Os desafios de Dado Cavalcanti
Treinador tem muitos problemas a resolver no Náutico
Desatenção no início e fim dos jogos, falta de um camisa 10 articulador e de um 9 matador, psicológico abalado, salários atrasados, clube rachado politicamente... Os problemas os quais o novo técnico do Náutico, Dado Cavalcanti, precisará contornar/solucionar a curto prazo são muito mais do que os listados acima. No entanto, ele chega como a última cartada na esperança de dias melhores nos Aflitos.
Hoje, o Náutico está na 15ª colocação da Série B, com 18 pontos e a apenas dois à frente da zona do rebaixamento. Com 40% de aproveitamento, o Timbu tem saldo de gols negativo (-5) e é uma das equipes que mais perdeu até agora: são sete derrotas em 15 jogos. No sábado, enfrentará o Luverdense-MT, terceiro colocado, na Arena Pantanal. Uma nova derrota, aliada a vitórias de Paraná (16º, com 16 pontos) e Oeste (17º, com 16), culminaria numa entrada na área do descenso pela primeira vez na competição. O Timbu já chegou a ficar na 16ª colocação, após a derrota pro 1x0 para o Avaí, nos Aflitos, na oitava rodada.
Um desafio de imediato para Dado Cavalcanti resolver é fazer o Náutico render fora de casa. Das oito vezes que jogou como visitante, a única vitória aconteceu contra o América-MG, por 3x1, antes da parada da Copa do Mundo.
Jogar fora casa, inclusive, tem sido um martírio para o Náutico, principalmente pela falta de atenção da equipe. Seja no início das partidas ou no fim delas, o Timbu tem tomado gols bobos dos adversários.
Contra o Ceará, o empate por 2x2 veio aos 41 minutos do segundo tempo. Na rodada seguinte, o gol da vitória do Joinville saiu aos 42 da etapa complementar. Diante do Paraná, o primeiro dos dois tentos aconteceu com apenas seis minutos de bola rolando. O ABC, no empate por 1x1, também saiu na frente com apenas dez minutos. Em casa, o problema tem se repetido. Na última terça-feira, o Vasco abriu o marcador com seis minutos de jogo. Antes, Boa Esporte, aos cinco, e Portuguesa, aos seis, ambos no primeiro tempo, também fizeram as honras da casa. Ou seja, o Náutico precisa entrar em campo mais “ligado”.
Para o jogo contra a equipe do Mato Grosso, os desfalques também serão mais um problema para o treinador solucionar. Um dos poucos jogadores lúcidos do atual elenco, o meia Marinho tomou o terceiro cartão amarelo contra o Vasco e está suspenso. Além dele, o recém-contratado Cañete conseguiu ser expulso logo em sua estreia, depois de 34 minutos em campo. Sem eles, surge a dúvida sobre quem armará as jogadas. As opções são Marcos Vinícius e Vinícius. O primeiro não tem aguentado jogar muito tempo devido ao cansaço e o segundo parou no banco de reservas depois das más atuações.
Ontem (13/8), o treinador teve o seu primeiro dia de trabalho com o novo elenco. Antes de comandar o treino, no entanto, ele reuniu os atletas no auditório do Centro de Treinamento Wilson Campos, para afinar as ideias e se apresentar melhor.
Já no gramado, ele foi o último a chegar, quando os jogadores já faziam o aquecimento. O volante Elicarlos, reintegrado ao grupo, foi um dos primeiros a cumprimentar o novo comandante.
O Náutico faz um último treino hoje de manhã, às 8h30, no CT, antes da viagem para Cuiabá.
JC Online

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