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sábado, 5 de julho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 - SONHANDO ACORDADO

Messi tem a missão de manter vivo o sonho argentino

Messi em treino no Mané Garrincha: craque vive grande Copa, mas é pelo futebol nas decisões que ele será julgado

No Mané Garrincha, contra a Bélgica, o craque argentino tem a missão de manter vivo o sonho argentino do tri mundial. Do contrário, terá comprometida sua posição na história das copas


Quatro gols, duas assistências e poder de decisão em todas as partidas. Até agora, Lionel Messi tem sido exatamente o que os argentinos esperam dele no Mundial do Brasil. O lugar do supercraque na história das copas, no entanto, começa a ser decidido hoje, às 13h, no Mané Garrincha, quando a Argentina enfrenta a Bélgica pelas quartas de final, com a presença de pelo menos 15 mil hermanos no estádio.
Maradona, Ronaldo, Romário, Garrincha, Zidane… São vários os exemplos dos que tomaram para si a responsabilidade de levar suas seleções ao título mundial. Foram nos momentos decisivos — geralmente a partir das quartas de final — que eles mais brilharam. Para Messi, capitão desta Argentina, de pouco valerão os gols contra Bósnia, Irã e Nigéria ou o passe para Di María nos minutos finais da prorrogação contra a Suíça se ele não levar a seleção ao terceiro título mundial.
Faltam três passos para a glória eterna. O primeiro em Brasília. A tarefa número um é fazer com que a Argentina ultrapasse a barreira das quartas de final, coisa que a albiceleste não consegue desde a Copa da Itália, em 1990, quando Maradona ainda comandava a equipe.
A expectativa da torcida é enorme, e a tendência é de que a pressão sobre o melhor do mundo entre 2009 e 2012 só aumente. Sem um título desde a Copa América de 1993, o país anseia pelo retorno aos tempos de grandeza. Uma multidão de mais de 100 mil invadiu o Brasil para empurrar o time. Estima-se que a metade desse número tenha vindo à capital federal. Eles cantam que “Messi vai trazer a Copa”. Hoje, todos os olhos estarão voltados para o que faz o camisa 10 de 1,69m.
Por enquanto, ele tem estado tranquilo no Mundial. Seu momento de comemoração mais acintosa foi no primeiro gol, na estreia contra a Bósnia, que lhe tirava, logo de cara, o peso de ter saído da Copa da África sem ter marcado.
Depois, o que se viu em campo foi o jogador calculista e decisivo do Barcelona. Frio o suficiente para aproveitar o único momento de desatenção da defesa suíça e, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, arrancar rumo à área rival, chamar a marcação para si e dar um toque preciso para Di Maria fazer o gol da classificação.
Será esse Messi que aparecerá nas três partidas finais da Copa? Ele sabe que seu tempo de fazer história na Copa não é muito grande. Se não ganhar no Brasil, terá, no máximo, um Mundial no auge da forma física, na Rússia, aos 31 anos. Pode até chegar à Copa de 2022, com 35, mas dificilmente com a explosão física que o faz imparável.
Candidato a melhor jogador de todos os tempos, Messi acabará em outro rol de gênios se não levar o Mundial, ao lado de Puskas, Cruyff, Zico e Platini. Portanto, a hora é agora para o craque argentino. E Brasília tem o privilégio de ver a história sendo escrita no Mané Garrincha.

Jogo a jogo na Copa de 2014
Argentina 2 x 1 Bósnia
Messi cobrou a falta para o primeiro gol, de Rojo, e desencantou a marcar o segundo, da entrada da área.
Argentina 1 x 0 Irã
Quando o jogo caminhava para um decepcionante 0 x 0, Messi acertou belo chute de fora da área.
Argentina 3 x 2 Nigéria
Dois gols do craque: um logo no começo do jogo e outro, em cobrança de falta, no fim do primeiro tempo.
Argentina 1 x 0 Suíça
Salvou a Argentina dos pênaltis ao arrancar pelo meio no fim da prorrogação e dar o passe para Di Maria marcar o gol da classificação
Quando a Copa foi deles
Garrincha-1962
Sem Pelé, machucado, Garrincha assumiu a missão de levar o Brasil ao bicampeonato no Chile. Todos os quatro gols do gênio das pernas tortas foram marcados nas quartas e semifinais, contra Inglaterra e Chile, respectivamente. Na decisão, contra a Tchecoslováquia, são famosas as cenas dele infernizando os zagueiros rivais, apesar de não ter marcado.
Nos últimos três jogos: 4 gols e uma assistência

Maradona-1986
Depois de um começo tímido no Mundial do México, Maradona desencantou nas quartas de final, contra a Inglaterra, quando fez dois dos gols mais memoráveis da história: um de mão e um driblando todo o time adversário. Na semifinal, contra a Bélgica, outra atuação de gala e mais dois gols. Na decisão, ele deu o passe genial para o gol da vitória contra a Alemanha, por 3 x 2.
Nos últimos três jogos: 4 gols e uma assistência
Romário-1994
O Baixinho foi decisivo desde a primeira fase no Mundial dos Estados Unidos. No mata-mata, não foi diferente, com passe decisivo para Bebeto nas oitavas de final (EUA) e gols nas quartas (Holanda) e na semifinal (Suécia). Contra a Itália, teve a frieza e a sorte para ver sua cobrança na decisão por pênaltis bater na trave de Pagliuca antes de entrar.
Nos últimos três jogos: dois gols

FICHA
Argentina x Bélgica
13h
Estádio Mané Garrincha - Brasília
Transmissão: Globo, Bandeirantes, SporTV, ESPN Brasil, Fox Sports e Fox Sports 2, BandSports
Copa do Mundo - Quartas-de-final
ARGENTINA
4-3-3
Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Basanta; Mascherano, Gago e Di María; Messi, Lavezzi e Higuaín.
Técnico: Alejandro Sabella
BÉLGICA
4-2-3-1
Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen ; Fellaini e Witsel; De Bruyne, Mertens e Origi; Hazard.
Técnico: Marc Wilmots
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assitentes: Renato Faverani (ITA) e Andrea Stefani (ITA)


Correio Braziliense

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