JOSÉ DIRCEU É CONDENADO A 23 ANOS POR CORRUPÇÃO NA PETROBRAS
JOSÉ DIRCEU FOI MINISTRO-CHEFE DA CASA CIVIL DE LULA. (FOTO: GERALDO BUBNIAK)
DIRCEU MOVIMENTOU R$71,4 MILHÕES DESDE 2007 EM SUA EMPRESA
A condenação foi ordenada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que julga casos da Operação Lava-Jato. Dirceu foi preso após a constatação de que movimentou, dentro da sua empresa JD Consultoria, R$ 71,4 milhões desde 2007, quantia em parte não justificada.
Naquele ano ele já estava denunciado no processo do Mensalão (pelo qual o governo federal pagava parlamentares para ganhar apoio em determinadas votações). As movimentações irregulares aconteceram mesmo após o ex-ministro ter sido condenado naquele episódio, em 2012, fato ressaltado como "grave" pelo juiz Moro.
O ex-ministro foi preso em agosto de 2015 no bairro nobre Lago Sul, em Brasília, na 17ª etapa da operação, batizada de Pixuleco. Dirceu foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e depois encaminhado ao presdídio de Pinhais, onde permanece. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi aceita em setembro do ano passado e envolve atos ilícitos no âmbito da diretoria de Serviços da estatal e abarca 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre 2004 e 2011.
Na sentença proferida hoje, Moro diz que Dirceu usou laranjas para realizar operações ilegais, inclusive após a realização das primeiras fases da Lava-Jato. O Ministério Público Federal (MPF) responsabiliza José Dirceu po 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011. Foram decretados também o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias dele. Cabe recurso da decisão.
Claudio Humberto

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