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domingo, 6 de setembro de 2026

OPINIÃO SOBRE O MINISTRO

Alexandre de Moraes é “laranja podre” dentro do STF, diz Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado



Senador visitou Filipe Martins na prisão


O candidato do PL para a Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de ter um “gabinete da perseguição” e chamou o magistrado de “laranja podre” dentro da Corte.

As declarações ocorreram em entrevista à imprensa durante visita ao município de Ponta Grossa (PR), neste sábado (5). Na ocasião, o senador visitou o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, que está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

– O Brasil vive tempos muito ruins, muito difíceis. E, mais uma vez, a gente precisa proteger a instituição que é o Supremo Tribunal Federal – afirmou Flávio.

E continuou:

– Este vai ser o meu papel como presidente da República: resgatar a credibilidade das instituições, e não ficar protegendo pessoas. Porque, hoje, o Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal.

– A gente não pode deixar que toda a Corte seja contaminada por isso, porque a magistratura não é Alexandre de Moraes. Essa não é a regra entre os magistrados, entre os juízes deste País. Essa não é a regra nem dentro do Supremo Tribunal Federal. Então, nós temos que proteger a população de pessoas como Alexandre de Moraes, que não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo – prosseguiu.

Na ocasião, Flávio também afirmou que o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá o mote “Fora Lula, Fora Moraes”.

*AE

AS CONTRADIÇÕES DE PAULO GONET

Gonet acusa Mendonça do que sempre tolerou em Moraes

Gonet acusou Mendonça de assumir “funções alheias às suas”, mas tem apoiado inquéritos em que Moraes, entre outras ações questionáveis, assume o papel de juiz, acusador e vítima. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Ao pedir a anulação das provas contra Alexandre de Moraes (STF), alegando que tinham sido produzidas por atuação ilícita de André Mendonça (ministro do mesmo tribunal) como juiz e investigador ao mesmo tempo, o Procurador-Geral da República (PGR) Paulo Gonet entrou em contradição com sua conduta anterior nos inquéritos conduzidos pelo próprio Moraes, dizem advogados ouvidos pela Gazeta do Povo

A manifestação foi dirigida por Gonet ao próprio Mendonça na terça-feira (1º) nos autos da Pet 16.662, relacionada às investigações das fraudes financeiras envolvendo o banco Master e o seu dono, o banqueiro Daniel Vorcaro.

No dia 24 de agosto, Mendonça tinha requisitado à Polícia Federal (PF) informações atualizadas sobre o andamento das investigações, com pedido específico quanto à identificação dos interlocutores de Vorcaro nas mensagens interceptadas pela polícia. A PF acabou identificando o ministro Alexandre de Moraes como um dos interlocutores. O PGR, Paulo Gonet, também tem o nome citado nas mensagens alvo da investigação, apresentadas pela PF em resposta ao despacho de Mendonça. 

“Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”, escreveu Gonet nesta terça-feira (1º). O PGR advertiu que condutas judiciais do gênero podiam levar à anulação das investigações no STF: “Paradigmáticas decisões do Supremo Tribunal Federal não deixam dúvida de que a assunção pelo juiz de funções alheias às suas é causa de nulidade, que afeta os resultados da ação malsinada.” 

Moraes expande alvos de inquéritos e cria “inquéritos-filhos”

No entanto, as decisões do STF nem sempre vão no sentido indicado por Gonet: o tribunal já chancelou expressamente a possibilidade de que um juiz acumule a função de investigador no mesmo processo. 

A decisão (polêmica e reconhecida como excepcional pelos próprios julgadores) foi feita em 2020 na APDF 572, destinada a julgar a constitucionalidade do Inquérito 4.781 (conhecido como “Inquérito do Fim do Mundo” ou “Inquérito das Fake News”). A decisão contou inclusive, na época, com o apoio da Procuradoria-Geral da República, então ocupada por Augusto Aras, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para o cargo agora ocupado por Paulo Gonet. 

