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segunda-feira, 14 de abril de 2014

NÁUTICO - TRANQUILIDADE

Náutico sem pressão por jejum de títulos

Técnico Lisca afirmou que tempo sem ser campeão não pode se tornar um peso para os atletas

“Saudações alvirrubras a todos”, disse um sorridente Lisca assim que chegou ao auditório da Arena Pernambuco para conceder a entrevista coletiva depois da classificação para as finais do Campeonato Pernambuco, na noite de sábado. O semblante era de alívio devido ao drama que foi vencer o Salgueiro por 1x0 no tempo regulamentar e por 5x3 nos pênaltis. Passado o sufoco, o técnico agora quer preparar o Náutico para erguer uma taça depois de quase dez anos sem títulos.
“É um momento ímpar para o time. São dez anos sem ganhar um campeonato, mas isto não pode ser um peso para nós. É uma motivação. É na dificuldade que vem a oportunidade, eu falei isso quando cheguei aqui”, lembrou.
Esta será a 35ª vez que o time vai disputar uma final de Estadual, feito que não era obtido desde 2010, quando perdeu para o Sport. Para não correr o risco de amargar novamente um vice-campeonato, Lisca pregou o respeito ao Sport, que eliminou o Santa Cruz, ontem, mas deixou claro que o Timbu vai com sede ao pote. 
“Eu costumo dizer que todo mundo quer ser campeão, mas nem todo mundo quer se preparar para ser campeão. Nós temos um elenco novo, mas muito a fim de entrar para a história do Náutico. Com todo respeito ao adversário, mas esse título vai ser muito valorizado pelo Náutico”, prometeu.
Sobre as mudanças que fez na equipe contra o Salgueiro que acabaram sendo decisivas para a vitória, o treinador, brincando, se auto-classificou como um “burro com sorte”. “A gente de vez em quando acerta, de vez em quando erra, é assim. Muitos gritam ‘burro, burro, burro’, mas de vez em quando o burro dá sorte. Eu sabia que Geovani e Vinícius podiam dar uma grande contribuição entrando no meio do jogo”, disse. 
E que contribuição deu Vinícius. Ele entrou no segundo tempo e precisou de apenas dez minutos em campo para fazer o bonito gol da vitória. “A sensação foi muito boa. Eu não sou muito de fazer gol, mas com certeza a alegria foi grande de marcar, ainda mais no momento importante que é uma semifinal. Eu dedico esse gol à minha mulher e à minha família”, revelou. 
Sobre uma possível briga pela titularidade, o jogador preferiu adotar um discurso cauteloso. “Eu estou preparado para jogar os 90 minutos, mas isso é uma opção de Lisca. Mas, sem vaidade, eu vim para ajudar o time e, ficando no banco ou não, estou aqui para contribuir para as vitórias”, disse. 
Lisca aproveitou para enfatizar que, passada a semifinal, o Náutico apresenta um aproveitamento de 53% sob o comando dele. Segundo o próprio, um rendimento maior do que todos os últimos técnicos que passaram pela equipe. “No Pernambucano, o aproveitamento é de 67%, mas no geral é 53%. O de Jorginho foi 16%; o de Silas, 37%; o de Martellote, 20%; o de Galo, 47%, e o de Zé Teodoro, 35%. Eu acho que é justo comigo vocês frisarem isso”, desabafou.
O treinador também fez questão de agradecer publicamente à mulher e às duas filhas que estavam presentes acompanhando a entrevista. “Elas estão há três meses e meio aqui comigo, se dedicando e vibrando pra caramba. Elas estão adorando o Recife. As minhas filhas chegam pra mim e dizem: ‘Pai, pelo amor de Deus, não perde pra nós não irmos embora. Aí eu digo fala com esses caras da imprensa que ficam me incomodando toda vez que dá um problema’”, contou, dando risadas.

JC Online

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