Último tri coral nas lembranças de Cuíca
Ex-ponta-direita que marcou gol decisivo da campanha do tricampeonato do Santa Cruz, em 1971, conta como foi o jogo daquele 21 de julho e o clima entre os jogadores tricolores
A memória está viva. O ex-ponta-direita Cuíca não esquece. Ele lembra muito bem do gol que deu ao Santa Cruz o seu último tricampeonato, no dia 21 de julho de 1971, contra o Sport, na Ilha do Retiro. No próximo domingo, contra o mesmo Sport, o time pode ser tri novamente. Mas o ex-jogador não esquece do lance daquela final. “Gena deu um chutão para frente. A bola caiu nos pés de Fernando Santana. Ele driblou Bibiu e cruzou voltando para mim. Dei um drible em Gílson e bati para o gol. Foi 1x0. Só precisávamos do empate. O gol foi no último minuto da prorrogação (29 minutos). A vitória deu mais brilho a nossa conquista”, contou um dos eternos ídolos da torcida tricolor.
“As pessoas pensam que tivemos um jogo fácil. O primeiro tempo terminou empatado por 0x0. O Sport tinha um grande time. Nós ganhamos dois turnos, e eles, um. Fomos para uma partida extra. Houve momentos em que pensei que iríamos perder. Mas tínhamos Detinho. Ele defendeu tudo. Por isso, ficou conhecido como São Detinho.”
Na sua residência, no bairro do Arruda, João José Venceslau dos Santos, Cuíca, vive tranquilo ao lado da esposa Lúcia Maria e relembra até do início da carreira, no Cacique, da Madalena, em 1963. Logo depois, passou rapidamente por Sport e Náutico. O seu destino era mesmo o clube do coração: o Santa Cruz. O ex-ponta ainda tem até hoje o primeiro contrato profissional com o tricolor, assinado em 1968. Da mesma forma, guarda com orgulho algumas faixas de campeão, como a do tricampeonato, a do tetra de 1972, mas também a do bicampeonato de aspirantes de 1967/1968.
JC Online
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