Liberaram as "proibidas"
Escolta para torcida organizada, que aconteceu domingo passado, será repetida no próximo no jogo
A decisão foi revelada pelo promotor do MPPE, Ricardo Coelho. Ele, que se mostrava contra a decisão, participou de uma reunião com o governador Eduardo Campos e o secretário de Defesa Social Wilson Damázio, ontem. A pauta era o programa de redução da violência, o Pacto pela Vida. Coelho, no entanto, tocou no tema das escoltas. “Eles estão convencidos de que aquilo é necessário. O entendimento é de que é melhor monitorar o pessoal do que deixar vagando pelas ruas. Como já disse anteriormente, essa parte de inteligência está muito mais gabaritada para responder sobre esse assunto do que eu”, afirmou.
A cena de dezenas de torcedores rubro-negros cercados pela polícia e caminhando pelas ruas do Recife, portanto, será repetida no próximo domingo, quando acontece a segunda partida da decisão do Estadual entre Sport e Santa Cruz. Dessa vez, porém, são os tricolores que devem ser escoltados – mesmo com o veto oficial à principal organizada do clube. Desde que as principais facções do Trio de Ferro do Recife foram proibidas de entrar nos estádios, vários sinais mostram o contrário.
A exceção é que as camisas e os acessórios já não aparecem mais nas arquibancadas. Algo que, inegavelmente, desarticula os grupos. Apesar disso, os gritos das torcidas com slogans se fazem presentes desde o veto – que veio logo após ao alvirrubro Lucas Lyra levar um tiro antes da partida entre Náutico e Central, no dia 16 de fevereiro. Na ocasião, houve um tumulto nos arredores do estádio e um segurança contratado por uma empresa de ônibus acabou efetuando o disparo.
Diario de Pernambuco
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