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quinta-feira, 19 de março de 2026

CASO BANCO MASTER

Vorcaro promete uma “delação séria”, sem poupar nomes
Daniel Vorcaro Foto: SAP/ Fotos públicas


Advogado do banqueiro tem negociado acordo com os investigadores



O advogado José de Oliveira Lima, que re

presenta o banqueiro Daniel Vorcaro, tem buscado os investigadores do caso Master para firmar um acordo de delação premiada. De acordo com o defensor, seu cliente quer fazer uma “delação séria”, ou seja, sem poupar nenhum envolvido. A informação é da colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar.

A fala de Vorcaro é uma tentativa de aumentar as chances de negociação, pois investigadores enxergam com ceticismo uma eventual delação, haja vista que políticos do Centrão ligados ao empresário buscam uma “delação seletiva” para poupar seus nomes.

Espera-se que o acordo seja firmado por Vorcaro junto à Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a supervisão do ministro relator André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há ainda a possibilidade de uma delação conjunta de Vorcaro com o dono da gestora de recursos Reag, João Carlos Mansur, que também é representado por José Lima.

ENTENDA

Vorcaro está preso acusado de liderar um esquema de fraude financeira ligado ao Banco Master. As autoridades veem indícios de crimes como organização criminosa, corrupção, ameaça, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Segundo as investigações, o esquema consistia na criação e comercialização de títulos de crédito sem lastro – ou seja, ativos e dívidas que não tinham garantia real ou sequer existiam – usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. O objetivo era fazer a instituição parecer mais sólida e lucrativa do que realmente era, esconder fragilidades financeiras e continuar captando dinheiro no mercado.

Com esse patrimônio inflado, o banco passou a oferecer investimentos com rendimentos até 40% superiores aos praticados no mercado, o que atraía investidores em busca de retornos mais altos. Segundo as investigações, porém, o banco não tinha base financeira real para sustentar esses pagamentos. O esquema começou a ruir quando o Banco Central do Brasil identificou inconsistências nos balanços da instituição e determinou a liquidação extrajudicial do Master.

Thamirys Andrade

CPI DO CRIME ORGANIZADO

 CPI quebra de sigilo de fundo envolvido resort dos Toffoli

Ministro Dias Toffoli (STF) - (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Foco é transações do Fundo Arleen ligadas a empresa do ministro


A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (18), a quebra dos sigilos de um fundo de investimento que adquiriu participações acionárias no Tayayá Resort. As ações transacionadas pertenciam anteriormente a uma empresa vinculada a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro (União-PR), concentra-se no Fundo Arleen, entidade que estava sob a gestão da Reag, empresa atualmente investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em desvios de recursos do Banco Master.

A movimentação financeira que motivou a decisão do colegiado envolve um aporte de milhões de reais feito pelo fundo para a aquisição da fatia que era de propriedade da Maridt Participações S.A. Conforme informações apuradas pela CNN e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) datados de outubro de 2025, a operação foi formalizada pelo Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O ministro Dias Toffoli confirmou publicamente sua condição de sócio na Maridt. Na ocasião em que o caso veio à tona, o magistrado declarou não possuir informações sobre quem faz a gestão do Fundo Arleen e assegurou que jamais teve vínculos de amizade ou qualquer relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Toffoli também foi enfático ao afirmar que nunca houve o recebimento de quantias financeiras vindas do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. O avanço das investigações parlamentares agora busca esclarecer a natureza e a origem dos recursos utilizados na transação imobiliária que uniu os interesses das entidades citadas no Tayayá Resort.

Juan Araujo

ELEIÇÕES 2026

União Brasil declara apoio à reeleição de Raquel


O União Brasil (UB) declarou apoio à reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), durante encontro realizado nesta quarta-feira (18), em Brasília. A reunião contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, do presidente do UB em Pernambuco, Miguel Coelho, e de dirigentes das duas siglas.

No encontro, Miguel Coelho confirmou a construção de uma aliança entre os partidos para as eleições deste ano e destacou a pré-candidatura dele ao Senado. “Eu, meu partido e o grupo político do qual faço parte estamos construindo uma aliança com a governadora Raquel Lyra para as eleições deste ano. Sou pré-candidato ao Senado, ela é candidata à reeleição para o governo. E nós pretendemos caminhar juntos nessa jornada. Pernambuco nos chama para nos unir em favor da nossa gente e dar esse passo hoje”, afirmou.

A governadora também comentou o acordo político e a continuidade da gestão. “Desde o primeiro dia da nossa gestão fazemos um trabalho grande e de diálogo para colocar Pernambuco de volta no rumo do desenvolvimento. Estamos avançando com requalificação de estradas, restauração de hospitais, novos policiais nas ruas, e vamos continuar esse trabalho para garantir ainda mais serviços públicos de qualidade ao nosso povo”, declarou Raquel Lyra. O deputado federal Mendonça Filho, que participou do encontro, também se manifestou: “É a união para um futuro melhor para Pernambuco”, disse.

