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quarta-feira, 6 de junho de 2012

FISICULTURISMO - PERNAMBUCO NA PARADA



É muita malhação

Gabriela Bayerlein vai ser Pernambuco no Mundial / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Gabriela Bayerlein vai ser Pernambuco no Mundial

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Pernambucana sofre, mas vai representar Brasil no Mundial da Hungria de fisiculturismo


JC Online

Quem vê campeonatos de fisiculturismo pode imaginar a dura rotina que os atletas precisam enfrentar para chegar ao corpo perfeito. Especialmente no caso das meninas, na luta diária para equilibrar beleza e vigor físico. A pernambucana Gabriela Bayerlein, 32 anos, é a prova de que o esporte, no auge de suas exigências, pode preservar a feminilidade, mas exige toda uma dedicação. Vale a pena. Gabriela viaja nesta quarta (06/6) para Budaörs, na Hungria, onde disputará o Mundial de Fisiculturismo, nos dias 9 e 10 deste mês. Única representante do País na competição, ela estará também fazendo sua estreia em torneio oficiais.
Para chegar lá, é sofrido. Macarrão, leite, arroz, purê, beterraba, cenoura. Nada disso tem espaço na dieta da atleta. E nem precisa falar de delícias como pizza, doces, carnes vermelhas, itens definitivamente proibidos. Pelo contrário, o treinamento de Gabriela começa desde antes de entrar na academia, com uma alimentação que permite apenas proteínas ditas “magras” (macaxeira, inhame, peito de peru, frango), legumes de baixo índice glicêmico (brócolis, chuchu, vagem) e carboidratos, tudo de forma milimetricamente controlada.
Além da alimentação, academia duas vezes por dia ainda completa a série de treinamentos. É que ela se prepara há apenas um ano visando competições como o Mundial. “Treino desde os 14 anos, mas por prazer mesmo. Quando decidi participar dos torneios, enviei fotos para a confederação brasileira, me ajustei às exigências, e hoje estou convocada para o Mundial”, contou Gabriela, que também estará com a delegação brasileira no Mundial de Bangkok, na Tailândia, em dezembro.
“Não é fácil. Tenho vontade de comer outras coisas, fico sonhando com uma pizza de brigadeiro, por exemplo, a minha preferida. Mas o esforço vale a pena. Amo o esporte que pratico e amo os resultados que ele traz para meu corpo. É uma satisfação muito grande vestir a roupa que quero, poder andar de biquíni na praia e ficar à vontade”, contou.
Para se ter uma ideia, a pernambucana faz uma média de sete refeições por dia, sempre com um intervalo de duas horas entre uma e outra. A rotina começa assim: às 7h, o café da manhã é a primeira fonte de energia, mais especificamente, 150g de proteínas e 50g de carboidratos. Às 9h e 11h, dois lanches – em geral, vitaminas de proteína –, e, às 13h, mais uma leva de 300g de comida no almoço. O ritmo continua até as 19h, quando o jantar fecha o cardápio, totalizando uma média de 1.200 calorias diárias.

Antes de competir, a situação ainda fica mais séria. “Na última noite, paro de tomar até água. E as refeições são ainda mais controladas”, confessou. “No final dos cerca de três meses de preparação, ela já apresenta as mãos mais geladas, tem tontura algumas vezes, mas faz parte. No masculino, durante as disputas, tem gente que mal tem forças nem para levantar uma escova e pentear o cabelo”, completou o marido, Cristian Bayerlein.

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