Sport encara o ABC em clima de recomeço
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Esta será a primeira partida após perder Marcelo Martelotte e deixar o G-4
ela demissão do técnico Marcelo Martelotte, pela situação limite criada pela direção, pela desorganização tática em partidas anteriores e pela decadência do time nas últimas rodadas, o Sport tenta um novo recomeço nesta terça-feira, às 19h30, no estádio Frasqueirão, em Natal, contra o lanterna ABC, pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, sob o comando do interino Neco, das divisões de base. Ao mesmo tempo que pode ser apenas o “tampão” da vez, Neco vê de muito perto a chance de se estabelecer como treinador de um clube grande, após ter se destacado em pequenos do Nordeste, como o Salgueiro.
Para isso, terá de vencer os potiguares, que têm apenas 14 pontos ganhos. A vitória é fundamental para o Leão (com 31) voltar ao G-4, desde que o Joinville (4º, com 34), em casa, também perca do Atlético-GO. Voltar à “elite da Segundona” não será fácil. A derrota para o Icasa, na Ilha, por 2x0, jogou o Sport numa situação incômoda, mergulhado no meio de um bolo com mais seis times. Todos separados por, no máximo, três pontos. Todos ávidos por um lugar entre os classificáveis para a Série A de 2014.
Neco acredita no time. Para ele, não foi à toa que os rubro-negros estiveram por um longo período no G-4 (12 rodadas). Ao mesmo tempo, tenta sanar defeitos defensivos que levaram o time a cair vertiginosamente nas últimas rodadas. Lá se vão quatro partidas pela Série B (três derrotas e um empate) e um revés pela Sul-Americana (a volta contra o Náutico). “Não poderíamos tomar os gols que levamos (contra o Icasa). Temos de saber nos defender. Temos jogadores para isso”, afirmou Neco.
Para dar uma encorpada na equipe, Neco fez mudanças. Teve apenas ontem à tarde para realizar uma arrumação tática e, para isso, os rubro-negros vão jogar com três volantes – com Rithely novamente na equipe, no lugar de Renan. No ataque, por se tratar de um jogo fora de casa, o técnico quer aproveitar as jogadas aéreas. Nunes compõe a dupla com Marcos Aurélio – Felipe Azevedo, um dos intocáveis de Martelotte, sai.
“Não temos muitas modificações. Nessas ocasiões, o melhor é mexer o mínimo possível, mas era interessante dar uma consistência defensiva maior, para podermos ter mais a posse de bola e jogar. No caso de Marcos Aurélio, um jogador que chuta como ele, tem de ficar perto da área”, avaliou o treinador.
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