Por Magno Martins

VEREADOR CONDENADO

Vereador Gilson Filho é condenado por incitar "linchamento virtual" de homem que festejou morte de ativista

O vereador Gilson Machado Filho. (Foto: Carlos Lima/Câmara Municipal do Recife)

Autor da ação disse ter sofrido ameaças e ataques racistas após vereador divulgar seu nome e perfil


O vereador do Recife Gilson Machado Filho (PL) foi condenado, na terça-feira (17), a indenizar um internauta vítima de “linchamento virtual”. Filho do ex-ministro do Turismo Gilson Machado Guimarães Neto, o parlamentar foi responsabilizado após divulgar foto e perfil do internauta nas redes sociais, o que levou a ameaças e ataques racistas, segundo a ação.

Em uma publicação do vereador sobre a morte do ativista de direita dos Estados Unidos Charlie Kirk, o internauta escreveu a mensagem "Bolsonaro condenado e o outro indo encontrar Deus. Sorriam!".

Em seguida, o vereador republicou foto e perfil do autor da mensagem com o texto "Vamos deixar ele famoso". Gilson também afirmou que o homem seria "membro do PT" e estaria celebrando a morte de um pai de família.

O autor da ação diz ter sofrido linchamento virtual, com ofensas de caráter racial como "macaco negro de merda".

Na defesa, Gilson Filho sustentou ter exercido legítimo direito de crítica política e de resposta a manifestação pública e ofensiva.

O político acrescentou que os comentários racistas e ameaçadores foram proferidos por terceiros e que a Comissão de Ética da Câmara Municipal do Recife arquivou denúncia relativa ao mesmo fato por inexistência de quebra de decoro parlamentar.

Condenção

Na sentença, o juiz Carlos Antônio Sobreira Lopes, do 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de Olinda, do Tribunal e Justiça de Pernambuco (TJPE), reconhece que a vítima teve "conduta lastimável".
"O autor deu a entender, de forma inequívoca, que comemorava a morte de uma pessoa - postura eticamente reprovável", escreve.

"Todavia, por mais censurável que tenha sido a conduta do autor, ela não conferia ao réu carta branca para extrapolar os limites do seu direito de crítica", complementa o magistrado.

Ele acrescenta: "O que não se admite é que um agente político, investido de mandato eletivo e dotado de expressivo alcance comunicacional, convoque seus milhares de seguidores para 'deixar famoso' um cidadão comum, transformando a reação legítima a um comentário reprovável em verdadeira campana de perseguição virtual".

Para o juiz, o parlamentar direcionou sua audiência "politicamente polarizada" contra um cidadão comum "sem projeção pública e sem meios proporcionais de defesa", configurando abuso de direito.

Sobre as ofensas serem de terceiros, o juiz diz que a tese da defesa não prospera. "Os ataques subsequentes não foram eventos imprevisíveis ou extraordinários; ao contrário, constituem a consequência natural e esperada dessa espécie de exposição no ambiente digital contemporâneo".

Gilson Filho deverá pagar R$ 10 mil por danos morais. O juiz negou o pedido de retratação pública. Cabe recurso à sentença.

Defesa

A defesa do político se manifestou por nota declarando que apresentará os recursos cabíveis para reformar a decisão integralmente. Para a defesa, o vereador agiu "dentro dos limites constitucionais, no regular exercício da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento".

Confira o posicionamento na íntegra:

Nota da defesa

A defesa informa que já teve ciência da sentença proferida nos autos e que recebeu a decisão com surpresa, razão pela qual irá interpor o recurso cabível, visando à sua integral reforma.

Com a devida vênia, a defesa entende que o vereador agiu dentro dos limites constitucionais, no regular exercício da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento, nos termos dos arts. 5º, incisos IV e IX, e 220 da Constituição Federal.

A defesa confia na Justiça e acredita que a decisão será devidamente revista pela instância superior, com o restabelecimento da correta interpretação do ordenamento jurídico.

Jorge Cosme

ELEIÇÕES 2026

Miguel Coelho aceita convite de Raquel Lyra para ser candidato a Senador

Miguel Coelho (Divulgação)

O presidente estadual do União se reuniu com a governadora nesta quarta-feira (18)


O presidente estadual do União, Miguel Coelho, aceitou o convite da governadora Raquel Lyra (PSD) para ser candidato a senador, na reunião que tiveram, nesta quarta-feira (18). Ao Blog Dantas Barreto, ele disse que esse entendimento foi avaliado pelo presidente nacional do seu partido e futuro presidente da Federação União Progressista. Dia 26 o TSE vai homologar a junção do União com o PP e o comando nacional decidirá a aliança em Pernambuco, caso não haja consenso com o deputado Eduardo da Fonte.

