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sábado, 22 de agosto de 2026

PROPAGANDA ELEITORAL

Justiça mantém tempo de TV do PSDB/Cidadania com Raquel Lyra

Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, Foto: Reprodução/Governo de PE


Decisão provisória nega liminar do PSB; julgamento final tem previsão de acontecer antes do dia 28 de agosto


A Justiça Eleitoral de Pernambuco decidiu manter, por enquanto, o tempo de televisão da Federação PSDB/Cidadania somado à coligação da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. A decisão, do desembargador Paulo Machado Cordeiro, negou nesta quinta-feira (20) o pedido de liminar feito pelo PSB para excluir a federação do cálculo do horário eleitoral gratuito. O caso ainda será julgado pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) antes do início da propaganda na TV e no rádio, marcado para 28 de agosto.

A disputa começou depois que a comissão interventora nacional da Federação PSDB/Cidadania protocolou, na noite de terça-feira (18), um pedido ao TRE-PE para deixar a coligação “Pernambuco de Coração”, de Raquel Lyra. A federação alegou vício na convenção estadual que, em 31 de julho, havia aprovado o apoio à governadora, e declarou neutralidade na disputa pelo governo do estado. Menos de uma hora depois, o PSB — que apoia o candidato João Campos — pediu à Justiça que a federação já fosse excluída do cálculo do tempo de Raquel, antecipando-se à decisão final.

Apesar do pedido de saída, o PSDB nacional e o diretório estadual do Cidadania mantiveram, em nota, o apoio público à candidatura de Raquel Lyra, e os candidatos dos dois partidos a cargos proporcionais seguem fazendo campanha ao lado da governadora.

Se a federação for definitivamente excluída da coligação, a campanha de Raquel estima perder entre 20 e 30 segundos de tempo de TV e rádio — o que ampliaria a vantagem que João Campos já tem sobre a governadora no horário eleitoral gratuito.

Davi Pereira

COMBATER A VIOLÊNCIA

Flávio promete retomar territórios dominados pelo crime organizado

Senador Flávio Bolsonaro (PL) - (Foto: Vittor Sales/Campanha PR).


Candidato à Presidência defende ofensiva contra facções e milícias e promete ampliar a atuação do Estado em áreas sob domínio criminoso

 

Em agenda de campanha na Baixada Fluminense, nesta sexta-feira (21), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a colocar o combate ao crime organizado entre as principais prioridades de sua candidatura à Presidência da República.

Durante passagem por Nova Iguaçu e outras cidades da região, ele afirmou que pretende recuperar áreas atualmente submetidas ao controle de facções criminosas e milícias.

Flávio declarou que seu objetivo é fazer com que o Estado volte a exercer controle efetivo sobre esses territórios. Em publicação nas redes sociais, o candidato afirmou que pretende “retomar” os territórios considerados perdidos para facções e classificou esses grupos como organizações narcoterroristas.

A proposta integra um conjunto de medidas apresentadas por Flávio para a área de segurança pública.

Entre elas está a classificação de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias como grupos ligados ao narcoterrorismo, além do endurecimento das punições e do fortalecimento da estrutura das forças de segurança.

O plano também prevê maior participação do governo federal no enfrentamento das organizações criminosas, com integração entre as forças policiais, reforço da atuação nas fronteiras e ampliação do uso de tecnologia.

A proposta de governo apresentada pelo candidato coloca o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado entre os eixos centrais da política de segurança.

Durante a agenda na Baixada, Flávio também defendeu medidas voltadas ao enfrentamento das estruturas financeiras e territoriais das facções.

A região visitada pelo candidato possui presença de diferentes grupos criminosos, entre eles facções e milícias, e tem sido utilizada pela campanha como um dos principais cenários para a apresentação de propostas relacionadas à segurança.

Outra medida defendida pelo senador é o aumento dos investimentos na área.

A proposta apresentada para 2026 prevê ampliar os recursos destinados à segurança pública e fortalecer a atuação conjunta das forças estaduais e federais.

Flávio também tem defendido a construção de presídios de segurança máxima e mudanças na legislação penal.

Entre as propostas apresentadas durante a campanha estão o aumento das penas para determinados crimes, a redução da maioridade penal em situações específicas e punições mais severas para delitos praticados por organizações criminosas.

A segurança pública ganhou espaço central na campanha presidencial de Flávio desde o lançamento oficial de sua candidatura, realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, ele já havia prometido uma política de enfrentamento mais rígida contra as facções e defendido que organizações criminosas sejam enquadradas como terroristas.

