Muito mais que o dever de casa
Sport sonha com liderança, mas terá que golear o Ypiranga e torcer por um empate entre Salgueiro e Náutico
Diario de Pernambuco
Assumir a liderança do Campeonato Pernambucano. O objetivo imediato do Sport depende, também, de uma vitória sobre o Ypiranga, nesta noite, na Ilha do Retiro. Mas só ela não basta. Para chegar ao topo ao fim da rodada, o Leão precisa vencer por quatro ou mais gols de diferença e ainda torcer por um empate entre Salgueiro e Náutico, no Sertão. Pouco provável de ser alcançada hoje, a liderança tem boas chances de chegar no próximo sábado, quando o adversário será o Porto, novamente na Ilha. Teoricamente, o cenário é dos melhores nestas duas rodadas. Resta ao Sport confirmar o favoritismo na prática.
Com Marcelinho Paraíba e Hamilton suspensos, ambos pelo terceiro cartão amarelo, o técnico Mazola Júnior mandará a campo um time diferente. A principal novidade é o volante Marquinhos Paraná, que fará sua estreia com a camisa rubro-negra. O próprio Mazola foi quem confirmou a escalação do experiente jogador, 34 anos, ex-Cruzeiro, como titular. A única dúvida é entre Thiaguinho e Milton Júnior para compor o meio-campo. O resto do time já está definido com Magrão; Moacir, Tobi, Bruno Aguiar e Renê; Diogo, Rivaldo, Marquinhos Paraná; Willians e Jheimy.
Apesar de tentar fazer mistério, Mazola praticamente entregou a equipe com Milton Júnior. “Estou pretendendo fazer uma linha de três volantes, com Paraná, Rivaldo e Milton Júnior atrás dos atacantes. Essa é a ideia”, afirmou, em certo momento da coletiva. Se não tiver blefado, o time está escalado. O treino de ontem à tarde começou com um recreativo. Depois, o técnico trabalhou separadamente com os “12 titulares”. Apenas jogadas de bola parada. Treino leve e justificado. “Não adianta treinar sem ter tempo, ou você acaba massacrando o time. A sequência de jogos tem machucado. Ninguém gosta de ficar mexendo na equipe todo jogo. Estou sendo obrigado a fazer isso”, disse Mazola.
A dúvida era se Marquinhos Paraná começaria o jogo. Além de não ter feito pré-temporada, o jogador treina há menos de duas semanas na Ilha do Retiro. Não disputou um amistoso sequer, mas espera superar a falta de ritmo com o auxílio da experiência. “Conversei com o preparador físico, o fisiologista e muito mais com o próprio atleta. Só o jogo vai dizer quanto tempo ele vai aguentar. Até porque treino é treino e jogo é jogo”, explicou Mazola.
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