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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NÁUTICO - AGREDIDO NOS AFLITOS

Covardia sem precedentes nos Aflitos

Jogador alvirrubro vestia uma camisa rosa quando foi covardemente agredido

Volante Gustavo Henrique foi agredido, na sede do Náutico, por membros da Fanáutico


A torcida do Náutico não deve mais ver a hora de 2013 acabar. Quando todo mundo acha que as coisas já não têm mais como piorar nos Aflitos, eis que um novo fato aparece para envergonhar o clube e seus torcedores. O volante Gustavo Henrique foi covardemente agredido, pelas costas, dentro dos Aflitos na noite da terça-feira passada. O atleta, de 21 anos, estava vestindo uma camisa cor-de-rosa, o que não teria agradado a membros da facção organizada Fanáutico. Um funcionário do clube, que pediu para não ser identificado, confirmou a história.

“Quando eu cheguei, a confusão já estava acontecendo. Foram os meninos da organizada, sim. Botei todos para fora”, afirmou. Os “torcedores” estavam nos Aflitos para acompanhar uma partida do futsal alvirrubro e fazer uma batucada, no jogo contra o Sport. “Eles viram Gustavo lá dentro e iniciaram a discussão. Não sei se pela situação do time ou se por que ele estava vestido de rosa, como me disseram”, pontuou.

Gustavo Henrique promove um culto evangélico todas as terças-feiras à noite na sede do clube com os ex-companheiros das divisões de base. No último sábado, membros da Fanáutico já haviam protagonizado uma confusão no clube, quando realizaram a confraternização do grupo dentro da sede do Náutico – devidamente autorizados pela diretoria. “Fiquei sabendo do que aconteceu. É complicado, situação triste. Passamos por toda a competição muito mal, mas nunca fomos xingados nem agredidos na rua. Aí fazem isso com um garoto, ainda mais dentro do clube. Isso não poderia acontecer”, lamentou o volante Derley.

Atleta se cala
Gustavo Henrique confirmou através da assessoria de imprensa que foi mesmo agredido por estar trajando uma camisa cor-de-rosa – ou seja, um motivo banal. O atleta, porém preferiu não dar entrevistas, apenas mandou o recado: “Foi algo que aconteceu, só que eu não quero me indispor ainda mais, porém, para mim, já morreu. Vai ser algo tratado internamente e eu não quero mais me expor sobre esse assunto”, disse. O Superesportes tentou entrar em contato com o presidente Paulo Wanderley, mas sem sucesso.


Diario de Pernambuco

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