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segunda-feira, 4 de junho de 2012

NÁUTICO - DE OLHO NO FILHO

Pai de Breitner acompanha os passos do filho de perto no Náutico

Jogador, que se tornou profissional no Santos e é amigo da dupla Neymar/Ganso, é uma das apostas para alimentar o ataque alvirrubro


Durante os preparativos para o confronto com o Vasco, na próxima quarta-feira, o meia Breitner recebeu uma visita especial no CT do Náutico. Roberto Da Silva Fariñas é o pai do venezuelano Breitner, de 22 anos, que o Timbu aposta para ser o articulador da equipe no Brasileiro.
- Olha lá como ele é rápido. Técnico, com boa visão de jogo, mas realmente está um pouco mal nas finalizações. Mesmo assim, vai dar muito certo no Náutico, sabe se movimentar, disse Farinãs, paparicando o filho, num dos vários momentos de pai coruja.
Roberto veio ao Recife para cuidar dos detalhes, como conseguir um carro e moradia para o filho. Aproveitou para dar uma passada no CT e observar o "niño" jogar. Apesar de brasileiro da cidade de Ipanema, Minas Gerais, Farinãs fala um espanhol carregado de quem morou mais de 20 anos na Venezuela.

- Joguei com Zico e Andrade nas categorias de base do Flamengo. Saí em1976 para jogar no ULA Mérida (Venezuela) e por lá fiquei. Andrade foi comigo, passou dois anos e retornou para Gávea. Fiz a minha vida por lá. Só voltei para o Brasil em 2001, para Breitner iniciar a carreira, explicou.
Da Silva Farinãs colocou o nome do filho Overath Breitner em homenagem a dupla alemã campeã do mundo em 1974. Uma saudação ao futebol que encantou o mundo e conquistou o bi-mundial da Alemanha.
- Juntei esses dois craques no meu filho esperando que ele fosse jogador de futebol. Não era possível que fosse "ruim de bola", brincou Fariñas (risos).
O ex-jogador virou professor de educação física e depois técnico de categorias de base, no qual se orgulha de ter revelado o colombiano Falcão Garcia, do Atlético Madrid (Espanha). Largou tudo pelo sonho de ver Breitner ser um jogador famoso.
- Sou muito amigo de Carpegiani e quando levei Breitner para visitar o Brasil, Carpegiani pediu para ver ele jogar. Não quis mais deixar o garoto voltar, então apostei as minhas fichas nele e voltamos para o País, afirmou Fariñas, que, junto com a sua mulher, é professor universitário aposentado.
Daí, Braitner foi selecionado pelas categorias de base do Santos, onde se profissionalizou, junto com Paulo Henrique Ganso. Sem muitas chances, teve uma "ótima" passagem pelo Figueirense (na classificação do pai coruja), Criciúma e, logo em seguida, chegou ao Náutico.
- Falei com Muricy Ramalho e perguntei sobre o Náutico. Ele aconselhou que Breitner fosse para o Timbu, pois poderia jogar com mais regularidade. No Santos ele atuaria, mas sem a mesma frequência. Foi muito bom e sincero o conselho de Muricy, revelou.
Com 53 anos, Fariñas reúne histórias do seu filho, como a que um representante do Real Madrid queria levá-lo para a Espanha ou da vez que o menino foi campeão de embaixadas com oito anos, dando mais de 200 toques na bola. Ele tentou com que o caçula Roberto Prosinecki (esse em homenagem ao croata ex-jogador do Barcelona e do Estrela Vermelha) também seguisse a carreira de jogador, mas não obteve o mesmo efeito de Breitner.
- Meu irmão era bom de bola, mas é preguiçoso. Preferiu estudar. Já eu, com uma referência dupla dessa, Overath Breitner, não poderia ser advogado, disse Breitner, que além de Prosinecki, tem duas irmãs. Todos são engenheiros.
Breitner tem um enorme respeito pelo pai. Fala com ele com carinho, enquanto Fariñas se derrama em elogios.
- Meu pai é tudo para mim. Às vezes é ruim ter um pai técnico de futebol que ele pega no pé, mas é uma pessoa que me estimulou desde pequeno, que tem experiência e sabe das coisas, afirmou o venezuelano Breitner, num português fluente. Muito melhor do que o espanhol carregado do mineiro de Ipanema, Roberto Fariñas.

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