos eleitores de direita. Para Cleitinho, que acaba de conquistar o governo mineiro, o encontro acabou virando um desgaste inesperado.

Diante das críticas, Cleitinho negou ter mudado de posição e respondeu a uma seguidora: “Eu não votei no Davi e sempre fiz campanha contra, mas ele é o presidente até dezembro. Então, para que meus projetos sejam aprovados, passa por ele”, justificou.

Beatriz Matos

O PT ENVOLVIDO ATÉ O PESCOÇO COM O BANCO MASTER

Operador de propinas do Planalto prometeu deixar Vorcaro ‘na boca do gol’ do Banco do Brasil, diz revista

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução / Esfera Brasil

Áudio que documenta essa história, encontrado pela PF. foi obtido pela revista "Veja"


 Áudio de maio de 2024, encontrado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostra o operador Júlio Cezar afirmando que colocaria o ex-banqueiro fraudador “na boca do gol” no Banco do Brasil. No registro, Júlio, identificado como intermediário do grupo do ministro Alexandre Padilha, relata contatos com o presidente da Petros, Henrique Jäger, e pede agilidade para agendar reuniões, prometendo avançar rapidamente caso houvesse novidades no BB.

Segundo reportagem da revista Veja, divulgada neste sábado (10), o áudio integra um conjunto de mensagens e gravações que detalham tentativas de Vorcaro de captar recursos de fundos de pensão estatais — Petros, Previ, Postalis e Funcef — por meio de papéis de maior risco.

O esquema previa o pagamento de 10% de propina sobre os valores captados. Veja relata que Vorcaro chegou a pagar R$500 mil de adiantamento a Júlio no mesmo dia em que o Banco Master foi incluído em lista de instituições autorizadas pelo Ministério da Previdência Social, em abril de 2024. Reuniões no Palácio do Planalto e jantares com assessores de Padilha também são citados.

O esquema perdeu força após reportagem do jornal O Globo, em julho de 2024, sobre papéis do Master na Caixa Econômica Federal, o que levou à suspensão de investimentos por fundos federais. Vorcaro foi preso em novembro de 2025.

Alexandre Padilha, Olavo Noleto e o Palácio do Planalto negaram qualquer envolvimento irregular ou recebimento de valores. A Polícia Federal investiga o caso no âmbito de inquérito sobre influências em fundos de pensão.

ACUSAÇÕES MENTIROSAS DA CAMPANHA DE LULA

TSE barra propaganda de Lula com acusações contra Flávio e seu vice

Flávio Bolsonaro ao lado de seu vice na chapa ao Planalto, Alfredo Gaspar. (Foto: Reprodução/Youtube/Canal Flávio Bolsonaro).


Campanha petista não comprovou investigação contra Flávio e omitiu arquivamento de acusação contra Alfredo Gaspar, segundo o ministro Nunes Marques


A Justiça Eleitoral mandou retirar imediatamente do ar uma propaganda de Lula (PT) que associava Flávio Bolsonaro (PL) a corrupção e lavagem de dinheiro no caso Banco Master e seu vice, Alfredo Gaspar, a uma acusação de estupro de vulnerável. A decisão foi assinada neste sábado (10) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, que apontou falta de provas e omissão de informações importantes na peça da campanha petista.

A decisão atinge um vídeo de 30 segundos que começou a circular justamente no primeiro dia da propaganda do segundo turno.

No vídeo, a campanha petista apresenta Lula e Geraldo Alckmin como a “dupla da experiência” e chama Flávio e Gaspar de “dupla dos escândalos”. Em seguida, afirma que Flávio é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso Banco Master e menciona uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo seu vice.

O ministro Nunes Marques apontou que a campanha de Lula não apresentou qualquer procedimento formal que sustentasse a afirmação de que Flávio estaria sendo investigado pelos crimes mencionados. A propaganda usava uma manchete sobre um suposto pedido de R$ 134 milhões para a produção de um filme, mas a própria reportagem exibida não fazia referência a investigação por corrupção ou lavagem de dinheiro.

No caso de Alfredo Gaspar, a campanha de Lula tentou usar uma notícia de agosto, sem informar que o pedido de investigação havia sido arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quatro dias antes.

O arquivamento foi determinado pelo ministro Gilmar Mendes, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não havia elementos suficientes para abrir uma investigação contra Gaspar.

A decisão atinge uma das primeiras propagandas da campanha de Lula no segundo turno.

Não foi a primeira vez que a Justiça Eleitoral examinou acusações semelhantes. O TSE já havia determinado a retirada de outras publicações relacionadas ao caso de Gaspar e de Flávio. Com a nova decisão, a campanha de Lula fica proibida de repetir o vídeo, inteiro ou em partes.

Beatriz Matos

E O POVO QUE SE LASQUE

 Vapt-vupt de Lula a NY custou R$454 Mil em diárias

(Foto: Ricardo Stuckert /PR).

As poucas horinhas que Lula (PT) – menos de 48h – passou em Nova York (EUA), sob desculpa de discursar na Assembleia Geral da ONU, deixou arrasadora conta para o pagador de impostos bancar. Só em diárias para custear a colossal e opulenta comitiva, que já rendeu até reportagens em tom de chacota na imprensa internacional, o brasileiro teve que desembolsar R$454.588,18. A viagem foi em setembro, mas a fatura do gasto com o exército de aspones só foi liquidada neste mês.

Salgada conta

As diárias militares tomam a maior parte desta fatura, com exatos R$266.877,07, conforme registros oficiais.

Por nossa conta

Diárias de civis são menores, mas ainda assim bem escandalosas, somam R$187.711,11. Tudo bancado por nós.

Check-in

A tripulação de Lula precisa descansar. E aí sobrou, mais uma vez, para o pagador de impostos: R$61,2 mil com hospedagem só da tripulação.

Cláudio Humberto