Na agenda desta sexta-feira, o candidato também realizou uma motociata em Duque de Caxias e participou de compromissos de campanha no estado.

A estratégia mantém a segurança pública como um dos principais temas utilizados por Flávio para apresentar sua plataforma eleitoral aos eleitores do Rio de Janeiro e de outras regiões do país.

Pedro Taquari

PRESENTINHOS PARA O EX-CHEFE DE GABINETE DE LULA

Conheça as joias que ex-chefe de gabinete de Lula recebeu de lobista

Foto: Divulgação / PF

Segundo relatos de Marcola, valores repassados por Roberta Luchsinger somaram R$ 249 mil e foram tratados como "empréstimo privado"


Um ex-integrante do núcleo mais próximo de Lula aparece no centro de uma relação financeira de R$ 249 mil com uma lobista investigada pela Polícia Federal. Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, recebeu valores de Roberta Luchsinger, que também comprou para ele duas joias avaliadas em R$ 9,2 mil.

As mensagens apreendidas pela PF no celular da lobista registram a negociação dos itens de luxo. Roberta chegou a enviar fotos de um colar e de um par de solitários de diamante. A compra foi confirmada pela defesa de Marcola.

Os advogados sustentam que os R$ 9,2 mil faziam parte de um empréstimo privado de R$ 249 mil concedido por Roberta e posteriormente quitado. O montante teria incluído ainda pagamentos de boletos relacionados a despesas de saúde e outras transferências.

O caso ganhou peso dentro da investigação porque Roberta também aparece em conversas com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula. A PF encontrou no celular da lobista diálogos sobre “negócios” com ele e investiga possíveis relações de influência e interlocução com integrantes do governo federal.

Com base nessa evidência, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um novo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência. Lulinha deverá ser intimado a prestar depoimento depois que os investigadores concluírem a análise do conteúdo.

Roberta foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes e descontos indevidos em aposentadorias. Ela teve bens bloqueados e passou a utilizar tornozeleira eletrônica.

Veja fotos das joias:

Foto: Divulgação / PF
Foto: Divulgação / PF
Foto: Divulgação / PF
Foto: Divulgação / PF
Foto: Divulgação / PF
Lucas Soares

PEDIDO DE PRESENTE MILIONÁRIO

Ex-chefe de gabinete de Lula pediu obra de arte de 100 mil euros a lobista

Marco Aurélio, o Marcola, ex-chefe do Gabinete Pessoal de Lula. (Foto-Reprodução).


Mensagens obtidas pela PF mostram pagamentos envolvendo o ex-secretário particular


A Polícia Federal identificou novas mensagens que ampliam o conjunto de relações entre Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresária Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, Marcola teria pedido à lobista uma obra de arte avaliada em cerca de 100 mil euros como presente.

O episódio aparece no contexto de uma investigação que já havia identificado pagamentos e outras despesas pessoais atribuídas a Marcola. A PF rastreou repasses que chegaram a aproximadamente R$249 mil.

O ex-assessor reconheceu ter recebido os valores, mas sustenta que o dinheiro correspondia a um empréstimo pessoal que já foi integralmente quitado.

A relação entre os dois ganhou atenção dos investigadores porque Roberta Luchsinger também é citada em apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A empresária é investigada por sua atuação em negociações relacionadas ao governo federal e por sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no caso envolvendo descontos indevidos sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

As apurações indicam que a atuação de Roberta não se limitava a contatos privados.

Mensagens encontradas pela PF mostram que ela encaminhou a Marcola uma minuta de contrato relacionada à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

O documento previa uma negociação sem licitação, embora o negócio não tenha sido concretizado. Marcola confirmou ter recebido a minuta, mas negou ter dado prosseguimento à proposta.

Outro ponto identificado pelos investigadores envolve presentes. Mensagens obtidas pela PF indicam que Roberta teria adquirido joias para Marcola, incluindo peças de diamantes.

As conversas mostram o então assessor participando da escolha dos itens.

O episódio se soma aos pagamentos de despesas pessoais que já estavam no radar da investigação.

Marcola ocupou a chefia de gabinete de Lula de janeiro de 2023 até 21 de julho de 2026.

No posto, era responsável por atividades diretamente ligadas à rotina presidencial, incluindo a organização da agenda e o contato com integrantes do governo.

Após deixar o cargo, passou a integrar a equipe da campanha de reeleição de Lula, mas posteriormente pediu para sair da estrutura eleitoral depois que os pagamentos feitos por Roberta vieram a público.