Na ocasião, o juiz que ocupava a posição controvertida era o próprio Alexandre de Moraes, que agora, na visão de Gonet, ocuparia o polo contrário, o de investigado por um juiz nessas condições.

Embora o STF tenha, na ocasião, estabelecido condições restritas nas quais a situação excepcional seria admitida (investigação de falas que configurassem “ameaça aos membros do Supremo Tribunal Federal e a seus familiares”), o limite nunca foi respeitado por Moraes. Em vez disso, o relator vem expandindo continuamente os alvos do inquérito ao longo dos anos, inclusive com a instauração de diversos “inquéritos-filhos”, dos quais já resultaram diversas penas de prisão, como as dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Decisões de Moraes quase sempre recebem o aval de Gonet

No entanto, as decisões de Moraes proferidas nesse contexto vêm sendo quase sempre chanceladas pelo STF e até mesmo pela própria PGR. Na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, Paulo Gonet sempre peticionou pedindo a condenação do ex-presidente com base nas provas produzidas, e não a anulação das provas (como fez na Pet 16.662) por alegação de que fossem ilícitas pelo fato de Moraes ter atuado na investigação — mesmo o então relator tendo protagonizado polêmicas, como os interrogatórios agressivos do delator Mauro Cid.      

“Gonet sempre chancelou a atuação de Moraes como juiz e acusador”, confirma Paulo Faria, advogado que atuou na defesa do ex-deputado Daniel Silveira, da brasileira radicada nos EUA Flávia Magalhães e do ex-assessor Eduardo Tagliaferro, todos alvos de inquéritos ou processos relatados pelo ministro Moraes. 

O advogado cita como exemplo o inquérito contra Tagliaferro, onde Moraes atuou de forma incisiva na investigação contra seu ex-assessor. O ministro abriu pessoalmente o inquérito e ordenou diretamente à Polícia Federal que fizesse busca pessoal em seu ex-assessor para apreender seu celular, a fim de verificar se tinha sido o responsável por vazamentos à imprensa — crime que, se ocorrido, teria o próprio ministro como vítima. Longe de alegar as nulidades para pedir a anulação das provas (como fez na manifestação do dia 1º), o PGR Paulo Gonet acolheu os resultados da investigação e, com base neles, abriu processo criminal contra o ex-assessor de Moraes, acusando-o de crimes como “tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito”.

O advogado Emerson Grigolette, que também defende investigados nos inquéritos de Moraes, concorda com a avaliação e fala de uma “mudança radical” na postura de Gonet ao impugnar condutas que, até então, vinham sendo aceitas no STF. Interpreta ainda que o PGR teria cometido crime de responsabilidade com sua manifestação processual, ao “emitir parecer, quando, por lei, seja suspeito na causa” (artigo 40 da Lei do Impeachment).

“Ora, se foram encontrados indícios de que o PGR teve ligações com Vorcaro, tinha por dever legal reconhecer sua suspeição, mas não só não o fez, como está, a bem dizer, atuando como advogado do investigado”, acusa Grigolette.

Nesse sentido, o advogado Filipe Oliveira (que defende o réu Eduardo Tagliaferro) vê a aparente inversão de posicionamento jurídico como sendo, longe de uma manifestação de incoerência, coerente com o que chama de um “padrão” de alinhamento da PGR com as teses do ministro Alexandre de Moraes: “A atuação de Paulo Gonet tem sido marcada por omissões diante de casos claros de impedimento e suspeição no STF”.

Assim como Grigolette, o advogado e historiador Enio Viterbo, estudioso do que ele chama de lawfare do STF (instrumentalização do sistema de justiça como arma contra adversários políticos), considera que a conduta do ministro Mendonça não pode ser tida como ilícita se forem considerados os precedentes que o STF formou quando o ministro Moraes, agora investigado, era investigador.

