Nelsinho é a bola da vez da oposição
O primeiro sinal de efervecência dos bastidores foi a saída precoce de Homero Lacerda do seu próprio almoço de adesão, realizado num restaurante no bairro do Derby. Apressado, o candidato seguiu para o aeroporto - tinha viagem marcada para São Paulo. Negando-se a falar em nomes, disse apenas tratar-se de uma reunião que poderia definir o próximo treinador do Sport. “Tenho uma lista com cinco nomes, mas prefiro não adiantar nenhum deles para não soar como manobra eleitoreira”, destacou na breve conversa com as equipes de reportagem.
Mais tarde, surgiram rumores de que o encontro de Homero seria com o empresário de Nelsinho, informação negada pelos coordenadores da chapa oposicionista. O treinador comanda o Kashiwa Reysol desde 2009 - após a eliminação rubro-negra na Libertadores - e estaria inclinado a voltar para o Brasil. Sabe-se ainda que a chapa da oposição está preparando um evento surpresa para o próximo final de semana. E, não seria de se espantar, se o motivo de tanto mistério fosse o anúncio do acerto com algum técnico.
O interesse em Nelsinho gera surpresa pelo histórico entre o treinador e o candidato da oposição. Em 2008, quando concorreu ao executivo rubro-negro contra Sílvio Guimarães, Homero Lacerda sinalizou negativamente quanto à renovação do técnico campeão da Copa do Brasil. Por outro lado, a situação na época, integrada por Milton Bivar, Sílvio Guimarães e Gustavo Dubeux, vinculava a permanência do treinador à vitória na eleição.
Diario de Pernambuco
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