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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

Sport x Fortaleza: onde assistir, horário e escalações pela 34ª rodada da Série B

Pedro Perotti, centroavante do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)

Clássico nordestino terá Ilha do Retiro cheia e duas equipes duelando diretamente pelo G-6


O Sport tem pela frente um dos compromissos mais importantes da reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira (16), às 20h30, o Leão recebe o Fortaleza na Ilha do Retiro, pela 34ª rodada, em um clássico nordestino que vale muito mais do que a rivalidade regional.

Com 51 pontos e na oitava colocação, o Rubro-Negro precisa vencer para seguir na perseguição ao G-6 e pode terminar a rodada dentro da zona de acesso aos playoffs, dependendo da combinação de resultados.

Do outro lado, o Fortaleza chega em situação mais confortável na tabela. O Tricolor cearense soma 57 pontos e ocupa a quarta posição, seis à frente do Sport. Uma vitória rubro-negra, além de aproximar as equipes na classificação, pode mudar o cenário da disputa pelo acesso nas rodadas finais.

A expectativa é de casa cheia na Ilha do Retiro. Após conseguir um efeito suspensivo junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que liberou a presença de público no estádio, o Sport registrou mais de 20 mil ingressos vendidos até esta quinta-feira (15), véspera da partida. Três setores — arquibancada sede, arquibancada frontal e arquibancada curva/placar — já estão esgotados.

SPORT

O técnico Mariano Soso terá pelo menos uma mudança obrigatória na defesa. O zagueiro e capitão Marcelo Benevenuto foi expulso no empate por 1 a 1 com o Atlético-GO, no último domingo (11), e cumprirá suspensão automática. Habraão deve ocupar a vaga na zaga rubro-negra. 

Uma dúvida está no meio-campo. O volante Willian Oliveira deixou o jogo contra o Atlético-GO com fortes dores no ombro e ainda não tem presença confirmada. Caso não reúna condições de atuar, Zé Gabriel aparece como alternativa. O jogador entrou no decorrer da partida em Goiânia e pode ganhar uma oportunidade entre os titulares.

Recuperados de lesão, o volante Fernando Sobral e o atacante Marlon Douglas foram preservados no último compromisso por precaução. A expectativa é de que ambos sejam integrados ao grupo para o clássico, ao menos como opções no banco de reservas.

Outra novidade é o retorno do lateral-esquerdo Raí Lopes, que cumpriu suspensão automática na rodada passada e volta a ficar à disposição de Soso.

FORTALEZA 

O Fortaleza atravessa uma sequência de 14 partidas sem derrota, com seis vitórias e oito empates. O Tricolor também terá novidades para o clássico. O volante Pierre e o atacante Chico da Costa estão de volta e reforçam as opções da equipe para o confronto na Ilha do Retiro.

Por outro lado, Paulo Auturi não poderá contar com Lucas Sasha. O jogador está fora da partida devido a um edema na panturrilha direita.

Outra novidade entre os relacionados é o zagueiro Bastos, que vinha realizando trabalhos intensivos para melhorar o condicionamento físico. A tendência é de que o defensor comece a partida no banco de reservas.

Além da posição na tabela e da sequência invicta, o Fortaleza chega ao clássico sustentado por um retrospecto recente favorável diante do Sport. Desde 2020, as equipes se enfrentaram 16 vezes, com dez vitórias do Tricolor cearense, quatro empates e apenas dois triunfos rubro-negros.

FICHA DA PARTIDA

SPORT: Thiago Couto; Claudinho, Marcelo Ajul, Habraão e Raí Lopes (Edson Lucas); Willian Oliveira (Zé Gabriel), Patrick de Paula e Diego Hernández; Barletta, Carlos de Pena e Neto Pessoa. Técnico: Mariano Soso.

FORTALEZA: João Ricardo; Maílton, Lucas Gazal, Cardona e Mucuri; Rodrigo, Pierre e Rodriguinho; Pedro Henrique, Luiz Fernando e Chico da Costa. Técnico: Paulo Autuori.