Uma das justificativas mais frequentemente citadas pelos ministros do STF para defender a autoconcessão de poderes para abrir e conduzir investigações (inclusive nos votos da ADPF 572) era a suposta omissão dos órgãos de investigação — principalmente a própria PGR, então ocupada por indicado do presidente Bolsonaro — em investigar os crimes que os ministros desejavam que fossem investigados, tendo eles próprios como vítimas. 

Viterbo argumenta que esse fundamento poderia ser aplicado com muito mais razão para o acaso atual. Na leitura de Viterbo, os dois únicos órgãos com poder institucional para abrir processo contra Moraes — a PGR e a presidência do Senado — estariam ocupados por pessoas alinhadas a Moraes e com o nome citado no material de investigação extraído do celular de Daniel Vorcaro (Paulo Gonet e Davi Alcolumbre), o que favoreceria a omissão institucional. Seria uma situação que o constituinte não teria previsto.

“É uma falha de design constitucional. Não temos dispositivos claros para sair dessa crise”, lamenta Viterbo, que, contudo, ressalta: “Só que a nossa Constituição é republicana. O princípio de que existe alguém completamente imune à responsabilização acabou com a Constituição de 1824, que previa que a pessoa do imperador era inviolável e sagrada”.

Viterbo defende, assim, que Mendonça invoque o princípio republicano e os precedentes do STF para investigar o caso. 

Além da APDF do Inquérito das Fake News, Viterbo aponta que há ainda outro precedente do STF que sustentaria a atuação de Mendonça: o Habeas Corpus 89.417, de 2006. Naquele caso, a Assembleia Legislativa de Rondônia tinha 23 dos seus 24 membros envolvidos no mesmo escândalo de corrupção e o presidente da casa legislativa tinha sido preso. Embora a Constituição limitasse o poder dos juízes exigindo que os colegas deputados votassem para aprovar ou revogar a prisão, o STF dispensou a exigência para evitar a impunidade, alegando que era uma situação excepcional caracterizada por “anomalia institucional, jurídica e ética”.

Por Hugo Freitas

ESTA É A JUSTIÇA BRASILEIRA

Sócios de fintech que sumiu com R$ 900 milhões são soltos em SP

Naskar Gestão Ltda. Foto: divulgação

Cerca de três mil clientes ficaram no prejuízo


A Justiça do Distrito Federal determinou a libertação dos três ex-sócios da fintech Naskar Gestão Ltda. Eles são suspeitos de desaparecer com R$ 900 milhões de mais de 3 mil investidores. Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato estavam detidos preventivamente em São Paulo desde agosto, após investigações da polícia.

O alvará de soltura ocorreu após o juiz considerar encerrada a fase formal da apuração policial. O magistrado destacou que aparelhos eletrônicos e documentos fiscais foram apreendidos pelas autoridades, garantindo a guarda do material probatório sob controle do Estado.

— As medidas de busca e apreensão foram cumpridas, tendo sido arrecadados celulares, notebooks, documentos e outros elementos, os quais se encontram sob a custódia do Estado — afirmou o magistrado responsável no despacho oficial.

A decisão judicial apontou ausência de tentativas de fuga, de coação de testemunhas ou de interferência nas apurações pelo trio. A suspensão total das operações da empresa e os bloqueios de bens patrimoniais continuam válidos por determinação legal.

Para responder em liberdade, o grupo deverá cumprir oito exigências cautelares. As obrigações incluem recolhimento domiciliar noturno, retenção de passaportes, proibição de saída da comarca e veto absoluto de contato com vítimas ou testemunhas vinculadas ao processo.

Dias antes da soltura, a defesa teve recurso negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O relator rejeitou o pedido liminar alegando incompetência da corte para avaliar a matéria antes da manifestação colegiada do tribunal de origem, mantendo a prisão temporária.

— Evidencia-se a incompetência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento e julgamento do feito, dada a inexistência de ato coator proferido por Tribunal sujeito à jurisdição desta Corte — declarou o ministro relator na decisão do tribunal.

