Permanência de Vica é prioridade
Diretoria tricolor deve se reunir nesta quarta-feira com o treinador para acertar a renovação de seu contrato para a temporada 2014
Tratado como “prioridade” pela cúpula do Santa Cruz, o técnico Vica deve se reunir nesta quarta-feira com a diretoria tricolor para acertar a sua permanência no clube. Na terça-feira, em entrevista ao JC, o treinador falou da sua vontade de ficar no Arruda e dos planos para 2014. Para ele, a base do time campeão da Série C do Brasileiro precisa ser mantida para a próxima temporada.
“Meu interesse é permanecer no Santa e dar continuidade ao trabalho. O ano que vem será muito importante para o clube por conta do seu centenário e quero ter a chance de continuar a conquistar grandes resultados para essa torcida que me acolheu de forma tão carinhosa”, afirmou Vica. “A base do time precisa ser mantida, pois é muito ruim começar a montar um elenco do zero. Mas é lógico que precisamos nos reforçar”, completou.
Se confirmado no comando do Santa, Vica disse que pretende montar o time de 2014 em “tabelinha” com a cúpula coral. “Temos que trabalhar lado a lado: comissão técnica e diretoria. Não tem jogador do Vica, nem do presidente, nem do diretor A ou B. Tem que existir os atletas do Santa, contratados a partir de um consenso entre todos envolvidos no trabalho”, explicou.
Para Vica, o planejamento para a temporada 2014 precisa começar o mais rápido possível por conta da proximidade do início da Copa do Nordeste – o Santa estreia no dia 19 de janeiro, no Arruda, contra o Vitória da Conquista-BA. “No ano que vem, o calendário será muito apertado. Vamos disputar quatro campeonatos (Copa do Nordeste, Pernambucano, Copa do Brasil e Série B) e temos que entrar em todos pensando no título. Por isso, não podemos perder tempo”, afirmou.
Sobre sua trajetória no Santa – chegou ao Arruda no dia 22 de agosto, no decorrer da Série B, para substituir Sandro Barbosa –, Vica considerou como principal trunfo a capacidade que teve de fazer com que os atletas assimilassem a sua filosofia de trabalho. “Tratei todos iguais e mostrei que iria montar o time de acordo com as minhas convicções. Fiz eles verem que todos ali eram úteis. Agradeço muito aos atletas por terem confiado em mim”, disse.
Já sobre o momento mais complicado à frente do Santa, Vica classificou os desentendimentos que teve com o atacante Dênis Marques, então titular absoluto. “Dênis não compreendeu ou não quis compreender a filosofia de trabalho. Haviam normas a serem seguidas e ele simplesmente as desconsiderou em alguns momentos. Não podia privilegiá-lo em detrimento dos outros atletas que estavam fazendo a coisa certa. Precisava dar exemplo ao grupo. Mas não guardo mágoas. Às vezes, isso acontece no futebol”, finalizou.

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