Questionado se houve rompimento com o prefeito João Campos (PSB), Miguel disse que foi o contrário. “Romperam com a gente. Fizeram um movimento em detrimento da gente com Eduardo da Fonte, Marília Arraes e Silvio Costa Filho. Mas agora o União Brasil está pacificado”, disse Miguel Coelho. O deputado Mendonça Filho, que já defendia o apoio a Raquel Lyra, participou ativamente desse processo.

Miguel disse que vai trabalhar para que a federação tome a decisão conjunta, apesar de a relação entre Raquel e Eduardo da Fonte estar desgastada devido as negociações dele com Campos. Ontem teve exonerações de aliados do progressista e amanhã haverá mais.

“Eduardo poderá ser o presidente da Federação em Pernambuco e eu vou ser o vice, não tem problema. Mas se houver divisão é a direção nacional que vai decidir. E o presidente da federação será Antônio Rueda. No estatuto não está escrito que o presidente estadual da federação terá autonomia”, ressaltou Miguel Coelho.

Raquel Lyra declarou, em nota, que “Desde o primeiro dia da nossa gestão fazemos um trabalho grande e de diálogo”. “A aliança com o União Brasil representa o crescimento de Pernambuco, o compromisso com cada recanto do nosso estado e o futuro grandioso que nós estamos construindo para os pernambucanos”, acrescenta a governadora.

 Blog Dantas Barreto

DEIXANDO A PREFEITURA

João Campos pretende deixar a Prefeitura do Recife em 2 de abril

O prefeito João Campos. (Foto: Francisco Silva/DP Foto)

Com a renúncia de João Campos, o vice Victor Marques (PCdoB) assumirá a Prefeitura do Recife


O prefeito João Campos (PSB) já tem data praticamente definida para renunciar ao mandato a fim de se candidatar ao Governo de Pernambuco. Apesar de o prazo ser 4 de abril, ele pretende deixar o cargo no dia 2, antes do Feriado da Páscoa. Campos já tinha dito a aliados que queria entregar a Prefeitura do Recife já com a chapa majoritária definida.

De acordo com interlocutores, o acerto foi concluído na madrugada desta quarta-feira (18), em Brasília, durante a conversa de João Campos, Marília Arraes (PDT) e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), que desistiu de disputar o Senado e indicou seu irmão, Carlos Costa, para vice-governador, representando seu partido. Para o Senado, seriam Marília e Humberto Costa (PT).

Com a renúncia de João Campos, seu vice Victor Marques (PCdoB) assumirá a Prefeitura do Recife para cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2028.

Blog Dantas Barreto

INVESTIGAÇÃO

MPF investiga projeto de usina solar em território Kambiwá, no Sertão de Pernambuco, após denúncias de lideranças indígenas

Cacique Zuca teme retrocessos após processo de desintrusão do território (Cortesia)

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o cacique do povo Kambiwá denunciou falta de consulta prévia e disse temer "retrocesso histórico" com a volta de ocupantes não-indígenas a terras já homologadas no Sertão de Pernambuco


O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias da implantação de um complexo de energia solar dentro do território do Povo Kambiwá, localizado entre os municípios de Inajá, Ibimirim e Floresta, no Sertão de Pernambuco. A abertura da investigação acontece depois de lideranças da comunidade procurarem a Defensoria Pública da União (DPU) para denunciar a ausência de consulta prévia à comunidade indígena local.

A convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) exige a consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais em caso da implementação de projetos que afetem seus territórios. Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o cacique Zuca, liderança do povo Kambiwá desde 1998, disse que não há consenso coletivo sobre a obra, uma iniciativa da FPS Consultoria e Gestão Empresarial.

O inquérito foi instaurado no dia 29 de janeiro de 2026, depois que a comunidade indígena soube do projeto através de uma publicação nas redes sociais da empresa, através do perfil intitulado “Falugio Energia”. A instituição está inscrita na Receita Federal desde 20 de dezembro de 2023, com sede na cidade do Rio de Janeiro e capital social de R$ 100 mil.

Nas postagens, a empresa apresenta o projeto como “o maior complexo de energia solar da América Latina", com a afirmação de que já haveria autorização da comunidade para ocupar cerca de 10% do território indígena. "Eu, como cacique, nunca fui informado. O cidadão disse que já tinha tido consulta prévia, mas fomos nós que questionamos nas redes sociais. Não houve diálogo com o povo", afirma Zuca Kambiwá.

Para o cacique, a instalação de uma usina representaria um risco direto à segurança do território, que já passou por todo o processo legal de demarcação, homologação e desintrusão (retirada de ocupantes não indígenas). "Nossa luta foi para retirar os posseiros. Agora, aparecem pessoas querendo negociar para trazê-los de volta para dentro do território através desses empreendimentos. É um retrocesso", desabafa a liderança.

