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quarta-feira, 8 de março de 2017

NÁUTICO - VALORIZANDO A PRATA DA CASA

Multa rescisória de Erick bate casa dos R$12 milhões após incentivos salariais no Náutico

Empresário justificou aumento da multa: "Quando ele vai atingindo seus objetivos, ela vai sendo alterada"

Atacante alvirrubro vem sendo sondado por outros clubes, mas não houve proposta formal


Os telefones dos diretores de futebol do Náutico e do empresário Guilherme Cavalcanti, representante do atacante Erick, têm algo em comum. Nos últimos dias têm recebido diversas ligações de clubes e empresários questionando sobre a joia do Náutico. Proposta oficial ainda não foi feita, mas a resposta tem sido padrão. Existe multa e ela é alta.

“Tem multa e muito alta. A multa de Erick é e R$12 milhões. O contrato dele tem gatilhos e quando ele vai atingindo esses gatilhos o salário dele vai aumentando e a multa também. Ele tem contrato até 2019 e vai nos ajudar muito. É uma das maiores promessas dos últimos tempos do Náutico. Liga muita gente sondando a situação, mas nada mais do que isso”, revelou o diretor de futebol Eduardo Henriques.

Guilherme Cavalcanti confirmou a maioria das informações de Henriques e explicou por que a multa vem mudando de valor. Como o contrato de Erick tem alguns incentivos a cada meta atingida, algo que também ocorre no acordo de Jefferson Nem, que também é representado pelo empresário, o valor para que o jogador saia do clube cresce a cada alteração salarial.


“Não é de agora que o telefone está tocando. Já tem um tempinho. A multa é proporcional aos jogos. Quando ele vai atingindo seus objetivos, ela vai sendo alterada. Começamos com R$ 8 milhões e ela aumentou. Não sei precisar se é esse valor, mas deve estar em torno disso”, explicou o empresário.

O único ponto entre as duas partes é que a multa para uma proposta do exterior pode ser diferente. De acordo com o artigo 28 da Lei Pelé, a única multa que tem valor fixado é para clubes do Brasil e corresponde a no máximo 2 mil vezes o salário médio do atleta. Para um clube estrangeiro, a história é diferente. Não há qualquer limite para isso.

Em uma hipotética proposta ou pagamento da multa de R$ 12 milhões, o Náutico ficaria com cerca e 80%, já que este é o percentual que lhe pertence, de acordo com informação do diretor de futebol Eduardo Henriques. Este percentual garantiria R$9,6 milhões aos cofres alvirrubros e colocaria o atacante como maior venda da história do futebol pernambucano.


Diario de Pernambuco

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