Tiago Cardoso, o santo do Santa
Destaque no jogo, goleiro Tiago Cardoso comemorou o acesso ainda em campo
Com defesas milagrosas, goleiro virou ídolo máximo da torcida coral e coroa trajetória como referência no acesso após quase se transferir para o Náutico durante o Brasileiro
Mais duas importantes defesas entraram para o currículo. Uma delas, veio aos 38 minutos do segundo tempo. Ainda era 1 a 1. A mão santa estava lá para impedir o desastre. Junto com ela, também estava decretada a retomada da dignidade do clube e a certeza de que tudo que fez no Arruda valeu à pena. Por pouco, Tiago Cardoso não saiu do Tricolor este ano. Esteve perto do rival Náutico. Ficou no Mais Querido para entrar na eternidade.
“Valeu muito a pena (ter ficado). A gente tem que sentir paz para tomar as decisões. Minha carne queria muito ir para o Náutico, mas a paz e o espírito queriam que eu ficasse no Santa Cruz”, declarou o goleiro, ainda eufórico com a conquista do acesso. Eram palavras sinceras. E palavras de quem, apesar de tudo que fez, carregava o alívio após uma longa semana de cobrança.
Não foram poucas as vezes. Tiago Cardoso ouviu muito que o acesso do Santa Cruz passava pela suas mãos. Era só não tomar um gol. O peso era grande. Mas o camisa 1 soube lidar, como sempre. É difícil ver qualquer sinal de nervosismo nele. Defesa atrás de defesa ele se construiu como o paredão da massa coral.
Virou tão ídolo que, no jogo contra o Betim, esteve dentro e fora de campo. Atrás da meta que fica na Avenida Beira Canal, tinha lá um bandeirão do goleiro. “Quando o torcedor fala: ‘Tiago, estamos nas tuas mãos’. A responsabilidade é muito grande, mas a gente fica feliz com a confiança. Agora, tenho que trabalhar mais e mais”, disse.
Diario de Pernambuco
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