Corrida pela número 1
Felipe e Gideão voltam à disputa para ver quem será o goleiro titular do Náutico
O Náutico apresentou ontem um novo preparador de goleiros. Foi uma maneira sutil de dar o recado: o futuro camisa 1 do clube precisa evoluir. Na última Série A, Felipe e Gideão se alternaram como titular. O primeiro, jogou 21 partidas. O segundo, 17. Em nenhum momento, um deles conseguiu se sobressair. Tanto que 2012 terminou sem um titular absoluto para a posição. A manutenção dos dois goleiros, porém, pode ser interpretada como um gesto de confiança por parte da diretoria e do técnico Alexandre Gallo nos atletas. Esperança que eles possam “dar mais” este ano. Está oficialmente em aberto a corrida pela camisa número 1 do Náutico.
A escolha de Gallo terá a forte influência de Eduardo Bahia. O experiente preparador de goleiros tem no currículo o poder para tanto. Com passagens por clubes como Bahia, Vitória, Santos, Ponte Preta, Atlético-PR, Santos e Atlético-MG, ele é mesmo famoso pelo fato de ser um grande revelador de talentos. Nomes como Dida, Fábio Costa, Nilson, Felipe (Flamengo) e Rafael (Santos) foram lançados por ele.
Bahia afirmou que vinha acompanhando o Náutico. Conhece tanto Gideão quanto Felipe. Porém é bem verdade que Felipe leva um pouco mais de vantagem por já ter trabalhado com o preparador – o que fez transparecer uma certa preferência. “São dois grandes profissionais. Felipe foi meu goleiro em 2009, onde fizemos uma recuperação muito boa naquele ano do atleta e ele foi considerado o terceiro melhor atleta do Brasileirão na posição. Gideão eu conheço bem do ano passado, quando estive no Sport”, disse o profissional, emendando: “Garanto uma coisa: o Náutico tem dois grandes goleiros, jovens, e de muito talento. O melhor vai jogar, será escalado. Sabemos da história de Gideão no Náutico e a de Felipe no futebol brasileiro.”
Gideão x Felipe
Com a chegada do novo preparador de goleiros, Gideão sabe que tem a chance de voltar à titularidade revigorado. Não escondeu a animação em retomar a posição que perdeu. “O início de ano com trabalho forte, programado, e a chegada novo treinador (de goleiros), com vasta experiência, motivam. É procurar tirar o que ele tem de bom para, quando aparecer a oportunidade, estar pronto. A briga recomeça. Não tem time formado, cada um brigando por seu espaço. Será uma briga saudável”, afirmou.
Mais contido, Felipe relembrou a parceria com Eduardo Bahia no Santos. “Tinha 20 anos e na oportunidade fizemos um excelente Brasileiro. Consegui ser o terceiro melhor da competição, quase 100% pela ajuda dele. Espero que esse ano não seja diferente. Sei que ele vai nos ajudar muito”, disse. O terceiro goleiro do clube é Jefferson, recém-promovido das divisões de base.
Diario de Pernambuco
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