Com atuação iniciada há 13 anos, a instituição financeira prometia rendimentos mensais de 2% aos investidores. Os repasses foram suspensos em maio de 2026, gerando o bloqueio das comunicações e a posterior atuação das autoridades policiais para apurar as irregularidades.

Kleber Pizão

PERDERAM MANÉS

Janones e Hilton movem ações contra Nikolas Ferreira e perdem

Andre Janones, Nikolas Ferreira e Erika Hilton Fotos: Mario Agra, Kayo Magalhães e Bruno Spada (Câmara dos Deputados)



Parlamentar compartilhou os casos nas redes sociais



André Janones (Rede-MG), que também disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, pediu a suspensão das redes sociais de Nikolas em caráter de urgência. O congressista é o político mais influente do país na internet.

O político de esquerda alegou que o conteúdo eleitoral de Nikolas estaria sendo entregue a usuários que não o seguiam, por meio do sistema de recomendação algorítmica da plataforma, o que feriria as diretrizes estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

O juiz Mauro Ferreira considerou improcedente o pedido e orientou que o caso fosse encaminhado para a Vara Cível do Distrito Federal, onde mora o requerente.

— Não se mostra possível concluir, apenas a partir da elevada repercussão alcançada pela publicação, pela existência de impulsionamento ilícito ou propaganda eleitoral paga dissimulada, pois o alcance expressivo de conteúdo divulgado por perfil de grande número de seguidores, por si só, não constitui indicativo suficiente da prática de irregularidade eleitoral, atraindo a competência desta especializada — disse.

Em outra ação, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), juntamente com as candidatas Ana Elisa (PT-MG) e Bella Gonçalves (PT-MG), acionou a Corte Eleitoral mineira acusando Nikolas de ter usado material falso com uso de inteligência artificial.

Na ação, as reclamantes indicaram um suposto relatório da Polícia Federal, o qual afirmaria não haver indícios de crimes nas conversas do candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro. Os materiais foram divulgados nos stories do Instagram, recurso que fica exposto por 24 horas.

O trio pediu como pena o impedimento de novos usos do conteúdo e multa ao parlamentar. O juiz Jair Francisco dos Santos considerou o pedido, feito também em caráter de urgência, improcedente diante da falta de acesso ao conteúdo referido, já que ele não estava mais disponível na web.

Nas redes sociais, Nikolas Ferreira associou as investidas na Justiça como uma resposta ao anúncio feito por ele, indicando que trará uma revelação neste domingo (6), relacionada a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

— Foi só eu anunciar que domingo tem vídeo sobre o Lulinha e começou o desespero. Rachadones correu para a Justiça Eleitoral pedindo a suspensão total do meu Instagram. Erika Hilton também entrou na Justiça, querendo me condenar por “fake news”. Resultado? Os dois perderam. Tentem de novo. Domingo tem mais — escreveu.

MAIS UMA DE ALEXANDRE DE MORAES

Flávio diz que Moraes mantém ‘gabinete da perseguição’, após visitar Filipe Martins

Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa. (Foto: Reprodução).

Candidato diz que Martins está preso por uma "minuta que nunca existiu"

 

Ao sair da visita ao ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a prisão de Filipe Martins, detido em Ponta Grossa (PR), “é completamente injusta e simboliza graves violações dos direitos e reiterados abusos das decisões de Moraes”.

“Vim dar um abraço em um amigo muito importante para nós que está preso aqui acusado de ter feito uma minuta que nunca existiu, que ninguém nunca viu, e acabou sendo usada para sua condenação”, criticou Flávio em coletiva de imprensa que, em seguida, relembrou o atual escândalo envolvendo Moraes no caso Vorcaro.

“O próprio Alexandre de Moraes é flagrado editando o contrato da sua esposa com um investigado que é o Vorcaro e nada acontece com ele. É alguém que usou o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos e que hoje utiliza o mesmo modus operandi com que atuou com várias pessoas de direita, contra o ministro André Mendonça. Hoje nós temos a convicção clara para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes: é o gabinete da perseguição”, disparou.

