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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PROBLEMAS DISCUTIDOS EM BRASÍLIA


Congresso internacional aponta problemas e soluções em megaeventos

Congresso internacional, que vai até amanhã, em Brasília, aponta problemas recentes em megaeventos e mostra soluções para evitar casos como o das Olimpíadas de Atenas, além de escândalos de corrupção

 Correio Braziliense

Carlos Silva/CB
O secretário de Esporte, Célio René, no Congresso de Gestão Esportiva: debates sobre a década de eventos em Brasília
Brasília comemora a quantidade de eventos esportivos que receberá a partir de 2013: sediará as Olimpíadas Escolares Mundiais, partidas da Copa América e da Copa do Mundo, fará a abertura da Copa das Confederações e ainda está na disputa para trazer a Universíade, em 2017. Os especialistas, animados, dizem que a cidade se prepara para viver a década do esporte. Mas, diante de uma programação que envolve uma quantidade considerável de pessoas e de recursos, o desafio passa a ser prever e evitar problemas que poderiam manchar a lembrança dessas grandes festas.

Também se deve estudar meios para melhor aproveitar os investimentos feitos no esporte. “O Brasil poderia estar injetando mais de R$ 70 bilhões só na organização de atividades esportivas que representam impacto para a sociedade”, aponta Paulo Henrique Azevêdo, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) e organizador do 1º Congresso Internacional sobre Gestão do Esporte, realizado ontem no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Segundo Azevêdo, o problema do Brasil está relacionado à ausência de política de gestão esportiva, o que potencializa as chances de corrupção. “O esporte é uma das áreas que mais movimenta dinheiro no mundo. Não faltam recursos, falta qualidade na organização”, analisa.

Ele explica ainda que não apenas o segmento acadêmico deve estar envolvido nesse controle, mas empresas privadas e públicas, organizações não governamentais e a própria sociedade devem ter senso crítico para avaliar o andamento dos projetos e o impacto deles.

Sobre o descompasso financeiro, o secretário de Esporte do DF, Célio René, também vê a questão como reflexo de uma gerência feita de modo incorreto. “Brasília ficou parada por muitos anos, precisamos acelerar esse processo. Mas, para isso, é necessário ter pessoas capacitadas. E não é de uma hora para outra.”

Na opinião do secretário, mais do que a cidade ganhar avanços estruturais e atrair turistas do mundo inteiro, sobressai a importância de tratar os grandes torneios como uma possibilidade de transformação social. “Termos um complexo moderno não é o objetivo final. O que vale são os legados que ficam e podem ser aproveitados por muitos anos.”

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