Impacto na caatinga

Além da questão territorial, a sustentabilidade ambiental no coração do Semiárido preocupa os 4.500 habitantes da reserva. O território Kambiwá, que soma mais de 31 mil hectares, é composto predominantemente pelo bioma Caatinga, já castigado por períodos severos de estiagem e temperaturas que ultrapassam os 40°C.

"A gente teme que, em um futuro muito próximo, o território comece a sofrer com a desertificação. Precisamos de projetos sustentáveis que ajudem a recuperar a nossa fauna e flora, gerando renda de forma equilibrada, e não projetos que tragam mais desmatamento", ressalta Zuca Kambiwá.

Atualmente, o Povo Kambiwá divide parte de sua área com o povo Pipipã, com o qual convive pacificamente. As lideranças locais temem que essas relações sejam desestabilizadas por negociações que não respeitem a organização social das etnias.

“Foi uma luta muito grande para conquistar a demarcação do nosso território. É aqui que está a memória dos nossos ancestrais e a morada dos nossos encantados. É aqui onde louvamos e buscamos o sagrado para nos fortalecer”, completa o cacique.

Sem licenciamento

No âmbito do processo no MPF, obtido pelo Diario, a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) informou que não identificou emissão de licenças ambientais para o referido complexo de energia solar. O posicionamento foi realizado via ofício enviado no dia 25 de novembro de 2025, em resposta ao questionamento do Ministério.

A Procuradoria também solicitou informações de registro do projeto junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que afirmou que não foram encontrados registros de processos de licenciamento ambiental referentes à usina planejada pela FPS.

Também procurada, a Secretaria de Meio Ambiente do município de Inajá alegou que "a referida implantação tem sido aguardada com grande expectativa pela comunidade", embora ainda não tenha recebido solicitação de licenciamento ambiental, comunicação formal ou documentação técnica do complexo de energia solar.

Outro lado

Por e-mail, o sócio administrador da FPS, Fábio Pinheiro Souza, respondeu pessoalmente ao pedido de posicionamento da reportagem. Em nota, ele declarou que o Complexo Energético Kambiwá encontra-se em fase preliminar de estudos técnicos e que não há qualquer obra, supressão de vegetação ou intervenção no território indígena até o momento.

A empresa confirmou ter protocolado, no último dia 8 de março, um documento consolidado junto ao MPF, à DPU e à Funai, detalhando a fundamentação jurídica e as contrapartidas do empreendimento. “Houve consulta a lideranças da comunidade Kambiwá, e um Termo de Autorização foi assinado por membros da comunidade autorizando estudos preliminares”, acrescenta Fábio Pinheiro Souza.

Ele admite que o “processo inicial pode não ter atendido integralmente às exigências da Convenção 169 da OIT quanto à consulta livre, prévia e informada”. Por esse motivo, sugere a realização de uma nova consulta, “com ampla participação de todas as oito aldeias Kambiwá, acompanhada presencialmente pelo MPF, DPU e FUNAI, de modo a assegurar a legitimidade e a transparência do processo”, completa o posicionamento.

Marília Parente

FORAGIDO

Homem que invadiu prédio da ex em área nobre do Recife é procurado e tem cartaz divulgado pela polícia: "foragido"
Qualquer informação que possa auxiliar a localização do investigado pode ser repassada, de forma anônima e segura, através da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (1ª DEAM/DPMUL) (Foto: Reprodução / PCPE)




André Maia Oliveira, de 48 anos, invadiu o prédio da ex-companheira no Espinheiro, Zona Norte do Recife, nesta quarta (18), e fez uma ligação telefônica com ameaças a ela e a família


O homem que descumpriu medida protetiva e invadiu prédio de ex-companheira no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife, nesta quarta-feira (18), é considerado um fugitivo pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). O nome e a foto do suspeito foram divulgados na redes sociais da corporação.

Conforme as investigações da PCPE, André Maia Oliveira, de 48 anos, é o suspeito de ter invadido prédio onde reside a sua ex-companheira, levando consigo um galão de gasolina, e efetuado diversos disparos de arma de fogo, tendo em seguida fugido do local. Segundo informações extraoficiais, mais de 20 disparos foram efetuados.

Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram toda a ação do suspeito. A sequência de imagens começa na garagem do prédio, localizado na Rua Santo Elias. André Maia entra na garagem do imóvel, com um carro de luxo, forçando o portão.

Em seguida, ele desce do veículo com um galão com gasolina e uma pistola 380 nas mãos.

Em outro vídeo, é possível observar o momento em que o homem entra, com a arma, no hall do edifício e vai para o elevador.

