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sábado, 26 de setembro de 2026

CORONEL MEIRA O GUARDIÃO DE PERNAMBUCO

CARREATA GIGANTE DA DIREITA  EM CARUARU COM A PRESENÇA DO CORONEL MEIRA

CORONEL MEIRA 2201

O deputado federal, e candidato à reeleição, Coronel Meira, participou, nessa sexta-feira, 25, ao lado dos candidatos a deputado estadual, Abimael Santos e Cabo Cardoso, de uma grande carreata pelas principais ruas de Caruaru, em apoio ao Flávio Bolsonaro.

“Foi emocionante acompanhar a receptividade dos caruaruenses e ver tantas famílias, apoiadores e patriotas demonstrando que o Agreste está unido em defesa de um Brasil mais seguro, livre e próspero”, afirmou Coronel Meira.

ELEIÇÕES 2026

Kássio Nunes Marques exige que institutos de pesquisa informem sobre uso de áudios e vídeos

O ministro do Supremo e atual presidente do TSE, Kassio Nunes Marques (Antonio Augusto/STF)

Uso de mídias nos questionários passou a ser discutido após a suspensão de uma pesquisa em razão de suposta indução ao eleitor


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, fez mudanças no sistema de registro de pesquisas eleitorais para exibir mais dados sobre a metodologia dos levantamentos. Uma das exigências é que as empresas informem se apresentaram áudios, vídeos ou imagens aos entrevistados.

O uso de mídias nos questionários passou a ser discutido após a suspensão de uma pesquisa AtlasIntel em razão de suposta indução ao eleitor. A liminar foi concedida em junho por Nunes Marques a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Um dos argumentos da campanha é que o instituto mostrou áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro sem que a mídia tenha sido registrada no sistema do TSE.

Outra mudança realizada por Nunes Marques é a exigência de informações sobre a ordem das perguntas apresentadas aos entrevistados. Como já mostrou a Broadcast, especialistas avaliam que questões mais sensíveis, - como avaliação e aprovação de governo, intenção de voto e rejeição - devem ser feitas antes de perguntas que associam os candidatos a fatos e atores políticos.

Segundo o Tribunal, a atualização não cria novas obrigações para os institutos, mas dá mais transparência às informações já exigidas pela lei eleitoral.

Até cinco dias antes da divulgação de cada pesquisa eleitoral, as empresas já devem informar ao TSE quem contratou a pesquisa, valor e origem dos recursos, metodologia, período de realização das entrevistas, plano amostral e questionário completo a ser aplicado.

Com as mudanças, os institutos também deverão descrever de forma mais detalhada a população representada, nível de confiança e margem de erro máxima esperada. As mudanças foram implementadas após reuniões entre Nunes Marques e representantes dos institutos de pesquisa realizadas em julho deste ano.

O TSE ainda não concluiu o julgamento sobre a suspensão da pesquisa AtlasIntel. O caso seria utilizado para definir parâmetros para os levantamentos eleitorais em todo o País. A análise foi suspensa em junho por pedido de vista da ministra Estela Aranha, que passou a buscar a construção de um consenso nos bastidores. Ela prorrogou o pedido de vista em 21 de agosto por mais 30 dias e o caso ainda não foi liberado para julgamento.

Estadão Conteúdo

NÁUTICO - GARAGEM DE REMO

Náutico tem pedido de suspensão da alienação da garagem de remo indeferido

Sede do Náutico, no estádio dos Aflitos (Rafael Vieira / DP Foto)

A decisão ocorreu no Superior Tribunal de Justiça e alegou que o Náutico não impugnou o negócio jurídico no prazo legal


O Náutico teve indeferido um pedido feito ao Superior Tribunal de Justiça para a suspensão, em caráter de urgência, da alienação da garagem de remo que pertencia ao clube.

A decisão foi proferida pelo ministro Moura Ribeiro, que alegou que o Timbu não impugnou o negócio jurídico no prazo legal. O relator também destacou que o clube teve conhecimento da alienação em curso desde 2025, não agindo antes da consumação.

