Brasão diz que não comemora gol contra o Santa e não esquece da torcida coral
Jogador, que espera regularização, é a esperança de gols do Treze
Diario de Pernambuco
No dia 27 de fevereiro de 2010, foi escrito o primeiro capítulo da trajetória de Brasão no Santa Cruz. Como um desconhecido, ele entrou em campo para substituir André Leonel, machucado. O adversário era o frágil Sete de Setembro, em pleno Arruda. Inspirado, o time coral aplicou uma goleada de 6 a 1. O atacante foi marcado como o grande destaque da partida. Foi o responsável por dar maior mobilidade ao setor ofensivo e ainda coroou a atuação com o gol que fechou o placar do duelo. Ainda no intervalo daquele confronto, a torcida coral se perguntava quem era aquele atacante.
Ainda que de maneira efêmera, Brasão virou a esperança de reconstrução para o clube que ainda estava afundado na Série D. Porém, o futebol ficou em segundo plano. Ele viria mesmo se destacar pelo aconteceu depois da partida. Foi diante dos microfones que o atleta se mostrou um jogador “diferenciado”. Sempre com um discurso populista, digno de um político, exaltava a torcida do Santa Cruz seguidamente. Chegou a comprar ingressos para dar aos torcedoras. Ganhou o nome de "Todos Com o Brasão”, em alusão ao programa do governo estadual.
Mais de dois anos depois, esses fatos ainda permanecem vivos em boa parte dos tricolores e, principalmente, em Brasão. Afinal, o jogador pode reencontrar o antigo clube. Na expectativa de que seja regularizado, ele pode estrear pelo Treze neste sábado.
Sem comemoração
A promessa de Brasão é que, se fizer gol, o silêncio virá em seguida. “Acima de tudo, fica o respeito”, disse, por telefone. O jogador, que é visto como uma das maiores esperanças de trazer a primeira vitória do time paraibano, admite que é uma surpresa enfrentar o Santa Cruz. Ainda mais, em sua estreia pelo novo clube. “Eu não esperava voltar ao Recife para enfrentar o Santa. Com certeza, vai ser um momento difícil. Mas eu sou profissional. A minha família depende do meu trabalho. Por outro lado, vai ser bom poder reencontrar essa torcida”, afirmou.
Carinho pela torcida
Torcida, aliás, que Brasão sempre cita em qualquer frase sobre o Santa Cruz. “Foram seis meses, 24 jogos e 16 gols. Cada momento foi importante na minha passagem. É um clube que eu não sei se Deus vai me dar a oportunidade de jogar de novo. Mas, todos os dias eu agradecia a Ele em estar no Santa Cruz. Guardo tudo com muito carinho”, declarou o atleta, que diz acompanhar de perto as notícias do time coral. “Enquanto estive lá, dei o melhor. A torcida merecia isso”.
Treze
Desde que a Série C começou, o Treze só tem conseguido vitória no campo jurídicio. Diversas liminares garantiram a participação da equipe na competição. Porém, nos dois jogos disputados, vieram duas derrotas. “Essa briga judicial a gente deixa para fora do campo. O Treze também é um time de tradição. Estão chegando novos jogadores e o grupo está sendo fortalecido. Tenho certeza que o Treze vai lutar pela classificação”, finalizou
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