Sobre o encontro com Martins, Flávio contou que foi abordada sua inocência e relembrados alguns momentos vividos junto ao presidente Bolsonaro, além das dificuldades enfrentadas no cárcere pela distância da família.

“Mas ele também está acreditando muito na eleição de Flávio Bolsonaro para poder mudar essa história triste que o Brasil está vivendo hoje, com tanta perseguição, com tantos abusos, com tantos excessos, pessoas achando que são donas do Brasil e, a todo momento, desrespeitam a Constituição, fazem o que está na sua cabeça como se não fossem pagar pelos seus atos criminosos em algum momento”, disse.

Ao lado do candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), Flávio disse que “Moro continua sendo um símbolo de combate à corrupção” e contribuirá muito na implementação do plano de segurança quando for eleito presidente da República.

“O Moro faz parte do nosso time aqui no Paraná. Tenho certeza que vai ser um grande governador. E com Flávio Bolsonaro na presidência, o povo do Paraná pode ter certeza que vai ter investimento aqui em infraestrutura, em educação de qualidade, na saúde pública, que vai ser padrão Einstein”.

Mael Belfort

ESCÂNDALO BANCO MASTER

Marco Aurélio diz que André Mendonça agiu corretamente no caso Moraes/Vorcaro

Marco Aurélio Mello, ministro aposentado do STF. (Foto: Diário do Poder).

Ministro aposentado afirma que Mendonça seguiu o procedimento adequado e critica adoção de sigilo

 

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou neste sábado (5) que houve uma “inversão de valores” na condução dos procedimentos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na avaliação de Marco Aurélio, o ministro André Mendonça agiu corretamente ao receber um relatório da Polícia Federal e encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF e procedeu como deveria, encaminhando à PGR”, declarou em entrevista à CNN.

O ex-ministro também criticou a adoção de sigilo nos procedimentos e defendeu que as investigações sejam conduzidas com publicidade e transparência. Para ele, a regra deve ser o acesso às informações, especialmente quando estão em discussão atos relacionados à administração pública.

“A regra é transparência, publicidade, para que a gente saiba o que está acontecendo na administração pública. O sigilo não se coaduna com os ares democráticos”, afirmou.

Mael Belfort 

E O POVO QUE SE LASQUE PRA PAGAR

Deputados custam milhões mesmo longe da Câmara, em sessões remotas

Plenário da Câmara Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos deputados

Parlamentares não têm um pingo de dó do pagador de impostos e gastam sem piedade mesmo quando nem mesmo precisam pisar em Brasília, em razão de inventada sessão remota. Gastos com o cotão parlamentar já superam os R$123 milhões este ano. A oficialmente chamada “Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar” (CEAP) banca uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, contas de celulares, combustíveis para os carrões e propaganda dos deputados.

Gastões ausentes

Em agosto, a Câmara não teve sessões presenciais obrigatórias, tudo por app. Mesmo assim, gasto astronômico com o cotão: R$1,6 milhão.

Alma do negócio

Por conta do pagador de impostos, os nobres torraram mais de R$50,6 milhões este ano com a propaganda do mandato parlamentar.

Luxo sob rodas

Os deputados não colocam a mão no bolso nem mesmo para bancar os belos carrões, que, aliás, já nos custaram mais de R$26,8 milhões.

Tanque cheio

Se os carros são bancados, o combustível também é. E aí as excelências deitam e rolam. Lá se vão mais R$15,4 milhões.

Cláudio Humberto

POSICIONAMENTO DOS DELEGADOS DA PF

Líder dos delegados da PF defende identificação das conversas entre Vorcaro e Moraes

Edvandir Paiva, presidente da Associacao Nacional dos Delegados da Polícia Federal - Foto: Jefferson Rudy/Senado.