Local: Ilha do Retiro, no Recife

Horário: 20h30

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B

Árbitro: Andre Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)

Assistentes: Carlos Eduardo Ribeiro Santos (MT) e Isabela Morais Vivas (DF)

Quarto Árbitro: Nairon Pereira de Lira (PE)

VAR: Diego Pombo Lopez (BA)

Transmissão: Disney+ (streaming)

Gabriel Farias

ALCOLUMBRE MACOMUNADO COM O PT

Marinho aponta manobra após Alcolumbre adiar votação de PEC

Rogério Marinho Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Senador criticou decisão sobre proposta que visa segurança pública


A decisão de Alcolumbre ocorreu após divergências entre governistas e oposicionistas sobre as mudanças previstas no texto, incluindo propostas para reduzir a maioridade penal.

Na quarta-feira (14), Marinho apresentou uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização ou associação criminosa.

Após o adiamento, nesta quinta, o senador acusou Alcolumbre e o Partido dos Trabalhadores (PT) de manobra. Por meio da rede social X, o parlamentar recomendou que a população vote no candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, em vez de Lula (PT), que tenta reeleição.

– O PT tem tanta resistência em reduzir a maioridade penal que preferiu manobrar junto a Davi Alcolumbre em vez de votar. Tiraram da pauta a proposta que protege o cidadão porque sabem de que lado Lula está: o de quem protege o criminoso. Dia 25 de outubro, vote 22 para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil! – escreveu Marinho.

No Senado, o líder da oposição questionou a decisão de Alcolumbre:

– Presidente, desculpe, eu estava fora do plenário. A retirada de pauta se deveu ao [pedido] do governo, é isso? – perguntou.

O presidente do Senado respondeu:

Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da presidência do Senado Federal.

Marinho continuou a indagar:

– Mas eu pergunto a vossa excelência: é baseado em quê? Porque há uma expectativa da população.

Em seguida, Alcolumbre disse o posicionamento foi “baseado na decisão da presidência do Senado Federal”.

À imprensa, Marinho disse que a PEC atende ao anseio da sociedade.

Ana Luiza Menezes 

FLÁVIO BOLSONARO E O RIO GRANDE DO SUL

Sanderson reforça compromisso de Flávio e aponta obras para evitar novas tragédias no RS

Sanderson ao lado de Flávio Bolsonaro. (Foto: Divulgação)

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Senador eleito defende investimentos em infraestrutura e medidas preventivas para reduzir os riscos de novas inundações


O senador eleito Sanderson (PL) defendeu planejamento, investimentos em infraestrutura e obras de proteção para evitar novas tragédias climáticas no Rio Grande do Sul.

A declaração ocorre após o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) assumir o compromisso de priorizar intervenções contra enchentes no estado, caso seja eleito.

Durante agenda de campanha em Porto Alegre, na quarta-feira (14), Flávio visitou o bairro Sarandi, uma das regiões mais atingidas pelas enchentes de 2024, e afirmou que pretende dar prioridade às obras necessárias para proteger a população gaúcha.

Na avaliação de Sanderson, a reconstrução do estado depende de medidas preventivas, apoio aos produtores rurais e investimentos capazes de reduzir os riscos de novas inundações.

“O povo gaúcho não pode continuar convivendo com o medo de novas enchentes e a incerteza sobre o futuro. Precisamos de obras de proteção, infraestrutura e apoio efetivo aos produtores rurais. Vou trabalhar no Senado para que o Rio Grande do Sul tenha a atenção e os investimentos que merece. Prevenir novas tragédias e proteger vidas precisa ser prioridade”, afirmou.

Mael Belfort

MAIS UMA DO GOVERNO LULA

Governo Lula foi contra o aumento do teto do MEI

Deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS).(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados).

A deputada Any Ortiz (PP-RS), presidente da comissão especial sobre o aumento do teto do MEI, revelou à coluna que o governo Lula foi contra a medida em sucessivas audiências e reuniões no Congresso. Agora, a poucos dias do segundo turno, o petista anunciou proposta para ampliar o limite de faturamento, congelado em R$ 81 mil desde 2018. Apesar de a deputada estar à frente dos trabalhos sobre o PLP 108/2021, aprovado pelo Senado e em discussão na Câmara há cinco anos.

Deu de ombros

Any sequer foi procurada pelo Planalto antes do anúncio, visto como eleitoreiro. “Ninguém do governo falou comigo”, contou à coluna.

Ponto de divergência

Ouvido pela coluna, o relator Jorge Goetten (Rep-SC) confirmou que negocia um acordo para atualizar os limites do Simples Nacional.