O governo também decidiu não reconduzir Marcola ao conselho de administração da Terracap.

A justificativa oficial apresentada pelo Palácio do Planalto foi a saída dele do governo.

Lula, por sua vez, defendeu o ex-assessor e afirmou que a Polícia Federal deve ter autonomia para conduzir as investigações.

O presidente também declarou que Marcola teria direito ao tempo necessário para apresentar sua defesa.

As novas informações sobre o suposto pedido de uma obra de arte de 100 mil euros acrescentam mais um episódio à apuração sobre a relação entre Marcola e Roberta.

A investigação ainda busca esclarecer a natureza dos pagamentos, dos presentes e dos contatos mantidos entre a empresária, o ex-chefe de gabinete e pessoas próximas ao presidente da República.

Até o momento, Marcola nega ter praticado qualquer ilegalidade no exercício de suas funções.

Pedro Taquari

TRÊS INQUÉRITOS CONTRA LULINHA

Caso Lulinha pode envolver autoridade com foro privilegiado 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais

É carregada de significado a decisão do ministro André Mendonça de manter no Supremo Tribunal Federal (STF) os três inquéritos contra Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), suspeito de crimes de tráfico de influência e corrupção, entre outros. Na avaliação de experientes magistrados de tribunais superiores, Mendonça não adotaria essa decisão, cuidadoso como é, não houvesse indícios de envolvimento de autoridades do mais alto escalão da República, com foro privilegiado.

Ele sabe o que faz

Mendonça recusou tão logo recebeu o pedido da PGR, revelando “absoluta segurança no que fez”, segundo ministro aposentado do STF.

Operação blindagem

Mandar o caso Lulinha para primeira instância já tinha virado campanha de parte da mídia ligada ao governo. O objetivo era blindar Lula.

Contrato lotérico

A minuta do contrato de R$626 milhões entregue a Marcola reforçaria a suspeita de que Lula, no mínimo, sabia das negociações do canabidiol.

Cláudio Humberto

A CRISE QUE ASSOMBRA LULA

PF aponta que Lulinha recebia dinheiro de negócios no governo, e cerco se fecha contra Lula

Lulinha em foto recente na imprensa e redes sociais espanholas.

A crise que assombra Lula (PT) se agrava com a devastadora revelação, desta sexta (21), de que seu filho Lulinha é “destinatário de pagamentos” originados de contrato milionário que uma empresa de tecnologia obteve no governo do seu pai graças à sua interferência direta. Diálogos recuperados pela Polícia Federal da lobista Roberta Luchsinger apontam que os pagamentos eram de Cléber Ribas de Oliveira, da 3Structure, dona de contratos com Dataprev e Ministério do Desenvolvimento Social.

‘Despesas’ caras

Mensagens mostram Roberta pedindo dinheiro para “despesas de Lulinha” e cobrando pagamentos citando o filho do presidente.

Abrindo portas

Tem mensagem de Lulinha também: “Emite a NF pro Cleber”, que pagou ao menos R$ 2,5 milhões a lobista. Em troca ela abria portas no governo.

Cuidadora financeira

Lulinha reconhecia que a lobista “cuidava” de suas finanças e discutia viagens caras sem “dim dim nem origem”.

CPI do Lulinha

Indícios de sociedade oculta e tráfico de influência investigados pela PF fragilizam mortalmente o governo. E reforça pressão pela CPI do Lulinha.

Cláudio Humberto

ELEIÇÕES 2026

Datafolha: Michelle lidera disputa ao Senado pelo DF


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT) lideram a disputa por duas vagas ao Senado Federal pelo Distrito Federal, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

A mulher de Bolsonaro tem 19% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto a senadora Leila apresenta 16%. A diferença se dá na margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, quadro considerado como empate técnico. As informações são da Folha de S. Paulo.

O levantamento também mostra que a candidata do PDT está tecnicamente empatada com Erika Kokay (PT), que recebeu 12% das menções, e Bia Kicis (PL), que tem 11%.

A pesquisa também mostra que 67% dos votos para a eleição do Senado ainda não foram decididos pelos eleitores, segundo a pergunta espontânea sobre as vagas em disputa.

Em um patamar mais abaixo aparecem Sebastião Coelho (Novo), com 3%. Ronaldo Fonseca (PSD), Tiago (Agir) e Professor Guilherme Amorim (UP) têm 2% cada. Já Guto Felício dos Santos (PSDB), Zanata (PSTU), David Horn (PCO), Avenir Rosa (Democrata) e Marley (Avante) aparecem com 1% das intenções cada.

