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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O NORDESTE QUE SE LASQUE

Transnordestina sem prioridade 

Reunido com boa parte dos seus ministros, o presidente Temer decidiu priorizar a retomada de 1,6 mil obras federais que estão paralisadas. Deste número, o Governo espera concluir, em até quatro meses, 1,1 mil obras. “Verificou-se a possibilidade de retomada dessas 1,6 mil obras. Evidentemente, temos como meta pelo menos até certo período – 90 dias, 120 dias – 1,1 mil obras destas que estão paralisadas. Elas são creches, pré-escolas, unidades básicas de saúde e até aeroportos", afirmou Temer.
Ao todo, 1.071 municípios de todos os estados do país serão contemplados, de acordo com o presidente. O custo de cada obra parada selecionada varia entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões. Os critérios de escolha das obras, de acordo com o presidente, também vão incluir os benefícios que elas terão no dia a dia da população. “Às vezes uma creche, uma escola, uma unidade de pronto atendimento, que está ali paralisada desperta a curiosidade e o interesse dos munícipes”, afirmou Temer.
De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, o orçamento para a retomada das obras já está previsto para o ano que vem. "São recursos já previstos na Lei Orçamentária de 2017 e que priorizaremos. Além disso, vai ser em grande parte por transferência. Elas serão custeadas com dinheiro do governo federal", disse Oliveira.
Segundo Padilha, a meta é concluir todas essas obras paradas até o fim do governo Temer. As que já foram executadas em mais de 50% deverão ser concluídas até junto de 2018. Já as com um percentual menor pronto, até dezembro do mesmo ano. No Nordeste, uma das mais importantes para alavancar a economia da região é a Ferrovia Transnordestina, feita com a iniciativa privada pelo modelo de uma PPP (Parceria Pública Privada). Como se trata de um projeto de grande envergadura, mas não emergencial, não foi destacado pelo presidente.

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