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segunda-feira, 6 de maio de 2013

CLÁSSICO DAS MULTIDÕES


Promotor do MPPE contesta escolta da PM à organizada

De acordo com Ricardo Coelho, a polícia não pode concentrar seu efetivo na ação para garantir a segurança de torcedores que estão proibidos de frequentar os estádios

Estava lá pra todo mundo ver. Antes de Santa Cruz e Sport começarem a decidir o título da edição 2013 do Pernambucano, centenas de torcedores rubro-negros foram escoltados por policiais militares com destino ao Arruda. Ainda que não portassem camisas, faixas ou bandeiras da organizada, era claro que tratavam-se de membros da facção, que marcou a “caminhada” através de seu site e perfis nas redes sociais. Uma afronta à decisão da justiça, como destacou o promotor do Ministério Público Ricardo Coelho, que tratará o caso diretamente com o governador Eduardo Campos, em reunião marcada para o início da tarde desta segunda-feira.

Um dos maiores críticos das ações das organizadas, Coelho disse ter ficado surpreso ao deparar-se com as cenas exibidas pelos veículos que cobriram o Clássico das Multidões. “Eu senti vergonha quando vi aquela imagem. O próprio estado levando um contingente grande de torcedores que tem um histórico de envolvimento com violência. Discordo radicalmente dessa decisão”, disparou. “Entendo que quando a polícia faz essa escolta ela deixa de aplicar seu contingente num policiamento ostensivo, concentrando seus esforços para proteger torcedores que estão proibidos de frequentar os estádios.”

O promotor disse ainda não ter dúvidas sobre a origem dos torcedores em questão. “Não é o fato de você estar com camisas, bandeiras e faixas que determina que você é da organizada. É muito além disso”, acrescentou. “A Polícia alega que é uma atitude preventiva. Que é melhor tê-los concentrados do que dispersos pelas ruas. Eu, particularmente, discordo. Minha postura é de que o diálogo com essas torcidas foi rompido após anos de tentativas infrutíferas de buscas pela pacificação. Agora, adotamos uma postura de enfrentamento e esta decisão tem que ser respeitada.”

Por isso, Coelho aproveitará o encontro com o governador Eduardo Campos para solicitar a proibição dessa escolta. “Temos uma reunião às 14h30 para discutir algumas questões do programa Pacto pela Vida e vou aproveitar para levar esta questão a ele também. O Estado não pode ter nenhum interesse em dar proteção a torcedores que têm atuado fora da lei”, pontuou.

Em uma conversa rápida, por telefone, o comandante do policiamento da capital, o coronel Paulo Cabral, disse ter se reunido com seus comandantes de área para discutir o assunto. “Estamos reunidos neste momento, debatendo alguns pontos das ações relacionadas ao jogo. Pelo que eles me falaram, a decisão de escoltar aquele grupo foi motivada pelo fato de as patrulhas terem se deparado com vários grupos menores. É uma medida preventiva.”
 Diario de Pernambuco

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