Governo breca

O relator admite a possibilidade de pautar o projeto na próxima semana. Mas ainda falta acordo com o governo, que quer o Simples Nacional fora.

Cláudio Humberto


MAIS UMA LOROTA DO PT PARA ENGANAR O POVO

PT tentou criar factoide com PEC da Segurança

Camilo Santana (PT-CE) (Foto: Waldemir Barreto/Ag. Senado)

Em momento algum houve risco de o PT apoiar a emenda à PEC da Segurança para reduzir a maioridade penal para 16 anos. O senador Camilo Santana (PT-CE), líder do partido, fez o boato circular, mas os petistas preferem o risco da derrota eleitoral a ajudar o Brasil a enfrentar o crescente número de maiores de 16 anos recrutados pelo crime organizado. Até porque significaria apoiar emenda cujo autor é ninguém menos que Flávio Bolsonaro (PL), que os derrotou no primeiro turno.

Reseta o jogo

Outra desculpa para rejeitar a redução da maioridade é que a alteração faria a PEC retornar à Câmara, esvaziando o factoide eleitoral.

É o que interessa

É só fingimento: assim como nunca deu a mínima para escala 6x1, Lula tampouco se interessa em combater o crime. Ele só quer votos.

Usina de lorotas

Passado o primeiro turno, Camilo virou a coordenador da campanha de Lula. Agora se sabe a origem de tantas lorotas espalhadas ao vento.

Jogada ensaiada

Com manchetes garantidas, a emenda Camilo empacou, até por ser falsa a intenção. Jogo combinado: seria rejeitada pelo relator petista.

Cláudio Humberto

VORCARO TORTURADO NA PRISÃO

Irmã conta que Voraro foi torturado no presídio federal, está em pânico e quer confessar tudo



Natália diz em áudio que o irmão quer confessar inclusive que pagou propina no governo Lula para ter acesso a fundos de pensão


Em um novo áudio obtido pela revista Veja, Natália Vorcaro Zettel — irmã do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel, braço direito do ex-banqueiro — relata que o irmão está “em pânico” na prisão e se sente ameaçado por tentar confessar seus crimes, de acordo com reportagem de Robson Bonin.

Segundo Natália, o medo de Vorcaro é ser transferido de volta a um presídio de segurança máxima. Ela descreve as condições que ele enfrentou em uma estadia anterior de 13 dias na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela de cerca de 9 m²: “Ele passou por tortura na prisão máxima, sem água, sem comida, sem contato externo, com a luz ligada 24 horas piscando. E eles estão falando que vão colocar ele no mesmo lugar.” Atualmente, Vorcaro está em uma cela individual maior (cerca de 54 m²) na Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília.

O ex-dono do Banco Master, preso desde março em um dos maiores casos de fraude bancária do país, busca uma terceira tentativa de delação premiada. Nas propostas anteriores, rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de consistência e provas suficientes, ele se dispôs a confessar o pagamento de propinas a autoridades para acessar fundos de pensão de estatais (como Postalis, Previ e Petros), além de valores relacionados ao Instituto Lula e ao documentário sobre o presidente Lula dirigido por Oliver Stone.

No áudio, Natália conta que tentou acalmá-lo após a repercussão de reportagens anteriores (incluindo a capa de Veja da semana passada sobre “primeiras confissões”): “Eu já falei para ele: ‘calma, você não falou nada mais do que a verdade’”. Ela afirma que Vorcaro, amedrontado também por outras denúncias recentes (como uma reportagem do UOL sobre uma suposta rede de prostituição, que ele nega), disse: “Não, não, não vou entregar nada, vamos esperar passar as eleições”.

A reportagem de capa desta semana de Veja (edição nº 3017) traz mais detalhes sobre o caso, incluindo a disposição de Vorcaro em apresentar provas envolvendo figuras de alto escalão e as investigações da PF sobre comunicações encontradas em seu celular.

NINGUÉM SE ENTENDE NO PT

Lula barra ideia de aliado sobre redução da maioridade penal

Lula em entrevista na BandNews Foto: Reprodução BandNews



Camilo Santana propôs alteração para 16 anos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) barrou a iniciativa do líder do seu partido no Senado Federal, Camilo Santana (PT-CE), que sugeria diminuir a maioridade penal no país. O chefe do Executivo ordenou que a base aliada apenas acelere a tramitação da PEC da Segurança no Congresso.