As partes envolvidas no caso ainda terão 10 dias úteis para prestar informações. Após isso, os autos serão remetidos para parecer do Ministério Público Federal.

DP

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

Daniel Vorcaro foi a almoço em homenagem a Gonet em 2024

Vorcaro e Gonet Fotos: Gustavo Moreno/STF // Reprodução/YouTube CNN Brasil Money



Encontro organizado pelo Grupo Esfera reuniu cerca de 40 pessoas



O banqueiro Daniel Vorcaro participou de um almoço realizado em Brasília em homenagem ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 31 de janeiro de 2024. O encontro foi organizado pelo Grupo Esfera e reuniu cerca de 40 pessoas, entre empresários, políticos, advogados e autoridades.

Vorcaro apareceu na lista de convidados identificado como “sócio do Banco Master”. O evento foi organizado por João Camargo, presidente do Conselho de Administração do Grupo Esfera, e Camila Camargo, CEO da empresa. Procurados pelo jornal O Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Grupo Esfera não se pronunciaram.

Entre os participantes do almoço estavam, além de Vorcaro, o empresário e ex-ministro Fábio Faria; o ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ); integrantes do governo Lula (PT); ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e deputados federais.

A divulgação da participação de Vorcaro no encontro ocorre em meio às discussões recentes sobre a relação entre o banqueiro e integrantes de instituições de Justiça. Nesta sexta-feira (25), o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) arquivou um pedido de investigação contra Gonet relacionado à suposta ligação com Vorcaro e manteve o procurador-geral à frente das apurações do caso.

Paulo Moura

MAIS UMA FAKE NEWS DA ESQUERDA

 Após Flávio, Nikolas também vira alvo de fake sobre Nossa Senhora

Nikolas Ferreira Foto: Reprodução X



Deputado promete processar quem forjou um print do X para prejudicá-lo



Nesta sexta-feira (25), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que uma publicação atribuída a ele sobre a Virgem Maria é falsa e anunciou que pretende responsabilizar criminalmente os responsáveis pela divulgação. O conteúdo é apresentado nas redes sociais como se tivesse sido publicado pelo parlamentar em 2014.

Estão divulgando um tuíte falso meu e todos vão responder criminalmente por isso – afirmou Nikolas em vídeo publicado nas redes sociais.

O deputado também criticou a associação do conteúdo à disputa eleitoral envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Segundo ele, a publicação falsa foi utilizada para atacar seu aliado Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

– A esquerda usar o nome da mãe de Jesus Cristo pra mentir eleitoralmente é um insulto não somente a ela mas a toda a fé cristã – criticou Nikolas.

Na sequência, o parlamentar afirmou que a controvérsia envolve o uso de uma questão religiosa na disputa eleitoral. Ele também disse que a circulação do conteúdo teria como objetivo atingir Flávio.

– Eu sei que eles são baixos, mas envolver a família de Jesus em uma zombaria pra ganhar voto é outro patamar de imundice – declarou.

Nikolas ainda afirmou que a reação ao caso, em sua avaliação, não deveria se limitar à defesa do candidato do PL. O deputado voltou a acusar adversários políticos de terem criado a narrativa para atingir Flávio.

– Nesse momento, desmascarar essa monstruosidade não é apenas defender o Flávio, mas defender o sagrado e o sobrenatural […] boa parte dos bandidos que inventaram essa mentira odeiam o cristianismo – afirmou.

ENTENDA A POLÊMICA COM FLÁVIO BOLSONARO

A declaração ocorre em meio à repercussão de um boato segundo o qual Flávio Bolsonaro teria intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A GloboNews corrigiu uma fala que acabou sendo associada ao candidato e pediu desculpas pelo equívoco.

Nesta sexta, a equipe jurídica de Flávio protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral Eleitoral contra perfis que, segundo a campanha, ajudaram a espalhar a informação. A representação pede investigação sobre a origem das publicações e cita dezenas de contas nas redes sociais.

O ministro André Mendonça, do TSE, também determinou a remoção de publicações que associavam Flávio ou sua família à suposta retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. A decisão prevê medidas contra a republicação do conteúdo.

