ELEIÇÃO DE MAIA REAPROXIMA CÂMARA DO SENADO, DIZ RENAN
RENAN CALHEIROS DIZ QUE VITÓRIA DE RODRIGO MAIA NA CÂMARA ABRE A POSSIBILIDADE PARA A FORMULAÇÃO DE UMA PAUTA CONJUNTA DE “INTERESSE NACIONAL” (FOTO: LULA MARQUES/AG. PT)
PARA PRESIDENTE DO SENADO, VITÓRIA DO DEMOCRATA MOSTRA QUE 'BOA POLÍTICA NÃO MORREU'
Após receber a visita de Rodrigo Maia (DEM-RJ), eleito na madrugada para o mandato tampão, Renan disse ainda que a vitória do democrata demonstra que “a boa política não morreu”. “Ela está vivíssima e competitiva. Estou muito satisfeito com a vitória de Rodrigo Maia”, afirmou
Desafeto do colega de partido e ex-presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Renan chegou a dizer que Cunha tinha “obsessão” em relação ao nome dele.
“A vitória do Rodrigo Maia recoloca a possibilidade de as duas Casas fazerem um esforço conjunto, com uma pauta mínima, suprapartidária de interesse nacional. Mais do que melhora, recoloca na ordem do dia a possibilidade que as duas Casas construam a pauta mínima de interesse nacional”, disse o peemedebista.
Prioridades do Legislativo
Ao falar, depois do encontro com Renan, Rodrigo Maia foi mais específico com relação às prioridades do Legislativo no segundo semestre: as propostas da área econômica. Entre elas, a que limita o teto dos gastos públicos por um período de 20 anos.
O presidente do Senado informou que na próxima terça-feira, ao lado de Maia e lideranças da duas Casas, irá se reunir com o presidente interino da República, Michel Temer, para discutir propostas para uma reforma política. “Esse esforço pode mobilizar as duas Casas e todos os partidos que querem reformar a política”.
Agenda da Câmara
Rodrigo Maia disse que pretende pedir ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que dê celeridade à análise da proposta de emenda à Constituição que estabelece um limite de gastos para União. Segundo ele, é possível aprovar a PEC até o fim do ano.
“Esse é um tema que interessa o Brasil, a todos os partidos, do governo e da oposição. Temos que tirar da CCJ, criar a comissão especial. Ai serão, no mínimo, 11 sessões. Tem um prazo para que a matéria esteja pronta para ser votada no plenário”, disse.
De acordo com o novo presidente da Câmara, a Casa não vai paralisar os trabalhos durante as Olimpíadas nem durante as eleições municipais. “Nas Olimpíadas temos que trabalhar, não podemos ficar parados. Nossa função é estar aqui trabalhando. Não tem porque o Congresso Nacional parar por causa das Olimpíadas. Não faz nenhum sentido que isso ocorra”.
Para manter o funcionamento das atividades da Casa durante as eleições municipais, Maia disse que pretende construir uma agenda com os deputados para ser votadas em dois dias da semana. “A intenção é organizar, discutindo e debatendo, um esforço concentrado a cada dois da semana e fazer o diálogo dos temas que vamos pautar. Porque se tivermos dialogado e debatido antes, vamos chegar no plenário quase consensual, o que facilita”.
(ABr)

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