O instituto ouviu 910 eleitores em 28 regiões administrativas do Distrito Federal de terça-feira (18) a esta sexta (21). O levantamento está registrado com os códigos DF-07561/2026 e BR-02094/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi encomendado pela Folha e TV Globo.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Trata-se da primeira pesquisa do Datafolha após a conclusão do registro das candidaturas e o início oficial da campanha. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Sem a apresentação dos nomes dos candidatos, Michelle apresenta 8% das intenções de voto, em empate técnico com Leila, com 5%, e Kokay e Kicis , que têm 4% das menções cada. O nome de Sebastião Coelho (Novo) foi citado por 1%, outros nomes não atingiram 1%. Há ainda 8% de indicações para branco ou nulos nesse cenário da pesquisa.

Por Magno Martins

DENÚNCIA DE ASSÉDIO SEXUAL

"Sensação aterrorizante": mulher mordida por professor em academia no Recife detalha caso

Caso aconteceu no último dia 19 de maio, segundo a vítima (Foto: Cortesia)

Em entrevista a mulher pontuou que já vinha sofrendo investidas do professor da academia que ela frequenta


A mulher de 25 anos que denunciou ter sido assediada em uma academia na Zona Norte do Recife descreve a sensação de ser mordida por um instrutor enquanto treinava como “aterrorizante”. O caso aconteceu no último dia 19 de maio.

A professora de filosofia, que não terá identidade revelada, detalhou como tudo aconteceu na noite daquela quarta-feira.

Ela contou que treinava acompanhada da mãe, que, em determinado momento, foi para o primeiro andar do estabelecimento. Quando a jovem estava sozinha, foi quando tudo aconteceu.

“Ele começou a corrigir o meu exercício. Eu estava segurando uma barra e, quando ele chegou, eu soltei, nem terminei. Ele veio me abraçar, mas eu disse para ele não fazer isso e me retraí, mas ele me puxou, me agarrou, me mordeu. Eu tentei empurrá-lo, mas fiquei sem força. Foi uma sensação aterrorizante, não consegui me soltar”, relembrou.

Depois disso, ela disse que foi quase levada ao chão e pediu para que ele a soltasse. “Não entendi por que ele me abaixou, quase me deitou no chão; foi quando eu disse que não gostei. Logo depois de me levantar, ele fez coraçãozinho para mim”, recordou.

Após isso, ela afirmou que saiu da academia acompanhada da mãe, que teria ficado revoltada com a situação. A vítima compartilhou que só registrou o caso na Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) três dias depois. “Não entendi o que aconteceu, eu fiquei chocada, me achando culpada”, comentou.

A equipe de reportagem teve acesso ao Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado em 22 de maio. O caso é investigado como importunação, assédio sexual e lesão corporal. Ainda conforme a professora, após o caso, o instrutor foi bloqueado nas redes sociais e não houve mais contato. Após o registro do B.O., ele foi demitido.

Na terça-feira (19), cerca de três meses após o ocorrido, ela se deparou com instrutor trabalhando na academia. Ao questionar a proprietária sobre a presença dele, recebeu a justificativa de que ele estava cobrindo expediente de outros profissionais. "Daí veio a motivação para denunciar o caso à imprensa", ela contou.

Ela afirmou, ainda, que está com medo de voltar a frequentar academias. “Alguém pode me reconhecer pela minha fala, pelo meu jeito e dizer: ‘Ah, você não devia treinar aqui, ou tentar fazer algo comigo. Eu queria mesmo era treinar em casa, nunca mais passar por essas situações de assédio ou outras”, desabafou.

“Ele insistia”

A docente contou que treinava na unidade há cerca de um ano, quando a mordida aconteceu. Segundo ela, esse episódio foi o ápice de uma conduta do instrutor que já causava estranheza.

“Um colega que também treinava lá comentou que ele só tratava as alunas mulheres bem. E aí eu percebi: vivia sempre cercado de mulheres e aquela gritaria, a intimidade de chegar e abraçar e tocar. Ele tinha atitudes de me agarrar ou arranhar minhas costas, e eu não gostava”, relatou.

Ela acrescenta, ainda, que o instrutor, identificado como Filipe Gomes da Silva, sempre tentava caracterizar os atos como uma brincadeira quando era repreendido.

“Eu disse a ele que eu não gostava e ele insistia. Eu dizia que tinha namorado. Ele me elogiava e eu dizia que contaria para a esposa dele, mas ele dizia ‘que não daria em nada’, pois ‘era resenha’”, comentou.

