Protesto termina em agressões no Senado
Um protesto de sindicalistas no plenário do Senado contra projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que altera o modelo de exploração de partilha do pré-sal terminou em tumulto, troca de agressões e prisões nesta terça-feira (17) no Congresso.
Oito membros do Sindicato de Petróleo de São Paulo foram retirados à força do plenário por seguranças do Senado, a pedido do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os policiais teriam usado uma arma de eletrochoque contra um dos sindicalistas ao esvaziarem o plenário, segundo relatos dos manifestantes. Outros foram imobilizados, atingidos por cacetetes, e detidos pela Polícia Legislativa -levados em um camburão até a delegacia do Senado.
A confusão começou quando os sindicalistas dispararam gritos, no plenário, contra a aprovação do projeto. Renan pediu para se manterem em silêncio, como previsto pelas regras do
Senado para quem acompanha as sessões nas galerias. Os sindicalistas mantiveram os gritos, o que fez Renan determinar à segurança para evacuar as galerias.
Senado para quem acompanha as sessões nas galerias. Os sindicalistas mantiveram os gritos, o que fez Renan determinar à segurança para evacuar as galerias.
"Os senhores são muito bem recebidos, mas se permanecerem em silêncio. Se continuarem a fazer o que fizeram, vamos evacuar as galerias", disse Renan. Segundos depois, o presidente do Senado sentenciou: "Peço à Polícia do Senado que evacue as galerias".
Os sindicalistas gritavam frases como "Democracia em defesa da Petrobras" e "Isso é muito importante para os brasileiros". Segundo relatos de senadores, alguns xingaram e fizeram gestos obscenos em direção aos congressistas, o que teria motivado Renan a pedir o esvaziamento das galerias.
Da Folha de S.Paulo

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