O documento articulado por Camilo nesta quarta-feira (14) visava reduzir a responsabilização para 16 anos em crimes hediondos. A proposta obteve o apoio de 28 parlamentares, incluindo seis senadores petistas e diversos líderes partidários, além de membros da oposição ao atual governo.

O documento articulado por Camilo nesta quarta-feira (14) visava reduzir a responsabilização para 16 anos em crimes hediondos. A proposta obteve o apoio de 28 parlamentares, incluindo seis senadores petistas e diversos líderes partidários, além de membros da oposição ao atual governo.

Sem um consenso firmado entre os senadores, a votação da proposta de segurança acabou sendo adiada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e segue sem uma nova data definida. A base governista tenta aprovar o projeto o quanto antes, levando em conta que esta é uma das principais bandeiras de campanha do petista.

A PEC elaborada no Executivo barra a progressão de pena para faccionados e pretende ampliar o poder de investigação das autoridades policiais de âmbito federal. Após pressões, modificações delegaram ao Congresso Nacional o poder de revogar regulamentações instituídas por conselhos.

Kleber Pizão

LULA CONTINUA DEFENDENDO FACÇÕES CRIMINOSAS

Lula diz que facções não são terroristas: “Só querem dinheiro”

Lula e Renata Lo Prete Foto: Reprodução

Ele criticou o entendimento atribuído aos Estados Unidos sobre o conceito de terrorismo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (15), que as facções criminosas brasileiras têm como objetivo obter dinheiro, e não praticar terrorismo. A declaração foi feita durante uma discussão sobre segurança pública e a classificação desses grupos, em meio ao debate sobre o combate ao crime organizado.

– Não é o caso das facções e do crime organizado no Brasil, que eles só querem dinheiro – declarou Lula

O presidente também criticou o entendimento atribuído aos Estados Unidos sobre o conceito de terrorismo. Segundo ele, a definição usada pelo governo norte-americano está ligada a ataques contra instituições e ações para derrubar governos, o que, em sua avaliação, diferencia esses casos da atuação das facções brasileiras.

– Porque quando os Estados Unidos fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala em terrorismo como aqueles que atentaram contra as duas torres americanas, contra aqueles que querem dar golpe de Estado – afirmou.

A fala ocorreu no contexto das discussões sobre segurança pública e as estratégias para enfrentar organizações criminosas no Brasil. Lula defendeu que a atuação do Estado leve em conta as características desses grupos e a finalidade financeira de suas atividades.

Leiliane Lopes

PETISTA INVESTIGADA

Justiça Eleitoral determina investigação de Ana Elisa pela PF após pedido de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e a deputada federal eleita Ana Elisa (PT) (Agência Senado e Evaristo Sa/AFP)


O MPE se opôs ao pedido de Flávio Bolsonaro para proibir que Ana Elisa publique ou se manifeste nas redes com conteúdos relacionados às eleições presidenciais. 


A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, Minas Gerais, determinou que a Polícia Federal abra inquérito policial para investigar a deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT).

A decisão ocorreu após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentar uma notícia-crime que acusa Ana Elisa de divulgação de "fatos sabidamente inverídicos na campanha eleitoral", prática proibida pelo artigo 323 do Código Eleitoral.

A notícia-crime de Flávio foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que reconheceu a existência de "elementos suficientes" para justificar o início de procedimento investigativo para a apuração de um possível delito. O MPE também pediu pela preservação de registros digitais de publicações feitas no X, antigo Twitter, por Ana Elisa.

O MPE, no entanto, se opôs ao pedido de Flávio Bolsonaro para proibir que Ana Elisa publique ou se manifeste nas redes com conteúdos relacionados às eleições presidenciais. O promotor de Justiça considerou que a demanda era genérica e tinha limites indeterminados.

A Justiça Eleitoral acolheu integralmente as considerações do MPE, requerendo ao Departamento de Polícia Federal de Divinópolis a instauração de inquérito policial com o intuito de apurar possível ocorrência do delito.

Além disso, determinou que a empresa X Brasil Internet mantenha preservada a memória digital das publicações relativas ao período compreendido entre 00h00 do dia 24 de setembro e 23h59 do dia 08 de outubro.

Nas redes, Ana Elisa se manifestou sobre a decisão da Justiça Eleitoral. "Eu sou uma ‘menina’ de 21 anos do interior de Minas Gerais. Recebi 524 mil votos e tenho 4 milhões de seguidores. Mas eu pergunto: por que um candidato à Presidência da República tem tanto medo do que eu tenho a dizer?"

