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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SPORT - LAUDO DEU POSITIVO


Laudo aponta agressões

Laudo aponta agressões à mulher que  Marcelinho PB teria tentado beijar ( JULIANA SANTOS/DB/D.A PRESS )

Segundo Núcleo de Medicina Legal, Rozália Szabados Abreu tem marcas na cabeça, no pescoço e na boca


Campina Grande - O laudo do exame de corpo de delito feito pelos médicos do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Campina Grande (Numol/CG) na advogada Rozália Szabados Abreu, 31 anos, que está acusando o jogador Marcelinho Paraíba de agressão, apresentou vários sinais de violência. De acordo com o documento, assinado pela médica legista Rita de Cássia Pereira, a advogada tinha marcas na cabeça. Também foi comprovada a existência de pequenos hematomas no pescoço e no couro cabeludo. Outra situação confirmada pelos médicos foi a ruptura da cavidade interna da boca de Rozália, provocada por algum tipo de atrito superficial. O laudo também confirma que não houve conjunção carnal e nem violência sexual.

O relatório do Numol confirma na primeira fase da investigação que a vítima sofreu violência física, conforme relato no inquérito policial aberto pelo delegado Fernando Antônio Zoccola contra o atleta do Sport. Outra informação confirmada pelas autoridades policiais que investigam o crime de estupro denunciado contra o jogador, é que, Rozália Szabados não é irmã sanguínea do delegado Rodrigo do Rêgo Pinheiro. “Ela é irmã de criação do delegado, no entanto, para o inquérito policial que investiga o crime de estupro, não existe diferença alguma nesta situação. O que devemos esclarecer é que o procedimento legal existe e é contundente. Ele tentou beijar a moça sem sua permissão e isso, de acordo com as novas orientações legais, já é considerado um crime de estupro”, declarou Fernando Zoccola.

Os demais exames solicitados ao Numol, como a análise residuográfica da arma do delegado Rodrigo, que foi acusado de ter disparado dentro da granja do jogador, durante a ação da polícia para prendê-lo em flagrante, só deverá ser divulgado em 10 dias, já que este tipo de trabalho só é feito no laboratório da Gerência de Medicina e Odontologia Legal da Paraíba (Gemol), que funciona em João Pessoa.

A advogada é solteira e atualmente reside no bairro de Jardim Paulistano, na Zona Sul de Campina Grande. Na manhã de ontem, a equipe do Superesportes procurou a vítima, no entanto, em todas as tentativas, não conseguiu contato.

Alguns vizinhos da vítima, que pediram para não ser identificados, chegaram a comentar que a movimentação foi intensa durante toda a última quarta- feira no local, no entanto, a advogada não foi mais vista. “Nunca tivemos problemas com ela porque o contato é pouco, mas sempre ela gostava de fazer algumas festas em casa. Só soube que se tratava de Rozália, quando vi sua imagem na televisão. Também não sabia que era irmã de um delegado”, afirmou.

Saiba mais

O jornalista Renato Diniz de Araújo e o cinegrafista Charles Dias, ambos funcionários da TV Borborema de Campina Grande (emissora dos Diários Associados) registraram queixa nesta quinta-feira contra o delegado Rodrigo do Rêgo Pinheiro, que agrediu e ameaçou os profissionais no momento em que ambos trabalhavam na cobertura da prisão de Marcelinho Paraíba.

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