André Maia chegou a fazer uma ligação telefônica com ameaças à ex-companheira e à família. Ele afirmou, na ligação, que tocaria fogo no apartamento.

“Eu tentei derrubar a porta, a gasolina está lá fora para tocar fogo nessa m** com vocês dentro para cravejar no fogo do inferno. Tu entendesse ou tu queres que eu escreva?”

Ainda na ligação, o homem disse: “Eu vou ser preso. Agora, você ou sua mãe, nem se preocupe com seu filho. Isso é uma ameaça”.

A PCPE, que investiga o caso como violência doméstica, considera o fato como “uma grave ocorrência registrada”.

Qualquer informação que possa auxiliar a localização do investigado pode ser repassada, de forma anônima e segura, através da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (1ª DEAM/DPMUL) ou pelos telefones (81) 3184-3352 e (81) 9488-4161 (WhatsApp).

Bartô Leonel

CASO BANCO MASTER EM PERNAMBUCO

Vorcaro acionou Justiça de Pernambuco para esconder notícias negativas antes do escândalo no Banco Master

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro. (Foto: Divulgação/Lide)

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master, brigou na Justiça de Pernambuco, de 2021 a 2024, para esconder links no Google que o associavam a supostas irregularidades


Figura central no escândalo do Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro travou uma disputa no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), de 2021 a 2024, para que o Google removesse notícias que o associavam a irregularidades financeiras. Alvo da Polícia Federal (PF), ele está preso preventivamente desde o início do mês, suspeito de comandar um esquema que teria fraudado R$ 12 bilhões com carteiras falsas de crédito.

Para propor a ação no Tribunal pernambucano, Daniel Vorcaro, de 42 anos, e o pai, Henrique Moura Vorcaro, de 64, informaram morar em um flat em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Nos autos, aos quais o Diario de Pernambuco teve acesso, o endereço indicado aparece com imprecisões no CEP e no nome da rua.

O pedido para remover os links no Google foi feito à Justiça em 5 de abril de 2021. Os conteúdos negativos – classificados pelos Vorcaro como “fantasiosas notícias” – já os associavam a investigações e processos administrativos ligados ao mercado financeiro. À época, o Banco Master ainda se chamava Banco Máxima, do qual Daniel Vorcaro era diretor.

Nove dias após entrar com a ação, o banqueiro conseguiu uma decisão liminar favorável. As informações sobre as supostas irregularidades ficaram fora do ar até 2024, quando a decisão de primeira instância foi revertida pelo TJPE.

Conteúdos negativos

Ao todo, os Vorcaro pediam a retirada de 37 links dos resultados de busca. Entre eles, estavam páginas hospedadas nos sites do Governo Federal, da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Também havia reportagens sobre acordo milionário da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia ligada ao Ministério da Fazenda, para encerrar um procedimento administrativo que apurava irregularidades na emissão de debêntures. Pelo acordo, Daniel Vorcaro pagou R$ 250 mil.

No site da Câmara, os Vorcaro pediam a desindexação de um link sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava irregularidades envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre 2003 e 2015. A página divulgava que um deputado federal requereu a convocação de Henrique Vorcaro para depor enquanto diretor da Multipar Empreendimentos e Participações Ltda.

A ação se estendia ainda a links que exibiam apenas as empresas e os processos judiciais dos Vorcaro. No pleito, eles dizem que têm imagens "sérias, honradas e comprometidas no mundo corporativo". "Tais conteúdos falsos e noticiosos têm causado prejuízo familiar, moral, emocional e financeiro", registra a ação, assinada pelo advogado Alexandre Alves dos Santos.

Nos autos, o advogado alegou que os conteúdos violavam a honra e a privacidade da família e invocou o chamado “direito ao esquecimento”. Segundo a defesa, a medida não impediria o acesso às páginas, apenas sua exibição no Google.“Distorção da realidade”

O pedido do banqueiro foi acolhido pelo juiz Robinson José de Albuquerque Lima, da 7ª Vara Cível da Capital, do TJPE. A decisão liminar é de 14 de abril de 2021.

"Neste momento processual, a incontinente retirada das informações ofensivas contra a dignidade e nome do postulante, que sequer foi indiciado, da ferramenta de buscas provida pelo sítio eletrônico da empresa ré, haja vista que tais acusações carregam consigo pechas e máculas quase que indeléveis, periclitando sobremaneira não só os brios e a hombridade, como o padrão remuneratório e o sustento do acusado", escreveu o magistrado.

Ao recorrer no mês seguinte, a Google Brasil alegou não ter responsabilidade por conteúdo produzido por terceiros. A empresa também destacou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia pacificado que os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar de seu sistema os resultados derivados da busca de determinados termos ou expressões.

