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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

RECORDAR É VIVER...


Palmeira: a marca da disciplina


Treinador comandou o Leão entre 1960 a 1964

 Diario de Pernambuco

Arquivo/DP/D.A Press
Na Ilha do Retiro, em 1962, Palmeira conversa com o massagista do Sport José Ramos
Protagonista da histórica marca que só será quebrada neste ano, Palmeira percorreu um caminho curioso no mundo da bola. O seu feito dificilmente voltará a ser repetido. Um dos responsáveis por catalogar os trófeus no museu do Sport e profundo conhecedor da trajetória rubro-negra, Fernando Bivar guarda na nítida lembrança. Antes de dar as ordens do banco de reservas, Palmeira comandava o jogo com o apito.

"Em 1941 e 1942, inclusive, o Sport excursionou pelo Sul do país e ele foi o árbitro. Há registros de elogios da atuação dele. Foi considerado um bom árbitro", declarou Bivar. "Ele até costumava apitar de calça comprida", detalhou. Da carreira de juiz de futebol, Palmeira levou para os vestiários o jeito fechado de quem não permitia brincadeiras ou momentos de desatenção dentro de campo.
"Ele era um sujeito muito disciplinador, rígido", lembrou Bivar. Talvez, essa tenha sido a tática adotada para superar o estilo de jogo ultrapassado. Palmeira, na época, montava o time com um esquema de jogo mais antigo do que já era praticado. "Dentro do vestiário, antes dos jogos, ele costumava sempre falar 'vamos ganhar!'. Se o time no intervalo estava perdendo, o discurso mudava para 'vamos virar'", acrescentou.

De acordo com os registros do historiador Carlos Celso Cordeiro, no começo da pessagem histórica, em 1960, Palmeira comandou o Sport em 67 jogos. No ano seguinte, foram mais 75 partidas. Mesmo com o estilo disciplinador e gosto tático desatualizado, como ressaltou Bivar, a diretoria rubro-negra na época aprovava o comando do treinador. Fato era que ele seguiu no clube até 1964.

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