Lisca lamenta chances desperdiçadas pelo Náutico e elogia dupla de ataque do Flamengo
Ao invés de adotar tom crítico, Lisca preferiu abraçar o grupo e valorizar o esforço durante a partida
Técnico alvirrubro acredita que sua equipe poderia ter definido a partida
Na sua opinião, a partida mudou de figura quando o Flamengo teve que fazer uma substitução forçada. A saída de Jonas terminou complicando a marcação que vinha funcionando bem. “Acho que fizemos um bom jogo nos 30 primeiros minutos estávamos bem e o jogo começou a mudar com a saída do Jonas. A entrada do Cirino deu mais força ofensiva ao Flamengo. O Éverton foi para o meio e dali nasceu o gol deles. É um jogador mais ofensivo”, analisou Lisca.
É óbvio que o jogo não foi perdido por apenas uma substituição. O Náutico teve oportunidades de sobra após o gol de Jorge. Esbarrou em Cézar a nas suas limitações. “Mantivemos o equilíbiro e tentamos empatar. Nosso grande pecado foram essas chances perdidas. Tivemos cinco possibilidades e desperdiçamos. Mérito do Cézar também, que fez grandes defesas em bolas do Renato e do Rogério. Depois do segundo gol não teve mais como a gente reagir. Lamentamos por não ter ficado no jogo até o final. Faltou ter empurrado ela para dentro. Eles perdem poucos gols. Eles chegam três, quatro vezes e fazem dois”, pontuou.
Foi visível que quando o Náutico decidiu sair para o jogo, o Timbu teve mais volume e as chances apareceram. A pergunta que ficou no ar era porquê o time não havia feito aquilo antes. Lisca até queria que o time pudesse atuar os 90 minutos naquele ritmo, mas reconheceu que era impossível, ainda mais quando não se consegue o objetivo. “Eles têm qualidade e é difícil suportar o jogo todo naquele ritmo. Acho que espaçamos muito no primeiro temp. Ficamos sem muita articulação e sem ação ofensiva. Eles fizeram o gol cedo e era óbvio que tínhamos que pressionar mais. Esse martelar deu espaços e e eles fizeram o segundo. É como boxe.Você bate, bate e se não derruba leva de volta.”
Elogios ao Flamengo
Lisca não falou em superioridade do adversário. Acredita que o Náutico jogou de igual para igual, mas falar em vitória é algo a ser analisado. O diferencial, na sua opinião, da primeira para a segunda partida, foi a adição de Guerrero e Émerson Sheik. “Jogamos com eles sem os dois (Guerrero e Sheik) e eles passam uma tranquilidade e confiança absurda aos seus companheiros. Na primeira parte eles estavam bem controlados e depois conseguiram sair e o jogo mudou. Mas é a qualidade deles. Tenho que parabenizar eles e o Cristóvão”, reconheceu.
Diario de Pernambuco

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