Outros casos

O Diario teve acesso a outro relato de um caso semelhante ao da professora de filosofia, com o mesmo instrutor e na mesma academia. A outra suposta vítima também terá a identidade preservada.

“Ele constrangia minha amiga, ele chegava perto dela, ficava apalpando, passando a mão nela, falando coisas constrangedoras. Ela dizia que não aguentava mais, que ele a perseguia. E não adiantava falar, pois ele continuava”, afirma o relato.

O que diz a academia

Em nota enviada, a academia afirmou que tomou conhecimento do caso em maio e adotou as providências cabíveis, inclusive demitindo o envolvido. O estabelecimento declarou que prestou assistência à aluna e disponibilizou às autoridades as imagens do circuito interno que registraram o episódio.

A academia, porém, apresentou uma ressalva sobre o retorno do instrutor, que, segundo a instituição, não foi recontratado nem readmitido. O profissional teria sido chamado excepcionalmente para cobrir duas diárias, após o afastamento médico simultâneo de integrantes da equipe e diante de tentativas, sem sucesso, de encontrar substitutos.

Ainda conforme a instituição, antes da cobertura temporária, o antigo funcionário informou à administração que não havia recebido notificação, intimação ou qualquer chamado de autoridade relacionado ao caso. A academia disse que, até aquele momento, não tinha conhecimento de novos desdobramentos formais da investigação.

Nicolle Gomes

ELEIÇÕES 2026

Datafolha: Gestão Raquel Lyra tem 50% de avaliação positiva, ante 18% negativa

Raquel Lyra, governadora de Pernambuco (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Em relação ao trabalho de Raquel à frente da gestão estadual, 66% aprovam e 29% desaprovam o modo de governar


A pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha nesta sexta-feira (21), contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta que 50% dos pernambucanos avaliam como ótima ou boa a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD).

O levantamento indica ainda que 30% consideram a gestão regular, 18% percebem como ruim ou péssima e outros 2% não sabem responder. No que se refere ao trabalho da gestora estadual no Palácio do Campo das Princesas, 66% aprovam o modo de governar, 29% desaprovam e outros 5% não sabem ou não quiseram opinar.

Na última pesquisa do Datafolha para avaliar os mesmos critérios, divulgada no dia 3 de agosto deste ano, Raquel Lyra teve 49% de ótimo ou bom, 29% de regular e 20% de ruim ou péssimo, enquanto 2% dos participantes do levantamento não opinaram. Em relação ao trabalho de Raquel, o patamar de aprovação também foi de 66%, enquanto 30% desaprovavam e 4% não souberam opinar.

A pesquisa do Datafolha desta sexta contou com a participação de 1.204 pessoas, que foram entrevistadas entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança em 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-01528/2026.

Amauri Lins

ELEIÇÕES 2026

Datafolha: Raquel tem 47% e João 40% no 1º turno em primeira pesquisa após início da campanha

Raquel Lyra e João Campos lideram disputa ao Governo de Pernambuco (Karol Rodrigues e Maurício Ferry/DP Foto)

O Instituto Datafolha divulgou, nesta sexta-feira (21), uma nova rodada de pesquisas para avaliar o cenário nacional das Eleições 2026, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O cenário apresentado para o primeiro turno mantém a liderança da candidata Raquel Lyra (PSD), que soma 47%, enquanto João Campos (PSB) tem 40% na disputa. Brancos, nulos e que não pretendem votar são 5% do total, enquanto os eleitores indecisos são 4%. Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU), acumulam 1% cada nas intenções de voto.

O resultado representada uma redução no percentual de ambos os candidatos, referente à última pesquisa do Datafolha, realizada no dia 3 de agosto, mas aponta uma ampliação na diferença entre as chapas. À época, Raquel alcançou uma marca de 48% no primeiro turno, enquanto João chegou a 42% dos votos. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto os indecisos eram 2%. Ivan Moraes e Camila Falcão alcançaram 1% cada.

A pesquisa do Datafolha foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-01528/2026. Foram ouvidas 1.204 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Levantamento traduz o cenário da primeira semana oficial de campanha e mantém liderança da candidata à reeleição

O DP divulga apenas resultados de pesquisas eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos seguintes institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum: João Campos (PSB) ficou com 32%; Raquel Lyra (PSD), 29%, Renan Hallais (Missão), 20%; Guilherme Fonseca (PSTU), 18% e Ivan Moraes (PSOL), 17%.

Amauri Lins