Assista:

O DESESPERO DA CAMPANHA DE LULA

Funcionário da Secom estimula fake sobre Flávio e apaga post

George Marques compartilhou mensagem, mas apagou Fotos: Reprodução X | Eduardo Gois/A12

Grupos de esquerda pedia para que a informação falsa circulasse até chegar nos católicos do Nordeste e Norte



Nesta sexta-feira (25), o coordenador geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Palácio do Planalto, George Marques, compartilhou uma publicação que incentivava a divulgação de uma informação falsa sobre Flávio Bolsonaro. O conteúdo foi apagado horas depois.

A publicação fazia referência ao boato de que Flávio e o PL teriam apoiado uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Não há projeto apresentado pelo senador com esse objetivo.

O conteúdo compartilhado por Marques dizia:

– Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles [direita] fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Inclusive com ajuda de uma TV (Jovem Pan). Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte

Procurado, Marques disse que não se lembra de ter republicado o conteúdo. Ele afirmou que costuma fazer vários compartilhamentos em sequência e atribuiu a possível publicação a um engano. O funcionário também ressaltou que a postagem não representa sua posição.

– Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento. Registro que, como jornalista, defendo que os fatos sejam claros e precisos. Mesmo se eu tivesse dado RT não concordo com esse pensamento – declarou ao Poder360.

Sobre a republicação, Marques afirmou que o post pode ter sido compartilhado por engano durante uma sequência de outros conteúdos.

– Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte. Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano. Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição. Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário – completou.

Flávio Bolsonaro foi alvo de notícias falsas de teria intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A GloboNews corrigiu uma fala que acabou sendo associada ao candidato e pediu desculpas pelo equívoco.
Nesta sexta, a equipe jurídica de Flávio protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral Eleitoral contra perfis que, segundo a campanha, ajudaram a espalhar a informação. A representação pede investigação sobre a origem das publicações e cita dezenas de contas nas redes sociais.

Pleno.News

MULTA POR MENTIR NA CAMPANHA

Campanha de Lula é multada por impulsionar vídeo contra Flávio

Ministro André Mendonça Foto: Victor Piemonte/STF


André Mendonça, ministro do TSE, assinou a sentença



O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), multou a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em R$ 15 mil nesta sexta-feira (25). A medida ocorreu em virtude do impulsionamento de um vídeo com críticas direcionadas à família Bolsonaro.

Pagar às plataformas com a finalidade de aumentar o alcance de publicações negativas contra adversários fere a legislação eleitoral vigente. Mendonça proibiu que a equipe repita o processo sobre as mesmas peças publicitárias. Essa restrição abrange novos anúncios ou outras plataformas digitais. O conteúdo já estava indisponível quando a medida foi oficializada.

O material divulgado afirmava que “a família Bolsonaro deixou o Brasil mais violento”, apontando a circulação de um milhão de armas e um bilhão de munições nas ruas. O texto do vídeo ligava esses armamentos a grupos criminosos e encerrava pedindo que o grupo não voltasse a governar.

O magistrado ressaltou no documento que a legislação eleitoral restringe a utilização do impulsionamento pago exclusivamente para promover a própria candidatura. Segundo a avaliação jurídica, essa ferramenta digital não pode servir como um instrumento para prejudicar o oponente.

— A liberdade de expressão assegura espaço amplo para a crítica política, mas não confere às candidaturas direito irrestrito ao emprego de mecanismos remunerados de amplificação. Ao disciplinar o impulsionamento eleitoral, o legislador optou por restringi-lo à finalidade promocional ou benéfica à candidatura contratante, vedando sua utilização para ampliar propaganda negativa contra adversários — escreveu.

O magistrado verificou que a publicação foi estruturada com o objetivo de desqualificar o candidato adversário, omitindo qualquer proposta própria. Os gastos com essa estratégia variaram de R$ 8.200 a R$ 9.299, gerando um alcance expressivo entre 660 mil e 770 mil visualizações.

— Não há, na peça impugnada, contraposição entre propostas ou realizações das duas candidaturas, tampouco elemento positivo autônomo dirigido à promoção daquela que contratou o impulsionamento — disse.

