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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NÁUTICO - RECUPERAÇÃO

Confirmado como candidato, Marcílio Sales quer unir Náutico e recuperar sócios

Sales concorreu à presidência do Timbu em 2011, mas por outro grupo de oposição, o MTA

Anteriormente do Movimento Transparência Alvirrubra (MTA), Marcílio encabeçará a chapa Alvirrubros de Coração


Já era fim de noite quando o ex-presidente do Náutico, André Campos, anunciou o nome de mais um candidato na concorrência ao cargo de presidente do Alvirrubro no biênio 2014/2015. Através de sua conta no Twitter, André confirmou Marcílio Sales como líder da chapa Alvirrubros de Coração, que conta com o apoio de ex-presidentes do Timbu, como Fred Oliveira, Vilberto Melo Rego e João Guerra, além do próprio André Campos. Para a vice-presidência, o grupo selecionou Ricardo Malta. Ex-integrante do Movimento Transparência Alvirrubra (MTA), Marcílio conversou por telefone com a reportagem do Superesportes na manhã desta quinta-feira.


Como surgiu seu nome para encabeçar a chapa?

Anteriormente, eu participava do MTA e a chapa Alvirrubros de Coração me enviou um convite, motivada pelo meu trabalho na liderança do colegiado. A nossa ideia de gestão é unir várias antigas lideranças do Náutico, como Eduardo Henrique, Fred Oliveira. O que o clube precisa no momento é conciliar seus diversos segmentos com transparência, se juntar, se unir. Para isso, nossa base tem o apoio de vários ex-presidentes.

O que esperar das próximas eleições, com cinco nomes concorrendo?

O importante dessas eleições é que, quem sair vencedor, tem que saber ser um vencedor de fato. Não dá para começar uma gestão pessoal, sem se importar com o coletivo do clube. É preciso que haja uma união dentro do Náutico para que, no fim, todos sejam vencedores, porque quem deve sair vencedor é o clube como um todo. Por isso, o importante para nós não é que chapa A ou B seja vencedora. Uma delas será eleita, mas, vencedor, queremos que seja o Náutico.

Em 2011, você concorreu à presidência pelo MTA. O que aprendeu na disputa?

Aprendi que essa postura de chapa puro-sangue, oxigenadora, isso é muito bonito no papel. Porém, quando se tem um ideal assim, o grupo passa a governar sozinho. Não é só dizer o que pensa e o que bem entende, porque as coisas vão caminhar bem diferentes na prática. É preciso gerir o clube em grupo. Sem apoio dos demais, não se vai a canto nenhum. É por isso que é necessário o clube inteiro estar unido, e é isso que o nosso grupo está buscando. Queremos lideranças unidas

Quais os planos do grupo, caso seja eleito?


O que temos definido até agora é, em primeiro lugar, recuperar o respeito e o orgulho do sócio. Para retomar isso, vamos mudar tudo em relação ao futebol. Há muito tempo, o Náutico não é mais uma equipe vencedora. Estamos sem um título há quase dez anos. Junto a isso, continuaremos também investindo na evolução da base, buscando sempre revelar novos talentos. Mas não nos limitaremos a isso: investiremos no futebol em curto prazo, com contratações. Vamos apresentar o restante dos planos na próxima terça-feira

Existe algum mandato anterior que sirva de inspiração para a chapa Alvirrubros de Coração?


As épocas são muito diferentes. Cada gestão tem suas particularidades, mas nós tentaremos nos espelhar nas gestões que vêm dando certo. Precisamos tirar tudo positivo feito pelo pessoal que já passou pela presidência e deu certo. Eu e Ricardo Malta estamos focados nisso. O clube deve passar por uma reformulação grande nos próximos anos, para que se adecue aos novos padrões e saia dessa situação difícil de atualmente.


Diario de Pernambuco

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