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segunda-feira, 9 de abril de 2012

NÁUTICO - NÃO ESPERAVA

Waldermar Lemos: triste e surpreso

Treinador não esperava demissão, principalmente após o presidente ter afirmado que ele estava fortalecido

Mesmo amargando uma sequência de seis partidas sem vencer no Campeonato Pernambucano Coca-cola, o técnico Waldemar Lemos disse que foi surpreendido com o anúncio de sua demissão do Náutico e que agora o seu sentimento é de “profunda tristeza”. No entanto, mesmo medindo as palavras mais do que de costume durante a entrevista, o treinador de 57 anos deixou transparecer que está magoado com o presidente alvirrubro, Paulo Wanderley, que na semana que antecedeu a derrota de sábado para o Serra Talhada por 2x1, nos Aflitos, pela 21ª rodada do Estadual, havia afirmado que Waldemar estava “mais fortalecido do que nunca no cargo”.

“Não estou magoado com o presidente, nem com ninguém do clube, mas sinceramente não esperava ser demitido após a derrota de sábado. Só o próprio Paulo Wanderley pode dizer porque deu entrevistas dizendo que eu estava fortalecido no cargo e depois decidiu pela minha saída. No futebol, têm coisas que acontecem que não fazem muito sentido”, disparou Waldemar. “O time estava apático e os resultados não apareceram. Tivemos que tomar uma atitude. Futebol é isso”, afirmou Paulo Wanderley.
Depois de comandar o Náutico em 11 partidas em 2009, o carioca Waldemar Lemos encerrou sua segunda passagem no clube com o aproveitamento de 56,6% – 28 vitórias, 18 empates e 14 derrotas. Ele chegou aos Aflitos no dia 4 de maio do ano passado e levou o clube ao vice-campeonato da Série B, conquistando o sonhado acesso à Primeira Divisão nacional. Em 2012, esteve à frente da equipe 21 vezes no Pernambucano, deixando o time na quarta colocação, com 35 pontos.
“Ao longo desta minha segunda passagem pelos Aflitos, fiz aquilo que achava que deveria ter feito e, por isso, não me arrependo de nada. Mas tive muitos contratempos à frente do time neste ano, como as contusões e suspensões por cartões de jogadores importantes”, afirmou. “Todos foram responsáveis: eu, a diretoria, os jogadores e a torcida. Cada um tem sua parcela de culpa pelo mau momento que o clube vive. Eu não vencia sozinho, assim como não perdia sozinho”, completou.

Waldemar vai permanecer no Recife até a diretoria alvirrubra quitar os débitos com ele - o salário de março ainda não foi pago. O treinador garante que, de onde estiver, vai ficar na torcida pelo Náutico. “Deixarei muitos amigos nos Aflitos e, é lógico, que ficarei torcendo por todos eles. Espero que a diretoria dê apoio ao Levi Gomes e que considere verdadeiramente a hipótese de efetivá-lo no cargo. É um grande profissional, bastante preparado, e capaz de capitanear o clube na reta final do Estadual, assim como no Brasileiro.”
JC ONLINE

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