O ministro Mendonça esclareceu que a determinação não proíbe a circulação orgânica do material nas redes, tampouco censura as críticas políticas voltadas ao grupo político representado pelo candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

Kleber Pizão

NA JUSTIÇA CONTRA LULA

ANJL aciona justiça contra gestão Lula após proibição de bets

Plataforma de bet (imagem ilustrativa) Foto: Bruno Peres/Agência Brasil



Petista assinou MP a nove dias da eleição



A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) comunicou nesta sexta-feira (25) que acionará a Justiça para suspender a proibição das apostas no Brasil. A entidade representante do setor exige compensações financeiras pelas aplicações estruturais e pelas licenças de operação.

A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impede o funcionamento de sites esportivos e cassinos virtuais em todo o território nacional. Com a publicação da norma técnica, as plataformas ficam impedidas de receber novos recursos e devem ser desativadas em 6 de outubro.

A associação argumenta que a restrição repentina pode empurrar 30 milhões de usuários para o mercado paralelo e destruir milhares de postos de trabalho. O grupo questiona a falta de estabilidade jurídica da regra editada pelo governo federal após o pagamento das concessões.

— A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais — explicou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

As operadoras desembolsaram R$ 30 milhões para assegurar o aval governamental e investiram na montagem de escritórios locais. A instituição destaca o impacto na arrecadação pública, visto que o segmento recolheu quase 10 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026.

O fechamento abrupto das empresas também prejudicará fornecedores terceirizados ligados ao ramo. A proibição deve afetar o repasse de verbas fundamentais destinadas para áreas importantes como previdência social, sistemas de saúde, fomento ao esporte e segurança pública.

O Ministério da Fazenda divulgou um calendário oficial para orientar os clientes sobre o encerramento do serviço no país. De acordo com as diretrizes do governo federal, o público terá o prazo máximo até as 23h59 do dia 5 de outubro para retirar o dinheiro que estiver guardado.

— A partir de hoje não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro — afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O desligamento dos sites e aplicativos de apostas deve ocorrer oficialmente no dia 6 de outubro. A apuração dos saldos por documento pessoal acontecerá nos dias 7 e 8, enquanto as devoluções serão pagas entre 9 e 14. Depois desse período, a Caixa assumirá os casos com impedimentos.

Kleber Pizão

ELEIÇÕES 2026

Candidatos do Novo declaram voto em Flávio já no 1° turno

Marina Helena, Sebastião Coelho, Pedro Poncio e Marco Antonio Superman Fotos: Reprodução/YouTube Marina Helena // Reprodução/YouTube Desembargador Sebastião Coelho // Reprodução/YouTube Pedro Poncio



Apesar da candidatura de Romeu Zema, nomes da sigla têm manifestado voto no presidenciável do PL



Alguns dos candidatos ao Congresso pelo partido Novo, sigla que tem o ex-governador Romeu Zema como candidato a presidente, vêm declarando apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno das eleições presidenciais. Entre aqueles que anunciaram posicionamento nesse sentido estão Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, e Sebastião Coelho, postulante ao Senado pelo Distrito Federal.

Marina afirmou ter conversado previamente com Romeu Zema antes de tornar sua decisão pública. Ela afirmou que decidiu apoiar Flávio por considerar necessário vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno.

Fiz questão de conversar com o Romeu Zema, do meu partido, antes de fazer esse anúncio. Tomei a decisão porque precisamos tentar nos livrar do Lula já, no primeiro turno – afirmou.

A candidata também citou sua posição em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Marina, uma das razões para sua opção de voto em Flávio são as indicações que o próximo presidente da República terá para ministros da Corte.

– Não podemos correr o risco de ter mais quatro Dinos no STF – declarou, em referência ao ministro Flávio Dino.

Outro nome do Novo que sinalizou apoio a Flávio é Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Distrito Federal. O desembargador aposentado afirmou que esta é a única chance de a direita vencer a disputa contra Lula ainda no primeiro turno, que acontece no próximo dia 4 de outubro. Ele afirmou não estar preocupado com eventuais críticas sobre não apoiar seu próprio partido na disputa.

