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sábado, 7 de setembro de 2013

SPORT - SE PERDER PODE SAIR

Marcelo Martelotte no limite

Treinador não se sente mais pressionado hoje do que quando assumiu o time

Pressionado, técnico leonino sabe que o Sport precisa vencer o Icasa para evitar a crise na Ilha e uma possível demissão


O Sport viveu o seu melhor momento durante o mês de julho, logo após a volta do intervalo para a Copa das Confederações. Foram quatro vitórias consecutivas, entre a 7ª e a 10ª rodadas, que levaram o Leão, até então fora do G4, para a terceira posição. Mais do que isso, nessas partidas o time mostrou um futebol consistente e dava mostras de que havia encontrado o seu rumo na Série B. Essa previsão, no entanto, não se consolidou.

Após a sequência de vitórias, o Leão disputou nove jogos. Não conseguiu sequer o mesmo número de triunfos. Foram cinco derrotas, um empate e três vitórias. Que não foram suficientes para tirar a equipe do G4 antes do início desta rodada. O primeiro turno chegou ao fim e o Sport permaneceu na zona de acesso, em quarto lugar. Hoje, às 21h, na Ilha do Retiro, contra o Icasa, a caminhada tem continuidade. É a reta final da Série B, momento que não permite tropeços.

Se os resultados pós Copa das Confederações trouxeram elogios ao trabalho de Marcelo Martelotte, a queda de rendimento causou o questionamento dele. A pressão, atualmente, é enorme. A ponto de um tropeço, hoje, poder custar o seu cargo. Precocemente? Talvez. Mas as últimas declarações da diretoria deixaram claro que a campanha do time precisa mudar de rumo. E que isso tem que acontecer de qualquer jeito, nem que seja necessário mudar o comando.

Martelotte entende o momento delicado. Dele e do time. Procura não transparecer qualquer temeridade em deixar o clube. Garante que a pressão de hoje é a mesma de quando assumiu. “Não me sinto mais pressionado quanto há 19 rodadas. Falo sinceramente. A pressão aqui é todo dia e já existia desde a partida contra o ABC (pela segunda rodada), quando vínhamos de cinco derrotas e precisávamos nos recuperar”, afirmou o treinador. “O trabalho continua sendo feito, com as correções, substituições e mudanças na maneira de jogar”.


Diario de Pernambuco

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