A força da torcida tricolor para vencer as adversidades
| Geraldo Lima é um dos personagens que se misturou aos exemplos de superação do clube |
| Tricolor foi ao Arruda até de muletas |
Depois do vexame, o Mais Querido passou por uma reformulação. O técnico Artuzinho foi demitido. Alguns medalhões, como os argentinos Mancuso e Almandoz, acabaram dispensados. O comando passou a ser de Nereu Pinheiro, que apostou em jogadores da região. O Santa partia rumo ao improvável. Formou novos heróis, com um grupo limitado tecnicamente. Faltando duas rodadas para o fim, o time tinha um jogo com o líder absoluto São Caetano, no Arruda, e uma partida contra o Sampaio Correia, no Maranhão.
O detalhe é que a equipe coral não havia vencido uma partida fora de casa sequer. Primeiro, no Mundão lotado, precisava de um empate para se livrar da degola. Conseguiu. O placar de 0 a 0 com o Azulão livrou o time do desespero. Era tempo de partir para o São Luís e buscar a vitória na raça. Ela veio. Márcio Allan e Batata fizeram o Tricolor ganhar por 2 a 1. A classificação para o mata-mata estava garantida. “Depois dessa vitória, a torcida passou a colocar a bola para dentro”, diz Geraldo, 44 anos. “Foi um dos campeonatos mais improváveis que vi”. O Santa passou do mata-mata e fechou o quadrangular em segundo, classificando-se para a Série A.
Diante de tamanha reviravolta, ele não consegue apontar um grande jogo em que a torcida empurrou o Mais Querido. “Todos eles estavam com o estádio lotado e eu estava lá sempre”, afirma o tricolor, que, na ocasião, ajudou a encabeçar o movimento de distribuir apitos no Arruda. “O Corinthians chegou ficar mais de 20 anos sem conseguir um título. Mas, quanto ele mais perdia, a torcida chegava junto. No Santa Cruz é assim também. É uma característica de time de massa. Basta só um pouco de esperança para o estádio lotar de novo”, acrescenta, na certeza de que hoje não será.
Diario de Pernambuco
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