– As demais candidaturas, algumas não andam e outras são nocivas. Como, por exemplo, o moço de um partido, um jovem que tá aí, ele só esculhamba as pessoas. Um outro intelectual que apareceu, já demonstrou que ele não tem estofo para ser presidente da República. E o nosso ex-governador de Goiás, aqui do lado, não é? Xinga a candidatura da direita e xinga a candidatura da esquerda – disse.

Já o candidato a deputado federal Pedro Poncio, que a exemplo de Marina Helena concorre em São Paulo, declarou apoio em Flávio e pediu que Zema retire sua candidatura ao Planalto. A exemplo da colega de partido, Pedro destacou as indicações que o próximo presidente terá ao STF como um dos fatores determinantes para sua decisão de apoiar o senador.

– O Brasil não suporta esses ministros que estão aí, com raras exceções, quem dirá mais quatro que o PT pode indicar ano que vem [caso vença]. Imagine quatro Moraes, quatro Zanin’s, quatro Dias Toffoli’s, o Brasil não suportaria isso. E a gente faz um apelo a você [Zema], confiando no seu bom senso e no seu amor pelo Brasil – disse.

Quem também apoia abertamente a candidatura de Flávio a presidente é o concorrente do Novo ao Senado em Minas Gerais, Marco Antônio Superman. Em sabatina da TV Horizonte na última quarta (23), Marco Antônio também pediu o apoio de Zema ao candidato presidencial do PL.

– Queria falar para o Zema que essa é a hora de estar com o Flávio Bolsonaro, para ele ganhar no primeiro turno. Se ele [Zema] escolher apoiar o Flávio, não tem a menor chance de o Lula ganhar – disse.

Zema, por sua vez, declarou apoio a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. Durante participação na Jovem Pan Campinas, o ex-governador afirmou que apoiará “quem estiver contra o PT” e confirmou que, caso o adversário de Lula seja Flávio, estará ao lado do candidato do PL.

Paulo Moura

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

Lewandowski combinou vinho na casa de Vorcaro quando era ministro de Lula

Lula cochichando com Ricardo Lewandowski - Foto: redes sociais.

Seu escritório de advocacia faturou ao menos R$2,3 milhões de Vorcaro


Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal mostram que o então ministro da Justiça de Lula (PT), Ricardo Lewandowski, mantinha contato frequente com o ex-banqueiro do Banco Master no período em que ocupava o cargo.

O diálogo mais revelador ocorreu em 19 de novembro de 2024. Vorcaro procurou Lewandowski para marcar um encontro rápido em Brasília ou São Paulo. Depois de alinhar agendas — Lewandowski tinha almoço na sexta e jantar no Itamaraty no sábado por causa do G20 —, o empresário sugeriu:

“Se for conveniente pra você, tomamos um vinho na minha casa e colocamos a conversa em dia.”

O encontro foi marcado para 19h30 na mansão de Vorcaro no Lago Sul, em Brasília. O então ministro confirmou disponibilidade para o mesmo dia.

As informações foram originalmente publicadas pelo jornal O Globo.

Relação anterior com o Banco Master

Antes de assumir o ministério, em janeiro de 2024, Lewandowski havia retomado a advocacia após deixar o STF, em abril de 2023. Seu escritório prestou consultoria “institucional” ao Banco Master. A declaração do próprio banco aponta pagamento de R$2,3 milhões ao escritório.

Após a nomeação para o governo, o vínculo foi transferido para o filho Enrique Lewandowski, que passou a atuar nas áreas fiscal e tributária. Relatos posteriores indicam que o contrato de R$250 mil mensais se manteve por 22 meses, enquanto o pai já estava no ministério.

Em nota divulgada em ocasiões anteriores, Lewandowski afirmou ter se desligado do escritório e suspenso o registro na OAB ao assumir o cargo, conforme a legislação.

O episódio se insere no conjunto de revelações sobre a proximidade de Vorcaro com autoridades dos Três Poderes, incluindo encontros sociais, contratos de consultoria e eventos pagos pelo banco, agora sob investigação da PF e do STF.