Edvandir Paiva também informa que relatório Usado por Moraes contra André Mendonça não pode circular fora da PF


O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirmou neste sábado (5) que o relatório de inteligência da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das Fake News é “totalmente irregular” e nunca deveria ter saído da corporação. ele também defendeu os policiais que cumpriram a ordem judicial de Mendonça para identificar as conversas de Moraes, afirmando que não houve irregularidade na conduta da equipe.

Segundo Paiva, o documento reúne impressões internas e análises subjetivas. Por isso, não poderia circular fora da Polícia Federal nem ser juntado a um processo criminal. A posição de Paiva foi noticiada pelo jornalista Aguirre Talento, do Estadão.

“O conhecimento de que ele existe por pessoas de fora da polícia e a utilização dele em um processo criminal é algo totalmente irregular”, disse.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou o material a Moraes após ordem do ministro. O próprio relatório indica que não tem valor probatório e não serve como elemento de acusação. Mesmo assim, Moraes o usou para acusar o colega André Mendonça de abuso de autoridade, depois que Mendonça pediu à PF um relatório com conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A divulgação gerou “estranheza muito grande” entre delegados. Muitos chegaram a questionar se o texto realmente tinha sido produzido na PF, porque o formato e a ausência de autor não são habituais em relatórios de inteligência. Paiva destacou que a doutrina de inteligência proíbe a inclusão desse tipo de documento em inquéritos e que situações internas como essa não deveriam ser conhecidas fora da corporação.

Ele também alertou que a exposição do relatório pode ter comprometido investigações em andamento, ao revelar alvos que ainda não sabiam que estavam sendo investigados.

ELEIÇÕES 2026

Mendonça Filho e apoiadores de João Campos trocam provocações no Mercado da Encruzilhada


O candidato ao Senado pelo PL, o deputado federal Mendonça Filho, e apoiadores do candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, se encontraram neste sábado (5), no Mercado da Encruzilhada, Zona Norte do Recife, e trocaram provocações.

Em um vídeo publicado no Instagram do parlamentar, ele aparece com uma camiseta roxa exibindo as inscrições “Raquel Lyra Futebol Clube” e o número “55”, padrão criado pela equipe dele em referência à governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra.

Já os apoiadores de Campos, que vestiam roupas amarelas e portavam bandeiras com imagens do ex-prefeito do Recife, começaram a cantar jingle da campanha e o adversário reagiu fazendo coração e soltando beijo. Aliados do liberal recomendaram que ele deixasse o espaço.

Na legenda da publicação, Mendonça prega tolerância entre diferentes campos políticos. “A gente disputa ideias, projetos e caminhos para Pernambuco. Sempre com respeito, alegria e olhando para frente”, escreveu, pedindo votos para a ele, Raquel e para o candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro.

Apesar de não integrar oficialmente a chapa governista, Mendonça Filho tem sido presença constante nos atos de campanha da candidata à reeleição, que tem como candidatos ao Senado os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).


Por Alex Fonseca

ELEIÇÕES 2026

Saiba quem são os sete governadores que podem ser eleitos no 1º turno


A disputa ao governo estadual pode ser decidida no 1º turno das eleições em 7 unidades da Federação. As pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral indicam candidatos com ampla vantagem em relação aos demais concorrentes.

Para vencer sem a necessidade de 2º turno, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais 1 voto, segundo a Constituição de 1988. O Poder360 reuniu as pesquisas eleitorais mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado. A partir das intenções de voto registradas em cada levantamento, calculou a porcentagem de votos válidos projetada para o momento atual.

Eis os governadores que lideram com margem para vitória em 1º turno: AP – Dr. Furlan (PSD); MA – Eduardo Braide (PSD); MS – Eduardo Riedel (PP); PI – Rafael Fonteles (PT); RR – Arthur Henrique (PL); SC – Jorginho Mello (PL); SP – Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Todos os líderes na disputa tentam a reeleição ao cargo. Do grupo, só Rafael Fonteles é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Arthur Henrique, Eduardo Riedel, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello mantêm alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No caso do Maranhão, há um movimento que tenta ligar Braide ao candidato do PL, mas não há declarações oficiais de apoio.

