Ânimo para a semifinal
Triunfo sobre o Serra Talhada acabou com série de derrotas e deixou Timbu animado para o mata-mata
Serra Talhada - Sob os olhares do novo técnico, o Náutico conseguiu reacender a chama daquele time avassalador do início do Estadual. E foi na hora certa. Paulo Silas sequer começou, de fato, a comandar o Timbu, mas já pôde ver diante do Serra Talhada, ontem, no estádio Nildo Pereira, uma equipe mais aguerrida. Que venceu o jogo por 2 a 0, com mais cara de Náutico. E como ele vai precisar desse espírito renovado! O treinador terá pouco tempo para trabalhar para as três decisões que terá pela frente: Santa Cruz, pelas semifinais do PE2013, e Crac-GO, já na quinta-feira, pela Copa do Brasil.
Não à toa, o Timbu voltou ontem para o Recife. Sem querer (e nem poder) perder tempo, já treinará hoje à tarde. Animado. Afinal, o Náutico que voltou do Sertão deixou para trás uma sequência de três derrotas seguidas. Deixou no passado mais ainda: o mau futebol. Afinal, os gols dos pratas da casa Douglas Santos (um golaço de falta) e João Paulo que deram a vitória foi pouco para o apresentado.
É certo que o time não foi perfeito, atropelador como em outros jogos do início do ano. Mas deu sintomas de evolução. Mesmo poupando a espinha dorsal do time: Martinez, Elton e Rogério. Foi melhor na partida e não correu, em momento algum, riscos de deixar a vitória escapar. Pode ser muito cedo para afirmar com propriedade, mas o futebol de ontem pode, sim, ser considerado um indício de que o time pode estar reencontrando o caminho do bom futebol.
Na cabeça do treinador, isso já está acontecendo. Na verdade, para ele, nunca deixou de acontecer. “O Náutico iria reencontrar as vitórias, era questão de tempo”, afirmou Silas, sem querer comemorar a vantagem de decidir em casa contra o Santa Cruz a vaga nas finais. “A partir de agora será outro campeonato. Todo mundo que chegou até aqui foi porque mereceu. E quando o jogo é entre times grandes, é clássico, não tem isso de dentro ou fora de casa. Os jogadores estão acostumados e isso muda muito pouco”, disse, focado nas decisões pela frente. “Se eu tivesse que montar um time do zero seria complicado, mas o time está pronto. Já se conhece e está jogando. É só retomar o momento nas finais e vamos conseguir dar essa volta olímpica.”
- Diario de Pernambuco
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