LULA OPORTUNISTA

Flávio acusa Lula de estelionato com fim das bets na reta final da eleição

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. (Foto: Divulgação/Charles Vieira).


Candidato do PL afirma que o governo arrecadou mais de R$20 bilhões com o setor e apontou que o petista legalizou as plataformas


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente Lula (PT) de “oportunista”, por anunciar que vai proibir as bets no Brasil. Ao citar reportagem do Diário do Poder, o presidenciável questionou a decisão do governo a poucos dias do primeiro turno e afirmou que Lula deveria ter adotado medidas contra as plataformas desde o início de seu mandato.

“Eu me dirijo à senhora cidadã de bem e ao senhor cidadão de bem sobre mais um estelionato que o governo Lula quer fazer antes da eleição. Faltando só nove dias para a eleição, ele anuncia que vai acabar com as bets. Você sabia que foi o Lula que legalizou as bets? No governo Bolsonaro, o cassino online e o Tigre eram considerados contravenção penal”, afirmou.

Flávio apontou que o governo Lula arrecadou mais de R$ 20 bilhões desde a regulamentação do setor. O candidato também criticou a condução do governo em relação às apostas e atribuiu a regulamentação a uma estratégia para ampliar a arrecadação:

“Ele deveria ter combatido as bets desde o início. Desde que regulamentou as bets, o governo já arrecadou mais de 20 bilhões de reais. Eu vou repetir: o governo Lula já arrecadou mais de 20 bilhões de reais com as bets. Ou seja, o Lula, quando autorizou as bets a funcionarem, tomou a decisão de ferrar com a vida das pessoas para arrecadar 20 bilhões de reais das pessoas mais humildes. Foi tudo friamente calculado por Lula. Por quê? Para cobrir o rombo e a gastança do governo. O Lula sabia da decisão que ele tinha tomado, mas pela ganância, pela prepotência, pela gastança, ele preferiu ferrar as vidas das pessoas para arrecadar esses 20 bilhões de reais e cobrir os rombos do governo. Foi tudo programado.”

Flávio também questionou o momento escolhido para o anúncio. Lula havia declarado, na semana passada, que pretendia acabar com as bets e classificou as plataformas como prejudiciais às famílias. Mais cedo, Flávio já havia chamado o petista de “pai do Tigrinho”.

“Agora, a nove dias da eleição, ele anuncia que vai acabar com as bets. E outra, faz por medida provisória, que tem duração só de quatro meses. Depois das eleições, se a MP caducar, as bets podem voltar com força total. Mas aí já vai ser tarde, porque as eleições já vão ter passado e ele já enganou milhões de eleitores. Ele é um oportunista!”, declarou Flávio

Veja o vídeo completo abaixo:


Mael Belfort

O PODER SEM PUDOR DE LULA

Vale-tudo: Lula usa dinheiro do Tesouro para ‘comprar dívidas’ (e votos) a 9 dias da eleição

Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Lei, ora a lei, impede uso da máquina estatal para desequilibrar a disputa.


A poucos dias das eleições de 4 de outubro, Lula (PT) assinou medida provisória criando o Desenrola 3.0, programa que prevê utilizar o dinheiro de impostos, a cargo do Tesouro Nacional, comprará carteiras de dívidas de pessoas físicas — até R$ 150 bilhões em débitos elegíveis — com deságio mínimo de 90%. O custo estimado para o governo é de R$ 15 bilhões.

A nove dias da eleição de primeiro turno, a medida seria facilmente enquadrada como crime eleitoral, mas com o domínio exercido pelo Planalto dificulta e até impede reveses do governo petista no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação eleitoral proíbe condutas vedadas a agentes públicos nos meses que antecedem o pleito, justamente para impedir que a máquina estatal seja usada para desequilibrar a disputa. A compra de votos ocorre quando se doa, oferece, promete ou entrega bem ou vantagem pessoal ao eleitor com finalidade eleitoral — não é necessário pedido explícito de voto.