No processo, a Google Brasil mencionou que Daniel Vorcaro e o pai não apontavam quais conteúdos seriam ofensivos e quais notícias seriam falsas. "É evidente que a remoção dos resultados de busca, na forma pretendida nesta demanda, é uma tentativa de distorção da realidade, feita em prejuízo direto da Google, dos interesses de terceiros e da liberdade de informação", assinalou.

A multinacional acrescentou: "Mostra-se imprescindível observar que o conteúdo impugnado guarda relação com processos judiciais e administrativos verdadeiros e públicos, sendo que as informações foram divulgadas pelo próprio órgão regulador e judiciário". Sobre o direito ao esquecimento, a contestação declara que o princípio não é amparado pela Constituição Federal e, ainda que fosse, "não cabe ao provedor de pesquisa a sua implementação".

Multas e sentença

Nos meses seguintes, a defesa dos Vorcaro afirmou reiteradamente que o Google não havia cumprido a liminar e os links seguiam sendo exibidos na busca. Atendendo aos pedidos, o juiz elevou a multa diária de R$ 4 mil para R$ 10 mil, depois para R$ 20 mil e, por fim, determinou o bloqueio de R$ 1,256 milhão das contas do Google.

"Essa renitência infundada e acintosa não pode ser tolerada, sob pena de se propagar desprestígio ao Poder Judiciário e se perpetuar o prejuízo que a parte autora vem sofrendo", escreve o advogado Alexandre Alves dos Santos em um dos requerimentos.

"Considerando que a majoração das astreintes [multas diárias] não vêm se mostrando eficaz e aptas a convencer o réu acerca da autoridade das decisões deste Poder Judicante, resta então adotar outras condutas a fim de se garantir a efetividade da tutela específica", escreveu o juiz em 1º de julho daquele ano ao bloquear o valor milionário.

Após o bloqueio financeiro, em 15 de julho, a Google Brasil informou "que deu imediato cumprimento à obrigado imposta, procedendo com a desindexação das 37 URLs objeto dos autos". Finalmente, em 17 de junho de 2022, o juiz assinou sentença sobre o caso, confirmando a liminar que havia concedido.

"Assemelha-se a censura"

A Google Brasil apresentou apelação ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) após a derrota na primeira instância. "A pretensão ao esquecimento é uma tentativa absolutamente equivocada de reescrever a história", diz a multinacional no recurso. "A restrição do acesso a esse conteúdo, assemelha-se a censura e, portanto, é ato que atenta diretamente contra essa garantia constitucional".

A companhia também destrincha as 37 URLs alvo da petição para sustentar que os conteúdos são "perfeitamente lícitos". O acórdão da 4ª Câmara Cível, publicado em março de 2024, aceitou o recurso da Google Brasil e reformou a sentença. Como a liminar foi concedida ainda em abril de 2021, isso significa que os Vorcaro conseguiram manter os links inacessíveis pelo buscador por quase três anos.

Em seu voto, o relator do recurso, desembargador Humberto Vasconcelos, diz que os autores da ação pediram desindexação de "links que façam referência a notícias que alegam ferir o direito a privacidade dos requerentes, no entanto, o que há nos links dos autos são informações de interesse público sobre processos, empresas, operações policiais, etc".

Para o desembargador, os Vorcaro estarem sendo investigados não configura "fato desabonador da honra". "São fatos públicos que efetivamente ocorreram, segundo as notícias divulgados à época", escreve no voto.

Ele continua: "Não há uma notícia difamatória sequer nos links colacionados ao feito pois o fato de se relacionar o nome dos apelados em sites como o Jusbrasil, por exemplo, não é mácula alguma que não a demonstração de que o nome dos apelados está relacionado a algum processo e só".

O desembargador também determinou o cancelamento da multa imposta ao Google e condenou o banqueiro e o pai ao pagamento das despesas e custas processuais. O voto foi seguido de forma unânime pelos demais desembargadores. Sem recurso da defesa dos Vorcaro, o processo transitou em julgado em 22 de abril de 2024.

Vorcaro morava no Recife, diz defesa

Ao Diario de Pernambuco, o advogado Alexandre Alves dos Santos diz que Daniel Vorcaro morava no Recife à época, conforme consta no processo. “Você pode residir em mais de um local. Na época que me contatou, ele morava em Boa Viagem. Até encontrei ele em um shopping para conversar sobre o processo", afirma o advogado, que conta ter sido apresentado ao empresário por um “amigo de confiança” e que esse foi o único processo em que o representou.

Alexandre destaca que Vorcaro não tinha a mesma visibilidade de agora, o conhecendo apenas como um empresário bem-sucedido interessado em retirar links que “o associavam a fatos pretéritos”.

Sobre não ter apresentado recursos após o acórdão, o advogado diz que o interesse de Vorcaro com o processo “esfriou”. “Ele estava preocupado com outras coisas. O último contato que tive com ele foi na época da sentença de primeiro grau”.

