Quadro de jovem que teve couro cabeludo arrancado está evoluindo
Cirurgia da auxiliar de ensino infantil, Débora Dantas de Oliveira
De acordo com o boletim médico do hospital, Débora Dantas de Oliveira está em recuperação depois de passar por cirurgia de dez horas de duração
De acordo com o boletim médico da instituição, o quadro de saúde da jovem que teve o couro cabeludo arrancado em acidente de kart está evoluindo dentro do previsto.
Segundo o noivo da jovem, o microempresário Eduardo Tumajan, ela está bem e já conversou com o noivo depois do procedimento. “Conversei com ela depois da cirurgia e ela estava bem, lúcida. Pedi para ela descansar e repousar para que possa se recuperar mais rápido”, disse Tumajan, ao acrescentar que no primeiro contato com Débora no CTI, no sábado às 11h30, ela estava dormindo.
A boa notícia é que o procedimento para reconstrução da área que teve o couro cabeludo arrancado foi um sucesso. A auxiliar de ensino infantil está no CTI como protocolo da instituição de saúde.
Entenda o caso
Débora Dantas Oliveira corria de kart com o namorado em uma pista no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, no último dia 11, quando o cabelo soltou da touca e ficou preso no motor. A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca. A jovem foi socorrida pelo namorado e levada ao Hospital da Restauração, região central da capital pernambucana, onde foi feito o reimplante do couro cabeludo.
Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida. Contudo a equipe médica do Recife apontou o risco de o procedimento não funcionar devido ao aparecimento de obstruções nas veias e artérias da área operada. No domingo (18) seguinte ao acidente, Débora foi transferida para o Hospital Especializado, na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo.
Procurado, o grupo Big Bompreço, antigo Walmart Brasil, custeia toda a recuperação de Débora em São Paulo, inclusive a vinda do médico Marco Maricevich dos Estados Unidos e os dois acompanhantes da jovem. Segundo a assessoria de imprensa da rede de supermercados, tudo que for decidido pela família da jovem e pela a equipe médica será arcado pelo grupo.
Investigação
A pista onde Débora sofreu o acidente funcionava sem alvará e era administrada pela empresa Adrenalina Kart. O local foi interditado na segunda-feira (12), um dia após o acidente, em fiscalização feita pelo Procon-PE e Corpo de Bombeiros. O representante da Adrenalina Kart, o empresário Vanderlei Dreyer, pai do proprietário Fábio Dreyer, classificou o caso como uma "fatalidade".
A família registrou o caso em Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil de Pernambuco abriu inquérito para investigar o acidente. Segundo o delegado Alfredo Jorge, responsável pelo caso, oito pessoas foram ouvidas até agora, mas a conclusão do inquérito deve demorar, pois depende dos resultados das perícias e do depoimento de Débora.
FolhaPE

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