O público-alvo são dívidas de até R$10 mil, de cartão de crédito (rotativo ou parcelado) e crédito pessoal sem consignação, atrasadas entre dois e quatro anos e meio. O governo estima um estoque de R$ 300 bilhões nessas condições e pretende atingir metade. O leilão das carteiras está previsto para novembro. Lula afirmou no anúncio que “agora é o governo que vai comprar a dívida e vai acertar a vida das pessoas”.

Timing e uso de recursos públicos

O Desenrola 3.0 se propõe a “comprar” dívidas pessoais com recursos do Tesouro, em escala massiva e anunciada no calor da campanha. Críticos apontam que o benefício é individual, imediato na percepção do beneficiário e difícil de dissociar do candidato à reeleição que o assina.

Comentários no post que divulgou a medida já falavam em “compra de votos descarada” e “crime eleitoral”.

A conta recai sobre o Tesouro. R$ 15 bilhões não são irrisórios em um cenário de dívida pública elevada e juros altos. Parte desses recursos poderia ter outro destino orçamentário. A escolha de anunciá-los agora, e não meses antes, alimenta a leitura de que o calendário eleitoral pesou mais do que a urgência técnica.

A Justiça Eleitoral e o controle institucional

Em qualquer tempo, exceto o atual, expectativa seria o Tribunal Superior Eleitoral repreender o anúncio por se tratar de evidente crime eleitoral, mas o TSE dificilmente o fará. O tribunal tem sete ministros efetivos (três oriundos do STF e dois do STJ) e dois juristas nomeados pelo presidente da República a partir de lista do Supremo.

Os dois juristas em exercício — Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha — foram nomeados por Lula em 2025, e não têm desapontando o atual chefe do governo. Entre os ministros do STF no TSE, Dias Toffoli foi indicado ao Supremo pelo próprio Lula em 2009. Kassio Nunes Marques (presidente do TSE) e André Mendonça (vice) foram indicados ao STF por Jair Bolsonaro. Os ministros do STJ são escolhidos internamente pela corte.
A ausência de reação imediata a um programa de R$15 bilhões do Tesouro a nove dias da eleição reforça a tese de assimetria.

O precedente e o custo

O Estado assume o papel de comprador de carteiras podres com desconto elevado. Bancos saem com o caixa aliviado. Famílias saem com o nome limpo ou dívida reestruturada. O contribuinte fica com o risco residual e o custo fiscal.Em um país com restrições orçamentárias crônicas, anunciar a compra de R$ 150 bilhões em dívidas privadas com dinheiro público na reta final da campanha não é gesto neutro. É escolha política.

Se a Justiça Eleitoral tratar o episódio como política pública ordinária, e não como possível desvio de finalidade em período eleitoral, o recado será claro: o Tesouro pode ser usado como instrumento de campanha quando o ocupante do cargo for Lula. A urna é em 4 de outubro. O leilão das dívidas, em novembro. O efeito político já está em curso.

PROTEGENDO QUEM NÃO PRESTA

Engavetador-geral Alcolumbre segura oito representações para destituir Paulo Gonet da PGR

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) não anda com representações contra Paulo Gonet (Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado)


Fotografado em íntimo convescote com Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master, regado a bebida e charutos, Paulo Gonet já acumula oito representações no Senado pedindo sua destituição. O procurador-geral da República conseguiu se manter à frente do caso Master com anuência dos colegas do Conselho Superior do Ministério Público Federal, mas ainda tem a oposição no Congresso cobrando providência. Quem segura as pontas é Davi Alcolumbre (União-AP).

Teias de aranha

As primeiras representações contra Gonet chegaram em 2025, três delas. Outras cinco brotaram ao longo deste ano.

Cidadãos pelas tampas

Dois dos pedidos contra o indicado de Lula à PGR foram protocolados na nesta semana, ambas por “cidadão comum”, sem mandato parlamentar.

Mora o problema

Assim como acontece com ministros do Supremo Tribunal Federal, pedidos desta natureza só andam com aval do presidente do Senado.

Nunca andou

O primeiro pedido, de julho de 2025, é do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que alegou omissão do PGR em abusos de poder do STF.

Cláudio Humberto