Considerando brancos, nulos e indecisos, a maior vantagem registrada se dá no Piauí, onde Fonteles lidera as intenções de voto, com 62,4%. O resultado consta em pesquisa AtlasIntel/Meio Norte divulgada em 3 de setembro.

Disputas acirradas

Em outros quatros Estados, o cenário é de embate entre os dois candidatos mais competitivos, ambos próximos dos 50% das intenções de voto e em situação de empate técnico. Nesses locais, a polarização do eleitorado pode criar uma espécie de “2º turno antecipado”, aumentando as chances de uma vitória já em 4 de outubro.

Eis os estados com disputa acirrada: AL – Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB); BA – ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT); CE – Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB); PE – João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).

O cenário é dinâmico. O número de candidatos com chance de vitória antecipada pode mudar à medida que a movimentação política altera a intenção de voto do eleitorado. Como as eleições ainda estão a 1 mês de distância, os números podem mudar.

Por exemplo, em 2 de setembro de 2026, o Poder360 mostrou que 9 governadores apresentaram ampla vantagem nas pesquisas e podiam se eleger ainda em 1º turno. Em só uma semana, Raquel Lyra e Eduardo Paes perderam a vantagem e o número caiu.

15 eleitos em 2022

Nas eleições de 2022, 14 Estados e o Distrito Federal definiram a disputa para governador no 1º turno. Outras 12 unidades da Federação tiveram 2º turno. Eis a lista dos governadores eleitos no 1º turno em 2022:

AC – Gladson Cameli (PP); AP – Clécio (União Brasil, na época filiado ao SD); CE – Elmano de Freitas (PT); DF – Ibaneis (MDB); GO – Ronaldo Caiado (PSD, na época filiado ao União Brasil); MA – Carlos Brandão (MDB, na época PSB); MT – Mauro Mendes (União Brasil); MG – Romeu Zema (Novo); PA – Helder Barbalho (MDB); PR – Ratinho Júnior (PSD); PI – Rafael Fonteles (PT); RJ – Cláudio Castro (PL); RN – Fátima Bezerra (PT); RR – Antonio Denarium (Republicanos, na época filiado ao PP); TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos).

Proporcionalmente, as maiores votações em 1º turno na eleição de 2022 foram registradas no Pará (Helder Barbalho), no Mato Grosso (Mauro Mendes) e no Paraná (Ratinho Júnior), com percentuais próximos de 70% dos votos válidos.

 Do Poder360

NÁUTICO - MANTER O EMBALO DE VITÓRIAS

Após fazer a sua parte em casa, Náutico mira jogo contra o América-MG como visitante

Elenco do Náutico em treinamento no CT Wilson Campos (Rafael Vieira/CNC)

O Náutico busca manter o embalo que conquistou como mandante na próxima rodada da Série B


Visto internamente como crucial para as ambições na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico aproveitou a sequência de dois jogos em casa para engatar duas vitórias. Os triunfos fizeram a equipe chegar a uma invencibilidade de oito jogos na competição, subindo expressivamente na tabela.

Depois de fazer valer o mando de campo, o Timbu agora mira manter o embalo conquistado na próxima rodada da Segundona, quando sai do Recife para visitar o América-MG.

Para buscar engatar a terceira vitória consecutiva, em duelo que acontece na próxima quarta-feira (9), o clube alvirrubro conta com a ruim campanha do adversário. O Coelho é vice-lanterna da Série B, tendo somado apenas 14 pontos.

Uma possível sequência positiva poderá deixar o Náutico ainda mais próximo do G6 da competição, nutrindo esperanças de uma briga pelo acesso à Série A durante o segundo turno.

Projetando o jogo com o América-MG, o elenco alvirrubro se reapresentou na última sexta-feira (4). O time dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos retorna aos treinamentos neste domingo (6), viajando para Belo Horizonte na segunda-feira (7).

Caio Antunes