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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

BRASILEIRO SÉRIE - A

Em jogo fraco tecnicamente, Náutico perde do Fluminense no Maracanã: 2 a 0

Wagner e Rhayner comemoram primeiro gol do Tricolor diante dos alvirrubros

Partida foi marcada por manifestação dos jogadores de ambos os times contra postura da CBF. Mas, em campo, equipes não apresentaram um bom futebol


Dando seguimento a uma rodada histórica do futebol nacional, os jogadores de Fluminense e Náutico se limitaram a trocar a bola de um lado para o outro do campo no gramado do Maracanã, após o árbitro Marcos André Gomes da Penha autorizar o início do jogo. Durante cerca de 25 segundos, os 22 atletas fizeram uma grande roda de bobo. Foi mais uma manifestação do movimento Bom Senso F.C., contra a postura da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que se recusa a discutir as reivindicações dos jogadores, que defendem mudanças estruturais no maltratado futebol brasileiro. Com a bola rolando para valer, o que se viu foi uma partida de baixo nível técnico. O tricolor carioca, brigando contra o rebaixamento, foi menos ruim que os alvirrubros e, depois de nove rodadas, voltou a vencer no Brasileirão: 2 a 0.

Alguém mais desavisado, sem conhecer as campanhas medíocres dos dois times no Campeonato, ao ver os 15 primeiros minutos da partida, podia jurar que tricolores e alvirrubros haviam decidido estender os protestos por mais algum tempo. Mas, não, os atletas não estavam em manifestação. O fraco futebol apresentado nada mais era do que reflexo das capacidades das duas equipes.

Aos 16 minutos, contudo, o Fluminense resolveu quebrar a apatia. Na primeira vez que chegou de forma efetiva ao ataque, após boa arrancada do ex-Náutico Rhayner, Wagner recebeu a bola na risca da meia-lua e chutou. No ângulo direito do goleiro Berna. Indefensável. Um golaço que o meia sequer celebrou. À frente do placar, os tricolores até insinuaram uma ligeira evolução. Mas não passou disso. A partida prosseguiu monótona até o fim da etapa inicial. A monotonia Timbu foi tão grande, que somente aos 43 minutos ocorreu o primeiro chute a gol do Náutico.

Enquanto o alvirrubro voltou para o segundo tempo com a mesma postura apática da etapa inicial, o Fluminense retornou ao jogo esboçando mais atitude e empenho. Procurando pressionar o Timbu em seu campo defensivo desde o recomeço da partida, o tricolor foi premiado com seu segundo gol logo aos cinco minutos. Wagner penetrou na área, chutou cruzado. Berna não foi capaz de agarrar a bola, dando o rebote. Samuel, o carrasco alvirrubro, não desperdiçou e ampliou o placar.

Apesar de suas limitações técnicas, e em noite de estreia do técnico Dorival Júnior, o Fluminense conseguia se impor diante de um Náutico letárgico, completamente entregue em campo. E a situação alvirrubra ficou ainda mais complicada e irreversível após Alison, aos 32 minutos, entrar de forma violenta sobre Rafinha. Expulso, o zagueiro deixou o Timbu com um a menos em campo. Se com 11 jogadores, o time não esboçava qualquer sinal de reação, com 10, restou apenas esperar o fim da partida e torcer para não sofrer mais nenhum gol.

Ficha técnica


Fluminense 2
Diego Cavalieri; Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Digão; Willian, Jean e Wagner (Felipe); Rafael Sóbis, Marcos Júnior (Samuel) e Rhayner (Rafinha). Técnico: Dorival Júnior.

Náutico 0
Ricardo Berna; Diego, Leandro Amaro e Alison; Derley, Elicarlos, Gustavo Henrique, Tiago Real (Morales) e Bruno Collaço; João Paulo (Auremir) e Rogério (Saullo). Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro-RJ). Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES).Assistentes: Katiuscia Berger Mendonça (ES) e Ramires Santos Cândido (ES). Gols: Wagner (F), Samuel (F). Cartões amarelos: Derley (N), Gustavo Henrique (N). Cartões vermelhos: Alison (N). Público: 30.844 (total). Renda: R$ 260.965


Diario de Pernambuco

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