CPI APROVA RELATÓRIO QUE NÃO PEDE INDICIAMENTO DE CARTOLAS DA CBF
ROMERO JUCÁ ADMITE EM SEU PARECER QUE A CPI TEVE ACESSO A DOCUMENTOS QUE REFORÇAVAM O INDÍCIO DE CRIMES, MAS QUE NÃO SERIA A INSTITUIÇÃO MAIS ADEQUADA PARA DAR PROSSEGUIMENTO À INVESTIGAÇÃO (FOTO: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)
CONTRARIADO, ROMÁRIO PROMETE ENVIAR DOCUMENTO ALTERNATIVO AO MP
Na última reunião do colegiado, há duas semanas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o presidente da comissão, o ex-jogador Romário (PSB-RJ), apresentaram um relatório alternativo, em que pediam ao Ministério Público o indiciamento de 7 ex-diretores da CBF, além de dois empresários que assinaram contratos com a entidade.
Romário e Randolfe alegaram que o relatório oficial da comissão era "chapa branca" e ignorava as investigações que apontavam ocorrência de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e formação de organização criminosa.
De fato, Jucá admite em seu parecer que a CPI teve acesso a documentos que reforçavam o indício de crimes, mas que não seria a instituição mais adequada para dar prosseguimento à investigação. Por isso, ele apenas determina que os documentos sejam enviados para o Ministério Público e Receita Federal.
O líder do PT, senador Humberto Costa (PE) minimizou a questão e defendeu que, independentemente de qual relatório é o oficial, nada impede que as autoridades usem as informações dos dois para dar prosseguimento às investigações. "Não faz diferença se o relatório votado será o oficial ou o alternativo. Ambos podem ser encaminhados para as instituições responsáveis. Já houve relatórios alternativos aqui que tiveram muito mais repercussões do que os relatórios oficiais. Isso não é um problema", afirmou.
Nesta quarta-feira, os senadores preferiram votar o relatório oficial, que foi aprovado simbolicamente. Entretanto, Romário afirmou que o relatório alternativo também será enviado às autoridades competentes.
(AE)

Nenhum comentário:
Postar um comentário