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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NÁUTICO - AVISO AOS DIRIGENTES

Paulinho deseja ficar, mas avisa: "Existem algumas pendências que precisam ser ajustadas"

"Jogador tem que entrar em campo tranquilo pra render bem", afirmou Paulinho ao falar sobre os salários

Volante alvirrubro atrelou permanência ao pagamento de salários atrasados


Um dos destaques do Náutico ao longo da temporada, o volante Paulinho ainda não sabe se seguirá no clube em 2015. Com contrato até o fim de novembro, o cabeça de área ressaltou sua vontade de estender seu compromisso com o Timbu, mas atrelou sua permanência à solução das pendências do clube com ele. Além disso, ele não mostrou muita inclinação à possibilidade de reduzir seu salário.
Num depoimento franco, Paulinho revelou ter sido procurado pelo clube, mas deixou claro que não pretende atropelar as negociações. “Rolaram algumas conversas com a diretoria do Náutico. O clube me acolheu bem e consegui render o meu melhor. Tenho interesse em ficar, mas todos sabem que existem algumas pendências que precisam ser ajustadas”, desabafou.
Citando algumas dificuldades que os jogadores enfrentaram por conta dos atrasos salariais, o volante destacou que as conversas com a diretoria precisam começar com a questão das dívidas antigas. “Eu acho que resolver as pendências é o primeiro passo. A gente fica chateado porque a gente tem familia e contas pra pagar. Não pode faltar coisas para meus filhos. Já estou entrando no vermelho e o Natal e o Ano Novo estão chegando. Eles têm que fazer algo pra me dar confiança. Me dar segurança que se eu renovar, o próximo ano vai ser diferente.”
Apesar de admitir que o elenco tem responsabilidade no fato de o Náutico não ter conseguido o acesso, a situação financeira também contribuiu para o fracasso na busca pelo principal objetivo definido para a temporada. “Essa situação é difícil. Aluguel e salários atrasados. Infelizmente, isso aconteceu no Náutico e tem acontecido em muitos clubes. Tenho certeza que isso influenciou muito na nossa campanha. Vir pro treino pensando em aluguel, salário… Jogador tem que entrar em campo tranquilo pra render bem. Mas muitas coisas atrapalharam. A saída de alguns jogadores que poderiam nos ajudar, mas que não quiseram se comprometer com o clube. Mas, nós jogadores, também somos responsáveis por não termos chegado no G4.”
Por fim, Paulinho falou sobre a possibilidade de aceitar uma redução salarial. “Difícil falar em redução, quando foi um ano muito proveitoso pra mim. Fui campeão do Paulista e fiz uma boa Série B. Aí, se desvalorizar na parte financeira… Temos que procurar o melhor."


Diario de Pernambuco

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