Sandro confirma permanência e pede ajuda do time, da torcida e da imprensa
Além do técnico, dirigentes também pediram compreensão com o momento econômico difícil que o Tricolor atravessa
"Queremos dizer que, em momento nenhum, Sandro deixou de ser nosso técnico. Ele sempre teve nosso total apoio e as críticas fazem parte do dia a dia do clube. O que repudiamos é a atitude de alguns profissionais da imprensa de fazer campanha para atingir o Santa Cruz", afirmou o presidente do Santa Cruz. "Tem repórter discordando de qualquer atitude do treinador, desestimulando a torcida a comparecer ao estádio. Isso não pode acontecer", acrescentou.
"Em nome do Santa Cruz Futebol Clube, eu gostaria de agradecer, principalmente, aos nossos torcedores, que continuam empurrando nossos jogadores, e aos sócios tricolores, que mantém o pagamento em dia. Estamos há sete anos sem receber nenhum centavo de cota televisiva, e são eles que compõem uma parte importante da nossa receita. À imprensa, que nos deu espaço nos dois anos de Série D, também agradecemos. Ela também incentivou o torcedor a comparecer, sabemos que é uma minoria que comete injustiça", continuou o mandatário.
"A torcida do Santa Cruz é maravilhosa. Estive presente na Série D, nos momentos mais difíceis do Santa, e ela estava do nosso lado. Só que há uma minoria que incomoda, que xinga e esquece de apoiar. Quero agradecer às torcidas organizadas, que muitos não concordam, mas elas nunca deixaram de nos incentivar. Quanto à imprensa, tem coisa que entristece. Durante o jogo do Treze, pediram que Panda jogasse na direita e ele nunca fez essa função. Essa pessoa não sabe o que se passa aqui dentro. Um dia depois, estava feliz e fui ver os gols na TV ao lado da minha mulher e das minhas filhas. Durante a matéria, na minha cara, o jornalista me chamou de covarde. Como pode?", disse Sandro.
"Não estou dizendo que não aceito críticas nem pressão. Eu aceito e gosto. Se não me sentisse bem, ficaria em casa o tempo inteiro olhando as plantas e cuidando do jardim, mas eu quis ficar. Quando eu jogava em Portugal, no Belenenses, saíamos do campo depois de uma derrota e não éramos questionados. Eu não me senti bem e voltei pro Sport. Eu gosto dessa pressão, mas acho que, nos últimos tempos, houve um excesso por parte de alguns torcedores e jornalistas", opinou.
Diario de Pernambuco
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