A reportagem também entrou em contato com o escritório representante da Google Brasil, que preferiu não se pronunciar.

Jorge Cosme

NÁUTICO - CONTRATAÇÕES

Náutico oficializa cinco contratações e se aproxima de fechar o elenco para a Série B

Elenco do Náutico no CT Wilson Campos (Rafael Vieira/CNC)

Com foco no sistema defensivo, o Náutico já anunciou cinco atletas para a disputa da Segundona


Ativo no mercado desde antes do fim do Campeonato Pernambucano, o Náutico já oficializou o seu primeiro “pacotão” de reforços para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Ao todo, cinco atletas foram anunciados pelo Timbu, com foco em jogadores do sistema defensivo.

Reforçando a meta alvirrubra, o goleiro Arthur foi anunciado e já está regularizado para atuar pelo Náutico. O arqueiro de 29 anos chega aos Aflitos após passagem pelo Cuiabá e vem, a princípio, como terceira opção para a posição no elenco.

Em relação aos zagueiros, o Timbu acertou as contratações de Betão, vindo do Velo Clube, e Gustavo Henrique, cedido por empréstimo pelo RB Bragantino. Betão chega como um nome mais experiente para a posição e deverá brigar pela titularidade desde o primeiro momento. Gustavo Henrique, por sua vez, vem como uma aposta e terá sua primeira experiência como profissional no Náutico.

Ainda em relação aos reforços, o Timbu também deu prioridade para o meio de campo. Os meias Felipe Cardoso e Vitinho foram contratados e darão um leque maior de opções para a comissão técnica. Cardoso estava no Vitória e também pode atuar como atacante de lado de campo, enquanto Vitinho, que pertence ao Cruzeiro, retorna ao Náutico após passagem em 2025 e não precisará de adaptação para jogar no esquema de Hélio e Guilherme dos Anjos.

Apesar de ter esfriado nas negociações no mercado, o Náutico ainda não tem seu elenco fechado para a Segundona. A expectativa é de que ao menos mais um reforço chegue aos Aflitos nos próximos dias, para a posição de centroavante. Com a saída de Samuel Otusanya, o Timbu conta apenas com Paulo Sérgio de ofício na posição em seu elenco.

Caio Antunes

SANTA CRUZ - PÚBLICO PARA REABERTURA DO ARRUDA

Santa Cruz trabalha com capacidade limitada do Arruda; veja estimativa de público
Estádio do Arruda, casa do Santa Cruz (Rafael Vieira/DP Foto)


A definição final do número de torcedores que poderão comparecer dependerá da aprovação dos órgãos competentes


O Santa Cruz vem realizando reformas no Estádio do Arruda com o objetivo de liberar a torcida de forma parcial. Segundo informações de bastidores, a diretoria coral trabalha com a expectativa de permitir inicialmente um público reduzido com 12 mil torcedores, que poderá ser ampliado conforme o andamento das obras e a aprovação dos órgãos de segurança.

A restrição ocorre porque o Arruda ainda não possui todos os laudos técnicos atualizados, incluindo o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial para a liberação do público. Os dois primeiros jogos do clube em 2026 foram realizados com portões fechados justamente por conta dessas pendências.

As obras contemplam diversas áreas do estádio, como sociais, cadeiras, camarotes e arquibancada superior, e estão sendo realizadas com apoio de “grandes tricolores”. Segundo a diretoria, o objetivo é liberar parte da capacidade de forma segura.

Além disso, a comissão técnica adotará medidas para preservar o gramado do Arruda, realizando treinos no CT Ninho das Cobras. O objetivo é garantir que o campo esteja em boas condições para os próximos jogos. Já nesta quarta-feira (18), o elenco treinará no CT, e novos treinamentos estão previstos no local nos próximos dias.

Vale salientar que, a definição final do número de torcedores que poderão comparecer dependerá da aprovação dos órgãos competentes. A expectativa é de que, à medida que os laudos e melhorias estruturais sejam regularizados, a capacidade possa aumentar gradativamente.

Paulo Mota

SPORT - MUDANDO O FOCO

Críticas, problemas físicos e mercado: Sport muda o foco para a estreia na Série B

Elenco do Sport em partida na Ilha do Retiro (Rafael Vieira/DP Foto)

Equipe lida com desgastes, atuações questionadas e mercado limitado às vésperas da Série B


A eliminação na Copa do Brasil acendeu o sinal de alerta no Sport às vésperas do principal objetivo da temporada, a Série B. Derrotado pelo Athletic Club (MG) na quarta fase, o Leão chegou à sua segunda derrota no ano, a primeira sob o comando de Roger Silva, e viu a pressão aumentar no ambiente da Ilha do Retiro.

