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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

SANTA CRUZ X SPORT


Indo em busca do seu ninho

Nenhum atleta tem tanta experiência na rivalidade local quanto Carlinhos Bala, jogador que busca reconquistar apoio

 Diario de Pernambuco

De tantos “poréns” que contornam um clássico em Pernambuco, um fato é indiscutível: nenhum outro atleta pisará o gramado do Arruda na noite de hoje com tanta propriedade e experiência sobre a rivalidade local quanto Carlinhos Bala. Com marcantes passagens pelos três times da capital, o atacante fez história pelos títulos conquistados e polêmicas. Estas, infelizmente, têm tido mais destaque recentemente. De volta ao seu ninho, o Arruda, ele espera atrair novamente os holofotes pelas arrancadas em velocidade e gols. Falando menos, trabalhando mais.

Sabendo do seu potencial para declarações pouco convenientes, Carlinhos Bala avisou através da assessoria de imprensa do Santa Cruz que não daria entrevistas nesta semana. O motivo: o próprio atleta queria evitar “falar demais” antes do Clássico das Multidões. Na linguagem dos “boleiros”, não queria motivar o rival com uma declaração infeliz. Até porque a sua saída do Sport foi turbulenta. Na ocasião, ele chamou o atual técnico rubro-negro de “bosta” por repetidas vezes, ao vivo, no programa Superesportes da TV Clube. Mazola Júnior, segundo Bala, o teria “queimado”. O treinador, na época, não quis responder ao atleta no mesmo nível. Nem quis comentar o assunto agora.

A verdade é que, aos 32 anos, ao ver antigos clubes onde se autoproclamava rei fecharem as portas, Carlinhos Bala parece ter aprendido que pior do que não falar é dizer o que não devia. Percebendo que a coroa estava prestes a escorregar da sua cabeça, voltou ao Arruda, de onde saiu e chamou a atenção do Brasil em 2005. Voltou, inclusive, sem tanta pompa.

Seu contrato contém cláusulas que possibilitam a interrupção a qualquer momento. Sem ônus para o Santa Cruz. É o chamado “contrato de risco”. Sinônimo para atletas que estão em baixa no mercado e estão em busca de oportunidades. Ou aprende ou aprende. Até porque Bala descobriu que quem é rei pode, sim, perder a majestade.

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