Lula convoca o povo do semiárido para ir às ruas
Principal convidado do ato “Semiárido contra o golpe, sem nenhum direito a menos” promovido em Petrolina, no sertão, pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e a Frente Brasil Popular, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em sua fala, na noite de ontem, a importância da região para o país. Lula contou do susto que levou quando numa reunião com o bispo de Afogados da Ingazeira, no sertão do Pajeú pernambucano, ouviu dos técnicos da ASA que tinha em sua pauta a construção de 1 milhão de cisternas na região seca que faz parte de quase todo o Nordeste e uma parte de Minas Gerais.
“Mas 1 milhão?”, questionou Lula na época. Ele disse que para ser possível se alcançar esse número, tinha que ter o apoio do Estado. “E foi assim que chegamos hoje a mais de 1 milhão 200 mil cisternas para que o homem e a mulher do semiárido nordestino pudesse ter água para plantar o desenvolvimento e promover o crescimento local. Não vamos permitir que tirem direitos conquistados com muita luta como esse”, enfatizou.
O ex-presidente conseguiu reunir cerca de 20 mil pessoas no ato em defesa da democracia e frisou que essa luta é sem parar. “Tiraram a presidente Dilma, que não cometeu crime nenhum, e colocaram no governo pessoas investigadas e que já sabemos como governam, sem olhar os mais pobres”.
Falando em nome do PT, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Petrolina, Odacy Amorim, frisou que Lula trabalhou para fazer um Nordeste e um semiárido diferentes. Ele iniciou sua fala pedir uma salva de palmas para a ex-deputada Isabel Cristina. “Enaltecemos o trabalho da Frente Brasil Popular aqui de Petrolina e da ASA na condução dessa programação. Temos aqui a presença de um presidente com cheiro de povo para defender as conquistas sociais do povo do sertão”, destacou Odacy.
Acompanharam Lula em Petrolina, os deputados Sílvio Costa (PTdoB), Luciana Santos (PCdoB), o senador Humberto Costa (PT), entre outras lideranças de vários municípios do Sertão pernambucano.
por Magno Martins

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