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terça-feira, 22 de novembro de 2011

BEBER OU NÃO BEBER, EIS A QUESTÃO


Audiência pública discute o consumo de cerveja no estádios pernambucanos

Audiência pública discute a volta do consumo de cerveja nos estádios (Brenno Costa/DP/D.A Press)

Evento durou mais de duas horas e contou com a participação de deputados e entidades convidadas

 Diario de Pernambuco

O plenário 3 da Assembleia Legislativa de Pernambuco serviu de espaço, nesta terça-feira, para uma discussão intensa sobre o retorno da permissão da venda e consumo exclusivamente de cerveja em lata nos estádios locais. Durante mais de duas horas, deputados e entidades convidadas deram seus pareceres sobre o assunto em uma audiência pública. Existe um projeto de lei que pretende alterar o teor do artigo da lei estadual 13.748, que foi aprovada em 2009 e proíbe qualquer tipo de venda e consumo de bebiba alcoólica dentro das praças esportivas de futebol. 

O tema voltou ao debate entre os políticos locais no momento em que o Brasil discute os detalhes da Lei Geral da Copa. O conjunto de medidas valerá para as cidades-sedes durante o Mundial de 2014 e prevê o consumo de cerveja, já que a Fifa é patrocinada por uma grande marca do ramo. Ao que parece, o desejo, entre outros fatores, é se antecipar a derrubada de uma lei local por causa da Copa do Mundo.

"Eu frequento estádio há bastante tempo e fui favorável a lei em 2009. Mas, depois, se criaram verdadeiros bares a céu aberto. Os torcedores bebem muito até o início dos jogos começando a causar transtorno já na entrada dos estádios porque todos querem entrar de uma só vez", disse o deputado Eduardo Moraes, autor do novo projeto que ainda não tem data prevista para ser votado. “Além disso, as estatísticas mostram que o consumo da bebida não se relaciona diretamente com a violência nos estádios”, acrescentou.

Ao seu lado, posicionaram-se a favor da liberação, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), o Juizado Especial Cível e Criminal do Torcedor (Jetep) e os três grandes clubes do Recife – apesar de só o Sport ter enviado um representante. "O grande problema da violência nos estádios de futebol não é consumo de bebida e sim os marginais que se infiltram nas organizadas", avaliou o presidente da FPF, Evandro Carvalho, que trouxe as posturas de Náutico e Santa Cruz.

Contrário ao novo projeto, o deputado Sílvio Costa Filho atentou para o fato de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o congresso em Brasília ainda votarão a Lei Geral da Copa. A decisão que for tomada nessas esferar pode rebater qualquer decisão local. “O apelo que faço é para esperar o posicionamento dessas entidades para que a gente não passe por uma desmoralização e a lei não seja cumprida de novo”, disse.

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