A noite que marcou o fim da invencibilidade do treinador também foi acompanhada de críticas vindas das arquibancadas. Entre vaias e gritos, o desempenho da equipe voltou a ser questionado, cenário que já vinha se desenhando mesmo durante a sequência invicta. O resultado ampliou a cobrança sobre Roger, que chega pressionado para a estreia no Campeonato Brasileiro.

O primeiro compromisso do Sport na competição será neste sábado (21), contra o Cuiabá, na Arena Pantanal, no Mato Grosso. Diante do novo desafio, o elenco rubro-negro tenta virar a chave rapidamente após a frustração recente.

Problemas físicos aumentam preocupação

Além da pressão por resultados e das limitações no mercado, o Sport ganhou novas dores de cabeça no departamento médico. Três jogadores deixaram o campo com problemas físicos na partida contra o Athletic e viraram dúvida para a estreia na Série B.

O zagueiro Marcelo Ajul foi substituído ainda no primeiro tempo e teve diagnosticada uma contratura muscular. Já Marcelo Benevenuto apresentou um edema na coxa direita, enquanto o atacante Chrystian Barletta sofreu um edema na parte posterior da coxa direita, quadro considerado mais leve.

No momento, a presença dos três atletas na estreia é tratada como incerta.

Além deles, o centroavante Gustavo Coutinho também preocupa. O jogador sentiu durante o treino do último domingo e, após exames, foi constatada lesão na parte posterior da coxa direita. Ele já iniciou tratamento com a fisioterapia e o departamento médico, com prazo de retorno estimado em três semanas.

Outro caso é o de Pedro Martins, que segue em processo de transição física. A tendência é que o atleta intensifique os trabalhos ao longo dos próximos dias e possa retornar ao campo na virada da semana, adotando uma conduta de precaução.

Mercado sob cautela

Após a eliminação, o executivo de futebol Ítalo Rodrigues detalhou o posicionamento do clube no mercado. Com a janela aberta até o dia 27, o dirigente reforçou que o Sport seguirá atento a oportunidades, mas sem comprometer o já limitado orçamento.

“A janela vai até o dia 27. Temos o cuidado com Fábio Matheus, que em meados de abril acreditamos que estará de volta, então é mais um volante de força que teremos no elenco. Estamos atentos ao mercado, mas com responsabilidade financeira. Não vamos fazer loucuras. Se houver oportunidade viável, podemos agir, mas dentro da realidade do clube”, afirmou.

O executivo ainda destacou o caráter dinâmico das negociações e não descartou movimentações pontuais, inclusive por meio de trocas.

“O mercado é dinâmico e pode trazer oportunidades nos últimos dias de janela. Tivemos reunião com algumas opções e, no dia seguinte, surgiram novas possibilidades. Mas deixo claro: não temos condição de aumentar gastos. Podemos, sim, trocar atletas, sendo criativos e responsáveis”, completou.

Pressão e necessidade de resposta

Com um início de trabalho que alterna resultados positivos e atuações questionadas, Roger Silva agora tem o desafio de ajustar rapidamente a equipe. A cobrança da torcida, somada às dúvidas no elenco e às limitações no mercado, compõe um cenário de pressão logo na largada da Série B.

Dentro de campo, o Sport busca uma resposta imediata para retomar a confiança e iniciar com o pé direito a caminhada rumo ao acesso, objetivo central da temporada rubro-negra.

Gabriel Farias


quarta-feira, 18 de março de 2026

PODE SSR ARMAÇÃO DO ADVOGADO

Advogado procura Mendonça e diz que Lulinha pretende falar

Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE



Marco Aurélio de Carvalho disse que filho de Lula estaria disposto a esclarecer dúvidas sobre caso do INSS



O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua como consultor jurídico de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve na última semana com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar do inquérito relatado pelo magistrado que apura irregularidades relacionadas a benefícios do INSS.

De acordo com o colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, o encontro ocorreu na noite da última quarta-feira (11), no gabinete do ministro, em Brasília. Na ocasião, Carvalho teria sinalizado ao magistrado uma postura de cooperação por parte de Lulinha, apontando que o filho de Lula estaria disposto a prestar depoimento para esclarecer qualquer dúvida relacionada ao caso.

– Ele [Lulinha] está disposto a prestar depoimento pessoalmente. Ele pretende fazer uma colaboração espontânea, voluntária e efetiva para esclarecer qualquer dúvida que porventura possa surgir a respeito do seu envolvimento direto ou indireto com qualquer tipo de irregularidade – disse o advogado ao colunista.

A iniciativa da defesa ocorre em meio ao avanço das apurações e é vista como uma estratégia para demonstrar boa-fé diante do Supremo.

Dias após a reunião com Mendonça, por sinal, o advogado confirmou publicamente um ponto que já havia sido revelado anteriormente pela imprensa: a viagem de Lulinha a Portugal, em 2024, ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Paulo Moura