GLOBO ENVOLVIDA COM O BANCO MASTER

CEO do Grupo Globo é demitido após revelação de conversas com Vorcaro: "relação inadequada"

Vorcaro e Kachar trocaram mensagens sobre festa privada em Nova York (Reprodução / Youtube)

Kachar comandava as operações do grupo Globo. Em mensagens, ele e o ex-banqueiro negociavam patrocínios e discutiam reportagens de interesse do Master


Em nota divulgada nesta quinta-feira (15), o Grupo Globo anunciou a demissão de Frederic Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio. A decisão foi comunicada após o vazamento de conversas polêmicas de WhatsApp extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com quem o executivo negociava patrocínios em eventos do grupo, fazia pedidos de reportagens de seu interesse, debatia matérias produzidas por jornalistas do e também fazia comentários sobre festas com mulheres estrangeiras.

Kachar estava na empresa havia 29 anos e comandava as operações dos jornais O Globo, Valor e Extra, além das revistas da Editora Globo, como Marie Claire e Vogue, e do Sistema Globo de Rádio, que inclui a rádio CBN. O Grupo Globo afirmou na nota que o conteúdo das conversas privadas mantidas entre Kachar e Vorcaro “revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante”. 

A empresa declarou ainda que teve acesso ao material vazado nesta quarta-feira (14) e que a atitude do executivo vai contra seus princípios editoriais. “O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo”, destacou.

Confira a nota na íntegra:

O Grupo Globo comunicou hoje o desligamento do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, Frederic Kachar. O conteúdo das conversas privadas mantidas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025, às quais a empresa teve acesso ontem, revela uma relação inadequada do executivo com um anunciante.

A Editora Globo reforça seu compromisso com a ética e a transparência e reafirma a absoluta independência editorial do jornalismo de seus veículos, premissa essencial de sua atuação. O protagonismo da cobertura crítica, isenta e independente que tem feito do caso Master é a demonstração concreta do compromisso inegociável de seus veículos com os Princípios Editoriais do Grupo Globo.

A empresa reconhece os 29 anos de dedicação de Kachar ao desenvolvimento de seus negócios de mídia e informa que o nome de seu substituto à frente da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio será divulgado em breve.

Comunicação Globo
Rio de Janeiro, 15 de outubro de 2026

Nilton Vilanova


MUDOU DE IDEIA EM CIMA DAS ELEIÇÕES

Lula diz ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos para crimes hediondos

 Luiz Inácio Lula da Silva, durante conversa com podcasts, no Palácio da Alvorada, Brasília - DF (Foto: Ricardo Stuckert.)



Lula, porém, disse que o tema não deve ser discutido junto com a Proposta de Emenda à Constituição que reformula a segurança pública.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira, 15, em sabatina para a TV Globo que é favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes hediondos. Lula, porém, disse que o tema não deve ser discutido junto com a Proposta de Emenda à Constituição que reformula a segurança pública.

"Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não discutindo nessa PEC, porque ela não é para isso. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo", declarou Lula, que disse ter essa opinião "como cidadão brasileiro".

Lula criticou a iniciativa do PL, do senador Flávio Bolsonaro, que enviou de última hora uma emenda que pretendia reduzir a maioridade penal para 16 anos - para todos os crimes - e para 14 anos em caso de crimes hediondos. "O problema é que a PEC não discutia isso", disse Lula.

O presidente voltou a dizer que vai criar o Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for aprovada. "Queremos asfixiar o crime e libertar territórios para que não haja donos de ruas", disse.

A segurança pública é a área do governo mais rejeitada pelos brasileiros, conforme atestam os principais institutos de pesquisa do País. Por isso, o tema é sensível para Lula, que adota o discurso de que o combate ao crime, conforme prevê a Constituição Federal, é de responsabilidade dos Estados.

O presidente deseja aprovar ainda antes das eleições a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que amplia a atuação do governo federal, por meio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O texto seria votado nesta quinta-feira, 15, pelo Senado Federal mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) retirou de pauta após a polêmica de emendas do PT e do PL que previam a redução da maioridade penal, com viés eleitoreiro, a 10 dias do segundo turno das eleições.

Estadão Conteúdo