Grupos de Náutico e Santa Cruz projetam clássico aberto no Arruda, pela Série B
Rivais no Arruda mostraram conhecimento das fraquezas e pontos positivos das equipes
Equipes ainda procuram ajustes na temporada, mas prometem jogo movimentado
Após a parada da Copa do Mundo, os desempenhos do Santa Cruz vêm sendo marcados pelo desequilíbrio tático do time. Constatação evidenciada pelos números de gols marcados e sofridos nas seis partidas que disputou desde então (quatro pela Segundona e duas pela Copa do Brasil). Se o ataque balançou as redes adversárias em dez oportunidades, a defesa foi vazada nada menos que 14 vezes. Destes, 11 através de bolas cruzadas em sua área.
De posse destes dados, o técnico Sidney Moraes dedicou boa parte dos 11 dias de hiato entre a vitória sobre o Icasa e o jogo de hoje ao fundamento. “Sempre trabalho essa situação. A gente sabe que o Santa tem dificuldade nesse fundamento e podemos explorar isso”, admitiu, antes de elogiar o desempenho ofensivo do rival. ”Mas, ofensivamente, eles são muito perigosos. Léo Gamalho está em grande fase, marcando muitos gols”, alertou.
Mas, pelo que se viu durante os últimos treinamentos, dificilmente o Náutico apostará numa estratégia mais ousada. A tendência é que Sidney arme seu time de maneira conservadora, dando ênfase à marcação entre as intermediárias. “O time deles tem dois bons laterais ofensivamente, mas um pouco de dificuldade defensiva. Mas temos que pensar no todo. Aqui dentro, vamos montar a estratégia que acreditamos ser viável para surpreender o Santa. A gente sabe que nesse jogo vale muito a entrega e a disposição. Em clássico, muitas vezes não tem jogo bonito. A raça e a determinação podem valer mais”, justificou.
Sérgio Guedes, por sua vez, deixou claro ao longo da semana que sua equipe vai procurar tomar a iniciativa desde o começo da partida. “A iniciativa tem que partir do Santa Cruz. Somos mandantes, mas quando temos ação temos que estar precavidos. Trabalhamos muita coisa a nível de troca”, alertou. “Mas se vamos atacar, temos que ser precavidos em nível de contra-ataques”, acrescentou.
Diario de Pernambuco

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