Dirigente explica demora nas negociações no Náutico: "Temos responsabilidade"
| "Tudo é uma negociação. Não é como comprar um carro, com tabela de preço", explicou Kila. |
Carlos Kila diz que o Timbu não irá oferecer aquilo que não poderá pagar no futuro
Dos 27 atletas que estiveram no elenco na Série A, apenas dez têm o contrato estendido até, no mínimo, a metade do ano que vem. Outros quatro já deixaram o clube: os atacantes Dimba (foi para o Botafogo-SP), Romero e Kim, além do meia Breitner (os três últimos, por não ter o contrato renovado). Os demais 14 jogadores, ainda negociam a permanência nos Aflitos. Dez dias depois do final do Brasileirão, o Timbu ainda não anunciou nenhuma renovação contratual. Mas há uma explicação plausível para o "atraso".
Nessa época do ano, é normal que os atletas tentem se valorizar, inflacionando o pedido salarial para renovar com o clube. No Náutico, de acordo com o gerente de futebol, Carlos Kila, não está sendo diferente. "É normal. Os atletas sempre tentam dar uma valorizada e depois acabam baixando um pouco a pedida. Tudo é uma negociação. Não é como comprar um carro, com tabela de preço. É um processo realmente lento. A não ser que clube faça o que o atleta quer. Nesse caso, aí fechamos a negociação em meia hora", detalhou.
Apesar do lado subjetivo que contém as negociações, o Náutico está correndo atrás. Alguns atletas, como é o caso do volante Martinez, já receberam proposta oficial de renovação (no caso do volante, de dois anos). "Estamos conversando, trocando propostas. Isso aí é um tabuleiro. Não vamos fazer nenhuma despesa que não possamos cumprir. Temos um orçamento enxuto. O Náutico reconhece, valoriza os atletas que deram retorno dentro do campo, agora só podemos fazer isso dentro das condições do clube", disse Carlos Kila.
Diario de Pernambuco
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