Levi Gomes tenta fazer da crise no Náutico um trampolim para a carreira
Treinador interino afirma que usará como exemplo Mazola, que conseguiu ser efetivado após levar o rival Sport à Série A
Escolhido para comandar o Náutico após a saída do técnico Waldemar Lemos, Levi Gomes assumiu a equipe interinamente com a missão de tirar o clube de uma crise que se instalou nos Aflitos. Para dificultar ainda mais a vida do novo treinador, ele terá pela frente nada menos que as finais do Campeonato Pernambucano, competição que o Timbu não ganha há oito anos.
Para vencer o desafio, Levi Gomes se inspira no atual técnico do Sport, Mazola Júnior, que conquistou o acesso para a Série A quando o Rubro-negro era dado como carta fora do baralho na Série B, e acabou efetivado no cargo.
Mesmo sabendo que a diretoria alvirrubra busca um treinador experiente para assumir o time após o Estadual, Levi Gomes guarda a esperança de se firmar na carreira. Para isso, o técnico sabe que precisará fazer um trabalho inquestionável nos últimos jogos do Pernambucano.
- Você sempre vai com a intenção de conseguir certas coisas. O Mazola foi feliz ao conquistar resultados que ninguém imaginava e acabou ficando. Mas eu trato tudo com naturalidade e farei o que me foi pedido. Acredito no que eu faço e nos atletas. Tenho certeza que iremos sair dessa situação. Preciso fazer o meu trabalho, o resto veremos depois.
Muito tranquilo, o treinador aposta que o diálogo será uma ferramenta fundamental para fazer seus jogadores recuperarem a confiança. Para Levi Gomes, os atletas do Náutico já demonstraram que possuem qualidades, mas a falta de tranquilidade está atrapalhando.
- Precisamos manter a tranquilidade nesse momento complicado. Tudo passa e no ano passado nós mostramos que tínhamos condições. Então tenho certeza que vamos sair dessa. Para isso, não existe coisa melhor do que o diálogo. Mostrar ao atleta que ele possui qualidade e que precisa manter a calma.
Além de tranquilizar os jogadores, Levi Gomes tentou armar a equipe com uma postura mais ofensiva. Para isso, resolveu escalar o time no 3-5-2 e deu liberdade aos atacantes, liberando Siloé da função de marcar os adversários. Com isso, o técnico também espera que Eduardo Ramos não fique tão isolado no meio-campo.
- Temos que sair para o jogo. Para isso, o Marquinho e o Jefferson terão a condição de ajudar o Eduardo Ramos no meio-campo e o Siloé terá liberdade para ser o homem de referência do ataque. Com isso, nós vamos chegar com mais gente ao ataque.
Na avaliação do treinador, a postura ofensiva não implicará em uma queda de rendimento da defesa, mesmo que os volantes Derley e Elicarlos não possuam características de primeiro volante.
- Não perdemos o poder de marcação. Temos três zagueiros, onde um ficará sempre na sobra e dois volantes, que mesmo não sendo tão marcadores poderão cobrir a subida dos nossos alas. Aí, ficaremos protegidos.
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