A hora do acerto de contas
Depois de uma primeira fase muito irregular, as brasileiras querem “fechar a porta” para a gigantes russas
Brasil encara a Rússia, seu principal calo nos últimos anos
AE
Depois de uma classificação sofrida para as quartas de final do torneio feminino de vôlei, a atual campeã olímpica tem um novo desafio nesta terça-feira (07): neutralizar o ataque veloz e o bloqueio da Rússia, adversária do jogo que começa às 11h (de Brasília), no Earls Court. O técnico José Roberto Guimarães acredita que a equipe retomou o caminhada da disputa por medalha depois de duas boas partidas - vitória contra a China (3x2) e Sérvia (3x0).
Ele passou a segunda-feira (06) debruçado em textos e vídeos sobre a Rússia. Estudou a adversária ao lado dos demais colegas da comissão técnica e das jogadoras. “Vai ser um jogo de paciência. A Rússia erra pouco. Por isso, temos de produzir bastante, e com calma”, declarou. “Elas têm um jogo mais balanceado. Temos de sacar muito bem, esse é o segredo”, comentou Thaisa.
A confiança da equipe aumentou depois da atuação contra a Sérvia. As jogadoras, até por orientação do técnico, evitam remoer as falhas dos primeiros confrontos. “Não é que a gente tenha de varrer os erros para debaixo do tapete. Discute-se para corrigi-los, o trabalho é nesse sentido. Mas não podemos ficar pensando que a nossa média de desacertos está acima do normal”, comentou a pernambucana Jaqueline.
A derrota para a Coreia do Sul acendeu a luz amarela. Houve muitas reuniões, conversas entre as jogadoras e um pacto para que o Brasil voltasse a se impor. Conseguiu evolução no jogo seguinte, em que superou a China e a ascensão continuou, nos 3x0 sobre a Sérvia. Hoje, porém, ninguém do time ousa arriscar um palpite. “Brasil x Rússia é um clássico. A equipe que tiver mais controle, vence o jogo”, disse Sheilla.
As russas, ultimamente, têm virado uma pedra no caminho das brasileiras, que perderam duas finais de Mundial para as adversárias, além de uma derrota inexplicável na semifinal dos Jogos de Atenas-2004, após ter cinco match points a favor.
MASCULINO
A seleção brasileira masculina de vôlei confirmou a classificação para as quartas de final da Olimpíada como segunda colocada do Grupo B. Jogando com força máxima, o time comandado por Bernardinho venceu ontem os reservas da Alemanha por 3 sets a 0 - com parciais de 25/21, 25/22 e 25/19, em 1h24. Com o resultado, foi aos 11 pontos e ficou atrás apenas dos Estados Unidos, que avançaram com 13.
A seleção brasileira masculina de vôlei confirmou a classificação para as quartas de final da Olimpíada como segunda colocada do Grupo B. Jogando com força máxima, o time comandado por Bernardinho venceu ontem os reservas da Alemanha por 3 sets a 0 - com parciais de 25/21, 25/22 e 25/19, em 1h24. Com o resultado, foi aos 11 pontos e ficou atrás apenas dos Estados Unidos, que avançaram com 13.
No sorteio realizado poucos minutos depois de encerrada a partida, ficou definido que a Argentina será a adversária brasileira nas quartas de final. O jogo será amanhã, a partir das 10 horas (de Brasília). A equipe de Bernardinho também poderia enfrentar a Rússia, mas o sorteio definiu a atual campeã da Liga Mundial, Polônia, como rival dos russos. Os outros jogos das quartas de final serão Estados Unidos x Itália e Bulgária x Alemanha.
Se passar da Argentina, o Brasil reencontrará na semifinal os Estados Unidos, de quem perdeu pela única vez até agora em Londres: 3 sets a 1, pela terceira rodada. O sorteio colocou do outro lado da chave Bulgária, Alemanha, Polônia e Rússia, rivais que o time verde-amarelo só pode enfrentar na decisão.
Antes mesmo de saber o resultado do sorteio, Bernardinho teceu elogios à Argentina, comandada por Carlos Weber. “Eles evoluíram e sabem muito jogar no erro do adversário”, disse o treinador brasileiro. “Agora cada jogo é um jogo de paciência aliada à qualidade que o time tem”.
Brasil e Argentina se enfrentaram em setembro de 2011, na decisão do Campeonato Sul-Americano, vencida pelo time verde-amarelo por 3 sets a 1. Na Copa do Mundo de Japão, em dezembro, novo triunfo brasileiro, desta vez por 3x0
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