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terça-feira, 8 de novembro de 2011

MARCHA ATLÉTICA


Pernambucana Érica Sena conquista tricampeonato da marcha atlética com recorde

A pernambucana Erica Sena, da Faculdade Maurício Nassau, ganhou a medalha de ouro na prova dos 5 mil da marcha atlética (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/COB)
Na marcha atlética, a pernambucana Érica Sena é referência e, a cada temorada, acumula títulos importantes. Dessa vez, a competidora alcançou o primeiro lugar na prova dos 5.000 metros das Olimpíadas Universitárias. O feito, alcançado nesta terça-feira, foi coroado com o novo recorde da competição, que este ano está sendo disputada em Campinas, no interior de São Paulo. A marca estabelicida foi de 23m10s59. O triunfo de Érica, que disputa o campeonato defendendo a Faculdade Maurício de Nassau, representeou o terceiro título da esportista.

No pódio, a pernambucana comemorou o feito bem ao estilo local. “Eu havia prometido, caso vencesse a prova com recorde, que homenagearia os meus amigos da faculdade. Mas não é uma dança nada bonita. É bem brega mesmo”, brincou a atleta de 26 anos.

Érica retornou recentemente de Guadalajara, onde disputou os Jogos Pan-Americanos. Lá, o resultado frustrante. Ela estava perseguindo as favoritas atletas do país mexicano, mas acabou eliminada da competição. “Eu estava super bem na prova. Até diminui o ritmo porque vi que estava alcançando as adversárias. Mas o critério dos árbitros na marcha é subjetivo e fui eliminada, assim como a maioria dos brasileiros. Pior que disputei competições no mundo inteiro, e foi a minha primeira desclassificação”, lamentou a marchadora.

Em Campinas, Érica correu, literalmente, contra o tempo. Ela tinha apenas uma adversária na prova (Elianay Santana, da UPIS-DF, ficou com a prata), e conseguiu o objetivo. No entanto, a pernambucana não escondeu a tristeza com a pequena quantidade de atletas na prova.

“É difícil encontrar jovens marchadores. Existe muito preconceito. Entre os homens o problema é ainda maior. Mas até eu sofro com as brincadeiras. Às vezes treino no parque lá em Camaragibe (cidade vizinha a capital Recife) e as pessoas ficam olhando, acham estranho. Criança então nem se fala. Não se aguenta e cai na gargalhada. Quando treino na rodovia é a mesma coisa. Passam buzinando, falam gracinhas... Mas eu me divirto com isso. Já estou acostumada. Só temo pelo futuro da modalidade no Brasil”, declarou.

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